Arquivos Pulsatrix - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/pulsatrix/ Um pouco de tudo na medida certa Mon, 03 Nov 2025 23:07:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Pulsatrix - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/pulsatrix/ 32 32 Brasil Game Show 2025 | Como foi a minha experiência https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/10/17/brasil-game-show-2025-como-foi-a-minha-experiencia/ Fri, 17 Oct 2025 19:36:46 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=20932 No mês de outubro, como tem acontecido nos últimos anos, ocorre a Brasil Game Show, em São Paulo — um dos mais antigos e tradicionais eventos de jogos do país. E, assim como nas edições anteriores, não podia ser diferente: mais uma vez, eu marquei presença. Então lá fui eu organizar hotel e companhia para […]

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No mês de outubro, como tem acontecido nos últimos anos, ocorre a Brasil Game Show, em São Paulo — um dos mais antigos e tradicionais eventos de jogos do país. E, assim como nas edições anteriores, não podia ser diferente: mais uma vez, eu marquei presença. Então lá fui eu organizar hotel e companhia para cobrir o evento.

Mas este ano, algumas coisas mudaram. A começar pela localização: o evento deixou a Expo Center Norte e migrou para o Distrito Anhembi, que, sinceramente, pareceu um espaço menor. Outra diferença perceptível foi o número de empresas participantes — houve uma redução considerável. Além da ausência da PlayStation e da Xbox, agora havia menos empresas compondo o evento.

Pessoalmente, foi um pouco decepcionante. Eu estava animado, mas, chegando lá, o que encontrei foram poucas lojas vendendo produtos semelhantes a preços altos, uma praça de alimentação cara e pouquíssimas atrações realmente interessantes, pelo menos para mim.

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Os estande de jogos

Durante a BGS 2025, algumas empresas marcaram presença — entre elas SEGA, KONAMI, DEVOLVER DIGITAL e ARC SYSTEM WORKS. Infelizmente, a QUByte não participou este ano, e tanto PlayStation quanto Xbox continuam de fora.

Entre os jogos inéditos, os maiores destaques vieram da Devolver Digital, que montou uma feirinha com um toque brasileiro e quatro títulos novos: BALLxPIT, Forestrike, Skate Story e Quarantine Zone.

A Arc System Works trouxe Double Dragon Revive e Bubble Bobble: Sugar Dungeons; a SEGA apresentou Sonic Racing CrossWorlds em um estande temático, com direito a um modelo do troféu erguido por Ayrton Senna no GP da Europa de 1993 — um detalhe nostálgico e incrível.

Já a KONAMI exibiu apenas eFootball em um estande pequeno, estampado com o rosto de Neymar. Nada contra, mas futebol não é muito a minha praia.

Além disso, alguns jogos ganharam seus próprios espaços, como Ghost of Yotei, Dying Light: The Beast e Resident Evil Unit (mobile). Mas o grande destaque foi mesmo a Nintendo, com um estande gigantesco e várias estações para testar Hades II, Mario Kart World, Donkey Kong Bananza e Street Fighter 6 no Nintendo Switch 2.

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O evento

Infelizmente, em termos de novidades, o evento deixou a desejar. Ele pareceu se sustentar muito mais nos convidados internacionais e nos influenciadores, muitos dos quais eu nunca tinha ouvido falar.

E, sinceramente, isso já virou tendência: a BGS se tornou um ponto de encontro para quem quer ver o streamer favorito e colecionar brindes de estande. É algo que atrai um público mais jovem — entre 10 e 20 anos —, mas que, para mim, perdeu parte do encanto.

Não me vejo mais como o público-alvo do evento. Essa versão mais “desidratada” em conteúdo me deixou um pouco frustrado. Já na entrada, a fila para passar pela segurança era enorme, e mesmo em um dia de imprensa, as filas dentro do pavilhão eram longas — principalmente na área da Nintendo, onde o pessoal se aglomerava por brindes de Pokémon.

Depois de andar bastante, decidi visitar as lojas para buscar lembranças. Foi um choque. Os preços estavam altíssimos, especialmente em uma loja de jogos — a única do evento. Senti muita falta da Editora Europa, onde eu costumava comprar revistas todo ano – Sim, eu adoro revistas.

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Os indies

Na ala indie tínhamos jogos divertidos, como o  A.I.L.A. (inclusive com demo disponível), novo jogo de terror desenvolvido pelo estúdio Pulsatrix, mesmo responsável pelo jogo de terror FOBIA. O estúdio realmente está empenhado em oferecer uma experiência assustadora em seu novo titulo.  Agora que gosta de um roguelike iria se divertir com Hell Clock, um jogo brasileiro desenvolvido pelo estúdio Rogue Snail  que tem o seu jogo ambientado na guerra de Canudos mesclando ação com terror. Outra surpresa que encontrei na área indie foi Baki Hanma: Blood Arena que também estava disponível para jogar é trata-se de um jogo no melhor estilo Punch-Out com os personagens do anime, esse desenvolvido pelo estúdio Purple Tree S.R.L.

Claro, e se você estivesse muito cansado de terror e violência, poderia se surpreender com o jogo pensado no publico que adora títulos fofinhos, que é o caso do jogo Capy Castaway. Ele é todo pensado para ser fofo enquanto controlamos uma capivara e seu amigo corvo pelo cenário em busca do caminho de casa. É uma boa pedida para quem gosta do gênero. Um trabalho interessante do estúdio Kitten Cup Studio.

Dá pra dizer com tranquilidade que estes foram os jogos que mais chamaram a minha atenção enquanto estive no evento na área indie.

Arquivo pessoa – Estande do Path of Exile

Concluindo

Não posso dizer que foi a melhor experiência que tive em uma Brasil Game Show, pois é evidente que o evento desidratou em termos de empresas participando. O local estava menor e, mesmo em um dia de imprensa, era perceptível que o dia aberto ao público seria bem lotado e com um calor humano infernal, pois, no dia de imprensa, você se deparava com corredores estreitos e muita gente.

A falta de novidades também contribuiu um pouco para a minha decepção. É um mês em que não tivemos grandes novidades, para ser sincero.

Outro ponto é que me vejo um pouco velho demais para o público que a BGS está mirando. Eu não me interesso por influencers de TikTok e não pagaria dinheiro para ir vê-los. Trazer figuras como Kojima, entre outras famosas, realmente é interessante e tem apelo, mas, no meu caso, eu não costumo ir ao evento para vê-los. E, se fosse, me programaria apenas para isso — não para cobrir o evento em si —, pois sei que isso exigiria encarar filas e mais filas.

Enquanto voltava para casa, fiquei refletindo durante todo o caminho se ainda faz algum sentido eu ir ao evento nas próximas edições. Afinal, será que a próxima trará novidades? Devemos aguardar.

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