Arquivos Animação - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/animacao/ Um pouco de tudo na medida certa Fri, 01 May 2026 23:22:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Animação - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/animacao/ 32 32 Mouse P.I. For Hire – FPS à moda antiga | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/05/01/mouse-p-i-for-hire-fps-a-moda-antiga-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/05/01/mouse-p-i-for-hire-fps-a-moda-antiga-analise/#respond Fri, 01 May 2026 23:22:56 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=22035 Mouse P.I For Hire é um jogo que apareceu do nada em 2023 e atraiu atenção por ser um FPS com estilo de animação “rubber rose“, aquele que é popularmente conhecido pelos desenhos da Betty Boop e pelas primeiras animações do Mickey Mouse. E talvez o rato da Disney não tenha sido usado como inspiração […]

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Mouse P.I For Hire é um jogo que apareceu do nada em 2023 e atraiu atenção por ser um FPS com estilo de animação “rubber rose“, aquele que é popularmente conhecido pelos desenhos da Betty Boop e pelas primeiras animações do Mickey Mouse.
E talvez o rato da Disney não tenha sido usado como inspiração somente pelo estilo de arte.

O que temos aqui é um FPS ao estilo clássico, como Doom e Wolfenstein, mas que mistura a jogabilidade do gênero com uma história de investigação, se passada numa versão dos anos 1930 mas num mundo de camundongos. Mas será que essa mistura inusitada de estilos faz sentido? Veremos abaixo.

Reprodução: Fumi Games / PlaySide Studios

Do que se trata Mouse P.I?

Esse é um game que fica difícil estruturar um review padrão, onde falamos da jogabilidade e depois da história em tópicos separados. Isso ocorre, porque ambos andam bem juntos, apesar de constituirem duas partes bem distintas do jogo.

No game, controlamos Jack Pepper (dublado pelo versátil Troy Baker), um ex-policial que agora é detetive bem no estilo dos filmes noir: cansado de tudo, melancólico e que narra a história pra si mesmo. Pode entender como um Max Payne com orelhas de rato.

Nessa narrativa, ele se envolve em diversos casos que se intercalam, e entre investigações e coletas de provas e evidências, o jogador vai trocar muito tiro com inimigos, que é o grosso do gameplay de Mouse P.I.

Reprodução: Fumi Games / PlaySide Studios

Tiroteio à moda antiga

Apesar de Mouse P.I ser um game de 2026, o título indie aqui tem bastante inspirações de arena shooters de outrora, como Doom, Wolfenstein e até de Serious Sam. O fato dos personagens serem de “papel” também ajuda a dar esse look retrô que somados à movimentação rápida e pelas arenas onde alguns dos tiroteios ocorre, faz com que o jogo tenha uma pegada mais ágil que cinemática, focada em fazer o jogador pensar rápido, trocar de armas quando necessário e se movimentar e pular pelo mapa à fim de evitar morrer — coisa essa que vai acontecer várias vezes mesmo para os mais experientes.

A variedade de armas é interessante. O game possui os tipos padrões de armas do gênero: pistola, shotgun e metralhadora, mas somadas a essas têm outras coisas fora da curva, como dinamite e uma arma que derrete os inimigos com uma gosma ácida.

As animações das armas são muito bem feitas, e em termos de games, é tão fluida quanto o que você vê em Cuphead (até porque os estilos de artes são similares).

Suas armas também podem ser melhoradas, mas isso tem pontos bons e ruins: por um lado, ter uma progressão que faça com que o jogador se sinta mais forte ao longo do jogo é bacana, porém o contraponto é que de início, todas as suas armas parecem pistolinhas de espoleta (até mesmo a shotgun). Assim, as primeiras horas do jogo fazem você sentir que tem algo faltando para a experiência.

Outro fator negativo no combate é a parte sonora. Todas as armas soam como bombinhas e não dão o feedback que faz com que jogos do gênero sejam populares.

Reprodução: Fumi Games / PlaySide Studios

Narrativa

Entre os tiroteios, Jack deve andar pela cidade de Mouseburg investigando alguns possíveis crimes. Tudo começa quando sua amiga jornalista, Wanda Fuller, chama Jack para investigar o sumiço de um mágico da cidade — que também é um velho parceiro de guerra de Jack — . Durante a investigação, Jack salva um político e também antigo conhecido seu, Cornelius — um ratão bem gordo — que o dá uma pista para um laboratório secreto do rato desaparecido. Lá, você encontra um bando de cultistas (!) e aí a história vai se desenrolando.

A narrativa é complexa, com diversos personagens que falam bastante. Ao encontrar provas, Jack pode voltar ao seu escritório e colá-las em um mural, onde ao juntar evidências suficientes, mais pontos de narrativa podem ser explorados.

Você, como jogador, pode explorar as áreas de Mouseburg conforme elas vão sendo desbloqueadas, mas não se intimide com a parte “detetivesca” do game; é uma narrativa onde o jogo te pega pelo braço e simplesmente te diz o próximo lugar que você deva ir. Seria interessante que o game realmente obrigasse o jogador a pensar sobre quais os próximos passos, mas nos dias de hoje, acho muito difícil que os devs levariam o game para esse lado.

Reprodução: Fumi Games / PlaySide Studios

Gráficos e trilha sonora

Você já deve ter percebido que o game é todo em preto e branco. Foi uma decisão interessante que faz com que o game tenha um estilo visual único, porém, jogar um FPS onde existem somente 3 tons na tela o tempo todo fica realmente cansativo com o passar do tempo.

Graficamente, o jogo tem um estilo simples. Os personagens são animados em 2D, com muitos frames de animação, assim como suas armas. Já os cenários são em 3D, mas em nenhum momento isso causa incômodo. Talvez a escolha do preto e branco facilite essa mescla de 3D com 2D, favorecendo bastante o visual de Mouse P.I.

Já as músicas tem um estilo obviamente inspirado no que se ouvia em 1930: muito jazz e aquele som um pouco abafado que poderia estar vindo de uma vitrola. As músicas de ação são bastante animadas, com bastante saxofone e baixo. Tem até algumas músicas um pouco fora da curva, como “Good Mouse“, que toca na vitrola dos bares:

 

Veredito

Mouse P.I For Hire é um FPS fora da curva. Não é competitivo e não chega a ser totalmente arena shooter. Ele lembra o que se fazia na época do Bioshock, com muitos elementos narrativos que permeiam todo gameplay, que não é somente focado no tiroteio. A sua narrativa é interessante e a dublagem, trilha sonora e estilo visual com base em cartoons dos anos 1930 geram uma atmosfera bem prazerosa de se experienciar.

Apesar disso, o feedback sonoro dos tiros não oferecem uma experiência perfeita, estando um pouco abaixo do que se espera do gênero.

Com mais de 14 horas de jogo e uma história realmente interessante, Mouse P.I não é um joguinho bobo só por ter estilo de arte cartoon, e é bom que jogos indies estejam cada vez mais distantes dos mesmos jogos de plataforma pixel arte de outrora.

Nota 7.0/10


Mouse P.I For Hire está disponível para PlayStation 5, Xbox Series S|X, Switch 2 e PC. Esta análise foi feita na versão de PC, com uma cópia gentilmente cedida pela PlaySide Studios.

 

Reprodução: Fumi Games / PlaySide Studios

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1º Impressões da 19º Temporada de South Park | Episódio: Stunning and Brave https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/09/18/south-park-19-temporada-episodio-1/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/09/18/south-park-19-temporada-episodio-1/#respond Fri, 18 Sep 2015 19:10:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/09/18/south-park-19-temporada-episodio-1/ South Park acabará de iniciar sua décima nona temporada e o primeiro episódio não é menos polêmico do que toda a temporada anterior. Sim, eu não gostei tanto da décima oitava temporada por diversos motivos, mas não significa que tenha sido menos divertida. A questão é que esse primeiro episódio: Stunning and Brave, apresenta uma crítica […]

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South Park acabará de iniciar sua décima nona temporada e o primeiro episódio não é menos polêmico do que toda a temporada anterior. Sim, eu não gostei tanto da décima oitava temporada por diversos motivos, mas não significa que tenha sido menos divertida.

A questão é que esse primeiro episódio: Stunning and Brave, apresenta uma crítica direta a essa nova onda de politicamente correto que atacam tudo e a todos. 

Isso, como nódulos cancerosos!

Nesse primeiro episódio a Diretora Victoria foi demitida e a escola contratou um diretor que colocasse a escola nos eixos, visto que sempre ocorreu problemas ligado aos preconceitos a minorias. O novo diretor, chamado apenas de P.C, que significa Political Correctness ou Politicamente Correto, caso não tenham pego. O novo diretor deixa claro que a escola vai mudar e nenhum tipo de preconceito será tolerado.

Diretor P.C

Inicialmente Kyle, Stan e Kenny acreditam que a ideia de punir qualquer tipo de discriminação é ótima, mas Cartman ignorou e acabou por levar quatro dias de suspensão após chamar uma garota de fluído vaginal. Kyle em seguida também foi punido e levou duas semanas de suspensão por dizer que Caitlyn Jenner não é uma heroína.


Provavelmente algumas pessoas podem não se familiarizar com a referencia, mas Caitlyn Jenner é o padrasto das Kardashians. Caitlyn até pouco tempo era William Bruce Jenner, que recentemente decidiu que não se sentia confortável com o gênero masculino e virou menina.

Não consigo ver como mudança de sexo pode torná-lo uma heroína, mas, hey, a internet anda tão carente que até mesmo uma foto do pai protegendo o filho com um guarda-chuvas faz sucesso na redes sociais, então quem sou eu para contrariar seus heróis.


O diretor P.C e outros justiceiros sociais acabam por se unir e fundarem uma fraternidade em South Park, assim eles podem ficar de olho na cidade.


Depois da suspensão, Cartman fica receoso de confrontar o diretor, mas os seus amigos acabam por incentiva-lo e o compara a Tom Brady, marido da modelo brasileiro Gisele Bündchen, que esteve envolvido no escândalo Deflategate.


Cartman acaba sendo visto por seus amigos como a ultima chance de recuperar a liberdade de pensar diferente dos demais. Motivado, ele pede a cueca de Butters e segue rumo ao banheiro dos professores.


Bem, o plano não dá certo e o gorducho acaba sendo espancado devido a incapacidade de enxergar discriminação em tudo. Na realidade Cartman estava tentando incriminá-lo por estupro de crianças.


É, nesse momento vários SJWs foram xingar muito no Twiiter.


Bem, durante os 20 poucos minutos fica a expectativa que Cartman consiga deter o diretor P.C e salvar Kyle. O judeu não quis se redimir por dizer que a transexual não era uma heroína, então a fraternidade de politicamente correto passa a atacá-lo constantemente.



South Park não deixa o ritmo cair em nenhum momento, ao ponto de que os 20 minutos parecem extremamente curtos. O novo diretor também será uma figura constante, pelo menos o final do episódio deixa isso no ar.

Cartman é um tremendo filho-da-puta, não existe uma palavra melhor que essa para defini-lo. Por mais que a imposição do moralmente correto pareça afetá-lo. Ele ao seu modo consegue driblar utiliza dos termos da fraternidade contra ela mesmo e tecnicamente se dá bem no final.



Brincar com temas polêmicos sempre foi o forte de South Park, mas posso dizer que esse primeiro episódio mostra o quão conectado os criadores estão com o mundo atual e fazem criticas diretas em como ela esta ficando cada vez mais chato.


Eu nunca vou entender essa necessidade das pessoas cagarem regras que as privam de liberdade. Não gosta de algo, simplesmente feche a página, não assista ou atire em sua própria cabeça – O resto do mundo agradece.

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1º Impressões de Dragon Ball Super https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/07/07/dragon-ball-super-episodio-1-primeiras/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/07/07/dragon-ball-super-episodio-1-primeiras/#comments Tue, 07 Jul 2015 06:49:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/07/07/dragon-ball-super-episodio-1-primeiras/ Uma das coisas que eu sempre quis desde moleque era ter acompanhado o Dragon Ball desde o seu lançamento. O que praticamente era impossível visto que a internet discada ainda não havia aterrissado por aqui e, nossa unica fonte com esse conteúdo eram revistas como a Herói, que ouriçava a molecada e foi a porta de entrada […]

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Uma das coisas que eu sempre quis desde moleque era ter acompanhado o Dragon Ball desde o seu lançamento. O que praticamente era impossível visto que a internet discada ainda não havia aterrissado por aqui e, nossa unica fonte com esse conteúdo eram revistas como a Herói, que ouriçava a molecada e foi a porta de entrada de muita gente no mundo dos animes.


Eu fui um desses felizardos, pois tive contato com o anime Dragon Ball através de uma dessas Heróis.



Bem, a questão é que hoje eu tive o privilégio de assistir ao primeiro episódio da nova franquia do Dragon Ball, e que diferente daquela tosqueira que foi o Dragon Ball GT, aqui temos o grande Akira Toriyama supervisionando tudo, o que trouxe um grande alivio.


OK, chega de enrolação e vamos ao que interessa!



A apresentação de Dragon Ball Super é sensacional e fara com que você faça uma ligação automática com DBZ – Digo isso pelo fato de DB GT ter sido o último – E ver toda a turma se reunindo depois de 18 longos anos é coisa linda de ser ver. 




Eu tenho certeza de que se a icônica “Cha-la Head Cha-la” tivesse sido tocada, lagrimas teriam brotado de meus olhos e no de muita gente. Não que a música atual seja ruim, mas talvez não tenha sido tão impactante quanto foi a primeira vez que ouvi a música do clássico – Quem sabe depois de 100 episódios ela acabe caindo no gosto de todos nós.


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Não quero soar como um velho resmungão, só que esse formato utilizado no filme Battle of Gods realmente não é tão rico quanto aos traços clássicos. Ele passa uma estética de desenho em flash – Como citada pelo meu amigo Tony Leite no Twitter – , não é nada que comprometa a diversão, mas também não me tira a ideia de que custos foram cortados.


Depois da apresentação você é levado ao momento em que Majin Boo esta sendo destruído pela Genki – Damma de Goku, e o narrador explica que após a saga Boo tudo ficou em paz. Em seguida Goku aparece dirigindo um trator, algo inédito para um personagem que nunca trabalhou. Goten surge em seguida e assume o comando, pois Goku queria treinar, mas Goten quase se mata pilotando.


Eu nunca vou entender a relação do Goku com os filhos, eles estão mais para irmãos do que pai e filho. Deve existir alguma explicação – ou não.


Esse episódio basicamente é uma apresentação dos personagem que provavelmente serão relevantes a saga. Por exemplo: Bills aparece destruindo metade de um planeta, pelo fato da comida oferecida não ser totalmente de seu agrado.




Quem assistiu Battle of Gods sabe que Bills e Goku não se conheciam até o filme, então podemos presumir que Bills não vai sair na mão com os guerreiros Z tão cedo.


O anime em si parece seguir para o estilo aventura de Dragon Ball, pelo menos esse primeiro episódio remete bastante. Aqui Goten e Trunks tiveram um espaço maior também e até saíram pra uma aventura em busca do presente de casamento perfeito para a Videl.


Eu não me importaria com essa linha mais Dragon Ball e menos porradaria frenética com 50 episódio para dar um soco. O universo do Dragon Ball é tão rico, que não revisitá-lo com os novos personagens seria uma pena.


Infelizmente o Vegeta não aparece nesse episódio, mas o segundo focara nele – pelo menos foi o que preview pareceu demonstrar.




Depois de ver o episódio por completo fica impossível não ter a sensação de que você acabou de assistir a um OVA. Talvez tenha sido pelo estilo flash, mas realmente fiquei com essa sensação.

Provavelmente os próximos episódios sejam uma apresentação do que alguns personagens andaram fazendo após a morte do Boo. Pelo menos esse é o meu chute, pois no segundo episódio já sabemos que será focado no Vegeta.

De uma maneira geral eu gostei bastante do retorno da franquia e irei acompanhar, estou intrigado pra ver como Bills será inserido nesse meio. Então não perca tempo e corra assistir, depois volte aqui e comente o que achou.

Por enquanto ficamos por aqui, obrigado por ler e até a próxima.

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