Arquivos Piko Interactive - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/piko-interactive/ Um pouco de tudo na medida certa Mon, 07 Apr 2025 00:02:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Piko Interactive - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/piko-interactive/ 32 32 Accolade Sports Collection | Uma coleção quase pra mim https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/07/accolade-sports-collection-uma-colecao-quase-pra-mim/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/07/accolade-sports-collection-uma-colecao-quase-pra-mim/#respond Mon, 07 Apr 2025 00:02:11 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19850 Coleções retrô, isso é algo que apesar de parecer relativamente recente, vem desde a época do Super NES, com compilações de jogos da Midway, Atari e Nichibutsu, e perdemos a conta de quantas vezes a Namco vem relançando os seus jogos desde o PS1. Capcom e Sega não ficam atrás. Desde portes diretos feitos do […]

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Coleções retrô, isso é algo que apesar de parecer relativamente recente, vem desde a época do Super NES, com compilações de jogos da Midway, Atari e Nichibutsu, e perdemos a conta de quantas vezes a Namco vem relançando os seus jogos desde o PS1. Capcom e Sega não ficam atrás. Desde portes diretos feitos do zero, como os que aconteciam em coletâneas como Sonic JAM no Saturn e a Capcom Generation no PS1, a emulações como o Sega Smash Pack do Dreamcast, Super Mario All-Stars no Wii (Essa foi uma das emulações mais safadas que a Nintendo colocou em um disco de Wii) e alguma coleção da Taito no PS2, e temos remasters, comuns na geração PS3 e adiante, como a Devil May Cry HD Collecti0n, .hack//G.U. Last Recode e a coletânea de Lunar que tá pra sair.

Eu mesmo tenho algumas coleções na minha “coleção”, tanto que comprei, quanto que recebi pra análise. Na minha opinião, independente do resultado ou maneira que foi produzido, é uma ótima maneira de colocar jogos de uma antiga geração de consoles e PC’s em hardware recente de maneira conveniente e legalizada. Sim, sabemos que a emulação existe e você pode aplicar filtros de firula, texturas e até mesmo cometer o crime de esticar um jogo 4:3 pra 16:9, mas ainda assim acho legal quando relançam jogos de outrora de maneira legal.

Se você jogava videogames nos anos 90, deve ter visto a Accolade em alguns jogos como Bubsy, Test Drive e Barkley Shut up and Jam. A empresa foi fundada por ex-funcionários da Activision (não a Activision que conhecemos hoje, mas a Activision fundada na era de ouro dos games). A empresa cometeu uma sucessão de erros no fim da década que levou a aquisição pela Infogrames e o fechamento da mesma em 2000. Durante anos, a marca ficou dormente, até que a Billionsoft adquiriu a marca Accolade e tivemos dois jogos bastante medianos de Bubsy. Algumas pessoas vão dizer que os dois últimos jogos do Bubsy são ruins, mas são só clones medianos de Giana Sisters (The Woolies Strike Back) e Bit.Trip Runner (Paws of Fire). Enfim, em 2023, a Atari (sempre ela) readquiriu a marca Accolade e suas ip’s da Billionsoft.

E no ano passado, no QUByte Connect, a QUByte anunciou a parceria com a Atari para o lançamento da Accolade Sports Collection, com o lançamento ocorrendo em Janeiro de 2025. Contendo cinco jogos esportivos da Accolade, essa compilação é uma viagem no tempo para aqueles que viveram os anos 90. Mas será que é uma boa viagem? Ou é aquela viagem onde você não pode ir pra praia porque o mar tá revolto, não tem internet e quando você vai nadar na lagoa, um anzol prende no seu pé? Essa analogia pode ou não ter relação com uma viagem de feriado pra Maricá que fiz com a família muitos anos atrás. LEIAM A ANÁLISE!

Cinco jogos, mas…

O jogo traz cinco jogos da Accolade, Hardball!, Hardball 2, Winter Challenge, Summer Challenge e Hoops Shut up and Jam. Infelizmente, com exceção de Hardball 2, todos os jogos são as versões de Mega Drive. Eu falo isso, porque com exceção de Hoops Shut up and Jam, todos os outros tiveram suas origens nos PC’s, seja o Commodore 64, MS-DOS ou Amiga.

O Hardball! é um clássico do Commodore 64 de 1985, que recebeu diversas versões, até chegar ao Mega em 1991, Hardball 2 saiu para MS-DOS, Mac e Amiga em 89 e 90 respectivamente. Winter Challenge saiu pra DOS em 1991, e pra Mega em 92, Summer Challenge saiu pra DOS em 92, com a versão de Mega em 1993 e por fim fechando a coleção, Hoops Shut up and Jam saiu em… 2021. E em 1994, pra Mega Drive, mas com outro nome. Se você não percebeu até agora, Hoops Shut up and Jam é uma reskin de Barkley Shut up and Jam. Esse reskin foi feito pela outra parceira de longa data da QUByte, a Piko Interactive, pro relançamento do jogo no Evercade.

Sim, como um entusiasta de outras plataformas que estão fora do espectro comum do jogador médio brasileiro (aka geração 16-bits pra frente), eu gostaria de ver mais jogos de outras plataformas relançados. Então, uma coletânea de jogos com versões pra outras plataformas, não ver versões de outras plataformas é um tanto decepcionante.

Recursos para a jogatina perfeita.

Como todo relançamento de jogo antigo, a Accolade Sports Collecion possui todas as firulas esperadas. Recursos de salvamento e recarregamento, além de rebobinamento, ideais para refazer uma jogada. Em especial considerando o input delay de emulação, que pode prejudicar a partida de Hardball por exemplo. Como a versão de Hardball é a de PC, não há rebobinamento, mas um load pode ajudar na hora de fazer aquela rebatida perfeita. Infelizmente eu não manjo nada de baseball, e aos 36 anos de idade, não tenho interesse em aprender, mesmo com o Brasil tendo se classificado pro campeonato mundial.

Winter Challenge e Summer Challenge são dois bons jogos de esportes. Apesar de que Summer Challenge o metralhamento de botões é inevitável, coisa menos evidente no jogo de inverno. Ainda sim admito, em relação a inverno, ainda prefiro o Winter Olympics do Master System. Quem diria, eu, elogiando um jogo da Tiertex. Não é a toa que choveu pra caralho na data em que escrevo esse texto.

Por fim, o melhor jogo da coletânea é Hoops Shut up and Jam, apesar da péssima edição que fizeram no sprite do Barkley que fizeram na tela título e menu do jogo. A PIKO simplesmente pegou uma stock photo de “Angry Black Man” e fez uma digitalização com o cu. De resto, ainda que não seja melhor que NBA JAM (tarefa impossível), é um jogo de Basquete de Rua bem competente, com regras mais relaxadas e ideal para partidas com os amigos. E é o jogo que melhor envelheceu da série.

Para os entusiastas de retrojogos, a QUByte preparou manuais em português, cheios de explicações, que fariam até um idiota como eu aprender a jogar beisebol.


Jogos em 16-bit envelhecem bem graficamente

Uma da coisas que é conversa típica de entusiastas retrô, jogos da era 16-bits envelhecem MUITO BEM graficamente. Enquanto que jogos do PS1 e do Saturn muitas vezes envelhecem mal graficamente, jogos da geração anterior permanecem bonitos ainda hoje, muitos jogos do Mega Drive, SNES, Turbografx-16 e até mesmo PC’s como o Amiga e o Atari-ST produziram jogos 2D belíssimos.

E essa é a sensação visual na maioria dos jogos, com exceção de Hardball 2 que destoa dos demais, pela plataforma diferente. Sprites bem feitos, e elogiar os climas de verão e inverno em Summer e Winter Challenge, é legal ter um ambiente de olimpíadas não oficial. A única coisa que se destaca negativamente, foi a digitalização da stock photo de Hoops, que mencionei no setor anterior.

Uma coletânea que merece existir

Essa coletânea foi quase feita pra mim. Eu tenho interesse em jogos de PC’s antigos, mas como 80% dos jogos dessa coleção são de Mega Drive, eu perdi meu interesse pessoal. Em questão de comprar, essa compilação vale pelo Hoops Shut up and Jam, e pelo valor histórico. Se tivéssemos versões de DOS dos outros jogos, talvez me apetecesse mais.

Nota final: 6,5/10

Accolade Sports Collection está disponível para PC, PS4, PS5, Switch, Xbox One e Xbox Series. Essa análise foi feita com uma chave de PS4 cedida pela QUByte.

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Glover | O clássico do N64 está de volta https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/13/glover-o-classico-do-n64-esta-de-volta/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/13/glover-o-classico-do-n64-esta-de-volta/#respond Thu, 13 Mar 2025 17:32:30 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19693 Eu sinto falta de quando os jogos tentavam ser experimentais. Era uma coisa que acontecia com frequência até a geração Playstation 2, onde jogos tentavam coisas para se destacar. Nem sempre conseguiam, mas era legal ver eles tentar. Sem Operation WinBack (Do Omega Force), não teríamos Gears of War, já que o “cover no murinho” […]

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Eu sinto falta de quando os jogos tentavam ser experimentais. Era uma coisa que acontecia com frequência até a geração Playstation 2, onde jogos tentavam coisas para se destacar. Nem sempre conseguiam, mas era legal ver eles tentar. Sem Operation WinBack (Do Omega Force), não teríamos Gears of War, já que o “cover no murinho” foi introduzido lá. Sem o escudo-iô-iô de Rygar do PS2, não teríamos as Blades of Chaos de God of War, sem o Reino Unido, não teríamos jogos que colocam um monte de minigames como jogabilidade e é medíocre em todos. Eu tinha outra analogia em mente quando comecei a planejar esse texto, mas eu esqueci.

Enfim, a partir da geração PS3, com os orçamentos subindo cada vez mais, experimentar ficou cada vez mais arriscado. Então, você só tinha duas opções, ou se apegava a IPs legado, ou copiava fórmulas de sucesso, as vezes as duas coisas no mesmo jogo, como Castlevania: Lords of Shadow que juntou o Hack’n Slash de God of War com a temática de Castlevania. Se foi um sucesso, é questionável, mas a desenvolvedora Mercury Steam ao menos sobreviveu o suficiente para fazer dois Metroids. O fato é que fora da esfera índie, experimentação se tornou algo mais raro na indústria dos jogos.

Agora… Você já parou pra perceber que a emulação de Nintendo 64, mesmo quase 20 anos após o console… Ainda é relativamente uma merda, se o jogo não é Super Mario 64? Existe uma boa razão para muitas leaderboards de speedruns de N64 serem altamente restritas com emuladores. Não é pelos caras serem cuzões (na maioria das vezes), mas sim pelo fato de mesmo hoje em dia, emuladores de Nintendo 64 ainda terem muita imprecisão em certos jogos.

O que isso tudo tem a ver com o jogo de hoje? Bem, acontece que um dos jogos experimentais do Nintendo 64 foi relançado recentemente para os consoles modernos, após um relançamento no PC alguns anos atrás. O clássico cult Glover está de volta, graças a parceria entre a QUByte e a Piko Interactive. Será que esse novo porte faz juz ao legado dos Gêmeos Oliver? Confira nossa análise.

Salve o mundo com uma mão só

O mundo pacífico do Reino foi destruído! O mago, enquanto misturava poções com suas luvas mágicas, causou uma enorme explosão, transformando-o instantaneamente em pedra e desalojando os sete cristais que dão energia ao Reino. Sem os cristais, o castelo e seu mundo desmoronarão e o mago estará perdido!

Cabe a Glover, uma das luvas mágicas, encontrar os cristais, agora disfarçados de bolas de borracha, e devolvê-los em segurança ao castelo. Guie Glover e as bolas por sete mundos mágicos cheios de quebra-cabeças e surpresas escondidas. Cuidado! A luva maligna está à espreita nas sombras, e ele não vai parar por nada para frustrar as tentativas de Glover de restaurar a paz.

É, a história de Glover não é das mais criativas, com exceção de você jogar com uma luva sentiente. Como fun fact, a história de Glover foi ligeiramente retrabalhada no porte de PS1 que o jogo recebeu em 1999, para ligar o jogo original a continuação que foi cancelada… Por burrice da Hasbro. SIM, BURRICE. Um ex-programador do estúdio original contou que um empregado da Hasbro dobrou a quantidade de cartuchos produzidos de Glover, deixando a publisher com um estoque de cerca de meio milhão de dólares que não teria como ser vendido, assim forçando o cancelamento de Glover 2 (que estava com cerca de 80 a 85% do jogo pronto), assim como o porte de Nintendo 64 de Frogger 2: Swampy’s Revenge, o que prova que não é de hoje que a Hasbro faz merda a torto e a direito.

Um platformer de sua era, para o bem e para o mal

Você sabe muito bem como no meio pro fim dos anos 90, as empresas estavam arriscando pra encontrar uma fórmula que funcionasse para Platformers 3D, ainda que muitos tenham dito que a Nintendo aperfeiçoou o gênero com Super Mario 64, eu nunca gostei desse jogo. Mas enfim, cada um fez seu take diferente, e não é diferente com Glover. Antes de começar a falar sobre o jogo em si, uma coisa engraçada/triste, por alguma razão, o gameplay de demonstração do jogo nesse porte moderno do jogo é cagado.

Enfim, Glover tem dois tipos de jogabilidade, um com e outro sem a bola. Sem a bola, Glover tem um arsenal de movimentos bem decente, que daria pra fazer um bom platformer 3D na época e mesmo hoje em dia. E com a bola (que possui quatro formas, mais uma super forma disponível com um cheat code), as coisas mudam, a física entra em jogo e vai levar tempo pra se acostumar com os controles.

Cada uma das bolas disponíveis funciona de maneira diferente. A forma de borracha dá a maior quantidade de habilidades para a bola. Ela pode ser facilmente quicada, batida, lançada e até mesmo flutuar na água. A forma de bola de boliche permite que a bola não quebre facilmente, afunde em águas profundas e mate inimigos batendo nela. A forma de bola de rolamento dá controle preciso sobre a bola, pode ser usada para lançar e bater na bola com mais cuidado e também é magnética. A forma de cristal flutua na água e é frágil, mas dá pontos em dobro para cada Garib (Garibs são os coletáveis do jogo) obtido. A bola de poder (a do Cheat Code) pode quicar mais alto e ser batida e lançada mais longe do que outras formas.

Há algumas melhorias modernas, como a câmera no segundo analógico, mas ela ainda se move como uma câmera de um jogo 3D dos anos 90.

Erros foram cometidos

Uma das coisas que podemos elogiar com relação a esse lançamento de Glover é que mantiveram a taxa de frames da versão de Nintendo 64. Sim, é esquisito elogiar algo rodando a 20 FPS, mas deixa eu explicar. Glover é um platformer com foco na física das bolas e a física é atrelada a taxa de quadros do jogo, tanto que na versão de PC da PIKO, se aumentarmos a taxa de quadros do jogo (naquele lançamento há opções de 20, 30 e 60 FPS), a física do jogo fica mais louca que um esquerdista do Bluesky. E a outra melhoria que se pode citar em relação a Glover, é que o jogo roda em Widescreen.

Graficamente, o jogo é inferior ao lançamento original, algo parece ter sido perdido quando a Piko realizou o porte de PC de 2022 (que é a base dessa versão). Se comparar lado a lado com o original, vai ver que muito do charme do original foi perdido. Além de alguns bugs e glitches visuais, como partes de inimigos permanecendo na tela quando os matamos. O que é uma pena num geral, porque Glover é um retrato do charme dos platformers 3D, quando nem ainda tudo era padrão no gênero, todos ainda estavam experimentando, acertando e errando.

Os cenários de Glover são criativos pra época e tem um charme próprio, juntando com a jogabilidade não convencional, deixa Glover quase como um filho de uma outra criação dos Gêmeos Oliver quando estes eram parte da Codemasters, a franquia Dizzy.

A trilha de Glover é um dos destaques do jogo, mesmo se a jogabilidade fosse ruim (coisa que não é), a trilha é decente. Ainda que não esteja no nível de composição do Grant Kirkhope por exemplo, possui músicas excelentes. Pena que novamente, aqui temos alguns erros no relançamento, como a música demorando pro loop recomeçar, e efeitos sonoros errados tocando. Nisso, eu posso criticar a QUByte que podia ao menos ter trabalhado pra corrigir as cagadas da versão de PC da Piko.


Não sei se vale a pena

A experiência de Glover nos consoles modernos é um pacote misto, por um lado, é bacana o jogo estar disponível em plataformas modernas, mas sendo um porte da versão inferior de PC lançada pela Piko em 2022 (que é diferente da versão de PC da Hasbro de 98), fica aquele gosto agridoce na boca. É legal ter o jogo em wide-screen, mas os visuais não são tão bons quanto o jogo original. Funciona, mas tem problemas. Me pergunto se não seria melhor refazer o jogo do zero num remake/reboot, como Kao the Kangaroo fez, mas não sei se a Piko ou a QUByte tem recursos para tal. No fim, vale a preservação, mas se você tem como jogar o original, fique com ele.

Nota Final: 6,5/10

Glover está disponível para Playstation 4, Playstation 5, Xbox One, Xbox Series e Nintendo Switch (além das versões da Steam, Evercade, PC. PS1 e Nintendo 64). Essa análise foi feita com uma chave de PS4, fornecida pela QUByte.

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Rage of the Dragons NEO | Porradaria clássica de volta https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/09/rage-of-the-dragons-neo-porradaria-classica-de-volta/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/09/rage-of-the-dragons-neo-porradaria-classica-de-volta/#respond Mon, 09 Dec 2024 00:26:13 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18783 A história do jogo de hoje começa… Quase 30 anos atrás. Em 1995, a Technos Japan lançou para o Neo Geo, o hoje considerado clássico Double Dragon, um jogo bacana de luta, que é e ao mesmo tempo não é inspirado pelo filme live action, que curiosamente teve TRÊS DUBLAGENS aqui no Brasil, duas para […]

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A história do jogo de hoje começa… Quase 30 anos atrás. Em 1995, a Technos Japan lançou para o Neo Geo, o hoje considerado clássico Double Dragon, um jogo bacana de luta, que é e ao mesmo tempo não é inspirado pelo filme live action, que curiosamente teve TRÊS DUBLAGENS aqui no Brasil, duas para TV e uma para o mercado de vídeo em VHS. Mas enfim, Double Dragon teve um porte para o Playstation. Tá certo que algumas pessoas não curtiram tanto o jogo, mas a máquina de DD de Neo Geo vivia com gente nos botecos que tinha.

Na época, a Technos já estava na pindura, só lembrar o quão prostituíram DD na década, com o licenciamento para a Rare fazer Battletoads e Double Dragon, os quadrinhos da Marvel, o cartoon, o live action, aquele jogo pavoroso desenvolvido pela Leland (aka Double Dragon V) e o horrendo Double Dragon: The Revenge of Billy Lee, da Virgin, no Game Gear… E AQUELA MERDA FOI RAZOÁVELMENTE BEM RECEBIDA.

Sério, A Game Pro deu 4,5 de 5, a EGM chamou o jogo de DECENTE, com um score de 60% e a Computer & Video Games deu um scrote de 83%. Cara, e a gente achando que a imprensa de jogos tinha escrúpulos antigamente, mas nãão. Enfim, onde eu estava?

Ah, sim, a Technos estava na pindura. A desenvolvedora mexicana Evoga, que tinha em seu portifólio apenas um jogo de futebol para arcades (que na minha opinião, pra arcade, é decente) começou a fazer o design de uma possível sequência para o clássico de Neo Geo, porém, a empresa não conseguira adquirir a licença de Double Dragon, que a Million (companhia formada por ex-desenvolvedores da Technos Japan) adquiriu, assim como as ip’s da própria Technos.

Assim, os mexicanos tiveram que refazer algumas coisas, e o projeto se tornou um tributo a Double Dragon. E para concluir o projeto, foi feito uma conexão entre o México e o Japão, entrando em campo a Noise Factory, empresa surgida de ex-desenvolvedores da Atlus (aliás, fun fact, de Princess Crown, o jogo que a equipe que formaria a Noise Factory produziu, foi dirigido por George Kamitani, que depois formou a Vanillaware) e responsável por Gaia Crusaders e Sengoku 3, dentre outros jogos. Nisso, em 2002, chegava ao Neo Geo, o excelente Rage of the Dragons, que prova que bons desenvolvedores tiram leite de pedra de um Hardware na época, extremamente ultrapassado. Não vamos mentir, o Neo Geo é um hardware do fim dos anos 80, de 1990. Então vendo o que a Evoga e a Noise Factory (com auxílio da Brezzasoft) fizeram em 2002, é impressionante.

Infelizmente, devido a problemas financeiros (especialmente considerando que os arcades já estavam em declínio e a pirataria chinesa era enorme), a Evoga fechou as portas em 2004 (o processo de fechamento se iniciou em 2002), e de acordo com Mario Vargas, um dos membros da equipe, a empresa tinha alguns projetos na manga, incluindo aí uma continuação de Rage of Dragons, um porte do original para PS2… E um spin-off de basquete de The King of Fighters… Mas o jogo, assim como a continuação de Rage of the Dragons, estava apenas em fase conceitual, de acordo com uma entrevista de Mario Vargas para a página Power Geyser em 2019. Enfim. Em 2020, a PIKO Interactive adquiriu os direitos de Rage of the Dragons, e manifestou interesse em relançar o jogo. Mas, se dependesse do que a PIKO fazia até então com seus relançamentos, seria algo bem básico, tipo as emulações que a DotEmu lançava tipo 10, 12 anos atrás. Porém, desde que a parceria com a QUByte iniciou a parceria com a PIKO, as expectativas mudaram… Depois de ser anunciado, uma nova versão de Rage of the Dragons finalmente foi lançada para PC e Consoles. Por quê a análise não saiu antes, você pergunta?

Você deu uma olhada no meu backlog, a quantidade de reviews que postei na última semana… Enfim, confiram a análise de Rage of the Dragons NEO.

Créditos: QUByte

Um cultista quer enfiar no CULTO de todo mundo

Johann é o líder do culto chamado Dragão Negro, e é visto por muitos membros desse culto como a reencarnação do próprio Dragão Negro, uma entidade que de acordo com uma profecia professante (essa palavra não existe), está destinado a espalhar a destruição, treta e vídeos do Felipe Neto por Sunshine City. Agora, como esses vídeos vão afetar uma população que não fala português, não faço ideia, só precisava de algo engraçadinho pra complementar.

Mas como Johann planeja fazer isso, você se pergunta? Se candidatar a prefeito? Contratar capangas que ficam em posições previsíveis e são facilmente derrotados por combos de três socos? Claro que não, amigo, isso não é um beat’em up (Embora o pitch da Noise Factory para o Project DD era um Beat’em up, de acordo com Mario Vargas), então ele resolve fazer o que todo vilão de jogo de luta tem uma tara imensa… UM TORNEIO. Mas, com exceção dele e de seu subordinado Abubo, o torneio seria disputado em duplas.

O torneio e a presença de Johann atrai uma míriade de pessoas, incluindo uma famosa dupla de irmãos, Billy e Jimmy Le…wis, Lynn, a parceira de treinos de Billy e Jimmy, Sonia uma assassina russa que se apaixonou por Jimmy, e um elenco bem balanceado. Considerando tudo, os personagens e suas motivações, é um elenco carismático, com algumas inspirações em Double Dragon. Obviamente, Billy e Jimmy são Bimmy e Jammy, Abubo foi inspirado por Abobo, Kang foi inspirado por Burnov (primeiro chefe de Double Dragon II e personagem do jogo de luta de DD), Marian faz uma aparição incorpórea, já que Mariah, sua contraparte do jogo e namorada de Jimmy, resolveu fazer como sua contraparte de Double Dragon II, e morreu. Linda, aquela personagem de nome irônico no jogo original, faz uma pontinha como assistente de Abubo.

Créditos: QUByte

Luta Tag-team de primeira

Eu não sou PHD em lutinhas como o Sr. Renato Segredos dos Games, ou como o DioRod, sou a merda de um casual no gênero, que curte dar umas porradas virtuais em vários jogos diferentes, tanto que raramente compro jogos do gênero (especialmente porque eles são caros em alguns casos, algo que NÃO SE APLICA AQUI, spoilers, até no PS4 o jogo tem um preço razoável), então vou tentar falar da jogabilidade pela perspectiva de alguém ultra casual que não manja nada de frame data, não sabe fazer combos ou coisas do tipo. O jogo é um jogo de luta (NÃO DIGA, SANCINI, PUTA MERDA, DESCOBRIU O BRASIL) tag-team, mas que não tem o exagero da série Versus da Capcom, estando mais próximo do que KOF 2003 e XI foram. Escolha dois personagens, e é aquilo, caia na porrada com as duplas oponentes, até SNK Boss Syndrome atacar e você jogar seu controle na parede porque mesmo na dificuldade mais baixa, Rage of the Dragons NEO não pega leve.

Em termos de controles, é o típico jogo de luta do Neo Geo, dois botões fracos, dois botões fortes, soco e chute, com os dois fracos dando uma esquiva (com o direcional, a esquiva é pra frente ou pra trás, e em posição neutra, a esquiva é parada. Com os dois botões fortes, um Charge Attack é ativado, onde o jogador pode fazer um combo pré-determinado (o prompt acima da barra de Super ainda usa a nomenclatura do Neo Geo de ABCD, mas é fácil identificar os botões) e dois botões (soco forte e chute fraco se eu não estiver enganado), troca o personagem. E caso o você não queira usar dois botões para isso, há atalhos no controle para esquiva/Charge Attack/troca).

Rage of the Dragons NEO reflete muito a maturidade dos jogos de luta 2D do fim dos anos 90, como Street Fighter III 3rd Strike, Garou: Mark of the Wolves e Martial Masters, sendo acessíveis a novatos com os comandos, mas para aqueles que manjam dos paranauês, resultarem em partidas lindas de se ver. E no caso, o online de RotD NEO possui rollback, então se você quiser se divertir com seus amigos, vai fundo.

O que a QUByte fez com o jogo, olha, é semelhante ao trabalho da Breakers Collection. O jogo possui adições para aqueles que querem melhorar no jogo, com um modo de treino ultra completo, com visualização de hitboxes e tudo que o jogo precisa para te ajudar. Na hora de iniciar a jogatina no modo arcade, você pode ajustar coisas como a dificuldade, tempo do round, o quanto do seu HP restaura ao derrotar um inimigo e coisas assim. Abubo e Johann foram adicionados como jogáveis, o Abubo logo de cara e o Johann precisa de um “truquezinho” que o jogo ensina logo na primeira vez que o jogo é iniciado.

Uma adição da QUByte para Rage of the Dragons NEO, é o modo dos Desafios do Dragão, que quando foi anunciado, achei que seriam trials, mas é, a grosso modo, um modo de sobrevivência. Basicamente, enfrente X adversários + o Abobo e para cada um dos degraus do desafio, a quantidade de oponentes aumenta. É básico, mas é uma adição interessante. Eu preferiria um sistema de trials, mas… Enfim, para o modo versus, é possível jogar com equipes de até 5 personagens, o que é… Interessante.

Créditos: QUByte

Crocância pixelada, boa trilha e arte especial.

A trilha sonora de Rage of the Dragons foi composta por Toshikazu Tanaka, que tem em seu currículo, trilhas como a do Fatal Fury original e de sua continuação, além de Sengoku 3 e os Metal Slugs do 4 ao 7, além da série Power Instinct. As composições tem passam a identidade única de cada dupla do jogo. Por exemplo, a dupla Pepe (JÁ TIREI A VELA) e Pupa, tem em seu tema (Cheer Up!) uma pegada animada, misturando a personalidade playboy de Pepe e o espirito capoeirista de Pupa. Já Exorcism, tem o clima “sagrado” de Elias (que é um padre) e um toque profano do espírito maligno que habita Alice. Isso vale para todas as duplas, se puder, separe um tempo pra ouvir a trilha sonora do jogo. Ela é gostosinha… Aliás, dá pra ouvir ela no jogo, no modo Jukebox, e escolher que música irá tocar nos menus do jogo… Uma pena que a dupla especial de Billy e Jimmy (que tem um final próprio) não tem um tema próprio. Num mundo ideal, eles teriam um remix do tema de Double Dragon.

Rage of the Dragons já era um jogo bonito em 2002, especialmente considerando o hardware, e ele envelheceu como um bom vinho, sprites lindos e pixel art dos retratos muito bacana. Apesar de que a foto do Johann quando ele está em Standby ficar saindo pra fora do retrato. A animação do jogo é de primeira, típica dos jogos da SNK da época. Os cenários são bonitos e expansivos, porque eles tem elementos que são interagíveis e quebráveis, revelando mais cenário ainda.

Como todo relançamento moderno de jogos retro, ele tem os já esperados filtros e modos de visualização do jogo, com bordas… E pelo amor de Cristo, NÃO ESTIQUE A TELA. Sim, existe essa opção, mas só criminosos a utilizam. Por fim, temos uma nova arte do jogo, que inclusive é usada nas bordas do jogo, feita por ninguém menos que o brasileiro Fabiano “Zehb” Santos, que se não reconheceu o nome, mas a arte, ele fez a arte de outro jogo que analisamos aqui, Blazing Strike. Pois é, e a arte é de primeira, mais estúdios de lutinha deviam chamar o cara.

Créditos: QUByte

Jogue Rage of the Dragons NEO

Rage of the Dragons NEO é um relançamento altamente recomendado. A jogabilidade é primorosa, com bons gráficos, jogabilidade e um preço super em conta. Nos consoles é um pouquinho mais caro, mas vale a pena pelo que oferece. É competente como a coletânea de Breakers. Não há muito o que reclamar.

Nota: 9/10

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Rage of the Dragons NEO está disponível para PC, PS4, PS5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series X|S. Esta análise foi feita com uma chave de PlayStation 4 gentilmente cedida pela QUByte.

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Beta fechado de Rage of the Dragons NEO é anunciado https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/02/beta-fechado-de-rage-of-the-dragons-neo-e-anunciado/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/02/beta-fechado-de-rage-of-the-dragons-neo-e-anunciado/#comments Wed, 02 Oct 2024 21:53:02 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17703 A QUByte Interactive, em parceria com a Piko Interactive, tem o prazer de anunciar as datas do primeiro Beta Fechado do Rage of the Dragons NEO. Os testes começam na sexta-feira, 11 de outubro, e vão até domingo, 13 de outubro, no Steam. A inscrição pode ser feita aqui. Este Beta Fechado inicial tem como […]

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A QUByte Interactive, em parceria com a Piko Interactive, tem o prazer de anunciar as datas do primeiro Beta Fechado do Rage of the Dragons NEO. Os testes começam na sexta-feira, 11 de outubro, e vão até domingo, 13 de outubro, no Steam. A inscrição pode ser feita aqui.

Este Beta Fechado inicial tem como objetivo testar os recursos online como Ranked, criar e pesquisar lobbies, replay match e um placar de líderes.

No entanto, a versão final do jogo contará com uma gama diversificada de conteúdo, incluindo Arcade, modo de treinamento, modo online e um novo modo de jogo exclusivo chamado Dragon’s Challenges, um modo com diferentes desafios para você jogar.

Uma nova demo do jogo estará disponível no Steam Next fest de 14 a 21 de outubro. Nela, os jogadores poderão aproveitar alguns recursos do modo single-player, como o modo versus e os novos Dragon’s Challenges!

Rage of the Dragons NEO traz de volta o clássico cult Rage of the Dragons, lançado originalmente em 2002 para o Neo Geo. Esta nova versão revitaliza a jogabilidade amada ao adicionar recursos modernos como os modos Online e Training, proporcionando uma experiência definitiva para fãs de longa data e novatos.

Rage of the Dragons NEO estará disponível no Steam, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X/S e Nintendo Switch.

 

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