Arquivos EA Games - https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/ea-games/ Um pouco de tudo na medida certa Wed, 04 Feb 2026 01:06:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos EA Games - https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/ea-games/ 32 32 Need for Speed Carbon: Own-the-City | O melhor NFS do PSP — Análise Retrô https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/02/03/need-for-speed-carbon-own-the-city-o-melhor-nfs-do-psp-analise-retro/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/02/03/need-for-speed-carbon-own-the-city-o-melhor-nfs-do-psp-analise-retro/#respond Tue, 03 Feb 2026 12:44:52 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21539 Após jogar o incrível — e falho — Need for Speed: Most Wanted no PC, eu prometi a mim que o próximo da série a jogar seria a sua sequência direta: Carbon. Lançado em 2006 e com gráficos ligeiramente melhores e a volta à pegada noturna de NFSU, Carbon eliminava as travas de progressão que […]

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Após jogar o incrível — e falho — Need for Speed: Most Wanted no PC, eu prometi a mim que o próximo da série a jogar seria a sua sequência direta: Carbon.

Lançado em 2006 e com gráficos ligeiramente melhores e a volta à pegada noturna de NFSU, Carbon eliminava as travas de progressão que estragaram Most Wanted, transformando o jogo num sistema de domínio de área, onde você deve ganhar corridas e eventos nesses lugares para dominá-los. Boa pedida pra jogo, tudo certo. Mas aí eu fui lá e baixei o port de PSP. LOL.

A ideia era que eu queria dar um uso pro meu Vita, e como eu sempre jogo ele antes de dormir, um joguinho de corrida seria uma ótima pedida, principalmente em relação a jogos de RPG que exigem de mim uma dedicação que meu eu cansado de trabalhar não iria conseguir entregar às 10 PM.

Agora imagine que Need for Speed Carbon: Own the City (subtítulo exclusivo da versão portátil), é um jogo BEM DIFERENTE da versão principal. E talvez MELHOR? Vamos ver.

Reprodução: EA

História: O Drama Familiar

Diferente da versão de console, aqui o buraco é mais embaixo. Você não é o cara do PS2, que venceu as corridas em Rockport no jogo anterior (Most Wanted); aqui você é o irmão do líder de uma gangue local que morre em um acidente misterioso causado por um carro desconhecido.

Você acorda no hospital, descobre que seu irmão já era e agora precisa montar uma nova equipe com os antigos parceiros e a ex-namorada dele. O objetivo? Ganhar reputação, dominar a cidade e descobrir quem foi o desgraçado que matou seu irmão. Para um spin-off de corrida, a história é surpreendentemente emocional e interessante.

Reprodução: EA

Comparativo: Console vs. Portátil (Pensamentos do Horo Joga)

Não dá pra negar que são jogos bem diferentes com o mesmo nome. A cidade, o mapa, as corridas, os carros, as customizações, a direção e todo o resto são completamente diferentes um do outro, e isso porque não estamos incluindo as versões de Nintendo DS e Zeebo aqui (graças à Deus).

Segue abaixo uma pequena tabela resumindo umas pequenas diferenças:

Característica Versão Console (PS2/PC) Versão PSP (Own the City)
História Fugitivo da polícia e duelo em canyons Vingança pela morte do irmão e guerra de gangues
Carros 40-50 veículos Cerca de 30 veículos (respeitável para o PSP)
Mundo Aberto Disponível quase todo de início Bloqueado por territórios (vai abrindo conforme você ganha)
Customização Profunda (Autosculpt) Básica (Dá pro gasto, mas não é um simulador de “Xuning”)
Duração ~12 horas ~15 horas (Sim, o portátil é mais longo!)

O tal do Autosculpt é uma ferramenta da versão de console onde você pode modificar as dimensões das modificações de peças visuais do carro, como tamanho de aerofólio e tudo mais. No PSP, a customização é simples, no mesmo nível do NFSU.
Fora isso, infelizmente a versão de PSP não tem eventos de drift, e a verticalidade das pistas é quase nula, com poucos viadutos e até mesmo a notável ausência de atalhos nas corridas é algo a ser lembrado de forma negativa na versão portátil.

Reprodução: EA

O Diferencial: O Sistema de Crew

O que realmente separa o OTC de outros jogos de corrida é o sistema de Crew (Equipe). Em cada corrida, você tem um parceiro que pode te ajudar de forma ativa ou passiva. Você tem uma barra para cada membro da equipe (no máximo 2), que vai carregando conforme você corre. Ao encher, você pode chamá-lo para causar o efeito baseado na sua habilidade, que são essas abaixo:

Funções na Pista (Roles)

Esses são os caras que estão com você no asfalto e que você ativa durante a prova:

  • Brawler: O “segurança da boate”. Ele foca em um oponente e vai pra cima para bater, jogar no muro ou forçar o cara a parar. É um por vez, mas ajuda muito a tirar aquele rival chato da frente.

  • Drafter: O cara do vácuo. Ele se posiciona na sua frente criando um túnel de vento (slipstream) para você ganhar velocidade extra. Estilo Fórmula 1, perfeito para retas.

  • Assassin: O terror da pista. Ele joga um tapete de pregos bem na frente do oponente alvo. Se o cara passar por cima, já era, fica pelo caminho.

Especialidades (Specialties)

Aqui são os bônus passivos que a sua equipe garante só de estarem com você:

  • Fixer: O cara dos contatos. Ele garante recompensas adicionais (grana e reputação) em todos os eventos que você participa. Se quer subir de nível rápido e encher o bolso, ele é essencial.

  • Mechanic: Aquele trato no motor. Melhora o desempenho geral do seu carro durante as corridas. É a vantagem técnica que você precisa quando o carro dos adversários começa a ficar rápido demais.

Esse sistema de Crew funciona bem, apesar da minha desconfiança inicial ao começar a jogar. É bem legal chamar um parceiro para usar o drafting (pegar vácuo) e ainda usar o Nitro ao mesmo tempo, praticamente duplicando a velocidade do seu carro. Já as skills de atacar os carros inimigos funcionam bem, ainda que a sensação de impacto dessas batidas não chegue nem perto de um Burnout.

Aliás, alguns eventos são focados em batidas, mas o feedback visual é nulo: você só vê uma barrinha em cima do carro adversário diminuir, e quando ele “morre”, o carro pisca e sai da pista. Parece algo feito às pressas e que não casa muito bem com o resto do design fluido do jogo todo.

Reprodução: EA

Trilha Sonora: O “Suco” de EA dos Anos 2000

A trilha sonora é um mix de tudo que representava os anos 2000, indo de Rock a Hip-Hop e Eletrônico que a EA adorava fazer na época e que, por incrível que pareça, funciona muito bem para dar o clima de corrida clandestina. Temos músicas como ‘Joker & The Thief’ do Wolfmother, que já virou praticamente o hino da franquia, mas a variedade aqui é o que surpreende para um jogo de portátil.

Você tem desde o Stoner Rock pesado do Kyuss com ‘Hurricane’, passando pelo Grime britânico da Lady Sovereign em ‘Love Me Or Hate Me’, até Synth-pop de Gary Numan com ‘Are Friends Electric?’.

As músicas preenchem bem a parte sonora do game, garantindo que a música não seja apenas um barulho de fundo, mas parte fundamental da experiência.

Reprodução: EA

O Lado Ruim da Pista

Nem tudo são flores. Se tem algo que irrita é a falta de variedade. Você vai ver as mesmas ruas e prédios o jogo inteiro. Isso sem falar que essas mesmas ruas são o exato MESMO MAPA do Most Wanted de consoles, com algumas adaptações e se passando à noite. Eles acharam mesmo que ninguém iria perceber.

Visualmente, não espere milagres, mas é um jogo bem bonito para o PSP, e em termos de jogos de corrida, ele fica atrás somente do Gran Turismo, que tem outro escopo e talvez não seja tão comparável. A sensação de velocidade em NFC:OTC é bem maior que no Gran Turismo de PSP, compensando assim os gráficos mais simples.

Algumas vezes a progressão fica travada por seu carro ser fraco pro evento, e como os upgrades não passam de um carro pro outro, a troca de carro envolve jogar corridas que foram deixadas pra trás ou rejogar eventos anteriores, somente para conseguir fundos para comprar os mesmos upgrades para seus carros novos.

É um grinding meio chatinho, mas não é algo tão devastador e também não vejo uma solução melhor do que simplesmente dar os mesmos upgrades que você já havia comprado para os outros carros — como em NFSU –, mas aí isso quebraria a progressão também, exigindo todo um rebalanceamento de dificuldade.

Já sobre o  tal mundo aberto do jogo não é obrigatório; você pode — e deve! — dar pause e escolher o evento que queira jogar. A motivação de explorar as ruas sem ser em eventos, é para pegar caixas espalhadas pela cidade. São 30 delas, que liberam mais grana ou artworks do jogo. Caso não seja um complecionista, pode apenas ignorar e avançar para os eventos diretamente pelo menu.

Reprodução: EA

Veredito

Need for Speed Carbon: Own the City é uma prova de que a EA sabia fazer portáteis de respeito antigamente. Ele consegue ser mais longo que o jogo de console e entrega um mundo aberto honesto no PSP/Vita. A estética é maravilhosa também, sendo até mesmo mais bonito que a versão de consoles, dada as devidas comparações de qualidade gráfica.

Prós:

  • História superior e mais emocionante que a do console;

  • Sistema de Crew com poderes é muito divertido;

  • Mais longo que a versão de PS2;

  • Performance lisa, sem engasgos.

Contras:

  • Cenários repetitivos e sem inspiração;

  • Grinding necessário para bater os últimos eventos

Nota: 7.5/10

Reprodução: EA

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Need for Speed: Most Wanted (2005) – Um bom jogo com progressão horrível | Análise Retro https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/07/13/need-for-speed-most-wanted-2005-um-bom-jogo-com-progressao-horrivel-analise-retro/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/07/13/need-for-speed-most-wanted-2005-um-bom-jogo-com-progressao-horrivel-analise-retro/#respond Sun, 13 Jul 2025 20:53:20 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20593 Leitores e amigos de longa data vão saber que existem dois gêneros de games que eu amo de paixão: JRPG e corrida. Não sou nenhum mestre em nenhum dos dois, porém: jogo meus JRPGs na dificuldade normal (tirando um ou outro) e não tenho as ferramentas ($$) para apreciar simuladores de corrida como se deve. […]

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Leitores e amigos de longa data vão saber que existem dois gêneros de games que eu amo de paixão: JRPG e corrida. Não sou nenhum mestre em nenhum dos dois, porém: jogo meus JRPGs na dificuldade normal (tirando um ou outro) e não tenho as ferramentas ($$) para apreciar simuladores de corrida como se deve.

Eu cheguei a comprar volante de PS3, mas me senti uma criança de boné de helicóptero já que eu tinha 25 anos quando peguei um e por isso, vendi logo.

Desde então eu me limito a apreciar esse gênero em jogos de arcade como Daytona USA e o PERFEITO OutRun 2, além de alguns simcades, como Forza Horizon (que tem seus defeitos). Até me arrisco em uns jogos de rali e Gran Turismo, mas é isso.

ISTO POSTO, Need for Speed sempre foi um nome muito presente na minha vida, mas não tanto no quesito jogatina. Na lan house que mais frequentei em meados de 2004 — a falecida Orion Games em Vista Alegre, bairro da ZN do Rio –, haviam basicamente três jogos instalados: Counter-Strike 1.5 (óbvio), Warcraft III (com o desconhecido mod DotA) e Need for Speed Underground 1.

Reprodução: EA

Era meio bizarro, pois jogar NFSU na lan house implicava sempre sentar no mesmo PC e torcer para que ninguém jogasse no seu save. Ou pior: deletasse ele.

Eu mesmo presenciei muitas brigas de criança por causa disso, em um tempo onde a relação das pessoas era mais calorosa por ser presencial e assim, mais verdadeira.

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Assim, conheci o meu primeiro Need for Speed DAQUELA geração. Sim, eu já havia jogado Hot Pursuit III (1998) no PlayStation 1, além de ter visto milhares de vezes o dublador do Jaspion, Carlos Takeshi, vender a versão de PC de Need for Speed II (1997) no canal Shoptime.

Porém, esse era o primeiro jogo da chamada “geração PS2” e eu, como demoraria anos para ter meu próprio em casa, conheci as corridas underground via PC de lan house mesmo.

Reprodução: EA

 

Need for Speed na geração PS2

Após seu sucesso inicial que se deu desde o 3DO com o primeiro NFS, a série deu uns passeios de sucesso no PC e no PS1, até que a EA Black Box, estúdio canadense, ficou responsável pelo primeiro jogo da série no PS2. Assim, surgiu Need for Speed: Hot Pursuit 2, que foi muito bem recebido, pelo menos no console da Sony.

Depois desse sucesso, a Black Box seguiu desenvolvendo os jogos da série, como o já citado Undergrounds 1 e 2 (2003 e 2004, respectivamente), Most Wanted (2005), Carbon (2006) até terminar em Pro Street (2007), pelo menos nessa geração.

Todos esses jogos, por serem feitos pelo mesmo estúdio, compartilham o mesmo DNA e Engine, a EAGL (EA Game Library), que foi evoluindo ao longo dos anos.

Reprodução: EA

Do Underground para a Lista Negra

Como se sabe, os dois jogos Underground foram um pináculo para a série, que até então tinha uma estética voltada para coleção de carros de luxo, com algumas curvas para perseguições policiais inspiradas em programas de TV da época.

Em Underground, a inspiração na cena de tuning da época atraiu a galera mais jovem, com suas corridas noturnas, neon nos carros e os agora cafona adesivos de chamas nas laterais dos veículos. Toda essa cena fez com que muita gente se interessasse pelo game.

Agora não eram só os fãs do gênero que compravam Need for Speed, mas também fãs de Velozes & Furiosos, que por não ter jogos bons, perdeu seu espaço no mercado para os jogos da EA.

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E após dois jogos com temática similar, a Black Box resolveu que seria interessante mudar um pouco o ambiente: para trás ficaram as corridas noturnas e agora temos de volta o tom de sépia/amarelado de jogos como NFS III: Hot Pursuit.

A cidade de Rockport, é baseada em regiões do nordeste americano, como Baltimore e Philadelphia, com áreas industrializadas, além de um subúrbio bem arborizado.

O tom de sépia, muito criticado hoje em dia, era na época uma novidade do que a tecnologia da época poderia proporcionar. A ideia era dar um tom de outono ao jogo, tanto que a maioria das corridas se passa ou de dia ou durante um entardecer alaranjado, bem diferente das corridas noturnas dos dois jogos anteriores.

Reprodução: EA

O corredor mais procurado

A historinha do jogo é contada por cutscenes com atores reais, mas bem estilizadas.

Você joga como um piloto sem nome (apelidado só de “The Player”) que chega em Rockport City para desafiar os melhores corredores de rua.

Durante uma corrida contra o chefão local, Razor Callahan, ele sabota seu carro (retira o bloqueio do óleo), fazendo você perder a corrida e ser preso pela polícia. Enquanto está detido, Razor fica com seu carro tunado — o mais rápido da cidade — e usa ele pra subir até o topo da Blacklist, o ranking dos 15 corredores mais procurados da cidade.

A ideia é bem similar aos dois jogos anteriores, mas a progressão é mais claramente dividida entre esses 15 corredores. Aí você vai pensar: “nossa, então são só 15 corridas?

Ah, meu amigo. É claro que não. É um jogo da EA GAMES (challege everything). 

Para enfrentar cada rival da black list, você precisa vencer uma série de corridas, além de alguns objetivos (“milestones“), e esses milestones são o que tornam um jogo que seria nota 9,0 em algo bem abaixo disso, e eu vou te dizer o por quê.

Reprodução: EA

Os modos de corrida

Existem ideias incríveis nesse jogo. Em relação as corridas normais, não se tem do que reclamar. O jogo tem um monte de variações legais que até hoje não vi em outros jogos modernos, que são:

  1. Circuit

    • Corrida em circuito fechado (2 a 5 voltas).

    • Ganha quem terminar primeiro.

  2. Sprint

    • Corrida ponto-a-ponto, do início ao fim em linha contínua.

    • Sem voltas. Ganha quem chegar primeiro.

  3. Lap Knockout

    • Em cada volta, o último colocado é eliminado.

    • Continua até restar um.

  4. Speedtrap

    • Vence quem tiver o maior total de velocidade ao passar por todos os radares na pista.

    • Não importa a posição final da corrida, só a soma das velocidades registradas.

  5. Drag

    • Corrida de arrancada com troca manual de marchas.

    • Pistas retas, com obstáculos e tráfego.

    • Exige reflexos rápidos para trocar de faixa e marchar no tempo certo.

  6. Tollbooth Time Trial (também chamado só de “Tollbooth”)

    • Corrida contra o tempo, passando por vários pedágios (checkpoints).

    • Cada pedágio tem um tempo-limite. Chegue antes para ganhar segundos extras.

  7. Lap Time Trial

    • Corrida solo contra o relógio.

    • Objetivo: completar uma ou mais voltas no menor tempo possível.

    • Pouco comum na carreira principal.

Todos esses modos aparecem na Campanha espalhados entre os desafios para enfrentar cada rival. Então imagine que para enfrentar o seu rival atual, você precise ganhar 5 corridas. Aí, o jogo te apresenta 9 desafios diferentes, te deixando escolher quais fazer até atingir a meta.

Isso gera uma variedade de escolha do jogador, que pode não se sentir a fim de fazer sempre as mesmas corridas com 3 voltas, e queira simplesmente fazer todos Time Trials ou outros modos disponíveis.

Reprodução: EA

 

O problema do jogo: Milestones e Bounty

Além das corridas tradicionais, o jogo também exige que você complete “Bounty” e “Milestones”, que são metas de perseguição policial, como:

  • Ficar um tempo X em perseguição

  • Danificar viatura, passar por barreiras políciais e escapar de espinhos deixados por eles

  • Atingir valor de procurado

  • Passar por radares em alta velocidade (também chamados de Speed Cameras nos Milestones)

Os desafios dos radares são divertidos, mas Cristo Rei, como odeio todos os outros.

Ficar fugindo da polícia é chato, já que a IA às vezes te ignora ou simplesmente foge, fazendo você perder a perseguição e ter que começar tudo de novo.

Danificar viaturas é ok… mas também envolve o mesmo problema da perseguição poder acabar a qualquer momento sem que seja culpa do jogador.

Reprodução: EA

O valor de procurado (Bounty) é um problema à parte, pois chega um ponto que o jogo simplesmente te FORÇA a ficar perambulando fugindo da polícia só pra aumentar esse valor arbitrário, apenas como forma de esticar a duração do jogo.

E esses são os reais problemas de Need for Speed: Most Wanted: travar sua progressão com esses Milestones é fazer o jogador de palhaço.

Muitas das sessões de jogo que fiz para zerar e escrever essa análise se limitaram a ficar fugindo da polícia por minutos, tendo que apelar para uma área circular onde eu podia explorar a forma que os carros de polícia “nascem” no mapa.

E mesmo assim foi completamente chato, a ponto de eu tirar o som do jogo e ficar ouvindo YouTube no segundo monitor.

Reprodução: EA

Mods modernos para PC

No fim, eu cansei de brigar com um jogo que foi feito sem pensar no meu bem-estar e usei diversos mods. Alguns deles completamente estéticos e outros feitos para fazer com que eu ME DIVERTISSE, mesmo com toda palhaçada da EA Black Box.

A versão de PC roda no Windows 10 e 11 de boa e possui packs gráficos, mods para usar controles de PS4/PS5/Xbox, além de um chamado Extra Options que permite que você mude até seu nível de procurado, o que adianta bastante alguns objetivos, te impedindo de ficar horas aumentando o número de policiais atrás de você só para perder seu progresso por um bug da IA do jogo.

Existe um ótimo compilado deles aqui no moddb.com, que você instala de uma vez só.

Eu recomendo que você instale ele em cima de uma instalação limpa do jogo no Windows. Não precisa instalar nada além disso: já tem tudo que você precisa para ter uma experiência legal com o game.

Reprodução: EA

Veredito

Need for Speed: Most Wanted fez bastante sucesso quando foi lançado. Seus controles são ótimos para um jogo de corrida estilo arcade, a ambientação laranja da cidade de Rockport reflete bastante como eram os games e a estética daquela época e a grosso modo, é um jogo bem divertido para se jogar por algumas horas.

Porém, sua progressão limitada para fazer o game durar mais nas mãos do jogador faz mais mal que bem, e garanto que a maioria das pessoas da época simplesmente não terminou o modo carreira por se frustrar com a forma que tudo é tratado.

A questão das milestones é tão frustrante que até as perseguições policiais, que eram para ser o mote principal do jogo, ficam ruins quando se leva em conta a IA da polícia, que vai de burra para implacável em questão de segundos, dependendo do seu nível de procurado.

O problema foi tão relevante que na sua continuação direta, Need for Speed: Carbon, essas perseguições deixaram de ser obrigatórias, mudando a progressão para um sistema de território, bem menos exigente com o tempo livre do jogador.

As corridas por outro lado, são ótimas e são bem melhores que os jogos modernos da série, como Unbounded (2022), além das hilárias e mal atuadas cutscenes, que divertem e trazem uns alentos para os olhos, como a Mia, interpretada pela atriz Josie Maran.

Caso queira se aventurar nesse jogo, recomendo se proteger de todas suas frustrações: instale o mod acima, aprenda como usar as funções do mod Extra Options e procure apelar pra elas somente quando precisar, pois apesar de tudo que falei, o jogo começa a ficar frustrante somente lá pelo 5o cara da Black List, e até lá você já vai ter se divertido bastante também.

Nota: 7,0/10

Reprodução: EA

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