Arquivos dei - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/dei/ Um pouco de tudo na medida certa Wed, 21 May 2025 18:39:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos dei - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/dei/ 32 32 Capcom Fighting Collection 2 | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/05/18/capcom-fighting-collection-2-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/05/18/capcom-fighting-collection-2-analise/#respond Sun, 18 May 2025 23:05:54 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20367 Nos anos recentes, a Capcom vem nos trazendo diversos relançamentos de seus jogos clássicos na forma de coleções para consoles modernos. Essa iniciativa começou — pelo menos recentemente — com o  Street Fighter 30th Anniversary Collection, uma coleção que foi feita no ocidente e juntou todos os principais jogos da série. Depois ainda vieram os […]

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Nos anos recentes, a Capcom vem nos trazendo diversos relançamentos de seus jogos clássicos na forma de coleções para consoles modernos.

Essa iniciativa começou — pelo menos recentemente — com o  Street Fighter 30th Anniversary Collection, uma coleção que foi feita no ocidente e juntou todos os principais jogos da série. Depois ainda vieram os lançamentos Capcom Beat ‘Em Up Bundle, Capcom Fighting Collection 1 e Marvel vs Capcom Collection, que fizeram muito sucesso com a comunidade devido à sua fidelidade às versões originais, muitas vezes sendo o primeiro lançamento oficial das versões de arcade dos jogos em consoles.

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Agora, em 2025, a Capcom traz a segunda Capcom Fighting Collection, dessa vez contando com os crossovers com a SNK, popular por seus jogos como Fatal Fury e King of Fighters. Mas será que essa coletânea mantém o padrão das anteriores?

Os jogos da coletânea e comentários sobre cada um

Bom, vamos à informação importante. Os jogos que vêm no pacote são:

Divulgação: Capcom

  • Capcom Vs SNK: Millennium Fight 2000 Pro (2001) – Arcade: NAOMI

    • Basicamente a mesma versão do fliperama da época.

    • É a revisão Pro, com mais personagens.

    • Baseada na versão da placa Naomi (mesmo hardware do Dreamcast).

    • É possível jogar com algumas músicas de jogos anteriores, mas a impressão que tive é que não trocaram todas as músicas do jogo.
    • Essa versão também saiu no PS1, mas aqui é a versão arcade.

      Divulgação: Capcom

  • Capcom Vs SNK 2: Mark of the Millennium 2001 (2001) – Arcade: NAOMI

    • Versão da Naomi com alguns bônus.

    • Inclui a versão EO (Easy Operation), lançada originalmente no Xbox e GameCube. É basicamente um modo que facilita comandos e ajusta a jogabilidade para iniciantes.

    • Personagens secretos já desbloqueados.

    • Novo modo “Ver.2K25” com trilha sonora remixada, onde até mesmo regravaram a voz do locutor do jogo (pra um pior, eu achei).

      Divulgação: Capcom

  • Capcom Fighting Evolution (2004) – Arcade: Namco System 246

    • Pode-se jogar com trilha original ou temas clássicos dos personagens.

    • O especial Midnight Bliss do Demitri teve um sprite removido (por questões de direitos autorais relacionados a JoJo’s Bizarre Adventure, já que ele transformava Rose na velha Enya do mangá citado).

    • Shin Akuma e Pyron desbloqueados.

    • Curiosidade: roda na placa Namco System 246 (baseada no PlayStation 2).

      Divulgação: Capcom

  • Street Fighter Alpha 3 Upper (2001) – Arcade: NAOMI

    • Primeira vez com versão em inglês para arcade, que foi construída para essa coleção com base na versão japonesa original.

    • Cenários com leves alterações visuais (não identifiquei).

    • Personagens secretos desbloqueados (acessíveis nas opções).

      Divulgação: Capcom

  • Power Stone (1999) – Arcade: NAOMI

    • Edições em imagens nos finais de personagens (provavelmente Gumrock e Galuda), provavelmente devido a representações de índios e de negros nos finais desses personagens.

    • Personagens secretos desbloqueados.

      Divulgação: Capcom

  • Power Stone 2 (2000) – Arcade: NAOMI

    • Opção de trilha sonora remixada ou original.

    • Personagens secretos também desbloqueados.

      Divulgação: Capcom

  • Project Justice (2000) – Arcade: NAOMI

    • Trilha sonora remixada opcional.

    • Algumas imagens da história foram editadas (mudanças não identificadas ainda).

    • O golpe Aerial Float do Kyosuke pode ser ativado/desativado.

    • Personagens editados estão disponíveis (não é possível criar novos).

      Divulgação: Capcom

  • Plasma Sword: Nightmare of Bilstein – Arcade: ZN-2

    • Roda na placa ZN-2 (espécie de PS1 turbinado).

    • Edições visuais em história e cenários (não identificadas até agora).

    • Personagens secretos desbloqueados.

      Divulgação: Capcom

A apresentação da coletânea

Todos os menus seguem a estética das coletâneas anteriores desde a Capcom Beat’em Up Bundle. A interface é parecida e, com o tempo, foram adicionadas funções extras nos menus, mas nada que mude radicalmente.

No PC, é possível ajustar a resolução dos menus separadamente da dos jogos, o que é ótimo pra quem tem um computador mais modesto. Isso evita quedas de desempenho desnecessária, já que o requerimento para rodar os jogos em si é baixo.

Divulgação: Capcom

Músicas

Temos um rapzinho no menu que lembra os tempos de Street Fighter IV — já entrou na playlist da academia, lol.

As trilhas remixadas, também disponíveis no menu, dão um tom moderno aos jogos, com músicas eletrônicas atuais. Não superam as originais (a nostalgia sempre ganha), mas trazem um frescor pra quem cansou das trilhas clássicas.

No caso de Capcom Fighting Evolution, as músicas “antigas” são, na real, os temas originais dos personagens, o que casa bem com a proposta-homenagem do jogo.

Divulgação: Capcom

Jogabilidade e emulação

Os games rodam lisinhos. Dá pra aumentar a resolução em até 3x no PC (e 2x nos consoles) pros gráficos 3D ficarem bonitos. Também temos os já tradicionais filtros CRT, que dão aquele charme de TV de tubo tão bem usado nas coletâneas da Capcom.

Os controles são totalmente customizáveis, e jogar com arcade stick torna tudo ainda mais fiel e para a alegria de todos mas para a surpresa de ninguém, todos os jogos possuem rollback netcode, até mesmo na versão de Nintendo Switch.

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Infelizmente, um problema chato vindo dos lançamentos desse estilo ainda se sustenta, que é o único slot de save para todos os jogos. Ou seja: se você parou uma partida de Street Fighter Alpha 3 Upper e quiser salvar outra de Plasma Sword, não é possível, pois só dá pra salvar um de cada vez.

Por outro lado, ainda acho que seria legal incluir também os ports de console, já que muitos tinham modos extras. As versões de Dreamcast, por exemplo, rodam igual às da Naomi, mas trazem mais funções.

Também não curto muito essa filosofia atual de escolher modos de jogo direto no menu da coletânea, onde ele apenas carrega um save state da ROM. Sinto falta dos menus dedicados dos ports antigos. Não é algo que estrague a coletânea, mas seria um extra interessante numa possível Capcom Fighting Collection 3.

Divulgação: Capcom

Escolha dos jogos meio questionável, porém aceitável

Temos que abordar a escolha dos jogos pra essa coleção, pois algo me parece meio estranho.

Afinal, por que Plasma Sword e não Star Gladiator (o primeiro jogo)? Por que Project Justice e não Rival Schools? Por que Street Fighter Alpha 3 Upper,  já que o SFA3 original (que convenhamos, não é tão diferente desse) já havia sido lançado em outra coletânea recente?

Meu palpite é o seguinte: focaram em jogos que rodam na placa Naomi, e o resto veio de bônus, tipo quando colocaram o jogo do Punisher na Marvel vs Capcom Collection.

Provavelmente a Capcom deve lançar outra coletânea no futuro com jogos das placas ZN-1 e ZN-2, como Street Fighter EX 1 e 2, Rival Schools, Star Gladiator e talvez até emulação de PS2 com Street Fighter EX 3. Se isso rolar, espero reler esse texto no futuro e gritar: “VIU, EU FALEI QUE IA SAIR!”.

Infelizmente: Censura

Muita gente pode não ligar, então serei breve: a artwork da Mai em Capcom vs. SNK 2 foi censurada com zoom pra esconder o bundão da personagem. A versão japonesa provavelmente veio com a arte original.

Divulgação: Capcom

Isso já aconteceu antes, como no Mega Man X Legacy Collection 2, em que a abertura do Mega Man X4 foi censurada.

Sinceramente, os jogos estão caros demais pro consumidor ainda ter que lidar com esse tipo de palhaçada. Já passou da hora da Capcom (e outras empresas) tomarem vergonha na cara. Não são crianças que estão comprando coletâneas de jogos antigos.

Pior ainda: a arte da Maki (abaixo), do mesmo jogo, está normal. Qual a diferença entre o pacotão da Maki e a bunda da Mai? Tem que perguntar pra Capcom USA e para a artista original, Kinu Nishimura, se ela gostou de ver sua arte cortada.

Divulgação: Capcom

Não só isso, mas o golpe Genocyde Cutter de Rugal em Capcom vs SNK 2 teve seu nome trocado para “Destroyer“, como mostra o vídeo no link a seguir: https://x.com/fffightinfacts/status/1923367832839991671.

É duro ver como as tais “sensibilidades modernas” que tanto se fala, na verdade são apenas frescuras vindas de pautas americanas que, de forma alguma refletem as sensibilidades de todos os outros países do mundo.

Divulgação: Capcom

Não obstante, é bom lembrar que as pessoas que se interessam por esses jogos estão na casa dos 30~40 anos, que podem perfeitamente entender o contexto de cada conteúdo supostamente questionável nas mídias que consomem.

No fim, o que acabamos recebendo é uma tentativa de reescrever o passado através de edição de arte feita por pessoas que tinham uma intenção artística, e não é direito de um funcionário do ESG de uma subsidiária da empresa do outro lado do planeta simplesmente decidir o que deve ou não ser mantido no jogo.

Conclusão

Capcom Fighting Collection 2, apesar do problema acima, entrega uma forma excelente de revisitar esses jogos de luta meio esquecidos.

A presença da SNK com seus personagens mostra que a parceria entre as duas empresas continua forte — especialmente com o intercâmbio de personagens entre Street Fighter 6 e Garou.

Todos os jogos rodam bem e o online tem rollback netcode, inclusive no Switch. As trilhas sonoras remixadas — novidade em relação à Marvel vs Capcom Collection — mostram que a Capcom ainda tenta inovar, mesmo lidando com jogos antigos via emulação.

Nota: 8/10

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo para PC, gentilmente cedida pela empresa. Capcom Fighting Collection 2 também está disponível para Xbox, PlayStation e Switch.

Divulgação: Capcom

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Sonic x Shadow Generations | Análise Parte 1: Sonic Generations Remaster https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/sonic-x-shadow-generations-analise-parte-1-sonic-generations-remaster/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/31/sonic-x-shadow-generations-analise-parte-1-sonic-generations-remaster/#respond Thu, 31 Oct 2024 08:00:10 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18152 Sonic Generations, o original, foi lançado em 2011 e foi recebido pela mídia e pelo público de forma muito positiva. Era uma retomada ao sucesso depois de diversas tentativas frustradas em 3D, como Sonic and the Black Knight, Sonic Unleashed e até mesmo Colors, que havia sido o game anterior a Generations. Neste game, temos […]

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Sonic Generations, o original, foi lançado em 2011 e foi recebido pela mídia e pelo público de forma muito positiva. Era uma retomada ao sucesso depois de diversas tentativas frustradas em 3D, como Sonic and the Black Knight, Sonic Unleashed e até mesmo Colors, que havia sido o game anterior a Generations.

Neste game, temos pela primeira vez em muito tempo a presença do Sonic gordinho. Essa é a sua versão da época do Mega Drive, antes de seu redesign feito pela Sega em 1999, que apareceu pela primeira vez no Neo Geo Pocket em Sonic Pocket Adventure, mas ficou conhecido mesmo nos jogos de Dreamcast.

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Agora em 2024, a SEGA resolveu dar o tratamento de remaster ao game, assim como fez com Colors em 2021, Mas, para agitar as coisas um pouco, eles adicionaram uma história paralela do personagem Shadow.

Lembrando que esta análise foca nas mudanças e no aspecto técnico do Remaster de Sonic Generations.

  • Para saber sobre o conteúdo novo do pacote, leia nossa análise: Parte 2: Shadow Generations.
  • Para uma análise do Sonic Generations original, leia o texto enorme que o Geovane fez sobre ele aqui.

É bom dizer que, mesmo que sejam dois jogos lançados num pacote só, a SEGA trata como se fosse um único jogo dividido em dois capítulos. Todas as versões abrem em um único launcher, e você escolhe o game na primeira tela após o jogo abrir.

Sonic x Shadow Generations
Reprodução: SEGA

Mudanças técnicas e gráficas

Em Sonic x Shadow Generation temos Sonic Generations, que é um port direto do original. Para aqueles que jogaram nos consoles, agora têm a vantagem de jogar o game em 60 fps (menos no Switch). Já para os jogadores de PC, temos basicamente a mesma versão antiga em termos gráficos.

Pelo lado positivo, agora temos o menu de configuração dos gráficos injetado diretamente no jogo, já que o game original ainda é da época em que essas configurações eram feitas num launcher separado. Quem lembra disso?

O game pode rodar em resoluções mais altas, indo até 4K, e também ser jogado em janela sem bordas, essencial para tempos em que muitos de nós usamos dois monitores. Há também suporte ao controle DualShock 4 e DualSense, e os ícones dos botões podem ser mudados independentemente do controle usado, o que é sempre muito bom.

Outra limitação da já antiga Havok Engine, usada no jogo original, é que, pelo menos no PC, o executável do Sonic Generations é carregado por dentro do launcher, deixando a tela preta por meio segundo. Isso é só um detalhe técnico, que mostra que a versão que estamos jogando de Sonic Generations é basicamente um update da original.

Reprodução: SEGA
Reprodução: SEGA

Jogabilidade

Sobre o jogo em si, temos o clássico Sonic Generations: diversas fases baseadas na franquia toda até então. Cada fase tem dois atos: um com Sonic gordinho e outro com Sonic moderno. A sensação de velocidade continua incrível, e as fases fluem muito bem; nem sempre segurar a alavanca para frente vai te levar ao final da fase intacto.

Temos também ainda o ponto meio chato do jogo que não modificaram, que são os desafios que travam o progresso do jogador. A Sega, ao ver que o jogo talvez acabasse muito rápido com apenas NOVE fases (divididas em dois atos mais os chefes), resolveu esticar a corda e colocar pequenos desafios entre elas.

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Eles variam entre apostar corrida com outro personagem ou passar de um Ato com algum gimmick, como inimigos gigantes ou usando a bolha de ar que faz o Sonic quicar. Eu nunca gostei disso desde que joguei o game no Xbox 360, e aqui eles não estão mais divertidos.

Nessa versão, o sistema de vidas se tornou opcional. Isso é legal, pois vidas sempre foram uma dificuldade artificial, principalmente em jogos mais modernos. Também há a opção de usar controles “modernos”, que se assemelham mais à configuração usada em Sonic Frontiers, com o Dash no R2 e o Homing Attack do Sonic moderno indo para o Quadrado, em vez de ser ativado com dois pulos.

Fica ao seu critério escolher qual a melhor configuração de botões. Também é possível modificar individualmente cada botão.

Reprodução: SEGA

Mudanças boas e outras nem tanto

Como já citado, houveram algumas mudanças para tornar o jogo mais moderno, porém junto dessas vieram algumas nem tão boas.

Além de Sonic x Shadow Generation ter seus textos traduzidos para o português, os diálogos foram todos regravados, mas não sei dizer com certeza se as vozes dos personagens foram alteradas. Pelo menos a qualidade do áudio está significativamente melhor, especialmente ouvindo os dois jogos em sequência.

O DLC Casino Night, do jogo original, agora vem liberado de cara, e também temos uma skin do Sonic do Dreamcast bem legal que não estava no lançamento de 2011.

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Temos também Chaos espalhados pelas fases, coisa que não tinha no original. Essas criaturas estão escondidas pelos mapas e você deve pegá-las para desbloquear conteúdos extras no jogo também.

O grande elefante na sala são as alterações sem noção que a Sega implementou nesse relançamento. Entre elas:

  • Sonic não coloca mais a mão no rosto da Amy na cutscene inicial.
  • Rogue tem seu decote escondido.
  • Knuckles não pergunta mais ao Sonic gordinho se ele ganhou peso.

Tenho uma opinião suave em relação à questão da Rogue, mas as outras alterações não fazem sentido algum. Nenhuma mulher vai se ofender com um personagem infantil tendo uma interação igualmente infantil com outro personagem.

Vivemos num mundo onde os flocos de neve ditam as regras e ao mesmo tempo continuam se fazendo de coitados. Aproveito o espaço para dizer que sou totalmente contra a setores de ESG em empresas justamente por esse tipo de comportamento. Mas dito isso, seguimos.

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Original (acima) e Remaster (abaixo) / Reprodução: SEGA

Trilha sonora

Sonic Generations conta com diversos rearranjos de outros games da franquia. Criatividade musical infelizmente nunca foi um forte desse game, já que sua proposta era justamente valorizar a história da série.

Vale destacar que é possível desbloquear trilhas de outros jogos da série, como Sonic CD e Sonic R, compostas por artistas como Crush 40 e Richard Jacques.

Reprodução: SEGA

Veredito

Sonic Generations (remaster) de Sonic x Shadow Generation é basicamente uma forma de jogadores de PS4, PS5 e Switch terem acesso ao jogo em consoles modernos. Donos de Xbox e PC já tinham o game sem as mudanças/censuras apresentadas.

De forma geral, parece que a SEGA apenas colocou o Generations original junto porque o novo jogo (Shadow) é muito curto, e eles precisavam completar o pacote.

Não é um lançamento totalmente negativo, mas poderiam ter portado o game para a Hedgehog Engine 2, a mesma usada na parte do Shadow. As censuras, porém, fazem a percepção do lançamento ser mais negativa do que o jogo merecia.

Nota do game original: 8,0/10
Nota do remaster: 6,0/10

Reprodução: SEGA

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Unknown 9: Awakening | Podia ter sido muito mais… https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/26/unknown-9-awakening-podia-ter-sido-muito-mais/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/26/unknown-9-awakening-podia-ter-sido-muito-mais/#respond Sat, 26 Oct 2024 20:06:41 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18048 É difícil entender a chamada “audiência moderna”, você sabe, aquele grupo de pessoas que até hoje clama que o fracasso do Caça-Fantasmas de 2016 foi por conta de machismo, sexísmo, extrema direita e Trump (sim, aquele filme foi usado como munição nas eleições americanas), e não por ser um filme completamente sem graça, arrastado e […]

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É difícil entender a chamada “audiência moderna”, você sabe, aquele grupo de pessoas que até hoje clama que o fracasso do Caça-Fantasmas de 2016 foi por conta de machismo, sexísmo, extrema direita e Trump (sim, aquele filme foi usado como munição nas eleições americanas), e não por ser um filme completamente sem graça, arrastado e que o público para o qual apelava NÃO FOI VER. Digo, você clama por algo online, mas quando tal produto existe… Você NÃO VAI LÁ COMPRAR/ASSISTIR/JOGAR? Quase como se essas pessoas só quisessem tornar o hobby de outros uma experiência miserável porque não passam de bullies que atazanavam nossa vida no passado.

Agora saindo numa tangente totalmente desconfortável, uma das principais reclamações que podemos colocar na indústria AAA, são as tentativas de reboot ou continuação que tiram o que faziam algo ser especial e substituem por… Nada. Como o reboot de Saints Row que é um dos jogos mais covardes de todos os tempos, que removeu o humor edgy dos últimos dois jogos (e expansão), e pretendia por substituir por um humor com tendência “progressista”, mas que no final falhou miseravelmente nisso a ponto de fecharem a Volition.

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Pelo menos ultimamente, alguns dos fracassos tem sido ip’s originais, o que quer dizer que ao menos estão tentando criar algo. Infelizmente esse algo que foi criado, são produtos como o Cringefest chamado Forspoken (que ainda quero jogar, porque porra, é o Isekai da USP mano), e a completa comédia que é Dustborn (Que em uma das músicas do jogo comete a pachorra de rimar born com born). Claro, flops com ip’s famosas ainda são lançados, como não lembrar o fiasco que foi o jogo do Esquadrão Suicida, que praticamente catalisou o Gamer Gate 2? E Concord, que vendeu 25 mil cópias e teve seus servidores fechados em menos de duas semanas, menos tempo que um scam chamado The Day Before.

Um jogo que até chamou minha atenção quando revelado, mas passou batido por muita gente (inclusive pelo Diogo, que me contou sequer saber da existência dele) e posteriormente também foi sugado nesse vórtice da guerra cultural. Claro, falo de Unknown 9: Awakening. Distribuído pela Bandai Namco e desenvolvido pela Reflector Entretainment, o jogo é estrelado pela atriz Anya Chalotra, que fez a Yennifer na adaptação de The Witcher da Netflix, o jogo chegou com tanto marketing quanto a Sony fez para Concord e Everybody’s Golf (o de PS4)

As Aventuras de Yennifer

Os jogadores estão no papel de Haroona, uma Quaestor nascida com a capacidade de se aventurar numa dimensão misteriosa que se sobrepõe à nossa, conhecida apenas como Umbral. Na sua demanda por conhecimentos ocultos, Haroona aprenderá a dominar a sua ligação única ao Umbral e que lhe permite canalizar os seus poderes no nosso mundo… Mas estes poderes não passam despercebidos e Haroona passa a ser o alvo de uma fação renegada conhecida como os Ascendentes, que quer usar o Umbral para alterar o rumo da história humana.

Em teoria, a história de Unknown 9: Awakening tem potencial pra ser algo decente, mas tudo parece ter sido feito pela metade… E obviamente, a narrativa é lotada dos tropes de escrita pro público moderno, como “mulheres sábias e homens burros”. E claro, não podemos esquecer dos diálogos que são tão naturais quanto Ryan Gosling interpretando o Pantera Negra ou Miles Morales sendo um Deus Nórdico. (Adivinhem qual dessas duas alternativas foi feita real nos quadrinhos?).

É uma pena, como eu disse, tinha um potencial, mas pelo visto a consultoria de um certo grupo canadense é feita por gente que não sabe escrever. No fim, é o típico quase chega lá.


Combate quase divertido

Assim como a história, há muitos elementos da jogabilidade de Unknown 9: Awakening que me agradam. O problema é que o combate não possui refinação o suficiente para chegar ao nível de jogos aclamados. O corpo a corpo é totalmente duro. E mesmo o stealth é básico demais.

Pelo menos quando desbloqueamos as habilidades do Umbral, o jogo brilha levemente, com o combate ficando mais divertido, controlar um inimigo para atirar no outro é bem bacana. Um ponto positivo na minha opinião, é o design linear. Numa época onde todo santo AAA tenta fazer um mundo aberto com centenas de sidequest’s, coletáveis imbecis e alongamentos extremamente penosos, é bom ver um jogo ser linear. Sim, chegamos a ESSE PONTO, onde ser linear é positivo.

LEIAM – Sonic Generations | Análise Retro

Mas, chega de elogiar o combate de Unknown 9: Awakening, porque o combate contra chefes do jogo é boçal pra caramba, e se resume a repetição de padrões e fases, com tudo se resumindo a repetição até o fim. E agora vamos a rant do Sancini sobre uma coisa não só relacionada a Unknown 9, como aos jogos modernos de ação em geral.

Desde que Demon/Dark Souls se popularizou, muitos jogos resolveram colocar seu combate nos botões de ombro e essa é uma praga que eu detesto. Nem todo jogo precisa disso, por isso eu curti Nioh, onde o combate é com os botões de face do controle, como nosso senhor Jesus Cristo ordenou. E sim, se não deixei claro com isso, o combate de Unknown 9: Awakening USA OS BOTÕES DE OMBRO.

Belos cenários, modelos feios, performance medíocre

Uma das coisas que me deixou genuinamente impressionado são os cenários do jogo, que são absolutamente lindos. Eu sou fã de arquitetura de videogames, graças as recriações de Assassin’s Creed, então o que a Reflector conseguiu com Unknown 9 é admirável.

Pena que conseguiram estragar a parte gráfica com os modelos dos personagens, que são atrozes. Maldita essa tendência ocidental de enfeiar mulheres na hora de fazer seus jogos, embora pra ser honesto, TODO MUNDO É FEIO NESSA PORRA. Mas não, não vou passar pano, porque embarangaram a Anya Chalotra, uma atriz linda (não importando o que a produção do Netflix disse sobre escalá-la para ser a Yennifer), que ficou parecendo ter sido atingida por golpes de pá. E não, não é uma questão de poderio da geração passada, só olhar vídeos da versão de PC ou PS5, por exemplo, todo mundo continua feio.

ASSISTAM – O que eu acho sobre remasters e remakes

Falando em PS5… A performance do jogo não faz uso do poderio do mesmo (pra isso eu tive que consultar outros reviews, porque o pé rapado aqui só tem PS4) e o SSD do mesmo só é utilizado para loadings mais rápidos, o jogo é capado a 30 FPS no PS5. Bom, pelo menos nisso o jogo é equivalente no PS4, mas é triste quando jogos mais velhos do PS4 tem performance melhor que um lançamento de nova geração.

A dublagem é uma faca de dois legumes, já que a performance dos atores é inconsistente. Não é de toda ruim, mas inconsistente. Entretanto, se você não quer ouvir ocidentais falando, o jogo possui dublagem em japonês, pra ressoar com seu weeaboo interior.

Podia ter sido mais

Há coisas que eu genuinamente gostei em Unknown 9: Awakening, mas em sã consciência eu não poderia recomendar esse jogo a todos, especialmente pelo preço cobrado e a duração, entre 10 e 15 horas com uma história pretensiosa, modelos de personagens feios e jogabilidade refinada.

Se não fossem as circunstâncias ao redor dele, seria uma jóia bruta, mas sendo o que é, é um resquício do que poderia ser. Se eu jogaria ele de novo? Sim, mas esse sou eu que gosto de jogos medíocres. E no fim do dia, é o que define Unknown 9: Awakening, oportunidade desperdiçada. Se por malícia (da tal empresa de consultoria canadense) ou incompetência, fica a seu cargo decidir.

Nota Final: 6,5/10

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Unknown 9: Awakening está disponível para PC, Xbox Series S|X e PlayStation 5, e esta análise foi feita com uma chave digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Bandai Namco

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