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O Playstation Portable, vulgo PSP, foi um console que marcou a adolescência de muita gente. Nos idos de final de Orkut e início de migração para o Facebook, o primeiro portátil da Sony fazia um sucesso enorme por aqui.

Não somente aos seus jogos, que eram muito bonitos — e são até hoje, caso você jogue na sua tela pequena –, mas também pela sua facilidade de desbloqueio, que era essencial para nós brasileirinhos da época, que nem tínhamos uma PlayStation Store para chamar de nossa.

Nessa época, muitos jogos ficaram populares, como Final Fantasy Type-0, Kingdom Hearts, 3rd Birthday, Persona 3 Portable, os dois God of War portáteis e por aí vai. Porém, pouca gente explora o lado desconhecido da biblioteca do console.

Reprodução: Sony

Desde 2023, é possível jogar alguns jogos de PSP de forma oficial no PS4 e no PS5, desde que você os compre ou tenha assinatura da Plus Deluxe (ou Premium, caso tenha conta americana). A maioria são jogos da Bandai Namco por alguma razão, mas também temos jogos publicados originalmente pela Sony.

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Esses, possuem agora suporte à troféus, o que torna a recompensa de jogar esses games antigos novamente ou pela primeira vez, algo bem mais interessante (para os que ligam pra isso, é claro).

Nessa de explorar a biblioteca de Clássicos, encontrei esse bonitinho Pursuit Force. Ele foi desenvolvido pela falecida BigBig Studios, uma softhouse (como diriam os antigos) britânica que era uma subsidiária da Sony, até seu fechamento em 2012. Mas do que se trata essa desgraça? Vamos ver.

Reprodução: Sony

Gameplay

Em Pursuit Force, tu controla um superpolicial, que tem a missão de combater diversas gangues estereotipadas em uma cidade fictícia chamada Capital City. Sua especialidade é perseguição, então todo mote do jogo é ir atrás dos bandidos usando carros, motos, lanchas e helicópteros.

O diferencial desse jogo é que você não fica preso a um veículo durante cada missão. Aqui, você pode simplesmente SALTAR de um carro para outro (ou para moto ou barco) durante a perseguição. Ao pular no carro inimigo, você deve atirar nos tripulantes e tomar controle do veículo, para então dar continuidade ao objetivo da fase.

“Mas por que eu trocaria de carro se é mais fácil só seguir com o meu até o final”, você pode estar se perguntando.

Bem, os carros tem uma vida útil pequena nesse jogo, contando com uma barra de energia abaixo da sua própria barra de vida. A ideia é que você realmente pule de um carro para outro sempre que estiver em risco de explodir, e obviamente não queremos isso.

Pursuit Force
Reprodução: Sony

Adicionado a essa excelente mecânica, o jogador também pode atirar diretamente nos outros carros, seja dentro do seu próprio veículo, ou até mesmo durante o salto para outro. Atirar, pular, tomar carros e bater nos inimigos enche uma barra de combo, que ativa um modo chamado “Justice”.

Esse modo permite que seus tiros tirem muito mais energia dos inimigos/carros e também dá um bullet time a lá Max Payne sempre que o jogador pula pra outro carro, permitindo que você mate os caras antes mesmo de pisar no novo veículo, poupando assim precioso tempo das missões.

Não só isso, mas em algumas fases existem missões a pé, onde você deve atirar em todos os inimigos do mapa ou chegar perto deles e prendê-los. Essas não são tão polidas, mas por serem curtas, não atrapalham a fluidez do jogo.

Pursuit Force
Reprodução: Sony

Missões e Gangues

Pursuit Force segue uma estrutura de missões curtas de 3 a 10 minutos. São 30 missões ao total, divididas em seis gangues. Temos a máfia estereotipada, uma gangue de presos que fugiram da cadeia, uma gangue só de mulheres, os soldados que fizeram motim e outras coisas mais.

É interessante como conseguiram criar missões bem distintas mesmo com uma estrutura de gameplay relativamente limitada, e isso é uma coisa bastante louvável nesse game.

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Temos fases onde você deve neutralizar todos os carros inimigos, outras em que você deve proteger um delator de sua própria gangue e até mesmo uma homenagem a Velocidade Máxima, onde um ônibus que você controla não deve andar muito devagar senão explode.

A última missão de cada gangue envolve um combate direto contra o chefe deles. Eles normalmente aparecem de dentro de um carro maior e você tem que acabar com a barra de energia do carro antes de chegar no final do mapa. Algumas dessas são tão difíceis que eu acho que sem save state eu estaria até agora na metade do jogo.

Todas são legais e devem ser jogadas em tiros curtos, já que o game foi projetado para ser jogado num portátil. Algumas vão tirar seu sono de tão difíceis, mas a função de rebobinar e usar save state do próprio emulador do PlayStation DEVE ser usada para tornar sua vida mais agradável. E não, os troféus não são desabilitados quando você faz isso.

Pursuit Force
Reprodução: Sony

Conclusão

Pursuit Force é uma joia escondida do PSP, com toda certeza. Os controles são bons, e a mecânica de pular de um carro para outro é tão legal que me surpreende que nenhum outro jogo tenha feito isso.

Também me impressiona que o game — e sua continuação — nunca tenham sido portados para o PS2 na época, ainda mais que o terceiro jogo do estúdio, MotorStorm: Arctic Edge, saiu tanto pro portátil quanto para o PlayStation 2.

Caso não saiba o que jogar, seja no seu PS5/PS4 no PPSSPP safado do seu Moto G trincado, essa é uma boa alternativa. Recomendo fortemente.

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Esta análise foi feita com uma cópia pessoal e digital do jogo no PlayStation 5. Pursuit Force está disponível no PlayStation 4 e PlayStation 5 digitalmente, além de poder ser jogado no emulador de PSP (PPSSPP) em todas as plataformas possíveis.

Pursuit Force
Reprodução: Sony

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OTXO | Hotline Miami em preto e branco https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/22/otxo-hotline-miami-em-preto-e-branco/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/22/otxo-hotline-miami-em-preto-e-branco/#respond Sat, 22 Apr 2023 12:19:39 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13740 Os jogos do tipo top-down shooter (tiroteio visto de cima) existem faz anos, e a cena indie é cheia deles. Temos alguns exemplos como Brotato, Alien Swarm, Nuclear Throne e claro, Hotline Miami (que será muito referenciado aqui). Produzido pela Lateralis Heavy Industries (de Dogworld) e distribuído pela Super Rare Originals, OTXO é um jogo […]

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Os jogos do tipo top-down shooter (tiroteio visto de cima) existem faz anos, e a cena indie é cheia deles. Temos alguns exemplos como Brotato, Alien Swarm, Nuclear Throne e claro, Hotline Miami (que será muito referenciado aqui).

Produzido pela Lateralis Heavy Industries (de Dogworld) e distribuído pela Super Rare Originals, OTXO é um jogo de tiro feito para aqueles com reflexos rápidos e muita paciência pra zerar.

Créditos: Lateralis Heavy Industries

Clima de matança

Assim como sua inspiração, OTXO (pronuncia-se “Ocho”) é um jogo onde você controla um assassino que tem que passar das fases matando todos os inimigos da forma mais estilosa possível.

O arsenal é bem variado, e o jogador é compelido a trocar de arma constantemente, pois a munição delas é curta. Além disso, é possível bicar portas, podendo até matar os inimigos atrás delas, jogar as armas sem bala (ou com bala né) nos adversários e até matá-los no chute na hora do desespero.

A sua disposição também está o sempre útil tempo de bala, famoso em jogos graças à série Max Payne – e aqui chamado de “Foco” – que desacelera os inimigos para dar à você uma certa vantagem por um determinado período.

Créditos: Lateralis Heavy Industries

Roguetiro

A diferença principal entre Hotline Miami e OTXO é a progressão. Ao invés de fases pré-definidas, temos um esquema de rogue-like, onde o jogador avança até onde conseguir e deve voltar ao início caso morra. Hoje em dia, o principal game com essa mecânica seja Hades, e aqui temos um esquema bem similar.

Entre as fases, temos alguns momentos de descanso, onde o nosso personagem entra em um bar onde é possível comprar bebidas que servem como upgrades para o personagem.

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Coisas como “Aumente a precisão em 25%” ou “Balas ricocheteiam na parede” servem para facilitar um pouco a vida do jogador, que normalmente se vê em desvantagens com diversos inimigos contra ele ao mesmo tempo.

De tempos em tempos, também temos alguns chefes. Nesses momentos, você tem acesso a uma arma com munição infinita, e o objetivo é mesmo só matar o boss antes que ele te leve pro saco.

Créditos: Lateralis Heavy Industries

Apresentação

OTXO tem uma escolha visual interessante, onde todo o jogo é apresentado em preto e branco, e somente alguns elementos — como sangue, inimigos fortes e aviso de pouca energia — são representados em vermelho.

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É diferente da estética meio vaporwave de Hotline Miami, o suficiente para trazer uma cara nova para um gênero tão difícil de se diferenciar.

OTXO
Créditos: Lateralis Heavy Industries

As músicas também são ótimas, com pegada eletrônica que deixam o jogador na beira da cadeira ao jogar.

E sobre a historinha do jogo, bem… não que ela importe muito, mas nosso personagem não é um assassino maluco (pelo menos desde o início). Na abertura temos uma ceninha mostrando que ele achou uma máscara no metrô enquanto andava com sua amada, desacordou e apareceu em uma praia.

Na praia, você é apresentado à Mansão, onde acontece todo o jogo. Você não sabe o motivo de estar lá, mas é informado que sua amada está presa lá dentro. Logo, seu objetivo é meter bala em todo mundo até achar sua pitanguinha.

OTXO
Créditos: Lateralis Heavy Industries

Conclusão

OTXO é basicamente Hotline Miami em preto e branco, o que faz por si só ser um ótimo jogo. É o tipo de game que eu gostaria muito que tivesse sido lançado uns 6 anos atrás pelo menos, para que eu pudesse jogar no meu Vita…. oh, well.

OTXO
Créditos: Lateralis Heavy Industries

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Esta análise foi feita com uma cópia do jogo cedida gentilmente pela distribuidora. OTXO e está disponível para PC, via Steam.

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