Arquivos Chris Evans - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/chris-evans/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 20 Feb 2025 21:09:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Chris Evans - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/chris-evans/ 32 32 Retro Review do Sancini: Captain America – Super Soldier | A versão do Wii https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/20/retro-review-do-sancini-captain-america-super-soldier-a-versao-do-wii/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/02/20/retro-review-do-sancini-captain-america-super-soldier-a-versao-do-wii/#comments Thu, 20 Feb 2025 21:09:18 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19556 Jogos baseados em filmes sempre tiveram fama de ser no mínimo, questionáveis. Quando baseados em filmes de quadrinhos, as chances do jogo ser uma porcaria eram maiores ainda no passado… Quem aqui não se lembra de Superman do N64? Ou de Enter The Matrix? Charlie’s Angels? Ou aquela porcaria do Spider-man 3? Oh, céus, ainda […]

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Jogos baseados em filmes sempre tiveram fama de ser no mínimo, questionáveis. Quando baseados em filmes de quadrinhos, as chances do jogo ser uma porcaria eram maiores ainda no passado… Quem aqui não se lembra de Superman do N64? Ou de Enter The Matrix? Charlie’s Angels? Ou aquela porcaria do Spider-man 3? Oh, céus, ainda tenho náuseas de Batman Forever no SNES. Não que hoje em dia não existam jogos medíocres licenciados, o catálogo de 40 dólares da Game Mill e da Outright Games está aí pra provar. Não que só saiam porcarias licenciadas, jogos muito bons baseados em licenças, Robocop: Rogue City foi um sucesso, tanto que os fãs clamam pro estúdio que fez Rogue City fazer um jogo baseado em Dredd, devido aos resultados deles com Exterminador do Futuro e Robocop.

 

Alguns dos meus jogos favoritos de Super Heróis e filmes são Spider-Man 2, X-Men Legends II: Rise of Apocalipse e Batman: Arkham City. Hoje em dia não é tão comum, mas até a geração PS3, era comum que no lançamento de um blockbuster de verão, um jogo o acompanharia para todas as plataformas possíveis. Em 2011, quando o MCU ainda estava em sua infância, empresas bilionárias não culpavam o CONSUMIDOR pelo fracasso dos produtos, e tudo era muito menos politizado e imbecil,  o Marvel Studios lançou o primeiro filme do Capitão América, Capitão America: O Primeiro Vingador, e para acompanhar o filme, como era tradição na primeira fase do MCU, a SEGA lançou um jogo baseado no filme… Bem, tecnicamente eram três jogos, um, desenvolvido pela Next Level Games (Desenvolvedora Canadense que viria ser adquirida pela Nintendo anos depois, e dentre seus games, fez a série Mario Strikers) para PS3 e 360, que era um clone da série Arkham, um desenvolvido pela Griptonite Games para Nintendo DS, que era… Um platformer de ação da Griptonite Games (Se você jogou Ben 10 Ultimate Alien, Spider-Man: Web of Shadows e Shattered Dimensions no DS, você vai entender o que digo), e um desenvolvido pela High Voltage Software (Que fez o jogo do Harvey, o Advogado para PS2, e The Conduit no Wii), que saiu para Wii e recebeu um porte para o 3DS meses depois. E é a versão que estamos analisando.

 

A montagem das lutas do Cap no filme

Ao invés de adaptar diretamente o roteiro do filme o que tornaria o jogo tão previsível quanto um filme pornô, a SEGA resolveu fazer algo diferente. O Capitão América, simbolo do Patriotismo norte americano, está no meio da guerra e tem que invadir as bases “nazistas”, que são as da Hydra, coisa que acontece no filme, mas o foco do enredo do jogo são as invasões, e lá, confrontaremos alguns dos inimigos do Capitão. Pegando uma paralela, nada mais é do que uma das investidas do exército Americano contra as forças do Eixo, coisa que cansamos de fazer em Call of Duty e Medal of Honor… Lembram quando Medal of Honor significava algo? Se bem que Medal of Honor deixou de ser relevante no PS2.  Pena que nenhum desses jogos citados tenha o Capitão, eles seriam mais divertidos. Mas enfim, é isso.

Resumindo muito, no duro, o roteiro do jogo é baseado na montagem das lutas de Steve Rogers no filme, preenchendo lacunas que ninguém perguntou, mas que felizmente resultam em um produto divertido. LEMBRAM QUANDO A INDUSTRIA OCIDENTAL DE JOGOS FAZIA ISSO? DIVERSÃO? VAI SE FODER, NEIL DRUCKMANN! EU O ODEIO!

 

Beat’em up Decente

No PS3 e no Xbox 360, temos um clone de Batman: Arkham Asylum, mas aqui é diferente, o que temos é um jogo de ação bem ao estilo Beat’em Up, mas com os recursos do Wii e as habilidades do Capitão América. O Wiimote é usado como mira para o escudo (e isso é extremamente necessário em alguns pontos), enquanto um dos gatilhos do nunchuk é usado pra arremessá-lo. E as poucas combinações do wiimote + nunchuk funcionam de maneira simples e fácil.

Em alguns momentos quando o oponente te ataca, você tem que apertar o [Z] do nunchuk para realizar um contra ataque, e isso é extremamente necessário para abrir a guarda de certos oponentes. O jogo flui de maneira linear, e sempre tem uma SETA ENORME para indicar o caminho a se seguir, mas há coisas escondidas e sempre é bom ter algo a mais pra se fazer. Nesse caso, há alguns sub-objetivos durante os estágios e pode-se desbloquear roupas extras pra Steve Rogers. Entre os objetivos, estão, encontrar e destruir as 10 bombas do caveira vermelha nos estágios, ou os tesouros de um dos vilões (que teve seu castelo roubado pela Hydra) ou resgatar três soldados feridos.

O jogo tem um lado (pequeno) RPG, pois cada inimigo derrotado rende alguns pontos de experiência (estrelas) que podem servir para adquirir pequenos upgrades para o Capitão. Nos combates contra os chefes, quando o adversário te agarrar pra surrar, você deve chacoalhar o wiimote feito um banana, ao menos isso não é frequente, já que chacoalhar o controle feito um retardado me lembra dos primórdios do Wii

Decente graficamente para o Wii

Os gráficos do jogo definitivamente não são o ápice do Wii, são medianos, o Capitão e os principais vilões estão bem modelados, contudo, os inimigos genéricos, que apesar de variarem um pouco, não receberam tal capricho na modelação, ficando até simplistas. Os cenários são bons e até bem feitos para um jogo de filme, mas são MUITO repetitivos, você passará horas por corredores do castelo, surrando meliantes até não poder mais.

A parte sonora recebeu (em sua versão em espanhol, a que foi jogada e usada para esta análise, se você não olhou as screenshots) uma agradável dublagem. Acredite, o dublador espanhol do Capitão América se saiu bem (eu diria até que melhor que a performance do Chris Evans no jogo), e os outros se saíram razoavelmente bem em seus papéis. Já as músicas do jogo são passáveis, nada memoráveis, mas não perturbam seus ouvidos. Os efeitos sonoros do jogo são bons, nada demais.

Um jogo subestimado na época

Na época, apesar das qualidades, o jogo recebeu notas medianas, mas recentemente, mais e mais pessoas estão descobrindo que o jogo do Capitão América (ao menos a versão de PS3) é um título muito melhor do que o slop de filmes baseados em jogos costuma ser. E a versão de Wii é um jogo igualmente sólido que pode lhe garantir horas de diversão… Isso é, se você puder jogá-la. Emulação de Wii é bem comum hoje em dia, diabos, eu joguei esse título em emulador na época. Ou você pode tentar a versão de 3DS que não possui a chacoalhagem idiota do Wiimote/Nunchuck. Não pude jogar a versão de DS porque por alguma razão, o título não rodava direito no meu flashcart.

Nota Final: 8/10

Esse texto foi originalmente publicado em 2011 no meu blog pessoal e adaptado para o Arquivos do Woo, com algumas alterações e revisões. 

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O Perfuraneves | Impressões da Graphic Novel https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/10/07/o-perfuraneves/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/10/07/o-perfuraneves/#comments Fri, 07 Oct 2016 22:54:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/10/07/o-perfuraneve-o-ultimo-bastiao-da/ O Perfuraneves  me proporcionou  uma aventura única e com um desfecho de fazê-lo pular da cama com suas 280 e poucas páginas. Só tenho a agradecer a Editora Aleph por trazer essa obra incrível ao Brasil, e com o devido respeito que a obra merece. O formato europeu e a qualidade do material estão belíssimo,  […]

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O Perfuraneves  me proporcionou  uma aventura única e com um desfecho de fazê-lo pular da cama com suas 280 e poucas páginas.

Só tenho a agradecer a Editora Aleph por trazer essa obra incrível ao Brasil, e com o devido respeito que a obra merece. O formato europeu e a qualidade do material estão belíssimo,  e você não vai ficar sem compreender o desenrolar, pois a graphic novel possui os três contos em um único volume.

LEIAM – Impressões do livro Jurassic Park

Estamos diante de uma daquelas graphic novel que você quer devorar de uma só vez, mas a medida que você avança na história, tu coloca o pé no freio e começa a desacelerar, passa a querer que não termine mais e as quase 300 páginas parecem poucas.

porquê você quer entender e conhecer mais desse mundo gélido criado por Jacques Lob, enquanto aprecia a arte incrível de Jean-Marc Rochette.

Curioso?

O PERFURANEVES

O Perfuraneves | Impressões da Graphic Novel
Pegue um casaco, cobertores e se prepare para visitar um mundo em que a era glacial destruiu quase todas as formas de vida e o que sobrou da humanidade  foi confinada em um único trem “O Perfuraneve e seus mil e um vagões“.

Como eu disse no inicio do texto, a graphic novel é composta por três contos em um único volume, então o primeiro é o “O Perfuraneve”, que é escrito por Jacques Lob, o verdadeiro responsável pela criação desse mundo.

Os autores Lob (e), Rochette e Legrand.

Nessa primeira parte descobrimos que o mundo foi acometido por uma catástrofe ambiental que desceu a temperatura do planeta, mantendo-se nos 94 Cº negativo. Nenhuma forma de vida sobreviveu a catástrofe, exceto pelas pessoas que se refugiaram dentro do Perfuraneve. O

trem, no caso, ele possui mil e um vagões e vem atravessando o mundo sem precisar de qualquer tipo de manutenção no motor, que alias gera energia perpetua por meio do próprio movimento.

PROLOFF, O FUNDISTA

O Perfuraneves | Impressões da Graphic Novel

A história se passa 17 anos desde que a humanidade ficou confinada no trem, e os ânimos não andam nada bom por lá, pois o trem é dividido por classes. Na frente a elite com todo o tipo de luxo e espaço, enquanto no fundo os mais pobre vivem em condições sub-humanas e aglomerados.

É ai que surge Proloff.

Ele é pego fugindo do fundo, o que não é permitido de maneira alguma por motivos de que a galera do fundo havia se rebelado anos atrás, depois de muito maus tratos e briga por espaço no trem.

Os fundistas (pessoas que moram no fundo do trem) resolveram ocupar o resto do espaço dentro do Perfuraneves a força, pois queria os mesmos privilégios. Não deu nada certo e terminaram contidos e selados.

O Perfuraneves | Impressões da Graphic Novel
Porém, por alguma razão, Proloff acaba sendo mantido em custódia ao invés de ser mandado imediatamente para o fundo. É então que surge, Adeline Belleau, uma influente moradora dos vagões do meio, que ao saber da captura de um fundista procura saber as razões pela qual o estão mantendo preso.

Devido a sua influencia ela consegue descobrir o paradeiro e até chega ao fundista, mas só consegue mesmo é ficar presa com ele.

Por alguma razão, Proloff e Adeline são “convidados” a conhecer o conselho do trem, que fica localizado próxima a cabeça. É, eu to chamando a frente de cabeça.

Diabos, tem mil e um vagões, dá um desconto.

É desse ponto em diante que a aventura realmente começa, pois o casal será escoltado até a ponta e para isso precisara passar por muitos vagões temáticos, e assim a medida que avança vagão por vagão eles descobrem um pouco da verdade oculta sobre o Perfuraneves.

NÃO HÁ HERÓIS

O Perfuraneves | Impressões da Graphic Novel

Se vocês notaram, na imagem do cabeçalho Proloff está careca, enquanto na imagem que anexei depois ele está cabeludo e com barba.

No primeiro contato com o resto do vagão, os soldados raspam sua cabeça e sua barba por acharem que todos os fundistas possuem doenças e pragas. Isso deixa bem claro o quanto a classe social dominante despreza quem vive no fundo.

Gostei bastante da preocupação com o meio ambiente que é pregado durante toda a história. Durante o decorrer em uma conversa e outra você descobre que uma bomba estaria sendo desenvolvida e ela afetava o ambiente. Só que a merda foi para o ventilador de alguma maneira e o povo meio que ficou arrependidinho, talvez por não ter contido os testes enquanto ela estava em desenvolvimento.

Outro ponto que preciso ressaltar é que Proloff não é um herói. Eu achei Isso é genial, pois ele só quer chegar na frente simplesmente por não aguentar mais viver no fundo. Em nenhum momento você o verá tentando ser o herói estereotipado.

Proloff sequer tem um plano, o que mostra que ele é apenas um desesperado e que termina envolvido em algo muito maior do que simplesmente conseguir conforto e comida dentro do Perfuraneves.

A RELIGIÃO E A MORTE-BRANCA

O Perfuraneves | Impressões da Graphic Novel
Saber mais sobre as condições do fundo é uma das coisas que prendeu a minha atenção.

Durante a leitura do Perfuraneves você nota que não há janelas e eles vivem amontoados, o que faz com que ficar sozinho seja um luxo que eles não podem se permitir. Bem, na realidade a vida é tão miserável no fundo que até mesmo o canibalismo ocorre com uma frequência absurda. Há também o fato de que ficar sozinho é um luxo impossível, bem, talvez não tão impossível.

Proloff relata que um velho ao completar aniversário pede como presente uma hora sozinho no vagão. O pessoal cumpre e se aperta ainda mais no vagão seguinte, tudo para cumprir o desejo do velho. Após essa uma hora ter passado e retornarem, eles o encontram enforcado.

Eu não sei quanto a vocês, mas eu adoro ficar sozinho, acho que eu teria me enforcado bem antes do velho.

O Perfuraneves abriga a humanidade, então como no antigo mundo, a religião é presente. Aqui ela ensina o povo a ser grato e fiel ao santo motor, pois é graças a ele que a galera tá quentinha (extremamente quente no fundo) e não foram mortos pela “Morte Branca”. que é a maneira como eles passam a chamar o frio lá fora.

O papel da religião passa a ter um enfase maior na segunda história, e mostra o quão poderosa ela é. Mas não darei mais spoilers, garanto que você terá uma leitura muito agradável.

O EXPRESSO DO AMANHÃ

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Ah,esse primeiro conto acabou ganhando uma adaptação nos cinemas bem interessante e que foge um pouco da proposta original. É quase outra história, sendo aproveitado apenas o mesmo universo. Por exemplo, o Proloff é interpretado por Chris Evans, o Capitão América, mas ele se chama Curtis.

Eu particularmente gostei bastante do filme mesmo fugindo da proposta da obra original.

Tenho que ressaltar também que no final da graphic novel existe um posfácio por Jean-Marc Rochette e fotos da pré-produção do filme super bacana.

Certamente O Perfuraneves é uma quadrinho – SIM, vou chamar de quadrinho agora – que todos os amantes de uma boa leitura deveria ter. É uma visão bem pessimista do mundo, algo que Jacques Lob deixa bem explicito. É uma pena que Lob tenha falecido em 1990, pois tenho certeza que certamente teríamos muito mais desse congelante universo.

Confiram a animação que conta antes dos sobreviventes entrarem no Perfuraneve:

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