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Se teve um pedido que a Ubisoft escutou (depois de anos), foi o sonho dos fãs de explorar o Japão Feudal na pele de um Assassino. Pois bem, esse dia chegou! Assassin’s Creed Shadows finalmente está entre nós. Mas será que esse mergulho no período dos samurais faz jus às expectativas ou é só mais um salto de fé sem feno para amortecer?

Bem, para alguém como eu, que nunca conseguiu se apegar aos títulos anteriores da franquia, essa é a primeira vez que estou realmente dando uma chance para valer. Então, vamos desembainhar essa lâmina oculta e descobrir se realmente valeu a pena essa espera.

Assassin's Creed Shadows
Créditos: Ubisoft

O Japão Feudal Como Nunca Vimos

Desde os primeiros trailers, Assassin’s Creed Shadows vende a ideia de uma ambientação detalhada e riquíssima, e, para a surpresa de ninguém, a Ubisoft realmente mandou bem nesse quesito. O período Sengoku é retratado com uma fidelidade impressionante, trazendo aldeias, castelos e campos de batalha que parecem saídos de uma pintura tradicional japonesa.

Temos um ciclo de estações e um sistema de iluminação dinâmico que transforma cada canto do mundo do jogo em uma experiência visual cinematográfica. E claro, se a Ubisoft errasse no charme das cerejeiras caindo ao vento, isso poderia ser considerado um crime histórico. É espantosa a beleza dos cenários com todas aquelas folhas se movimentando ao vento.

Já quanto ao enredo, Assassin’s Creed Shadows entrega uma história intrigante, mas, considerando que estamos falando da Ubisoft, foi dificil no início não ficar com aquele receio: será que a trama vai ser envolvente ou só mais uma desculpa para um monte de objetivos de “vá até ali e mate fulano”? Como alguém que nunca se sentiu realmente fisgado pelos enredos da série, foi divertido ver como esse título finalmente quebrou essa barreira para mim.

O jogo também conta dublagem em português, assim como localização e um modo que me chamou a atenção e é o que estou jogando: Modo imersivo. Nele você joga com o áudio em japonês e com a língua falado por todos aqueles que habitam o universo de Shadows, como imigrantes.

Assassin's Creed Shadows
Créditos: Ubisoft

Dois Protagonistas, Dois Estilos de Jogo

A grande novidade de Assassin’s Creed Shadows é o sistema de protagonistas duplos: Yasuke, um samurai histórico que realmente existiu, e Naoe, uma assassina shinobi que representa tudo o que a galera imaginava quando pedia um Assassin’s Creed no Japão. Essa dualidade não é só para efeito dramático – ela traz uma jogabilidade que contrasta com as habilidades de Naoe, onde promete atender tanto quem curte sair cortando inimigos sem dó quanto quem prefere eliminar alvos no modo stealth.

Yasuke é pura força bruta. Como um samurai, ele domina o combate direto, com golpes pesados, bloqueios precisos e aquele ar de “vou resolver isso no braço”. Se você gosta da sensação de ser um tanque humano atravessando inimigos sem se preocupar muito com discrição, ele vai ser sua escolha natural. Já Naoe é o oposto: uma assassina ágil, letal e furtiva, que traz de volta aquele feeling clássico da franquia. Para alguém que nunca se animou muito com o combate dos jogos anteriores, essa mistura de estilos é algo que me interessou de verdade e pode te agradar.

Essa alternância entre os dois torna a experiência dinâmica, e me faz pensar que o sucesso desse sistema vai depender de uma boa recepção dos fãs, pois se alcançada, com certeza veremos isso mais vezes nos próximos títulos. Podemos até dizer que essa alternância é uma forma de mudar a dificuldade do jogo, fazendo com que as missões de Naoe sejam o modo dificil para quem gosta de se desafiar em matar sem ser visto.

Assassin's Creed Shadows
Créditos: Ubisoft

Parkour e Combate

Se tem algo que sempre me incomodou em Assassin’s Creed era  o seu parkour, pois era comum você simplesmente escalar sem querer um determinado local ou ter dificuldades para se soltar dele – Escalar uma parede parecia exigir mais esforço que um vestibular. Shadows melhora isso, com um sistema mais ágil para Naoe, permitindo escaladas rápidas e fugas cinematográficas, enquanto Yasuke, obviamente, não vai sair saltando por telhados como se fosse um ginasta olímpico.

O combate de Assassin’s Creed Shadows também é muito mais técnico, e isso é algo que merece atenção. Yasuke traz um peso maior às batalhas, com golpes mais lentos e brutos, enquanto Naoe segue o estilo rápido e letal de assassinos, mas ambos compartilham um sistema de aparar golpes que tornam o combate simplesmente incrível. Nesse quesito voltando a diferença entre ambos personagens. Enquanto Naoe é capaz de desferir diversos golpes consecutivos após aparar um golpe, no outro Yasuke simplesmente vai desferir alguns poucos golpes com uma força monstruosa, ou pode se valer de armas secundárias também.

O combate apesar de contar com bons recursos  para nos darmos bem, ele exige técnica e precisão para lidar com hordas de inimigos, principalmente quando no controle de Naoe. O que torna o combate uma experiência realmente divertida.

Assassin's Creed Shadows
Créditos: Ubisoft

Um Mundo Vivo e Dinâmico em partes

Saindo da ação de Assassin’s Creed Shadows, decido dar uma volta pelo mundo aberto. E aqui vem a grande pergunta: esse Japão feudal está realmente vivo ou é só mais um daqueles mapas lindos, mas sem alma? A resposta? Bem, os NPCs reagem à minha presença, algumas interações são bem legais, mas também já topei com alguns que parecem estar ali só para encher espaço. Encontrei uma vila devastada pela guerra, conversei com um NPC que me contou sobre a invasão de um clã rival – pequenos detalhes que adicionam profundidade à ambientação, mas nada muito além disso.

O sistema de estações do ano também impressiona. No inverno, a neve cobre os telhados, os lagos congelam e os camponeses se vestem de forma diferente. Se isso continuar tendo impacto no gameplay (tipo rastros na neve para furtividade ou lagos congelando para criar caminhos novos), pode ser um dos pontos mais interessantes do jogo.

A IA dos inimigos não é ruim, sem dúvida, mas funciona, inclusive possibilita que possamos derrotar alguns chefes no stealth, simples assim. Durante o combate contra um deles, eu me enfiei no feno e ficava assoviando para que fosse até o local, e lá eu finalizava. O chefe repetiu o mesmo padrão dos demais NPC e o finalizei. Foi bem engraçado, até porque a energia deles é muito maior do que as dos demais.

Não sei se isso é um bug, mas espero que não o corrijam porque tornou aquele mundo ainda mais crível, afinal, todo curioso iria bisbilhotar.

Entretanto o sistema de localização de missões foi um dos pontos que mais me desagradou. Ele utiliza um sistema de batedores que permite que eu envie eles para localizar pontos de interesses, ou seja descobrir o próximo passo para se avançar, e isso é frustrante quando se tem um mapa grande e as pistas que o jogo dá não é das melhores, então é muito comum você ficar rodando feito uma barata tonta até conseguir localizar o ponto de interesse e avançar no jogo.  Longe de querer tudo mastigado, mas se é para ter localização, então use o recurso de forma mais precisa ao invés de nos jogar no mapa com pistas – Contamos com uma montaria também, e ajuda muito quando se tem espaço enormes para percorrer.

Créditos: Ubisoft

 

O Veredito: Vale a Pena?

Ainda estou longe de ver tudo o que Assassin’s Creed Shadows tem a oferecer, mas posso dizer uma coisa: pela primeira vez, sinto que realmente estou aproveitando um jogo da franquia. A ambientação é cativante, a jogabilidade varia o suficiente para não cair na mesmice.

Se isso continuar assim, pode ser o jogo que finalmente me faça gostar de Assassin’s Creed. Também destaco que não encontrei nenhum problema durante toda a partida, o que é sem dúvida um grande feito da Ubisoft, que se fez valer dos atrasos para lapidar o jogo ao máximo.

O que posso dizer é que sigo minha jornada pelo Japão Feudal – ora como um assassino silencioso, ora como um samurai imparável. E olha… está sendo uma viagem incrível.

Nota: 8,5/10

Assassin’s Creed Shadows está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X e Series S, GeForce Now, Microsoft Windows, Amazon Luna, Mac OS, e essa análise foi feita com uma chave digital de Xbox Series S|X gentilmente fornecida pela Ubisoft.

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Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii | As Primeiras 20 Horas de Jogo https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/08/like-a-dragon-pirate-yakuza-in-hawaii-as-primeiras-20-horas-de-jogo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/08/like-a-dragon-pirate-yakuza-in-hawaii-as-primeiras-20-horas-de-jogo/#respond Sat, 08 Mar 2025 15:30:18 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19705 Em 2025, a série Yakuza completa 20 anos, e mesmo após a mudança de nome para “Like a Dragon“, a sua popularidade nunca diminuiu. Após um conturbado ponto entre o terceiro e o quinto jogo, a chegada de Yakuza 0 em 2017 (no ocidente, dois anos após o lançamento japonês), a série entrou nos trilhos […]

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Em 2025, a série Yakuza completa 20 anos, e mesmo após a mudança de nome para “Like a Dragon“, a sua popularidade nunca diminuiu. Após um conturbado ponto entre o terceiro e o quinto jogo, a chegada de Yakuza 0 em 2017 (no ocidente, dois anos após o lançamento japonês), a série entrou nos trilhos novamente, e desde então tem obtido muito sucesso, sendo talvez o carro chefe da Sega, passando Sonic depois de muitos anos.

LEIAM – Yakuza: Like a Dragon (Yakuza 7) | Análise

O mais novo jogo da série é mais um spin-off, ou “Gaiden”, como é chamado no Japão. Depois do game solo de Kiryu chamado Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name, que se passava entre os eventos de Yakuza: Like a Dragon e Like a Dragon: Infinite Wealth (6º e 7º jogos da série principal, respectivamente), agora temos Pirate Yakuza In Hawaii, sendo o jogo mais recente na timeline da saga, se passando após os eventos do oitavo jogo.

Nesse texto, vamos abordar, de forma mais sucinta, as primeiras 20 horas de jogo. Posteriormente, teremos um segundo texto mais completo, abordando todo o jogo após finalizarmos ele.

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

Mais uma aventura fora do Japão

Acho que a maior loucura do RGG Studio foi tirar a série da sua zona de conforto. Com tantos jogos e spin-offs se passando no bairro de Kamuro-cho e outras cidades japonesas, parecia impensável levar os personagens para um ambiente totalmente diferente do que os jogos costumam abranger.

E não é pra menos, dada a natureza da história, que desde o início é basicamente um grande novelão sobre a máfia japonesa, não haveria como fazer esses caras durões, que provavelmente nem inglês sabem, saírem do Japão pra fazer nada.

LEIAM – Burn (PC) – Análise

Kiryu, o protagonista anterior da série, já falou em várias ocasiões em outros jogos que ele não era o tipo de cara que gostaria de viajar pra fora, e mesmo assim ele dá as caras no oitavo jogo, que se passa em Honolulu, no Havaí. Mas como todo mundo muda, aqui estamos, no segundo jogo que se passa na região sul do território americano.

A escolha de Honolulu como sendo novamente a cidade base de um jogo da série é perfeitamente compreensível para quem já conhece o modus operandi do Ryu ga Gotoku Studio. Eles simplesmente não queriam desperdiçar todo o cenário e ambientes criados para o jogo anterior — que sim, é ENORME — e como aquele game era um JRPG de turnos, seria perfeitamente plausível trazer de volta a cidade inteira para um jogo de briga de rua.

Mas não só de reciclagem vive o game, e tem um lado da ambientação totalmente novo, que tem a ver com…

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

Piratas?

Realmente não faz nenhum sentido lógico termos piratas, com navios antigos e vestimentas dignas de um filme do Jack Sparrow numa ambientação moderna, mas os caras só pensaram: “ah, quem liga?”.

E assim, o único jeito de tornar uma aventura pirata minimamente plausível na série Yakuza seria colocando o Majima como protagonista, e assim eles fizeram.

As minúcias dessa situação toda serão abordadas no texto final da análise, mas entenda que você, como Goro Majima — desmemoriado, por causa do naufrágio, por alguma razão — vai parar numa pequena ilha próxima ao Havaí, e ele faz amizade com um ex-pirata chamado Jason e seu filho, Noah. Após algumas idas e vindas, nosso protagonista se encontra como capitão de um navio pirata clássico, e deve enfrentar outros piratas da região — que nesse universo é habitada por um monte de caras como você — e isso gera bastante conflito, afinal todos estão aparentemente atrás de um grande tesouro pirata antigo, e cabe a você, o Capitão Majima, encontrá-lo.

LEIAM – Spin-offs de Yakuza | Parte 1 | Todos os que foram lançados no ocidente

Assim, Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii gira em torno de navegações com sua tripulação, que é o grande mini-game principal desse jogo, onde você monta um time de piratas, cada um com habilidades especiais que te ajudam em partes do navio. Pense neles como cartas de um card game: cada um tem características como ser bom com canhões, ou de aumentar o ataque durante invasões em ilhas ou a outros navios.

Você conhece esses tripulantes de N maneiras, como em Honolulu fazendo missões ou parados no mapa, esperando que você atenda certas condições, como ter ranque pirata necessário para ele te respeitar, ou através de brigas mesmo.

Divulgação: SEGA / RGG Studio

Que mais tem no jogo?

Além da vida pirata, temos as já características hordas de missões paralelas. Muitas delas são com personagens que já apareceram em Yakuza 7 e 8, e isso pode ser um ponto de crítica, pois muitas dessas missões são parecidas com outras que apareceram anteriormente.

Temos também o já popular Dragon Kart, o nosso Mario Kart da Yakuza, que continua sendo meio medíocre porém divertido o suficiente para você querer terminar pelo menos a história principal dele;

Outras atividades como jogos de dardos, sinuca, baseball, golfe também dão as caras novamente e continuam bastante divertidas.

LEIAM – Spin-offs de Yakuza | Parte 2 | Os exclusivos do Japão

Uma novidade é a caça aos bandidos, onde você deve ajudar a polícia de Honolulu a caçar bandidos e pegar recompensas com isso. É uma das formas eficazes de ganhar dinheiro rápido no início do jogo e vale a pena investir nisso sempre que puder.

O melhor pra mim, eu deixei pro final: os jogos de arcade e o Master System que você tem acesso a todo momento. Clássicos como Virtual Fighter 3 e Daytona USA 2 estão presentes, com uma emulação ótima.

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

Combate

O combate está bastante interessante nesse jogo do Majima pirata. Ele agora possui dois estilos de combate, o já consagrado “Cachorro Louco”, que trás diversos golpes vindos principalmente de Yakuza 0, e o novo “Lobo do Mar”, onde Majima usa duas espadas longas, um gancho e uma garrucha, lutando basicamente como Jack Sparrow mesmo.

Os estilos se completam e você deve trocar entre eles durante os combos apertando o direcional para baixo, criando combos maiores e aproveitando de suas características: o Cachorro Louco é mais indicado para combates um a um, pois ele é rápido mas a distância e a área de seus ataques são menores. Já o Lobo do Mar é indicado principalmente para batalhas contra vários inimigos (como nos navios), até porque ele permite que você defenda de todas as direções.

De forma geral, minha única crítica ao combate é que as Heat Actions, onde você aperta Triângulo para usar uma habilidade especial, estão mais restritas, e a janela para usá-las é muito curta, fazendo você perder a possibilidades de usá-las em diversas situações, mas nada disso é tão crítico a ponto de deixar o combate ruim.

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

E as primeiras 20 horas?

A principal razão desse texto não ser a análise final está explícita nas linhas acima: Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii é um spin-off gigantesco. Tem tantas atividades no jogo que fica impossível ficar se dedicando somente à história principal. Aliás, diria que é até um PECADO fazer isso.

Você deve aproveitar cada segundo do jogo sem pressa. Faça as atividades paralelas, jogue os minigames e só aproveite tudo que as lojas do jogo têm a oferecer.

Eu passei essas primeiras 20 horas em 3 capítulos do jogo, e parece que é pouco mas muito pelo contrário! Cacei piratas, joguei os jogos de arcade, comprei uma porção de roupas para o Majima — que aliás, você pode pela primeira vez na série vestir o personagem como quiser –, sem falar da customização e luta com navios.

A exploração do mar está bem divertida, dando com pau em jogos como Assassin’s Creed IV: Black Flag. E o mais incrível é que tudo isso é uma parte pequena do que o jogo tem a oferecer.

Assim sendo, Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii veio assim como quem não quer nada e é um jogo divertidíssimo, que acredito que pode ser porta de entrada para a série, mesmo por aqueles que conhecem vagamente o ambiente da série.

Não, não acho que fazer isso é indicado — particularmente preferiria começar pelo 0, Kiwami 1 ou Yakuza: Like a Dragon — mas é uma opção até que viável.

Minhas impressões já demostraram que esse jogo vale muito a pena e é uma experiência diferente na série, mostrando que eles realmente conseguiram tirar a série da sua zona de conforto. Espero que o RGG Studio sempre consiga esse atingir esse nível de excelência.

E em breve teremos o review completo aqui no site! Até lá!

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

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Assassin’s Creed | Mantendo as tradição das adaptações ruins https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/01/18/assassins-creed-seguindo-tradicao-das/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/01/18/assassins-creed-seguindo-tradicao-das/#respond Wed, 18 Jan 2017 11:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/01/18/assassins-creed-seguindo-tradicao-das/ Eu não sou um grande fã de Assassin’s Creed pelo simples fato de que não tive acesso aos jogos quando a franquia teve inicio e nas poucas vezes que pude experimentar os jogos mais recentes, eu não gostei. Há algum problema em um cara que não é fã dos games assistir ao filme no qual […]

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Eu não sou um grande fã de Assassin’s Creed pelo simples fato de que não tive acesso aos jogos quando a franquia teve inicio e nas poucas vezes que pude experimentar os jogos mais recentes, eu não gostei.

Há algum problema em um cara que não é fã dos games assistir ao filme no qual ele se baseia? Não! Pelo menos é a resposta que costumo receber do público dos filmes de Resident Evil.

Preciso dizer que eu esperava me surpreender, pois fui assistir ao filme com uma expectativa baixíssima. Oras, todos nós sabemos os problemas que adaptações de jogos costumam sofrer. Logo esperava que o filme me surpreendesse com um soco e me chamasse de bicha gorda regada a bolacha de maisena. Só para provar que realmente é possível fazer um filme decente baseado em um jogo.

Infelizmente ele não conseguiu  essa proeza e ainda quase me fez dormir em determinados momentos. Só não dormi graças a criançada fazendo barulho na fileira atrás da minha.

Malditas crianças desacompanhadas, como eu as odeio. Continuemos.

Assassin's Creed

O protagonista principal é o Michael Fassbender, só que vou chama-lo de Magneto só para encurtar. Quando criança, Magneto, encontrou sua mãe morta na cozinha e seu pai vestido com um capuz e hidden blades. Aparentemente ele a matou, só que o pai apenas pede para ele fugir, então não dá tempo de saber o que realmente rolou nesse primeiro momento.

Anos se passam e nos deparamos com o Magneto adulto preso em uma cela. No momento ele está desenhando, é possível notar diversos desenhos colado na parede da cela, por sinal não tem importância alguma durante todo o filme. Ah, e ele está prestes a ser executado  por injeção letal por ter matado um cafetão. Não é explicado as condições que levaram o Magneto a matar o cafetão. Oras, ele é um assassino, deve ser por isso.

Felizmente Magneto não morreu na mesa de execução, mas sim foi dopado e levado para um dos laboratórios das industrias Abstergo. Lá ele tem contato com a doutora Sophia, responsável pelo Animus. Uma tecnologia capaz de fazer com que o usuário reviva lembranças de seus antepassados via memoria genética. Por sinal Magneto é descendente de um assassino chamado Aguilar de Nerha. Um dos últimos da ordem dos assassinos a ter contato com a Maça do Éden. É oferecido uma nova identidade e liberdade a Magneto caso ele resolva cooperar com os interesses da Abstergo. Também preciso dizer que Abstergo representa os interesses da ordem dos templários. Inimigos declarados da ordem dos assassinos.E seus planos consistem em remover o livre arbítrio dos seres humanos com a maça do éden.

 

Como podem ver a trama não é ruim, possui algumas referencias ao jogo e ainda acrescenta um personagem original, mas é muito mal executado.

As cenas de ação na qual o foco muda para Aguilar, são realmente boas e todas realizadas com efeitos práticos e muito parkour. É um dos momentos mais divertidos do filme, só que ao mesmo tempo eles não conseguem criar uma certa intimidade com o personagem. Você não dá a mínima para Aguilar ou qualquer outro personagem durante todo o filme.

A doutora Sophia é como a Bela do Crepúsculo, uma porta incapaz de gerar algum tipo de expressão. Ela fala o tempo todo de um modo melancólico e isso me causava irritação e tédio. Eu contava os minutos para que Magneto entrasse logo no maldito animus e voltássemos para Aguilar. Que também não tem carisma alguma.

Há outras pessoas em Abstergo, outras pessoas que também foram introduzidas ao animus por terem suas linhagens ligadas a dos assassinos. Por alguma razão, eles agem como se ainda estivessem fizessem parte da irmandade e até reagem agressivamente quando Magneto chega ao local. Eles querem manter o segredo e temem que Magneto leve a Abstergo direto a maçã.

Quanto a isso eu compreendo, pois a medida que se sincronizam com frequência com seu ancestral, você vai adquirindo suas habilidades e memorias de um modo que afeta fisicamente e psicologicamente o usuário. Só que tudo é tão corrido ao ponto de você não se importar com nenhum personagem. E olha que estamos falando de Michael Fassbender, que é um ótimo ator.

Ele tenta levar o filme nas costas, só que seu roteiro não colabora em nenhum momento. Por exemplo: Spoiler abaixo;

Aguilar possui uma companheira também assassina. Durante uma tentativa de recuperar a maça do éden das mãos dos templários, ela acaba sendo morta. E você sequer vai lembrar dela durante o resto do filme.

 

O vilão é interpretado por Jeremy Irons, um excelente ator que tem tão pouco tempo na tela que compensaria ter colocado um ator qualquer. Ele no caso é pai da doutora Sophia, e possui uma relação bem rasa com a filha.

Oras, eu estou pegando muito leve com esse filme apenas por não conhecer os jogos, pois no geral é um filme bem mediano. Ele é esteticamente bonito e repleto de cenas legais, só que isso não consegue sustentar a trama, que é bem arrastada e tem um desenrolar que me fez sentir vontade de pedir meu dinheiro de volta.

Há umas cenas em que uma águia paira no ar e tudo mais. É linda de se ver, só que é pura encheção de linguiça, visto que não possui proposito algum. E o filme tem tanta cena descartável. Que fosse inserido mais de Aguilar, assim o público se importaria mais com o personagem e sua missão.

Ah, obviamente alguém vai querer me dizer que o símbolo dos assassinos é a cabeça esquelética de uma águia. É, eu sei.

Agora se tem algo que me chamou a atenção foi o animus. Ficou sensacional a maneira como o adaptaram a tela. A ideia de mostrar Aguilar saltando, pulando e escalando enquanto exibi o Magneto fazendo o mesmo no animus foi genial. Gerou os momentos mais legais do filme, principalmente na última cena dentro da maquina.

 

Posso dizer que não foi um filme que tenha valido a pena conferir durante a estreia, e fico feliz de ter pago apenas meio ingresso.

São duas horas bem arrastadas e que parece não terminar nunca, pelo menos vale pelas cenas de ações que são longas, então recomendo um café bem forte caso realmente queira assistir. Também se prepare para encarar as crianças pé no saco que foram lá achando que encontraria um filme de super herói.

Assassin’s Creeds tem diversos erros, mas talvez seu maior erro seja o de focar nas cenas de ações para agradar os fãs do game e esquecer de trabalhar um pouco mais na construção do personagem principal e o universo que o cerca. Infelizmente esse filme mantém vivo a tradição de que adaptações de jogos nunca são boas.

Vejamos pelo lado bom, ao menos não foi dirigido por Uwe Boll, caso contrário um lixo.

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