Arquivos Cinema - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/cinema/ Um pouco de tudo na medida certa Sat, 19 Apr 2025 21:37:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Cinema - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/cinema/ 32 32 O que o sucesso do filme de Minecraft nos ensina? (Pro mal e pro bem) https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/19/o-que-o-sucesso-do-filme-de-minecraft-nos-ensina-pro-mal-e-pro-bem/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/19/o-que-o-sucesso-do-filme-de-minecraft-nos-ensina-pro-mal-e-pro-bem/#respond Sat, 19 Apr 2025 21:37:21 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20104 Eu não sei se o Diogo levou o pimpolho dele pra assistir “Um Filme Minecraft”, mas é inegável que o filme pode ser considerado um sucesso e hit (faturou no momento desse texto, quase 600 milhões de dólares), apesar da qualidade bastante questionável. E não, a desculpa de que “É pra criança” não cola pra […]

O post O que o sucesso do filme de Minecraft nos ensina? (Pro mal e pro bem) apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Eu não sei se o Diogo levou o pimpolho dele pra assistir “Um Filme Minecraft”, mas é inegável que o filme pode ser considerado um sucesso e hit (faturou no momento desse texto, quase 600 milhões de dólares), apesar da qualidade bastante questionável. E não, a desculpa de que “É pra criança” não cola pra um produto abaixo do ideal. E as pessoas que eram crianças quando Minecraft explodiu também merecem um produto melhor.

Porém, esse sucesso todo, aliado a muitos fracassos tanto na indústria dos jogos quanto na cinematográfica me fez pensar numa coisa, e veio a ideia de fazer esse texto. O que esse sucesso do filme de Minecraft (e vou colocar no balaio aqui, o sucesso do filme de Five Nights at Freddy’s, que faturou 300 milhões num orçamento de 20 milhões) representa pra industria e público num geral, tanto pro bem, quanto pro mal? Não sei o quão grande esse texto vai ser, então vamos começar.

Reprodução: Sony

O lado ruim: A mediocridade é recompensada no peso da ip

Isso é algo que é extremamente comum na indústria de jogos, só olhar as listas de jogos mais vendidos do ano, você vai ter lá, apesar das críticas, das abusivas microtransações que fazem um gacha parecer bonzinho, Madden, NBA 2K, o EA FC e Call of Duty no topo. As surpresas foram Helldivers 2 e Elden Ring (impulsionado pelo DLC), mas a maioria é parte de franquias anuais. E o fato é que o peso da ip de Minecraft foi o suficiente pra fazer com que o filme faturasse muito.

Ainda que essa tendência esteja mudando com muitos jogos AAA ocidentais com performance abaixo do esperado (A Ubisoft foi de jogo de performance ruim a jogo de performance ruim por todo 2024, e a controvérsia de Assassin’s Creed Shadows levou o jogo a ser adiado pra 2025), em 2024 mesmo com ip’s de peso, como Star Wars e Dragon Age, não foi o suficiente para se converter em vendas, a falta de qualidade em Minecraft não foi o suficiente para deter o sucesso do filme, mas ao menos deteu uma projeção de que o filme faturaria mais que o filme de Mario (com o resultado do primeiro fim de semana, alguns especularam que Minecrafr bateria Mario, mas agora a projeção de Minecraft é pra pouco menos de um bilhão de dólares de faturamento).

Mas, o sucesso do filme é o triunfo da mediocridade. Deixando de fim a negatividade, vamos aos positivos do sucesso de Minecraft.

Reprodução: Double Eleven, Mohjang Studios

Não saíram ofendendo os fãs ao sinal de críticas

Lembram do primeiro teaser trailer do filme? A internet inteira se uniu em um ódio coletivo a esse trailer, porque foi uma as coisas mais “boomer velho sem contato com a realidade fazendo filme para o jovem” que eu já vi. Todo mundo zoou o trailer a torto e a direito. Curiosamente, uma coisa que não ouvi após esse trailer, foi a produção do filme ou alguém do elenco saindo pra xingar os fãs de racistas, fascistas, homofóbicos ou qualquer outra variante, coisa hoje que é comum em especial na indústria de jogos, mas vem acontecendo nos filmes desde o Caça Fantasmas de 2016.

A produção aguentou as críticas de pé, e os trailers posteriores não sofreram essa torrente de críticas, e os fãs mais fervorosos de Minecraft recuperaram o otimismo em relação a produção. Se esse otimismo é justificado, agora olhando pro filme finalizado, são outros 500, porque assim como o filme de Super Mario Bros., a aventura do filme de Minecraft é menos genérica. (Fica aqui a minha tangente de que a Anya-Taylor Joy não ficou muito boa de Peach, e o Chris Pratt se saiu melhor do que o esperado, mas divago).

Imagine se durante a produção de filmes como o Caça-Fantasmas de 2016, As Panteras de 2019, os remakes da Pequena Sereia e Branca de Neve, os produtores e elenco não saíssem atacando todos os críticos, e os classificando como machistas, misóginos racistas? Porra, no caso da Branca de Neve, o produtor teve que viajar pra dar um esporro na Rachel Zeigler pra ela parar de falar merda! Ainda que não fossem faturar tanto, as pessoas iriam ver esses filmes com a cabeça mais aberta se a produção não passasse tanto tempo espantando o possível público alvo. E o remake da Pequena Sereia teria de fato se pagado nos cinemas, porque dos filmes que mencionei, foi o mais bem sucedido.

Reprodução: Silver Cow Studio

Foi uma produção (quase) livre de polêmicas

Dungeons & Dragons: Honra entre rebeldes foi um baita filme baseado em Dungeons & Dragons, porém… O filme fracassou nos cinemas. O motivo? Durante a produção, alguém disse que o filme seria uma obra de empoderamento feminista e blá blá blá. Isso, devido ao clima atual, coloca as pessoas com um pé atrás. Todo mundo está mais do que cansado da trope da girlboss. Só que o filme não é essa obra que falaram, é um filme competente e bastante divertido, mas devido a essa declaração, ninguém foi ver. E mais recentemente, a Marvel matou a animação de MUITA GENTE para o novo filme do Quarteto Fantástico.

Eu tinha minhas reservas pessoais de ver a Vanessa Kirby como Sue Storm (pessoalmente, a Sue deveria ser um cadinho mais jovem, a Kirby tem a minha idade) e o Arroz de Festa Pedro Pascal interpretando Pedro Pascal, digo, Reed Richards, mas o primeiro teaser trailer me deixou esperançoso, era o tipo de filme que a Marvel precisa, que elenco a parte, poderíamos ter algo bom. Porém, estava bom demais pra ser verdade, porque a Vanessa Kirby e Joseph Quinn deram declarações que brocharam não só a mim, mas muita gente que estava ligeiramente otimista com o filme. Kirby comentou que o filme será uma obra de empoderamento feminista, enquanto que Quinn disse que seu Johnny não será um cara flertador “machista”. Sim, o mesmo Quinn que fazia muita gente que conheço molhar as calcinhas depois de Stranger Things. (A pessoa de quem falo sabe quem é, VOCÊ NÃO ME ENGANA). Ou o filme vai ser uma desgraça, ou essa é uma sabotagem e tanta, tal qual foi em D&D. Pra esse tipo de coisa, você fica calado, no clima atual, as pessoas estão sensíveis e qualquer coisa mínima é motivo pra briga em rede social.

Minecraft por outro lado, passou sua produção praticamente livre de qualquer tipo de polêmica barata. Digo praticamente, porque uma das pessoas que faria um cameo no filme, a streamer Rachell Marie “Valkyrae” Hofstetter deu uma declaração de que Jason Momoa teria destratado uma pessoa no set e tal. Só que a polêmica morreu rapidamente, e o cameo de Valkyrae foi removido. Duvido que tenha sido algo muito grave, creio que tenha sido mais uma coisa do estresse do ritmo de gravações, porque nenhum outro problema foi reportado.

Reprodução: Telltale Games

O público alvo FOI ASSISTIR

Isso também vale pro filme de Five Nights at Freddy’s. Uma das coisas que vemos na indústria dos jogos, são produções que tem um público alvo, a chamada audiência moderna… Que parece não existir. Ou é pequena demais pra fazer um jogo ser bem sucedido. A tal audiência moderna parece mais focada em falar no twitter, no Blue Sky e outros locais, que você PRECISA jogar o “Flopperson Xtreme Bidennus”, caso contrário você é um preconceituoso, rachista, macista, misógino, transfóbico e eleitor do Trump/eleitor do Bolsonaro (mesmo que você não more nos EUA/mesmo que você tenha votado no Lula). Só que elas mesmas não compram tais jogos. Se o jogo foi feito pra você, porque você não comprou? Falar é fácil, se você quer que o jogo seja bem sucedido, compre… Ou você, tal criatura da audiência moderna, vai esperar o streamer modinha jogar o jogo pra formar sua opinião?

O público de Minecraft, assim como o de FNAF, vestiu a camisa e foi aos cinemas, ainda que parte do púbico (de Minecraft) tenha estado mais preocupado em fazer bagunça e arruinar o dia de quem limpa as salas de cinema. O fato é, esse público de Minecraft e FNAF, VOTOU COM A CARTEIRA. Porque não adianta nada você fazer uma defesa de um Dustborn ou Concord da vida, se você sequer vai jogá-lo. Sim, eu entendo que os jogos estão caríssimos, e são entretenimento de luxo. Mas se você, que está interessado no jogo, pode se dar a opção de não comprar o jogo que quer porque está caro… Porquê eu, que não estou interessado no jogo, não tenho essa opção? Tremenda hipocrisia.

Reprodução: Mohjang

Finalizando…

A conclusão que chegamos com o sucesso do filme de Minecraft, é que apesar da mediocridade, o peso da ip PODE ajudar no sucesso, se a produção não passa seu tempo atacando o público alvo e espantando o público alvo. Ter uma produção livre de polêmicas e declarações polêmicas também vai ajudar, mas principalmente… O público alvo PRECISA TAMBÉM colaborar para que o produto seja um sucesso. Isso vale pra filmes, mas pode ser muito bem aplicado a jogos, com sucessos como Black Myth Wukong, Hogwarts Legacy, Space Marine 2, Split Fiction e Stellar Blade. A mensagem principal desse texto pras produtoras é: não desrespeite seu público. E para os jogadores, independente de sua crença: Vote com sua carteira e não seja um hipócrita.

O post O que o sucesso do filme de Minecraft nos ensina? (Pro mal e pro bem) apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/19/o-que-o-sucesso-do-filme-de-minecraft-nos-ensina-pro-mal-e-pro-bem/feed/ 0
Mortal Kombat (1995) | O Primeiro e Único Filme https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/mortal-kombat-1995-o-primeiro-e-unico-filme/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/mortal-kombat-1995-o-primeiro-e-unico-filme/#respond Mon, 21 Oct 2024 08:07:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18083 O primeiro jogo da série Mortal Kombat foi um fenômeno nos arcades e consoles. Você, jovem, pode não se lembrar de como foi inovador ver os personagens literalmente se matando da forma mais grotesca possível na forma de um jogo de luta. Leve em consideração que a época era total dominada por Street Fighter. Porém, […]

O post Mortal Kombat (1995) | O Primeiro e Único Filme apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
O primeiro jogo da série Mortal Kombat foi um fenômeno nos arcades e consoles. Você, jovem, pode não se lembrar de como foi inovador ver os personagens literalmente se matando da forma mais grotesca possível na forma de um jogo de luta.

Leve em consideração que a época era total dominada por Street Fighter. Porém, MK trouxe uma variante ao gênero, que tinha vantagens e desvantagens em relação a seu concorrente, mas por serem tão diferentes um do outro, eles nunca competiram entre si pela atenção dos jogadores.

Mas eis que, em 1995, a New Line Cinema deu o cargo de diretor para o então novato Paul W. S. Anderson — sim, o mesmo que viria futuramente a dirigir a franquia de filmes de Resident Evil (e a análise do primeiro filme você pode ler aqui). Anderson conseguiu o cargo após os produtores assistirem “Shopping: O Alvo do Crime“, filme do ano anterior dirigido por ele.

Inclusive, Paul W.S. Anderson não tinha NENHUMA experiência com efeitos especiais, e ele mesmo já disse em entrevistas que só pegou um monte de livros sobre o tema e foi enganando até o final. Incrível.

Reprodução: New Line Cinema

História e personagens

Chamar esse tópico de “história” chega a ser engraçado, pois o filme não tenta te enganar com um roteiro complexo e personagens densos. Mortal Kombat basicamente pega o conceito do torneio feito para salvar a Terra e implementa uma sequência de lutas uma atrás da outra, com alguns diálogos engraçados ligando essas cenas.

De início, temos os personagens sendo apresentados, como Johhny Cage, interpretado por Linden Ashby. Ele faz um Johnny Cage canastrão e divertido, sem ser irritante. Ashby viria futuramente a interpretar o personagem novamente no jogo Mortal Kombat 11 em 2020.

Liu Kang, foi feito pelo desconhecido Robin Shou, que até então só havia trabalhado em produções de Hong Kong e em um único filme ocidental chamado Forbidden Nights, de 1990. Ele também ajudou nas coreografias de luta.

Reprodução: Internet – Poster japonês

Cary-Hiroyuki Tagawa fez um excelente Shang Tsung, o vilão do filme e do primeiro jogo. Sua atuação é a mais convincente e suas expressões de ódio, raiva e prazer de ver os outros sofrendo são engraçadas e entretém durante todo o filme.

Christopher Lambert, por sua vez, faz o carismático Lord Rayden, que como todo filme que fazia, entrega sempre uma atuação canastrona e engraçada, mesmo em cenas de seriedade, que aqui não são muitas. Ele não luta no filme, servindo apenas como mentor dos outros personagens.

Temos também Bridgette Wilson como Sonya e Talisa Soto como Kitana, as musas do filme que atual mal pra diabo mas são lindas, e isso que importa.

Todos interagem bem entre si, com diálogos engraçadinhos entre o cast principal, com piadinhas entre as lutas típicas de filmes para adolescentes dessa época.

Mortal Kombat
Reprodução: New Line Cinema

Violência limitada, porém maneira

As lutas são bem feitas, sem muitos cortes de câmera que normalmente são usados para disfarçar cenas mal feitas. Inclusive, elas são criativas, com tomadas abertas, como a luta de Johnny com Scorpion na floresta e a luta de Liu Kang com Sub-Zero mais pro finalzinho do filme.

São cenas marcantes que mesmo com alguns toques de CGI feios da época, não tiram a graça do filme.

O elefante branco da vez é a falta da violência dos jogos, visto que no filme mal temos SANGUE aparecendo, então o filme recorre a mortes off-screen ou cenas de “desmaio” inspiradas nas lutas de WWE (ou WWF, já que o filme é de 1995).

Nada disso age contra o filme, que compensa com hype durante as lutas — expressão que nem existia na época né –, causado pela música Technosyndrome, popularmente conhecida como o tema de Mortal Kombat.

Essa música havia sido usada nos comerciais americanos do primeiro jogo, e foi reutilizada no filme devido a sua popularidade, tocando no início e durante as lutas principais.

Reprodução: New Line Cinema

Veredito

Mortal Kombat (1995) entrega o que um filme de videogame deve fazer sempre: um roteiro simples e sem inventar muito em cima do que já está estabelecido em outra mídia. A caracterização dos personagens é idêntica a dos jogos e as lutas bem feitas fazem ele ser um exemplo de como a simplicidade pode fazer uma adaptação para outra mídia ser bem vista, mesmo muitos anos depois.

Nota: 7,5/10

Reprodução: New Line Cinema

O post Mortal Kombat (1995) | O Primeiro e Único Filme apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/mortal-kombat-1995-o-primeiro-e-unico-filme/feed/ 0
Resident Evil: O Hóspede Maldito (2002) | O Primeiro Filme https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/16/resident-evil-o-hospede-maldito-2002/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/16/resident-evil-o-hospede-maldito-2002/#respond Wed, 16 Oct 2024 20:10:42 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18000 Com o sucesso estrondoso da série de jogos “Resident Evil“, criada pela Capcom, não demorou muito para Hollywood adquirir os direitos de adaptação para o cinema. A série de jogos, que conquistou fãs ao redor do mundo com seu terror de sobrevivência e atmosfera opressiva, logo despertou o interesse da indústria cinematográfica. LEIAM – Resident […]

O post Resident Evil: O Hóspede Maldito (2002) | O Primeiro Filme apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Com o sucesso estrondoso da série de jogos “Resident Evil“, criada pela Capcom, não demorou muito para Hollywood adquirir os direitos de adaptação para o cinema. A série de jogos, que conquistou fãs ao redor do mundo com seu terror de sobrevivência e atmosfera opressiva, logo despertou o interesse da indústria cinematográfica.

LEIAM – Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City | Vale a pena?

Em um primeiro momento, o renomado diretor George Romero, mestre dos filmes de zumbis e responsável pelo clássico “A Noite dos Mortos-Vivos”, foi cotado para dirigir o filme, especialmente após seu trabalho em um comercial para o lançamento do jogo “Resident Evil 2”, feito exclusivamente para o Japão.

No entanto, diferenças criativas entre Romero e a produção acabaram resultando na sua saída do projeto.

Hospede Maldito
Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

No lugar de Romero, o cargo de diretor foi assumido por Paul W.S. Anderson, que já havia trabalhado com outros filmes de ação e ficção científica, como “Mortal Kombat” (1995), “O Enigma do Horizonte” (1997) e “Soldier” (1998). Anderson tinha uma abordagem muito mais voltada para a ação, e isso se refletiu no tom do filme, que se afastou do terror mais psicológico presente nos jogos.

O roteiro de Resident Evil: O Hóspede Maldito, também escrito por Paul W.S. Anderson, acabou criando uma mitologia própria, desvinculada dos acontecimentos centrais dos jogos.

Essa escolha talvez tenha sido o “calcanhar de Aquiles” da série de filmes, pois muitos fãs que esperavam ver personagens icônicos como Leon S. Kennedy e Claire Redfield se depararam com Alice, uma nova protagonista interpretada por Milla Jovovich, que tinha 26 anos na época do lançamento do filme.

Embora a escolha de uma protagonista inédita tenha agradado alguns, muitos fãs dos jogos sentiram-se decepcionados com a ausência dos personagens centrais e do enredo característico da franquia.

Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

A história

Resident Evil: O Hóspede Maldito começa de forma intensa, com uma cena marcante onde funcionários da Umbrella Corporation ficam presos em um elevador durante uma situação de emergência. Esse tipo de cena, comum em filmes de terror daquela época, já entrega o tom de onde o filme pretende ir, criando uma atmosfera de tensão logo nos primeiros minutos. Em seguida, vemos Alice acordar sem memória em um banheiro dentro de uma mansão, mas esta não é a mesma Mansão Spencer que os fãs dos jogos conhecem.

LEIAM – Resident Evil | Será que os filmes são ruins?

Alice logo é capturada por um grupo de soldados, que a levam para uma entrada secreta da Colmeia, um laboratório subterrâneo da Umbrella onde experiências com o T-vírus estão sendo conduzidas. A estrutura narrativa do filme, a partir deste ponto, lembra bastante “Aliens: O Resgate” (1986), onde um grupo de soldados vai sendo eliminado um a um conforme enfrentam os perigos que habitam a Colmeia.

Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

A Colmeia por sua vez, é gerida pela Rainha Vermelha (outra referência óbvia à Alice no País das Maravilhas), que é uma IA que se apresenta com o rosto de uma criança. O motivo do local estar cheio de zumbis é meio óbvio: deu merda no controle do vírus, o problema se espalhou pelo ar condicionado e ela trancou todo mundo lá dentro. Agora, ela não quer deixar os protagonistas saírem também.

Uma das cenas mais memoráveis do filme é a sequência do corredor de laser, onde diversos personagens são brutalmente cortados. A cena foi impactante o suficiente para ser replicada no jogo “Resident Evil 4″ (2004), tamanha sua popularidade. Os efeitos especiais da época ainda conseguem passar uma boa impressão, especialmente nessa cena específica.

Hóspede Maldito
Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

Trilha sonora e efeitos especiais

 

No entanto, um dos maiores desvios em relação aos jogos em Resident Evil: O Hóspede Maldito, é o uso da trilha sonora. Em vez de trilhas tensas e atmosféricas, típicas de filmes de terror, o filme opta por uma trilha eletrônica, com batidas aceleradas que lembram o ambiente das raves europeias. Esse estilo sonoro, apesar de encaixar nas sequências de ação, acaba quebrando o suspense em muitos momentos, fazendo com que mesmo as criaturas mais temíveis, como os Lickers e os cachorros-zumbis, percam um pouco do seu impacto.

ASSISTAM – Memórias de Uma Locadora nos Anos 90: Zeta Games

Apesar de diversas referências aos jogos, como o trem com o logo da Umbrella, a mansão, o T-vírus, os Lickers e os próprios zumbis, o filme se distancia ao criar uma história independente, sendo mais uma espécie de prelúdio que não se conecta diretamente com os eventos dos jogos. Por exemplo, o licker mutado que ataca no trem ao final do filme não chega a ser uma ameaça tão marcante quanto os grandes inimigos dos jogos, como Nemesis ou Tyrant.

Hóspede Maldito
Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

Conclusão

“Resident Evil: O Hóspede Maldito” é, acima de tudo, um filme de ação. Milla Jovovich, que se tornou a cara da franquia cinematográfica, talvez não seja a atriz mais versátil, mas para o que o filme se propõe, sua performance funciona: ela é bonita, ágil e carismática nas cenas de luta. Algumas dessas cenas, no entanto, acabam se arrastando um pouco, fazendo o público desviar a atenção em certos momentos.

De maneira geral, o filme cumpre seu papel de entreter, desde que você não esteja preso à mitologia dos jogos. Os efeitos especiais, em sua maioria, ainda passam bem, e assistir ao filme com amigos e pizza pode tornar a experiência mais divertida.

Nota: 7/10

Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

O post Resident Evil: O Hóspede Maldito (2002) | O Primeiro Filme apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/16/resident-evil-o-hospede-maldito-2002/feed/ 0
Batman vs Superman | A origem da Justiça https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/04/02/batman-vs-superman-origem-da-justica/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/04/02/batman-vs-superman-origem-da-justica/#respond Sat, 02 Apr 2016 16:49:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/04/02/batman-vs-superman-origem-da-justica/ Eu não estava esperando por uma boa experiência com Batman VS Superman. Pegar cinema em um dia quente e encarar adolescentes linguarudos. É. Eu não estava em  meu melhor dia, mas quando se programa para fazer algo a dois, é melhor não quebrar a programação. Como disse antes, o dia estava bem quente, acredito que […]

O post Batman vs Superman | A origem da Justiça apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>



Eu não estava esperando por uma boa experiência com Batman VS Superman. Pegar cinema em um dia quente e encarar adolescentes linguarudos. É. Eu não estava em  meu melhor dia, mas quando se programa para fazer algo a dois, é melhor não quebrar a programação.


Como disse antes, o dia estava bem quente, acredito que estivesse por volta dos 34°C lá fora e dentro de casa uns 40°C. O calor destrói o meu bom humor e também é uma das razões pela qual o site não vem sendo atualizado como antes. 

De qualquer maneira acabei indo ao cinema assistir Batman VS Superman e sem expectativa alguma. Posso dizer que esse é mais um filme que me surpreendeu – Viu porque baixa expectativa é bom. Eu sai do cinema bem satisfeito com tudo o que foi jogado violentamente na minha cara por duas horas e meia.



Diferente do filme Man of Steel, que gasta um tempo explicando a origem do Clark Kent, aqui somos levados a um mundo em que Superman já faz parte da realidade mundial – Para ser especifico, 18 meses desde que saiu do armário. E que por sinal o governo não está nem um pouco feliz com o fato dele ser autônomo e não pagar impostos como herói.

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});


Enquanto o governo está pensando em uma maneira de ter controle sobre o Superman, nosso querido Clark Kent descobre que há um vigilante na cidade de Gotham, e que diferente de seu alter ego super, o vigilante quebra os ossos dos vilões e se sobreviver ainda os marca a brasa.


Como um homem de princípios e que acredita que morte não é o caminho e todo aquele blá, blá, blá pró-vida, ele decide investigar – É por isso que gosto do Sentry.

Bem, o homem morcego não é bonzinho como você esperava ou 70% da parte inútil da internet. O Batman já é velho combatente de guerra e tá nessa a mais de 20 anos encarando as merdas na cidade de Gotham. O suficiente pra torrar o saco dele, visto que ele teve amigos mortos por um palhaço fantasiado. 


É preciso lembrar que as situações na qual o personagem é jogado tornam impossível lidar com todos os inimigos ao mesmo tempo. Não dá pra sair no soco e ponta pés. Por mais que o Batman de Arkhan City seja habilidoso, aqui temos um Bruce Wayne 40 e que necessita do uso de armas.


Quem reclamou pelo fato do Batman distribuir tiros e matar os inimigos nesse filme, provavelmente não deve ter assistido ao Superman com Christopher Reeve, pois n
o clássico, o Superman aprisiona Zod na dimensão fantasma mesmo a contra gosto, pois como todos sabemos, Zod quer dominar o mundo. Enquanto no Man of Steel ele tem seu pescoço quebrado.

Cadê o choro?



Batman é humano e tem brinquedinhos muito avançados, mas não dá pra socar 20 soldados fortemente armados com metralhadoras sem levar nenhum tiro no traseiro antes. Entendo que nos quadrinhos e animações o Batman é bonzinho e só desmaia a bandidagem na base da porrada, mas esse universo ele não funcionaria.


Acredito que todo o filme tem suas falhas e BvS não escapa a essa regra, porém, ficar martelando essa conversa de que o Batman é ruim, o filme é ruim, Zod é mau, Nolan é bom.


“Ah! Mais o Nolan conseguiu mimimi Nolan mimimi Rola mimimi”


Sério, o cara nos trouxe um Bane chorão e umas das mortes mais ridículas já criadas em um filme do Batman. 


O que eu gosto do Batman de Nolan? O Coringa do Ledger. 


Acredito que usar a trilogia do Nolan como parâmetro para criticar o Batman desse filme é estupidez. Claro, você pode tentar fazer isso na tentativa de mostrar o quanto você é bichão e manja de cinema. 


Oras, masturbar o ego sempre é bom.



Eu não pensei que a Mulher-Maravilha funcionasse bem no cinema, mas depois de conferir ela em ação, não tenho dúvidas: Gal Gadot é a Mulher Maravilha que o cinema precisava e que tanto esperamos.


Leva um tempo para ele entrar em ação, mas quando você ver ela chegando no meio da pancadaria, tenha certeza que ela não tá pra brincadeira. O fato de usar espada, laço e escudo foi uma coisa que me agradou muito. Ela é uma amazona, acredito que só o laço em referencia a personagem clássica foi o bastante.


Ela é linda e ainda chuta a bunda do Apocalipse. Não quero mais nada, me tragam logo o filme solo da Mulher-Maravilha.

O Luthor de Jesse Eisenberg foi outro personagem duramente criticado e que apos assistir o filme, compreendi um pouco dos motivos, mas que discordo. Não senti tanta proximidade com o Coringa do Heath Ledger, como muitos vem alegando. Talvez por ser diferente do Luthor que estamos habituado, que é sério, enquanto aqui temos um Luthor mais jovem, mas tão frio e calculista quanto o clássico.

Obviamente não irei dar spoiler, mas achei fantástico a maneira como ele entra na trama e como ela se encerra com ele.
“Ah! mas ele é ruivo e não careca, seu bobo”


O Luthor clássico era ruivo, mas tu não lembra porquê cê tava balançando dentro do saco do seu pai.

A origem do Apocalipse não é como a dos quadrinhos ou desenho, aqui ela se dá por causa de um personagem que resolve fazer um ritual proibido e acaba gerando um monstro. A aparência dele lembra a muitos personagens, eu esperava por cristais no corpo e tudo mais, só que no momento em que o bicho começa a pegar na batalha isso é suprido.


Eu gostei dele, pois o cara é fodão e solta explosões e rajadas de energia digna de um Shinkuu Hadouken do Ryu em Marvel Vs Capcom. 


Quê? Me lembrou, oras!


Acho que o maior tiro no pé do filme foram tê-lo entregado como o vilão principal antes do lançamento. Eu detesto essa mania de entregarem pontos importantes durante os trailers. Claro, tem quem goste, mas se me oferecem dois trailers discretos, pra mim tá ótimo.


Outro ponto negativo é que a batalha final com Apocalipse é um tanto curta. Poxa, é a batalha final, então que se alongasse por uns 20 minutos.



Conclusão: Batman VS Superman é repleto de referencias aos universo dos quadrinhos, então quem conhece o universo dos quadrinhos ira vibrar. Quem não leu também vai se divertir, pois o filme te entrega uma história original e que deixa muitos pontos em aberto para um próximo filme.


Há falhas, como havia dito antes, mas nada que possa estragar a experiencia de assistir ao filme. As batalhas são ótimas e faz com que você fique animado o tempo todo para ver o embate entre os dois super heróis. E tenha certeza que a batalha faz valer o ingresso do filme.


Finalmente os amantes da DC podem se gabar de uma adaptação de qualidade dos seus personagens mais famosos.


Ah! antes de encerrar eu preciso tirar isso do peito: Foda-se Lana Lang! Foda-se Smallville!


Obrigado!

O post Batman vs Superman | A origem da Justiça apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/04/02/batman-vs-superman-origem-da-justica/feed/ 0