Arquivos The Legend of Zelda - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/the-legend-of-zelda/ Um pouco de tudo na medida certa Sat, 21 Mar 2026 21:31:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos The Legend of Zelda - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/the-legend-of-zelda/ 32 32 Game Boy Advance completa 25 anos – e aqui vão 10 jogos para comemorar https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/03/21/game-boy-advance-completa-25-anos-e-aqui-vao-10-jogos-para-comemorar/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2026/03/21/game-boy-advance-completa-25-anos-e-aqui-vao-10-jogos-para-comemorar/#respond Sat, 21 Mar 2026 21:15:59 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=21909 O Game Boy Advance, um dos portáteis mais bonitos da Nintendo, completa hoje 25 anos. E eu não poderia deixar essa data passar em branco. Estamos falando de um aparelho que vendeu mais de 81,5 milhões de unidades ao longo de sua vida e fez parte da infância – e da história – de muitos […]

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O Game Boy Advance, um dos portáteis mais bonitos da Nintendo, completa hoje 25 anos. E eu não poderia deixar essa data passar em branco. Estamos falando de um aparelho que vendeu mais de 81,5 milhões de unidades ao longo de sua vida e fez parte da infância – e da história – de muitos de nós.

O GBA, como ficou popularmente conhecido, chegou como sucessor de um dos projetos mais bem-sucedidos da Nintendo: a linha Game Boy, que inclui o clássico original e o Game Boy Color. A promessa era clara – oferecer uma experiência mais avançada, sem abandonar a gigantesca biblioteca construída ao longo dos anos anteriores.

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E aqui está um dos seus maiores trunfos: a retrocompatibilidade. Enquanto o console construía sua própria identidade com uma biblioteca incrível de jogos exclusivos, ele também permitia revisitar títulos das gerações passadas. Uma ideia que, com o tempo, se tornaria padrão na indústria.

Para celebrar a data, eu decidi trazer a vocês os meus jogos favoritos de Game Boy Advance. Me acompanhe.

Reprodução: https://www.deviantart.com/bryanthearchivist

Metroid Fusion (Disponível no Switch Online)

Eu não vou mentir para vocês, nunca finalizei um Metroid na minha vida, e o motivo foi a minha incapacidade de me localizar no jogo. Eu acabava sempre perdido e preso em algum momento, só que isso não me impediu de gastar horas jogando Metroid Fusion em 2010.

No enredo, Samus é infectada por um parasita, um vírus letal que imita seres vivos. Salva por uma vacina feita de células Metroid, ela ganha imunidade, mas agora precisa encontrar uma forma de enfrentar seu clone maligno e sair dessa estação espacial.

Talvez tenha sido o Metroid que mais joguei, e tudo nele me agradou bastante – desde a trilha sonora, as cores e a movimentação da personagem. Me diverti descobrindo caminhos paralelos e conseguindo os upgrades. Sem dúvida eu poderia ter finalizado naquela época, mas acabei deixando de lado ao ficar enroscado pela milésima vez e não quis olhar detonado.

Isso não me impede de indicar o título. Não. Se eu, que não terminei, gostei, imagino que você vai se divertir ainda mais. E se você tem um Nintendo Switch e assina o serviço online, pode jogá-lo direto por lá. E se não tiver… bom, você sabe como resolver isso.

 

Reprodução: Nintendo

Mother 3 (Disponível no Switch Online Japonês)

Mother 3 é um baita jogão que gastei horas e horas jogando durante uma fase da minha vida em que trabalhei de porteiro. Não tinha gente chata e inconveniente para eu tratar, então estava eu lá, quietinho no meu canto, jogando.

O jogo acompanha a história de Lucas, um garoto que vive em uma vila tranquila chamada Tazmily. Um lugar que, aos poucos, começa a mudar com a chegada de elementos estranhos e uma tecnologia que transforma a rotina dos moradores. Não quero dar nenhum spoiler, mas eu posso dizer que é um RPG de turno tão gostoso de jogar, por conta dos personagens e do seu desenvolvimento, que é difícil de largar depois que se começa.

Infelizmente, o jogo nunca foi lançado no ocidente, ficando restrito apenas ao Japão, mas isso só durou até boas almas se juntarem e localizarem o título em inglês. Sei que o inglês ainda pode ser uma barreira para algumas pessoas, só que não é nada que um bom dicionário e coragem não possam resolver.

Mother 3 é um dos exclusivos do Game Boy Advance que merecia um relançamento localizado nos dias atuais.

Reprodução: Nintendo

Advance Wars (Exclusivo no Portátil)

Advance Wars é, sem sombra de dúvida, um dos jogos, ao lado do Metroid Fusion, em que mais investi horas no Game Boy Advance.

Eu adoro estratégia, e a maneira como esse elemento é desenvolvido nesse jogo é muito divertida e gostosinha de se jogar. Os personagens são animados, e o fato de que cada um dos personagens que controlamos possui um determinado poder, que pode virar o rumo de algumas rodadas, fazia com que eu, às vezes, jogasse até mais de uma vez a mesma rodada, a fim de tentar algo diferente.

Se você busca um título que vai te fazer ferver um pouco os neurônios, com certeza Advance Wars vai te atender. Apesar de não estar disponível no Nintendo Switch Online, ele ganhou uma versão remasterizada, com o segundo jogo incluso, e pode ser encontrado pela internet a um preço um tanto salgado. Então, se a carteira não puder, você sabe como jogar esse incrível jogo sem pagar nada.

Reprodução: Nintendo

The Legend of Zelda: The Minish Cap (Switch Online)

The Legend of Zelda: The Minish Cap foi um dos jogos da série que mais joguei, e o fato de ser um exclusivo do portátil foi um dos fatores predominantes. Eu adoro jogar em portátil, e acredito que isso foi um dos fatores que permitiu que eu continuasse empenhado na jogatina desse capítulo da franquia Zelda.

O título conta com arte e animações acima da média, onde tudo é muito colorido e cheio de vida, o que exalta uma sensação de leveza e aventura constante a cada nova área explorada. Existe um cuidado nos detalhes que faz com que o mundo do jogo pareça vivo, mesmo dentro das limitações do portátil.

Outro ponto que me marcou bastante foi a mecânica de encolher e interagir com o mundo dos Minish. Essa ideia de explorar os mesmos cenários sob uma nova perspectiva trouxe uma sensação de descoberta muito gostosa, quase como se você estivesse revisitando lugares já conhecidos, mas de um jeito completamente diferente.

Sem falar nos puzzles, que seguem aquela linha clássica da série – simples de entender, mas satisfatórios de resolver. Nada que quebre o ritmo, mas o suficiente para te manter envolvido e curioso.

The Minish Cap é, sem dúvida, uma daquelas experiências que mostram como a série Zelda consegue se reinventar mesmo em propostas menores. E faz isso com uma naturalidade absurda.

Obs: Conversando com meu amigo, Diego, que cedeu a foto do Game Boy Advance branco, perguntei a ele qual seria o jogo favorito do GBA, para a minha surpresa foi exatamente The Minish Cap, segue transcrição:

Cara, eu acho que apesar de Pokémon, Zelda Minish Cap é  o melhor pra mim. Um jogo que parece ter saído do Super Nintendo, feito com carinho, gráficos extremamente detalhados e uma história excelente, tudo isso em um portátil.

Não poderia concordar mais. Obrigado, Diego.

Reprodução: Bandai Namco/Nintendo

Dragon Ball Advanced Adventures (Exclusivo do Portátil)

Dragon Ball Advanced Adventure é talvez um dos meus jogos preferidos do Game Boy Advance, não só porque é um título baseado na série de anime Dragon Ball, mas sim porque é, talvez, um dos melhores jogos de Dragon Ball já feitos.

A experiência de ter jogado esse jogo pela primeira vez foi tão boa, mas tão boa, que, mesmo após concluí-lo, eu ainda me via voltando para jogar o modo torneio que o jogo possui. Mal dá para acreditar que conseguiram fazer um jogo tão bom de beat’em up, onde usamos todos os comandos durante o combate.

Ele tem uma ambientação rica e se rende ao entregar muito fanservice para o jogador. É triste como esse jogo ainda não ganhou uma versão remasterizada para os consoles atuais, se mantendo exclusivo do Game Boy Advance até os dias de hoje. Se você procurar pela rede, deve até encontrar versões localizadas em português, tamanho sucesso que foi por aqui.

Se você gosta de Dragon Ball e de beat’em up, com certeza vai encontrar no portátil da Nintendo um dos melhores jogos já produzidos do gênero.

Reprodução: Nintendo

Wario Land 4 (Exclusivo do Portátil)

Wario Land 4 é aquele tipo de jogo que me pegou de surpresa. Eu já conhecia o Wario mais pelo lado caótico dele, mas aqui notamos um cuidado com a jogabilidade que me fez ficar preso a ele por horas.

O jogo tem uma proposta diferente do que a gente estava acostumado nos plataformas da época, principalmente se comparado aos jogos do Mario. Não é só sair correndo da esquerda para a direita – tem exploração, tem ritmo e tem aquele momento de tensão quando você ativa o cronômetro e precisa sair da fase antes do tempo acabar.

Outra coisa que sempre me chamou atenção foi o visual. É tudo muito expressivo, cheio de animações exageradas, com o Wario reagindo a cada situação de um jeito único. O jogo busca ter uma personalidade própria.

E mesmo sendo um jogo de portátil, ele não se apoia só nisso. Tem fases bem pensadas, desafios que fazem você querer voltar para melhorar e pegar tudo que deixou para trás. O nível de criatividade é tamanho, que levar uma picada de uma vespa no jogo te incha o suficiente para inflar como um balão e alcançar areas mais altas.  Sensacional.

Wario Land 4 é, pra mim, um daqueles jogos que mostram como o Game Boy Advance tinha coisa muito além do óbvio. Talvez não seja o mais lembrado quando se fala da Nintendo, mas com certeza é um dos mais marcantes pra quem deu uma chance.

Reprodução: Ubisoft (quem diria, hein)

Lunar Legend (Exclusivo do Portátil?)

OK, vou ser sincero novamente, eu tô colocando Lunar Legend porque essa foi a versão que mais joguei desse clássico, sendo, inclusive, a versão que finalizei.

Ele talvez não seja a melhor versão do clássico de Sega CD, por conta das ausências de cutscenes. Por outro lado, ele se beneficia da portabilidade, afinal, eu podia jogar Lunar enquanto estivesse no banheiro. E isso é apenas uma das vantagens, porque estamos diante de um port muito bom, com a trilha sonora sendo bem competente, assim como os gráficos.

Sejamos sinceros que os gráficos de Lunar nunca foram o ápice da indústria de video games, mas o conjunto de fatores como gameplay, história, trilha sonora e animação sem dúvida realça a beleza do título. Pra quem não tinha acesso à versão original, com certeza se divertiu, assim como eu me diverti e recomendo Lunar Legend para o Game Boy Advance.

Hoje em dia deve ser uma pequena fortuna conseguir o cartucho, mas sabemos que dá para curtir esse clássico sem ser assaltado por algum salafrário vendedor de cartuchos usados.

Mario and Luigi: Superstar Saga (Switch Online)

Mario and Luigi: Superstar Saga é um daqueles jogos que, à primeira vista, parecem diferentes, mas, depois de jogar por algumas horas, você está se divertindo com o humor pastelão e bobo que só Luigi, o irmão engraçado, pode proporcionar.

Nessa aventura, controlamos ambos os irmãos e precisamos usar o poder da fraternidade para enfrentar os mais variados inimigos em fases com puzzles que dependem dos dois personagens para serem solucionados.

É um título que promete diversão e assim o faz, sendo um bom jogo para se jogar devagar, sem a loucura de querer terminar logo, e assim aproveitar a ambientação, as cores e a ótima trilha sonora. Se você tem um Switch e paga o online, então use-o e descubra mais esse grande clássico do Game Boy Advance antes de jogar a sua continuação exclusiva do Switch.

Reprodução: Game Freak/ Nintendo

Pokémon FireRed (Switch Eshop)

Eu não sou um grande fã de Pokémon como fui no passado, mas, se pudesse escolher um jogo dessa franquia que eu jogaria outra vez, com certeza seria Pokémon FireRed.

Esse foi um dos primeiros jogos da franquia que eu finalizei e me senti orgulhoso pelo feito, e, apesar de não ter ido atrás dos 300 e poucos pokémons para completar a Pokédex – até porque não sou pokecrackudo -, posso dizer que me diverti bastante durante toda a jornada.

Não é difícil entender por que as pessoas gostam tanto desse jogo, ao mesmo tempo em que me frustra ver como a Game Freak não está nem aí para os fãs e continua entregando o mínimo possível.

Estamos falando de um título lançado em 2004 e que está sendo vendido, quando ele deveria claramente fazer parte do sistema online do console da Nintendo.

É um título que recomendo, caso você nunca tenha jogado um jogo da franquia, mas certamente não incentivo a compra dele pelo preço que está sendo cobrado.

Reprodução: Nintendo

Kirby & The Amazing Mirror (Switch Online)

Kirby & The Amazing Mirror é, talvez, o jogo mais diferente da franquia no Game Boy Advance e isso se deve justamente por abandonar a estrutura linear e apostar em um mundo aberto, cheio de caminhos interligados e pouca orientação.

Aqui, mais do que simplesmente avançar, você precisa explorar, se localizar e descobrir por conta própria para onde ir, algo que pode tanto encantar quanto afastar dependendo da sua paciência. Ainda assim, é justamente essa quebra de padrão que faz dele uma experiência única dentro da série, e um ótimo exemplo de como até as franquias mais consolidadas podem se reinventar quando se arriscam um pouco mais.

Esse, junto de Kirby Super Star, talvez tenha sido um dos Kirby que mais joguei, e por isso digo que vale muito a pena investir um tempo nele. Se bem que, parando pra pensar, não lembro de ter jogado um Kirby realmente ruim… bom, talvez Kirby 64.

Reprodução: Internet

Conclusão

O Game Boy Advance foi, sem dúvida, um dos maiores consoles portáteis da Nintendo, e celebrar os seus 25 anos é resgatar um pedacinho dessa história que ele construiu ao longo da sua vida entre nós, jogadores.

Mesmo que você não tenha tido acesso ao console na época, hoje ao menos é possível revisitar esses jogos, seja pela emulação ou pelos serviços da Nintendo, e perceber como verdadeiras joias foram criadas mesmo diante das limitações do hardware. Quando fazemos um paralelo com os jogos atuais, fica difícil não sentir que a indústria, em muitos casos, relaxou na entrega do que nos oferece.

Talvez essa crítica venha de um lado mais nostálgico, ou simplesmente do quanto eu gosto do GBA. Mas, no fim das contas, o que importa é que estamos celebrando os 25 anos desse portátil que marcou uma geração.

E, para comemorar, eu vou jogar mais um pouco dele. Você pode escolher algum da nossa lista – ou, se tiver suas próprias recomendações, deixa aí nos comentários os seus títulos favoritos do Game Boy Advance.

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The Legend of Zelda: Twilight Princess | O pináculo da Era 3D https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/11/the-legend-of-zelda-twilight-princess-o-pinaculo-da-era-3d/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/11/the-legend-of-zelda-twilight-princess-o-pinaculo-da-era-3d/#comments Fri, 11 Aug 2023 21:42:53 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14752 Twilight Princess é, sem dúvidas, um jogo esquecido. Apesar de estar no top 4 de jogos mais vendidos da série graças ao seu enorme sucesso no início da vida do Wii, ninguém lembra da sua importância e nem mesmo é o favorito entre as sugestões que comumente fazem quando o assunto é Zelda. Quer um […]

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Twilight Princess é, sem dúvidas, um jogo esquecido. Apesar de estar no top 4 de jogos mais vendidos da série graças ao seu enorme sucesso no início da vida do Wii, ninguém lembra da sua importância e nem mesmo é o favorito entre as sugestões que comumente fazem quando o assunto é Zelda.

Quer um jogo onde o Link possa se transformar em outras criaturas? Majora’s Mask? Quer jogar um jogo com controles de movimento extremamente complexos e imersivos (em 2023? 🤭) Skyward Sword. Quer apenas um jogo 3D clássico de Zelda e bem redondinho? Então vá para o aclamado Ocarina of Time.

Quer uma sensação de aventura somada a uma direção de arte incrível? Wind Waker! Ou então talvez você queira algo moderno, um open world revolucionário e que não sai da boca do povo, então você vai para Breath of The Wild e o recente Tears of The Kingdom. Mas então aonde entraria Twilight Princess? Para quem ele apelaria e por quê jogá-lo hoje em dia? Com essas perguntas em mente decidi revisitar esse que foi lançado no crepúsculo do GameCube e no amanhecer do Nintendo Wii.

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Twilight Princess foi desenvolvido para ser o sucessor espiritual de Ocarina of Time e também pela primeira vez um Zelda realista em resposta ao feedback dos jogadores. Como um fã assíduo de Ocarina of Time e sua sequência Majora’s Mask, eu me senti muito tentado a jogar Twilight Princess, pois queria ver a Hyrule de Ocarina novamente e também não me importava em me transformar em outros bichos, pois já havia me transformado em um zoológico inteiro em Majora’s.

No entanto, devo admitir que os visuais realistas do jogo me desagradaram de início, pois nenhum Zelda antes ou depois teve uma pegada realista e por essa razão achei destoante.

Para exemplificar o quão destoante é, vejamos os já consagrados inimigos na franquia, os ChuChus:

The Chuchus – Créditos: Nintendo 

Todos eles possuem uma tom de fantasia e “cartoon” em suas aparições, mas em Twilight Princess eles são apenas uma geleia.

Chuchu
Apenas um slime… – Créditos: Nintendo 

Os exemplos dos character’s design destoantes e singulares são muitos, e claro que os modelos dos itens não podiam ficar de fora, então até mesmo os Piece of Heart me incomodavam.

Heart Piece.
Parece uma pedra preciosa, não? – Créditos: Nintendo 

Mas conforme jogava deixei esse nitpicking da escolha artística do jogo de lado e comecei a amar mais e mais os gráficos do jogo e a me perguntar como tal coisa havia sido feita no GameCube.

Gráficos de cair o queixo, não? Aposto que vocês não sabiam que meu GameCube também podia competir com o PS5 e fazer espelhamento, huh? Hahahah – Créditos: Nintendo 

A escolha artística do realismo beneficiou o game especialmente dentro das dungeons, onde podemos ver o modelo bem detalhado e soturno de Link e do seu Hylian Shield.

Whoah nice graphics! – Créditos: Nintendo 

Contudo, também devo apontar que a escolha artística acabou não beneficiando alguns aspectos do jogo. O overworld em especial parece muito datado com aquela cara típica de sexta geração.

Mas deixando de lado os gráficos, o que é Twilight Princess, afinal?

“Gráficos de Play 2.” – Créditos: Nintendo 

Propondo-se a ser um sucessor espiritual de Ocarina Of Time, Twilight Princess dedica em sua totalidade um esforço para alcançar esse objetivo.

O jogo começa no vilarejo de Ordon onde vemos um Link jovem adulto que mora em uma casa árvore tal qual Ocarina. Em Ordon, Link tem que aprender a escalar vinhas, a chamar águias usando um apito, a pescar para alimentar o gato da dona da loja local e com isso conseguir seu primeiro bottle e ensinar as crianças da vila a atirar de estilingue e a usar a recém ganhada espada de madeira.

Ordon lembra bastante a saudosa Kokiri Forest, mas dessa vez fazemos todas essas atividades com personagens nomeados e todos eles com sua própria backstory, o que dá uma imersão maior e prepara o terreno para as motivações do herói.

Neste sentido é um tutorial superior ao que vimos no 64.

Neste jogo Link não tem instrumentos musicais e utiliza folhas para emitir sons e chamar animais. Esta mecânica faz parte da temática do jogo de se conectar com a natureza. – Créditos: Nintendo 

Após fazer todas essas atividades divertidas e aprender como funcionam as mecânicas do jogo, nós somos lembrados de que Link não é um pirralho neste jogo e que portanto devemos trabalhar através de um mini game onde o Herói tem que pastorar as ovelhas e colocá-las no curral.

Link do fundo da grota. Créditos: Nintendo 

Findo o tutorial somos apresentados a aventura de fato, dessa vez novamente abusando da temática de mundos paralelos na franquia, Twilight Princess apresenta o Twilight Realm, um reino das sombras trancado para sempre no crepúsculo e cujo Rei Zant deseja usurpar a luz de Hyrule. Com a ajuda de sua nova sidekick Midna, Link em sua forma de Lobo precisa coletar as as lágrimas de luz para trazer a luz de volta ao reino de Hyrule e buscar nos templos as “Fused Shadows” a pedido de Midna e então derrotar o grande vilão da vez.

Tal qual Ocarina, é possível dividir o jogo em duas partes: a primeira parte em que Link precisa coletar 3 itens a pedido de alguém e uma merda acontece ao fim disso; e uma segunda parte onde você já pode explorar livremente o mundo em sua totalidade, sem restrições, embarcando em uma nova e maior quest.

LEIAM – The Legend of Zelda: Ocarina of Time Perfect Edition| Um mangá que valeu a pena

No caso de Twilight a primeira parte pode parecer um tanto arrastada e muito copypaste de Ocarina, mas ela não é. Nela ficamos trancados em forma de Lobo até que a luz da região seja restaurada e para isso precisamos explorar o mapa e matar insetos que carregam as lágrimas de luz, mas graças aos sentidos aguçados de Lobo, é possível detectar esses insetos facilmente (além de que eles estão marcados no mapa!). Link também pode ver seus amigos que dentro da sombra tomam forma de espíritos.

Devido às cores do mundo onde a luz não existe, a trilha ominosa e os NPCs estarem em forma de espírito o jogo acaba lembrando mais um Shin Megami Tensei: Nocturne do que Zelda. E é essa sensação que o jogo pretende passar para dar mais urgência ao jogador e fazer com que ele queira logo restaurar a luz de volta àquela determinada região, para que assim o jogo volte a ser colorido e sonoramente agradável.

O jogo remete muito a Nocturne nessas secções onde falta a luz. As cores são escuras e a trilha sonora passa uma sensação de desconforto. Nesse mundo as pessoas viram apenas espíritos, Link graças a TriForce da coragem não se transforma em espírito, mas sim em um lobo. Usando os sentidos de lobo, Link consegue ver de quem é o espírito flutuando. – Créditos: Nintendo 

Quando a luz é restaurada, Link volta para sua forma humana e deve entrar na dungeon em busca do item que pode derrotar Zant.

A princípio temos três dungeons, que são três templos: Um Forest Temple cheio de inimigos que já vimos dentro da Deku Tree como aranhas que precisamos acertar com estilingue e cortar árvores carnívoras; depois temos a Goron Cave Mines que me lembrou bastante Magmoor Caverns de Metroid Prime (outra obra-prima do GameCube) e nela você tem uma mecânica nova de grudar no teto magnético graças às Iron Boots, é uma excelente dungeon como se espera de Zelda; e por fim temos o Lakebed Temple que nada mais é que o Water Temple desse jogo, inclusive é nele que pegamos o Clawshot ou Hookshot para os mais íntimos, contudo o Water Temple desse jogo não chega a ser frustrante como o de Ocarina, pois não temos apenas uma bota de ferro que faz afundar e sim uma armadura de Zora que te permite nadar como um mergulhador profissional, fazendo com que a exploração seja muito mais rápida e conforme você aperta o botão “A” Link acelera o nado.

Bem melhor que só mudar a cor da roupa para azul, né? – Créditos: Nintendo

Essa primeira parte do jogo me fez sentir estar jogando Ocarina de novo, mas misturado com Majora’s por conta do Lobo Link, a estrutura era idêntica a Ocarina e os inimigos eram os mesmos e a gameplay fluida e competente me permitiu progredir rápido.

Como um fã desses dois eu estava extasiado com o que tinha experienciado até então, e ia de um canto para outro a fim de trazer a luz de volta e ver como a Hyrule de Ocarina mudou. Afinal, trata-se da mesmíssima Hyrule e jogando na versão certa (GameCube) o mapa não está espelhado e está como deveria ser.

Hyrule em Twilight Princess. – Créditos: Nintendo
Saudosa Hyrule de Ocarina of Time. – Créditos: Nintendo

Se você prestar atenção vai sentir a familiaridade, pois é o exato mesmo mundo e as coisas estão aonde estavam, só que dessa vez em um mundo muito maior.

Termina de Majora’s Mask. Hyrule de Twilight Princess parece também ter incorporado aspectos de Termina, como uma montanha nevosa e um Canyon situado ao leste. Considerando que Majora’s foi feito em cima de vários assets reaproveitados das inúmeras betas de Ocarina, acredito que Hyrule de Twilight seja a Hyrule completa que não coube no cartucho do Nintendo 64. – Créditos: Nintendo

Após concluir a primeira parte do jogo eu já não estava mais incomodado com a escolha visual do game, estava na verdade começando a apreciar ver personagens marcantes como o carteiro de Majora’s nessa nova releitura.

Agora vamos falar da Segunda Parte de Twilight Princess.

Créditos: Nintendo

Sem dar spoilers de um jogo de 2006, a segunda parte é diferente e é onde o jogo mostra todo o seu potencial. Podemos explorar livremente a imensa Hyrule em uma Epona que parece ter tomado muita trembolona e ir atrás dos novos itens pertinentes a main quest, ganhar acessórios completamente novos como uma FUCKING BEYBLADE que você monta em cima.

VAI DRAGOON! (Detalhe que essa foi a primeira e última aparição desse item na série e é divertidíssimo andar de beyblade tanto nas dungeons quanto no overworld). – Créditos: Nintendo

Mas esse não é o único item exclusivo desse jogo, fazendo jus ao porte físico do Link adulto, ganhamos um item que somente essa versão do Link poderia usar: uma bola imensa de metal com uma corrente ou simplesmente ball and chain.

Créditos: Nintendo

Um item cujo poder de dano é superior a de uma bomba e que Link precisa rodar e depois lançar a bola, obliterando qualquer coisa que esteja na sua mira. Esse item sempre apareceu na franquia Zelda, quer seja nos jogos 3D ou nos 2D, mas sempre na posse dos vilões.

Acertadamente, ganhamos esse item como um drop de um subchefe e não abrindo um baú ou coisa do tipo.

Uma marca registrada dos vilões agora na sua mão. (Personagem: General Onox de Oracle of Seasons). Créditos: Nintendo

Twilight Princess também faz algo inusitado nessa segunda parte que é não apresentar as dungeons como templos ou dungeons, mas sim como lugares aleatórios dando um aspecto refrescante, pois vamos lá pensando pegar apenas um item, mas aí descobrimos que estamos numa dungeon mais complexa que qualquer uma que já tenha dado as caras na franquia até então.

Essa dungeon nada mais é que um jantar em uma mansão que contém o item pertinente a main quest, é uma das dungeons mais bonitas do game sendo longa e desafiadora, mas ao mesmo tempo com um toque diferente que torna a experiência mais agradável. – Créditos: Nintendo

A localização dessas dungeons também são interessantes por estarem em locais distantes: uma no deserto, uma no topo de uma montanha nevosa, uma no saudoso templo do tempo (sim aquele de ocarina) e uma numa ilha flutuante. Resultando em um senso de aventura que é um dos sentimentos que os fãs da franquia mais anseiam por.

O lendário Temple of Time. – Créditos: Nintendo

Todas essas dungeons são perfeitamente desenhadas. Pegando tudo que havia sido feito em Ocarina e Majora’s, Twilight entrega dungeons desafiadoras e longas, mas não longas o suficiente para fazer o jogador cansar ou ficar preso em determinada parte por muito tempo. E soma tudo isso a muita ação, há momentos onde Link é infestado de inimigos e precisa dar muita espadada, dando um aspecto Dynasty Warriors para o jogo.

Twilight Princess
Não conseguir tirar foto, então vai uma imagem da versão de Wii que peguei da net para ilustrar a quantidade de inimigos que Link tem que lidar. – Créditos: Nintendo

Twilight Princess entrega 11 dungeons, o mesmo número de Ocarina of Time, mas são dungeons muito maiores e um overworld infinitamente maior. Sendo que 81% dessas dungeons são como já descrevi bem desenhadas, perfeitamente equilibradas em tamanho e desafio. E Twilight Princess não tem dungeon retornável que sempre foi algo que não agradou a nenhum fã da franquia.

Desta forma estamos falando de um jogo muito grande que possui 4 dungeons a mais que Wind Waker e Skyward Sword e que não cansa o jogador com explorações excessivas nem com puzzles demais para ter acesso as dungeons. Sendo, portanto, o sucessor de fato de Ocarina of Time.

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Twilight Princess apesar de todas suas qualidades possui um defeito: não possui side quests. E por side quest digo das clássicas sessões de trading onde conhecíamos um personagem e recebíamos um item para depois passar para outro personagem e assim sucessivamente até conseguir um item especial.

O TRADING FOI SUBSTITUÍDO POR DONATE 

As side quests do jogo são resumidas em juntar rupees para fazer doações, cavalgar por Hyrule em busca de pedaços de coração ou coletar insetos para trocar por mais rupees e fazer os mini games divertidíssimos para ganhar ou pedaços de corações ou mais RUPEES😅.

Twilight Princess
Lobo Link feliz por ganhar uma bolada e não saber onde colocar. – Créditos: Nintendo

Quando o assunto é dinheiro, Twilight Princess erra, o jogo atira Rupees para todos os lados, inclusive em baús em lugares inusitados ou dentro das próprias dungeons, mas só podemos carregar até 600 rupees o que torna a experiência frustrante, pois muitas vezes você vai estar com a carteira cheia. 

Você vai ter que doar bastante Rupees se quiser completar a side quests que te deem pedaço de coração ou a maior side quest do jogo que é do carismático Marlon e abrir uma loja em Hyrule Castle Town, MUITAS RUPEES, e ao fim podemos comprar um traje mágico pro Link que o torna invulnerável enquanto carregar Rupees, no entanto ouso dizer que esse traje é inútil e só tem serventia em uma outra coisa extra do game, pois enquanto vestimos ele as rupees são sugadas mesmo quando Link não é atacado.

Um prêmio decente para uma side quest longa, mas não suficiente. – Créditos: Nintendo

Apesar de não ter uma trading sequence e consequentemente personagens secundários para conhecer melhor através dela, Twilight Princess não deixa de ter um escopo enorme de personagens carismáticos, ele apenas fez com que conhecer e acompanhar esses personagens não fosse opcional, mas sim obrigatório, pois o desenvolvimento dos personagens está atrelado a progressão do game fazendo parte da experiência de todos que jogarem.

Alguns dos amigos do Link nessa aventura. – Créditos: Nintendo

Mas as coisas extras não se resumem somente a doar dinheiro ou caçar insetos, há outras coisas para fazer e uma delas é aprender novas técnicas de combate.

Para isso precisamos interagir com as Sheikah Stones espalhadas pelo mapa, ao fazer isso Link ganha a chance de se encontrar com o Link de Ocarina e Majora’s em forma de espírito que deseja passar sua técnica perdida. A cada encontro Link aprende uma técnica de combate nova que abre novas possibilidades para se enfrentar os inimigos.

O novo herói tem como mestre o Hero of Time. – Créditos: Nintendo

As técnicas de espada são úteis durante toda a gameplay, mas sobretudo são necessários numa outra coisa extra do jogo e sem sombra de dúvidas é a side quest mais divertida: o Cave of Ordeals onde encontramos a Great Fairy.

Isn’t she lovely? – Créditos: Nintendo

O Cave of Ordeals é considerado uma dungeon extra do jogo. Uma caverna com muitos andares, a cada andar novo Link precisa derrotar todos os inimigos e aí o caminho vai se abrir para o próximo andar. E como não é possível sair da caverna e voltar de onde parou, o jogador deve completar a caverna de uma vez só e com somente os recursos que tem à disposição.

É possível recuperar vida em momentos chaves, mas fazer isso não é fácil e é preciso de bastante percepção do jogador e domínio da gameplay tanto na forma humana como na forma de Lobo. Os desafios vão escalando conforme Link passa de sala para sala, ao ponto de que em alguns momentos enfrentamos vários subchefes ao mesmo tempo.

Como nesse em que enfrentamos três Darknut, que é o subchefe mais difícil do jogo:

3 subchefes ao mesmo tempo. Como que tanka?

Essa dungeon extra é sem dúvidas umas das coisas mais divertidas e desafiadoras que o game tem para oferecer, mas é recomendado tentar a sorte com os outros mini games e expandir o arsenal de Link antes, deixando a Cave of Ordeals para ser o seu último desafio antes de finalizar.

O prazer foi todo meu.

Twilight Princess possui também possivelmente a melhor luta final da franquia, onde enfrentamos pela última vez o nostálgico Ganondorf de Ocarina of Time, mas isso é discutível.

No fim, Twilight me surpreendeu ao entregar dungeons perfeitas, um estilo visual singular, uma trilha sonora muito boa e com identidade própria, uma Hyrule Field saudosa e enorme e sobretudo por entregar uma história muito boa recheada de personagens incríveis, sendo o mais surpreendente: um sidekick com personalidade e arco próprio que foi Midna.

Midna é a forma mais elevada do conceito de acompanhante que iniciou com Navii em Ocarina of Time. – – Créditos: Nintendo

Acredito que Twilight Princess seja o pináculo de Zelda da Era 3D que começou no Nintendo 64, oferecendo toda a estrutura clássica inicialmente apresentada em Ocarina na sua forma mais perfeita em termos de jogabilidade, dungeons, exploração, mini games e Naviis (sideckicks).

Portanto, merece ser lembrado e celebrado por aqueles que começaram em ou que gostem de Ocarina, pois depois dele a franquia viria a mudar bastante em sua fórmula e fugir do desenho tradicional estabelecido no 64. Nestes termos, Twilight Princess acabou sendo de fato o crepúsculo de uma Era na franquia The Legend of Zelda.

Twilight Princess celebra tudo que fora construído no Nintendo 64. Depois dele uma nova Era em The Legend of Zelda surgiria. – Créditos: Nintendo

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No meu atual emprego, aos finais de semana o ritmo cai ao ponto de ser possível ler um livro tranquilamente. Por essa razão criei o habito de sempre carregar comigo seja um livro ou um mangá na mochila, e no plantão passado decidi encarar The Legend of Zelda: Ocarina of Time da Editora Panini.

Fazia algum tempo que o tinha aqui em casa, mas só havia lido um pouco apenas, então ontem decidi recomeçar do zero e não me arrependi. Me deparei com uma leitura leve e a ótima arte de Akira Himekaya. Foram horas de diversão e situações engraçadas envolvendo Link, e por essa razão decidi escrever a respeito do mangá.

É perigoso ir sozinho, então me acompanhem á Hyrule.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time conta com 384 páginas que você vai devorar rapidamente, pelo foi o meu caso. Se trata de uma edição de luxo linda que certamente vai deixar os fãs da franquia com os pelos ouriçados, mesmo custando 29,90 R$. – O que nesse caso eu considero um valor até justo comparado a outros produtos da Editora Panini que estão próximos desse valor.

Esse mangá é o primeiro de cinco volumes, onde cada um deles engloba um respectivo jogo, no caso começa com: Ocarina of time, The Minish Cap/ Phantom Hourglass, Majora’s Mask, Oracle of Seasons/Oracle of Ages e encerra com Four Swords. Como podem ver alguns mangás englobam dois jogos, mas vale citar que ainda conta com histórias extras.

Eu nunca terminei nenhum jogo da franquia Zelda e por isso o mangá acabou sendo muito divertido e surpreendente. Há personagens que conhecia apenas por revistas ou mesmo imagens perdidas pela rede, assim tudo foi se encaixando a medida que avançava na história e eu ficava com aquela cara de OHHH!

Se me perguntasse, eu não saberia apontar o que fez parte da história do jogo ou não, mas há alguns momentos realmente emocionantes e que eu adoraria de vivido jogando o jogo. Como um capitulo em que Link precisa tomar a decisão de tirar a vida de um amigo antigo corrompido pela magia de Ganondorf ou não.

Isso não foi spoiler, né?

Por outro lado temos momentos onde podemos conferir Link aprendendo a lidar com o peso de ser o Herói do Tempo e a responsabilidade de salvar Zelda. Não só isso, também somos levados a conhecer um pouco mais da história dele e como ele foi parar na vila Kokiri e os bullying que sofria de Mido. Tudo isso contribui para uma maior profundidade do personagem, fazendo com que passemos a gostar ainda mais desse orelhudo.

Ah, o Skull Kid também tem sua participação na mangá, assim como sua origem também é contada. O que talvez seja novidade para quem ainda não conhecia o universo do jogo ou não pesquisou sobre sua origem, assim como eu. Por sinal se tornou um dos meus capítulos favoritos do mangá, disparado.

Bem, supondo que você já esteja quase tirando o cartão de crédito da carteira, peço que tenha calma;

Infelizmente o primeiro volume do mangá se encontra indisponível no site na loja da Panini, mas os outros volumes ainda podem ser comprados por lá. Claro, se você pesquisar provavelmente vai encontrar o primeiro volume sendo vendido por valores ridículos.

Eu cheguei a encontrar o primeiro volume custando a bagatela de 119 reais, um preço que não vale, obviamente. Sei que muitos não seguem conselhos, mas recomendo não dar dinheiro para esses idiotas e aguardar pela republicação do titulo.

Creio que não tenha muito o que dizer além de que o mangá pode ser uma ótima porta de entrada para quem gostaria de conhecer a história do jogo de um modo mais dinâmico.

Os desenhos são bons, me lembrou um pouco aqueles mangás dos anos 80 em certos momentos, talvez isso tenha sido proposital. Outra coisa interessante foi que em dados momentos do mangá eu vi Link sangrar alguns inimigos, o que chamou bastante a atenção pois foi feito de uma maneira bem discreta e não explicita.

O mangá é voltado para todos os públicos, principalmente o juvenil, não podia esperar menos da Nintendo.

Por isso te digo que se encontrarem por um bom preço dando sopa, não perca tempo e adquira que vale a pena.Só não sejam burros de pagar 100 reais, né. Ou sejam, o dinheiro é de vocês mesmo.

Ah,antes que perguntem: NÃO, o artigo não é patrocinado pela Panini. Mas eles levam o meu dinheiro todo mês por causa dos mangás: JoJo’s Bizarre, Berserk e One-Punch Man.

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