Arquivos Impressões - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/impressoes/ Um pouco de tudo na medida certa Sat, 08 Mar 2025 15:30:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Impressões - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/impressoes/ 32 32 Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii | As Primeiras 20 Horas de Jogo https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/08/like-a-dragon-pirate-yakuza-in-hawaii-as-primeiras-20-horas-de-jogo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/03/08/like-a-dragon-pirate-yakuza-in-hawaii-as-primeiras-20-horas-de-jogo/#respond Sat, 08 Mar 2025 15:30:18 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19705 Em 2025, a série Yakuza completa 20 anos, e mesmo após a mudança de nome para “Like a Dragon“, a sua popularidade nunca diminuiu. Após um conturbado ponto entre o terceiro e o quinto jogo, a chegada de Yakuza 0 em 2017 (no ocidente, dois anos após o lançamento japonês), a série entrou nos trilhos […]

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Em 2025, a série Yakuza completa 20 anos, e mesmo após a mudança de nome para “Like a Dragon“, a sua popularidade nunca diminuiu. Após um conturbado ponto entre o terceiro e o quinto jogo, a chegada de Yakuza 0 em 2017 (no ocidente, dois anos após o lançamento japonês), a série entrou nos trilhos novamente, e desde então tem obtido muito sucesso, sendo talvez o carro chefe da Sega, passando Sonic depois de muitos anos.

LEIAM – Yakuza: Like a Dragon (Yakuza 7) | Análise

O mais novo jogo da série é mais um spin-off, ou “Gaiden”, como é chamado no Japão. Depois do game solo de Kiryu chamado Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name, que se passava entre os eventos de Yakuza: Like a Dragon e Like a Dragon: Infinite Wealth (6º e 7º jogos da série principal, respectivamente), agora temos Pirate Yakuza In Hawaii, sendo o jogo mais recente na timeline da saga, se passando após os eventos do oitavo jogo.

Nesse texto, vamos abordar, de forma mais sucinta, as primeiras 20 horas de jogo. Posteriormente, teremos um segundo texto mais completo, abordando todo o jogo após finalizarmos ele.

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

Mais uma aventura fora do Japão

Acho que a maior loucura do RGG Studio foi tirar a série da sua zona de conforto. Com tantos jogos e spin-offs se passando no bairro de Kamuro-cho e outras cidades japonesas, parecia impensável levar os personagens para um ambiente totalmente diferente do que os jogos costumam abranger.

E não é pra menos, dada a natureza da história, que desde o início é basicamente um grande novelão sobre a máfia japonesa, não haveria como fazer esses caras durões, que provavelmente nem inglês sabem, saírem do Japão pra fazer nada.

LEIAM – Burn (PC) – Análise

Kiryu, o protagonista anterior da série, já falou em várias ocasiões em outros jogos que ele não era o tipo de cara que gostaria de viajar pra fora, e mesmo assim ele dá as caras no oitavo jogo, que se passa em Honolulu, no Havaí. Mas como todo mundo muda, aqui estamos, no segundo jogo que se passa na região sul do território americano.

A escolha de Honolulu como sendo novamente a cidade base de um jogo da série é perfeitamente compreensível para quem já conhece o modus operandi do Ryu ga Gotoku Studio. Eles simplesmente não queriam desperdiçar todo o cenário e ambientes criados para o jogo anterior — que sim, é ENORME — e como aquele game era um JRPG de turnos, seria perfeitamente plausível trazer de volta a cidade inteira para um jogo de briga de rua.

Mas não só de reciclagem vive o game, e tem um lado da ambientação totalmente novo, que tem a ver com…

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

Piratas?

Realmente não faz nenhum sentido lógico termos piratas, com navios antigos e vestimentas dignas de um filme do Jack Sparrow numa ambientação moderna, mas os caras só pensaram: “ah, quem liga?”.

E assim, o único jeito de tornar uma aventura pirata minimamente plausível na série Yakuza seria colocando o Majima como protagonista, e assim eles fizeram.

As minúcias dessa situação toda serão abordadas no texto final da análise, mas entenda que você, como Goro Majima — desmemoriado, por causa do naufrágio, por alguma razão — vai parar numa pequena ilha próxima ao Havaí, e ele faz amizade com um ex-pirata chamado Jason e seu filho, Noah. Após algumas idas e vindas, nosso protagonista se encontra como capitão de um navio pirata clássico, e deve enfrentar outros piratas da região — que nesse universo é habitada por um monte de caras como você — e isso gera bastante conflito, afinal todos estão aparentemente atrás de um grande tesouro pirata antigo, e cabe a você, o Capitão Majima, encontrá-lo.

LEIAM – Spin-offs de Yakuza | Parte 1 | Todos os que foram lançados no ocidente

Assim, Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii gira em torno de navegações com sua tripulação, que é o grande mini-game principal desse jogo, onde você monta um time de piratas, cada um com habilidades especiais que te ajudam em partes do navio. Pense neles como cartas de um card game: cada um tem características como ser bom com canhões, ou de aumentar o ataque durante invasões em ilhas ou a outros navios.

Você conhece esses tripulantes de N maneiras, como em Honolulu fazendo missões ou parados no mapa, esperando que você atenda certas condições, como ter ranque pirata necessário para ele te respeitar, ou através de brigas mesmo.

Divulgação: SEGA / RGG Studio

Que mais tem no jogo?

Além da vida pirata, temos as já características hordas de missões paralelas. Muitas delas são com personagens que já apareceram em Yakuza 7 e 8, e isso pode ser um ponto de crítica, pois muitas dessas missões são parecidas com outras que apareceram anteriormente.

Temos também o já popular Dragon Kart, o nosso Mario Kart da Yakuza, que continua sendo meio medíocre porém divertido o suficiente para você querer terminar pelo menos a história principal dele;

Outras atividades como jogos de dardos, sinuca, baseball, golfe também dão as caras novamente e continuam bastante divertidas.

LEIAM – Spin-offs de Yakuza | Parte 2 | Os exclusivos do Japão

Uma novidade é a caça aos bandidos, onde você deve ajudar a polícia de Honolulu a caçar bandidos e pegar recompensas com isso. É uma das formas eficazes de ganhar dinheiro rápido no início do jogo e vale a pena investir nisso sempre que puder.

O melhor pra mim, eu deixei pro final: os jogos de arcade e o Master System que você tem acesso a todo momento. Clássicos como Virtual Fighter 3 e Daytona USA 2 estão presentes, com uma emulação ótima.

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

Combate

O combate está bastante interessante nesse jogo do Majima pirata. Ele agora possui dois estilos de combate, o já consagrado “Cachorro Louco”, que trás diversos golpes vindos principalmente de Yakuza 0, e o novo “Lobo do Mar”, onde Majima usa duas espadas longas, um gancho e uma garrucha, lutando basicamente como Jack Sparrow mesmo.

Os estilos se completam e você deve trocar entre eles durante os combos apertando o direcional para baixo, criando combos maiores e aproveitando de suas características: o Cachorro Louco é mais indicado para combates um a um, pois ele é rápido mas a distância e a área de seus ataques são menores. Já o Lobo do Mar é indicado principalmente para batalhas contra vários inimigos (como nos navios), até porque ele permite que você defenda de todas as direções.

De forma geral, minha única crítica ao combate é que as Heat Actions, onde você aperta Triângulo para usar uma habilidade especial, estão mais restritas, e a janela para usá-las é muito curta, fazendo você perder a possibilidades de usá-las em diversas situações, mas nada disso é tão crítico a ponto de deixar o combate ruim.

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

E as primeiras 20 horas?

A principal razão desse texto não ser a análise final está explícita nas linhas acima: Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii é um spin-off gigantesco. Tem tantas atividades no jogo que fica impossível ficar se dedicando somente à história principal. Aliás, diria que é até um PECADO fazer isso.

Você deve aproveitar cada segundo do jogo sem pressa. Faça as atividades paralelas, jogue os minigames e só aproveite tudo que as lojas do jogo têm a oferecer.

Eu passei essas primeiras 20 horas em 3 capítulos do jogo, e parece que é pouco mas muito pelo contrário! Cacei piratas, joguei os jogos de arcade, comprei uma porção de roupas para o Majima — que aliás, você pode pela primeira vez na série vestir o personagem como quiser –, sem falar da customização e luta com navios.

A exploração do mar está bem divertida, dando com pau em jogos como Assassin’s Creed IV: Black Flag. E o mais incrível é que tudo isso é uma parte pequena do que o jogo tem a oferecer.

Assim sendo, Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii veio assim como quem não quer nada e é um jogo divertidíssimo, que acredito que pode ser porta de entrada para a série, mesmo por aqueles que conhecem vagamente o ambiente da série.

Não, não acho que fazer isso é indicado — particularmente preferiria começar pelo 0, Kiwami 1 ou Yakuza: Like a Dragon — mas é uma opção até que viável.

Minhas impressões já demostraram que esse jogo vale muito a pena e é uma experiência diferente na série, mostrando que eles realmente conseguiram tirar a série da sua zona de conforto. Espero que o RGG Studio sempre consiga esse atingir esse nível de excelência.

E em breve teremos o review completo aqui no site! Até lá!

Pirate Yakuza in Hawaii
Divulgação: SEGA / RGG Studio

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Mortal Kombat (1995) | O Primeiro e Único Filme https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/mortal-kombat-1995-o-primeiro-e-unico-filme/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/mortal-kombat-1995-o-primeiro-e-unico-filme/#respond Mon, 21 Oct 2024 08:07:33 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18083 O primeiro jogo da série Mortal Kombat foi um fenômeno nos arcades e consoles. Você, jovem, pode não se lembrar de como foi inovador ver os personagens literalmente se matando da forma mais grotesca possível na forma de um jogo de luta. Leve em consideração que a época era total dominada por Street Fighter. Porém, […]

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O primeiro jogo da série Mortal Kombat foi um fenômeno nos arcades e consoles. Você, jovem, pode não se lembrar de como foi inovador ver os personagens literalmente se matando da forma mais grotesca possível na forma de um jogo de luta.

Leve em consideração que a época era total dominada por Street Fighter. Porém, MK trouxe uma variante ao gênero, que tinha vantagens e desvantagens em relação a seu concorrente, mas por serem tão diferentes um do outro, eles nunca competiram entre si pela atenção dos jogadores.

Mas eis que, em 1995, a New Line Cinema deu o cargo de diretor para o então novato Paul W. S. Anderson — sim, o mesmo que viria futuramente a dirigir a franquia de filmes de Resident Evil (e a análise do primeiro filme você pode ler aqui). Anderson conseguiu o cargo após os produtores assistirem “Shopping: O Alvo do Crime“, filme do ano anterior dirigido por ele.

Inclusive, Paul W.S. Anderson não tinha NENHUMA experiência com efeitos especiais, e ele mesmo já disse em entrevistas que só pegou um monte de livros sobre o tema e foi enganando até o final. Incrível.

Reprodução: New Line Cinema

História e personagens

Chamar esse tópico de “história” chega a ser engraçado, pois o filme não tenta te enganar com um roteiro complexo e personagens densos. Mortal Kombat basicamente pega o conceito do torneio feito para salvar a Terra e implementa uma sequência de lutas uma atrás da outra, com alguns diálogos engraçados ligando essas cenas.

De início, temos os personagens sendo apresentados, como Johhny Cage, interpretado por Linden Ashby. Ele faz um Johnny Cage canastrão e divertido, sem ser irritante. Ashby viria futuramente a interpretar o personagem novamente no jogo Mortal Kombat 11 em 2020.

Liu Kang, foi feito pelo desconhecido Robin Shou, que até então só havia trabalhado em produções de Hong Kong e em um único filme ocidental chamado Forbidden Nights, de 1990. Ele também ajudou nas coreografias de luta.

Reprodução: Internet – Poster japonês

Cary-Hiroyuki Tagawa fez um excelente Shang Tsung, o vilão do filme e do primeiro jogo. Sua atuação é a mais convincente e suas expressões de ódio, raiva e prazer de ver os outros sofrendo são engraçadas e entretém durante todo o filme.

Christopher Lambert, por sua vez, faz o carismático Lord Rayden, que como todo filme que fazia, entrega sempre uma atuação canastrona e engraçada, mesmo em cenas de seriedade, que aqui não são muitas. Ele não luta no filme, servindo apenas como mentor dos outros personagens.

Temos também Bridgette Wilson como Sonya e Talisa Soto como Kitana, as musas do filme que atual mal pra diabo mas são lindas, e isso que importa.

Todos interagem bem entre si, com diálogos engraçadinhos entre o cast principal, com piadinhas entre as lutas típicas de filmes para adolescentes dessa época.

Mortal Kombat
Reprodução: New Line Cinema

Violência limitada, porém maneira

As lutas são bem feitas, sem muitos cortes de câmera que normalmente são usados para disfarçar cenas mal feitas. Inclusive, elas são criativas, com tomadas abertas, como a luta de Johnny com Scorpion na floresta e a luta de Liu Kang com Sub-Zero mais pro finalzinho do filme.

São cenas marcantes que mesmo com alguns toques de CGI feios da época, não tiram a graça do filme.

O elefante branco da vez é a falta da violência dos jogos, visto que no filme mal temos SANGUE aparecendo, então o filme recorre a mortes off-screen ou cenas de “desmaio” inspiradas nas lutas de WWE (ou WWF, já que o filme é de 1995).

Nada disso age contra o filme, que compensa com hype durante as lutas — expressão que nem existia na época né –, causado pela música Technosyndrome, popularmente conhecida como o tema de Mortal Kombat.

Essa música havia sido usada nos comerciais americanos do primeiro jogo, e foi reutilizada no filme devido a sua popularidade, tocando no início e durante as lutas principais.

Reprodução: New Line Cinema

Veredito

Mortal Kombat (1995) entrega o que um filme de videogame deve fazer sempre: um roteiro simples e sem inventar muito em cima do que já está estabelecido em outra mídia. A caracterização dos personagens é idêntica a dos jogos e as lutas bem feitas fazem ele ser um exemplo de como a simplicidade pode fazer uma adaptação para outra mídia ser bem vista, mesmo muitos anos depois.

Nota: 7,5/10

Reprodução: New Line Cinema

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Resident Evil: O Hóspede Maldito (2002) | O Primeiro Filme https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/16/resident-evil-o-hospede-maldito-2002/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/16/resident-evil-o-hospede-maldito-2002/#respond Wed, 16 Oct 2024 20:10:42 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18000 Com o sucesso estrondoso da série de jogos “Resident Evil“, criada pela Capcom, não demorou muito para Hollywood adquirir os direitos de adaptação para o cinema. A série de jogos, que conquistou fãs ao redor do mundo com seu terror de sobrevivência e atmosfera opressiva, logo despertou o interesse da indústria cinematográfica. LEIAM – Resident […]

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Com o sucesso estrondoso da série de jogos “Resident Evil“, criada pela Capcom, não demorou muito para Hollywood adquirir os direitos de adaptação para o cinema. A série de jogos, que conquistou fãs ao redor do mundo com seu terror de sobrevivência e atmosfera opressiva, logo despertou o interesse da indústria cinematográfica.

LEIAM – Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City | Vale a pena?

Em um primeiro momento, o renomado diretor George Romero, mestre dos filmes de zumbis e responsável pelo clássico “A Noite dos Mortos-Vivos”, foi cotado para dirigir o filme, especialmente após seu trabalho em um comercial para o lançamento do jogo “Resident Evil 2”, feito exclusivamente para o Japão.

No entanto, diferenças criativas entre Romero e a produção acabaram resultando na sua saída do projeto.

Hospede Maldito
Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

No lugar de Romero, o cargo de diretor foi assumido por Paul W.S. Anderson, que já havia trabalhado com outros filmes de ação e ficção científica, como “Mortal Kombat” (1995), “O Enigma do Horizonte” (1997) e “Soldier” (1998). Anderson tinha uma abordagem muito mais voltada para a ação, e isso se refletiu no tom do filme, que se afastou do terror mais psicológico presente nos jogos.

O roteiro de Resident Evil: O Hóspede Maldito, também escrito por Paul W.S. Anderson, acabou criando uma mitologia própria, desvinculada dos acontecimentos centrais dos jogos.

Essa escolha talvez tenha sido o “calcanhar de Aquiles” da série de filmes, pois muitos fãs que esperavam ver personagens icônicos como Leon S. Kennedy e Claire Redfield se depararam com Alice, uma nova protagonista interpretada por Milla Jovovich, que tinha 26 anos na época do lançamento do filme.

Embora a escolha de uma protagonista inédita tenha agradado alguns, muitos fãs dos jogos sentiram-se decepcionados com a ausência dos personagens centrais e do enredo característico da franquia.

Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

A história

Resident Evil: O Hóspede Maldito começa de forma intensa, com uma cena marcante onde funcionários da Umbrella Corporation ficam presos em um elevador durante uma situação de emergência. Esse tipo de cena, comum em filmes de terror daquela época, já entrega o tom de onde o filme pretende ir, criando uma atmosfera de tensão logo nos primeiros minutos. Em seguida, vemos Alice acordar sem memória em um banheiro dentro de uma mansão, mas esta não é a mesma Mansão Spencer que os fãs dos jogos conhecem.

LEIAM – Resident Evil | Será que os filmes são ruins?

Alice logo é capturada por um grupo de soldados, que a levam para uma entrada secreta da Colmeia, um laboratório subterrâneo da Umbrella onde experiências com o T-vírus estão sendo conduzidas. A estrutura narrativa do filme, a partir deste ponto, lembra bastante “Aliens: O Resgate” (1986), onde um grupo de soldados vai sendo eliminado um a um conforme enfrentam os perigos que habitam a Colmeia.

Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

A Colmeia por sua vez, é gerida pela Rainha Vermelha (outra referência óbvia à Alice no País das Maravilhas), que é uma IA que se apresenta com o rosto de uma criança. O motivo do local estar cheio de zumbis é meio óbvio: deu merda no controle do vírus, o problema se espalhou pelo ar condicionado e ela trancou todo mundo lá dentro. Agora, ela não quer deixar os protagonistas saírem também.

Uma das cenas mais memoráveis do filme é a sequência do corredor de laser, onde diversos personagens são brutalmente cortados. A cena foi impactante o suficiente para ser replicada no jogo “Resident Evil 4″ (2004), tamanha sua popularidade. Os efeitos especiais da época ainda conseguem passar uma boa impressão, especialmente nessa cena específica.

Hóspede Maldito
Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

Trilha sonora e efeitos especiais

 

No entanto, um dos maiores desvios em relação aos jogos em Resident Evil: O Hóspede Maldito, é o uso da trilha sonora. Em vez de trilhas tensas e atmosféricas, típicas de filmes de terror, o filme opta por uma trilha eletrônica, com batidas aceleradas que lembram o ambiente das raves europeias. Esse estilo sonoro, apesar de encaixar nas sequências de ação, acaba quebrando o suspense em muitos momentos, fazendo com que mesmo as criaturas mais temíveis, como os Lickers e os cachorros-zumbis, percam um pouco do seu impacto.

ASSISTAM – Memórias de Uma Locadora nos Anos 90: Zeta Games

Apesar de diversas referências aos jogos, como o trem com o logo da Umbrella, a mansão, o T-vírus, os Lickers e os próprios zumbis, o filme se distancia ao criar uma história independente, sendo mais uma espécie de prelúdio que não se conecta diretamente com os eventos dos jogos. Por exemplo, o licker mutado que ataca no trem ao final do filme não chega a ser uma ameaça tão marcante quanto os grandes inimigos dos jogos, como Nemesis ou Tyrant.

Hóspede Maldito
Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

Conclusão

“Resident Evil: O Hóspede Maldito” é, acima de tudo, um filme de ação. Milla Jovovich, que se tornou a cara da franquia cinematográfica, talvez não seja a atriz mais versátil, mas para o que o filme se propõe, sua performance funciona: ela é bonita, ágil e carismática nas cenas de luta. Algumas dessas cenas, no entanto, acabam se arrastando um pouco, fazendo o público desviar a atenção em certos momentos.

De maneira geral, o filme cumpre seu papel de entreter, desde que você não esteja preso à mitologia dos jogos. Os efeitos especiais, em sua maioria, ainda passam bem, e assistir ao filme com amigos e pizza pode tornar a experiência mais divertida.

Nota: 7/10

Reprodução: Sony Pictures / CAPCOM

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Judgement | Minhas breve impressão com o Spin-off de Yakuza https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/13/judgement-minhas-breve-impressao-com-o-spin-off-de-yakuza/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/01/13/judgement-minhas-breve-impressao-com-o-spin-off-de-yakuza/#respond Sat, 13 Jan 2024 17:29:59 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15906 Takayuki Yagami é um ex-advogado que devido a um “erro” em seu passado se torna um detetive particular e acaba se envolvendo em uma trama na qual conhece o submundo da Yakuza e revelará segredos de um caso que o atormenta amargamente. Toda a trama se passa na fictícia cidade de Kamurocho. Cidade essa que […]

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Takayuki Yagami é um ex-advogado que devido a um “erro” em seu passado se torna um detetive particular e acaba se envolvendo em uma trama na qual conhece o submundo da Yakuza e revelará segredos de um caso que o atormenta amargamente.

Toda a trama se passa na fictícia cidade de Kamurocho. Cidade essa que quem conhece a série de jogos Yakuza já esta familiarizado, enquanto os novos jogadores com certeza se encantaram com a cidade cheia de neons, bares, baladas e restaurantes inspirados na cidade de Kabukichou em Tóquio. Chega a ser muito difícil falar de Judgement sem fazer comparações com a serie principal, Yakuza, mas vamos lá.

O início e a expectativa

Um aviso aos jogadores de primeira viagem: Talvez os longos diálogos e as cutscenes façam os jogadores torcerem o nariz no início, mas serão facilmente compensado pelo combate frenético com gangsteres a todo momento pela cidade. Combate esse que como sempre não deixa nada a desejar, o que me fez lembrou o estilo de combate do Yakuza 2 remaster. Por outro lado me decepcionou o fato de não ter um modo de torneio de lutas, algo recorrente em outros jogos da series.

Outro ponto que me decepcionou foi a forma na qual você ganha dinheiro no jogo, não tem o cabaré e nem a Majima Construction, ao invés disso foi adicionado um jogo divertido de realidade virtual onde você joga dados e percorre por um tabuleiro, achei muito interessante, não é ruim porém fica muito abaixo das outras duas experiências citadas.

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A dificuldade do jogo (no hard) eu achei moderada, não tive grandes problemas com chefes, só tem um “subchefe” (Matsuhisa Koga) na cidade que é meio chatinho por utilizar armas, inclusive, como eu toquei nesse ponto, diferente de outros jogos da serie agora o jogo é mais punitivo quando você é atingido por armas de fogo (ou por um golpe de tigre, sim você pode lutar contra tigres) pois sua barra de saúde fica com um dano no qual itens normais de saúde não curam e é preciso usar um item bem mais caro para se recuperar.

Judgment
Reprodução: SEGA

E a história de Judgement?

Voltando a falar mais um pouquinho da história sem spoilers, eu gostei das reviravoltas, jogando a primeira vez não percebi falhas graves no roteiro, acho que os problemas que o personagem enfrenta não estão ali só pra encher linguiça ou por conta de antagonistas totalmente sem sal como já visto em alguns jogos da serie. Dessa vez houve um maior capricho na criação dos vilões, estes agora contam com boas motivações para suas atitudes e isso deixará nosso protagonista quebrando a cabeça para resolver o caso como um verdadeiro detetive.

Os desenvolvedores acertaram também nas side quests, que são bem diversificadas e algumas com aquele humor pastelão conhecido na série. Já os casos de detetive são bem repetitivos, na maior parte do tempo consiste em perseguir pessoas escondido e tirar fotos.

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Agora as atividades para passar o tempo no jogo também são legais podemos jogar dardos, baseball, corrida de drones (você também pode usar o drone para sobrevoar livremente pela cidade e tirar fotos), no arcade você pode jogar jogos da SEGA como Motor Raid e Final Fight, pode se divertir no cassino jogando pôquer ou Black Jack, partidas de Mahjong ou Shogi, outros jogos da cultura japonesa como Oicho Kabu ou Koi-koi e também pode sair com uma das 4 garotas que podem se tornar sua namorada durante o game.

Judgment
Reprodução: SEGA

Conclusão

Judgement tem tudo o que um fã de Yakuza quer e muito o que apresentar pra quem não conhece a serie, a versão de PS4 possui apenas legendas em espanhol e inglês mas mesmo assim vale a pena dar uma chance pois se por ventura não curtir a história do game, eu garanto que você vai perder muitas horas andando pela cidade lutando e fazendo outras atividades.

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BGS 2023 | Visitei a Nintendo e joguei Super Mario Bros. Wonder https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/10/12/bgs-2023-visitei-a-nintendo-e-joguei-super-mario-bros-wonder/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/10/12/bgs-2023-visitei-a-nintendo-e-joguei-super-mario-bros-wonder/#comments Thu, 12 Oct 2023 17:29:27 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15450 Durante minha visita ao Brasil Game Show 2023, tive a oportunidade de conhecer o estande da Nintendo. O espaço é amplo e bem organizado, com diversas áreas disponíveis para os jogadores. A Nintendo disponibilizou uma boa seleção de jogos disponíveis para teste, incluindo os ainda não lançados Super Mario Bros. Wonder e Prince of Persia The Lost […]

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Durante minha visita ao Brasil Game Show 2023, tive a oportunidade de conhecer o estande da Nintendo. O espaço é amplo e bem organizado, com diversas áreas disponíveis para os jogadores. A Nintendo disponibilizou uma boa seleção de jogos disponíveis para teste, incluindo os ainda não lançados Super Mario Bros. Wonder e Prince of Persia The Lost Crown.

Havia uma área dedicada para testar o F-Zero 99, bem como um espaço reservado para jogos desenvolvidos no Brasil para o Nintendo Switch. Os jogadores interessados em experimentar o Super Mario Bros. Wonder precisavam entrar em uma fila para testar o jogo em um local com maior segurança e respaldo dos responsáveis da Nintendo.

Nintendo BGS 2023
Créditos: Juliano Aires

Os brindes são um destaque à parte. Incluíam um Pokémon para os jogadores que jogavam algum game da franquia no Switch, além de pôsteres diversos e uma cartela para preencher e ganhar um chaveiro do Mario e fiquei sabendo apenas depois que também tinham mini stands com personagens da Nintendo.

Nintendo BGS 2023

Alguns minutos na demo de Super Mario Bros. Wonder

A experiência de testar o Super Mario Bros. Wonder foi bastante positiva. Os gráficos estão muito bem elaborados e as novas animações trazem mais brilho ao espírito da franquia. A trilha sonora aparece muito coerente com tudo que acontecia na tela e os novos power-ups, como o de elefante, adicionam uma dinâmica divertida às fases.

Super Mario Bros. Wonder será lançado em 20 de outubro e esperamos trazer conteúdo sobre o jogo para vocês.

Nintendo BGS 2023

No geral, a visita ao estande da Nintendo é obrigatória para todos os fãs da empresa e de suas franquias. Principalmente para aqueles jogadores que buscam conhecer mais sobre a empresa, valendo bastante a pena, pois os principais jogos da empresa estão disponíveis no evento, incluindo The Legend of Zelda Tears of the KingdomDetective Pikachu Returns e outros.

A Brasil Game Show e o estande da Nintendo ficarão disponíveis aos visitantes do evento até o dia 15 de outubro. Saiba mais sobre o evento aqui.

CONFIRA TAMBÉM: The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom | Análise

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Ahsoka | Tem um show decente querendo sair desse tédio https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/30/ahsoka-tem-um-show-decente-querendo-sair-desse-tedio/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/08/30/ahsoka-tem-um-show-decente-querendo-sair-desse-tedio/#respond Wed, 30 Aug 2023 12:35:05 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15049 Acredite ou não, mas eu não conheci Star Wars pelos filmes… Mas sim através de uma exibição na TV de S.O.S.: Tem um louco solto no espaço, vulgo Spaceballs, a brilhante paródia lá dos anos 80, e se a memória não me falha, eu vi na época do relançamento da trilogia clássica de SW nos […]

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Acredite ou não, mas eu não conheci Star Wars pelos filmes… Mas sim através de uma exibição na TV de S.O.S.: Tem um louco solto no espaço, vulgo Spaceballs, a brilhante paródia lá dos anos 80, e se a memória não me falha, eu vi na época do relançamento da trilogia clássica de SW nos anos 90 (eu lembro que consegui um brinquedinho da Millenium Falcon), como aquecimento para o começo da trilogia Prequel. E daí eu vi a trilogia clássica no SBT, em preparação pra estréia de A Ameaça Fantasma, e de lá pra cá, muita coisa aconteceu.

Teve a trilogia prequel, que não agradou a todos, um bocado de jogos, quadrinhos, livros (cuja maioria das coisas, eu ignorei porque eu era pobre e ainda sou), animações. E é claro, a Disney assumiu as rédeas da franquia e decidiu fazer Speedrun de como matar uma franquia com a trilogia da Rey Palpatine, um monte de quadrinhos e livros medíocres e pra matar ainda mais algo que já tava morto, um monte de conteúdo questionável no Disney +.

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A verdade é que boa parte do conteúdo, eu não consumi, Os Últimos Jedi matou meu interesse na franquia, e a única coisa interessante de Star Wars que veio junto da nova trilogia, veio justamente da EA, porque os dois Star Wars Jedi (Fallen Order e Survivor) são bons jogos, apesar do segundo ter vindo com as falhas de um AAA rushado (otimizações merda e bugs galore). Eu tenho ojeriza a sistemas de streamings, então meu interesse em Pedro Pascal, digo, Mandalorian, Andor, Book of Bobo Fett e Rev, digo, Kenobi era zero.

Mas uma série me chamou a atenção pelo título Ahsoka. O por quê? Bem, a quantidade de por, digo, a personagem Ahsoka sempre foi uma das mais interessantes, vinda das Guerras Clônicas, e além dela, uma outra personagem vinda de Star Wars Rebels estaria junto, Sabine Wren, a Mandaloriana esquentadinha que certamente Ezra queria dar uns pegas (lembre-se disso, vai ser importante mais adiante). E agora, os dois primeiros episódios chegaram ao Disney+. Será que eles valem a pena? Er, se você leu o título da matéria, você sabe a resposta, mas vamos lá.

Ahsoka
Reprodução: Disney

Muito diálogo que não vai do nada a lugar algum

A premissa da série é acompanhar a jornada de Ahsoka, uma sobrevivente da Ordem 66, após os eventos de Retorno de Jedi (e de Mandalorian, onde Ahsoka fez uma ponta) que precisa evitar uma nova ameaça, enquanto reata os laços com sua aprendiz, Sabine Wren. O que é essa ameaça? Simples, simpatizantes do Grão Almirante Thrawn planejam usar mapa para encontrar um modo de trazer Thrawn do exílio e reconstruir o Império.

Isso não é a única coisa que está em jogo, porque a pessoa responsável pelo exílio de Thrawn, o jedi Ezra Bridger pode estar junto, e a localização de Thrawn pode levar a Ezra. Os primeiros episódios geralmente tem o dever de setar todas as coisas pra história funcionar. Só que, como esperado da Disney, eles tiveram o prazer de deixar todo o setup de Ahsoka o mais tedioso possível. Você tem conversas e mais conversas, as vezes com a mesma coisa acontecendo em tempos diferentes, ditas por personagens diferentes.

Eu comentei nas minhas impressões no Twitter/X: Se você cortar metade dos diálogos dos dois primeiros episódios, não vai perder nada. O pior, é que o cerne, a base da história, é interessante, mas os diálogos enrolam e enrolam e enrolam. Julgar um produto final pelos dois primeiros episódios é foda, mas não é uma boa primeira impressão.

Ahsoka
Reprodução: Disney

Personagens mudados e nothing burgers

Na série, Ahsoka diz que não terminou o treinamento com Anakin e se afastou dele… Er… O roteirista por acaso ASSISTIU A Vingança dos Sith? Porque nesse filme acontece um pequeno evento que não tem muita influência no universo de Star Wars, chamado… ORDEM SESSENTA E FUCKING SEIS. Existe uma razão pela qual Anakin não terminou o treinamento de Ahsoka. FOI POR CAUSA DA ORDEM 66. Pelo menos a Twi’lek verde (Hera) tá bem caracterizada na série, sendo até um bom contraponto a Ahsoka e Sabine, mas dado o background da personagem, foi uma falha sequer mencionar o filho dela com Kanan.

Completando o trio principal de Ahsoka, temos Sabine Wren, a mandaloriana, que por conta do diálogo merda, parece um nothing burger. Mas o que tá mais revoltante (não sei se essa é a palavra que procuro), é que mudaram o contexto da tensão que havia entre Ezra e Sabine em Rebels, com o holograma de Ezra dizendo que ela é como uma irmã pra ele. Aparentemente não pode ter mais nenhum indício de romance na Disney, só ver as entrevistas da atriz da Branca de Neve.

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Pro resto do elenco, temos aí o Robô Dr. Who, que a personalidade dele falar com sotaque britânico… Não resisti a piada. É que o Robô Dr, Who é interpretado pelo David Tennant, reprisando o papel do personagem, que veio de Clone Wars. Temos a vilã principal, que apareceu em Mandalorian, cujo nome não quero lembrar, então vou chamar de Space Karen, que claramente é arrogante e prepotente, até pensei que ela era a protagonista, dado o histórico da Disney. Ela quer trazer o Thrawn de volta porque obviamente, uma mulher não pode ser vilã, tem que ser um homem, de preferência branco… O que é estranho, já que Thrawn é azul.

E completando o cast principal no momento, temos os Jedi sombrios, Velho Barreiro e Garota Ucraniana. Ambos aparecem no trailer. O Velho Barreiro, pelo menos quando não tá sendo tratado feito lixo pela Space Karen, é um personagem levemente decente, ele se preocupa com a Garota Ucraniana, sua pupila e tem até insights decentes, credito aqui o trabalho de Ray Stevenson, seu intérprete, que faleceu em maio desse ano. Garota Ucraniana é competente, mas impetuosa, se ela cometer erros, vai ser melhor. E conhecendo o histórico da Disney de escrita preguiçosa, possivelmente Garota Ucraniana será redimida no fim da série, ao contrário da Trila que teve sua redenção interrompida a la Sephiroth. Ops, acabei de contar um spoiler do Jedi Fallen Order.

Reprodução: Disney

Qual a mania da Disney de fazer duelos de sabre de luz a noite?

As cenas de luta da série são mistas. A introdução (que havia sido mostrada em parte no trailer) tem um tom até parecido com o do filme original. Ataque dos vilões a uma nave, e é visualmente decente.

O duelo da Ahsoka próximo do fim do episódio 2 também é bom, mas por outro lado temos a mania da Disney de fazer duelos de Sabre de Luz com iluminação baixa, dessa vez com o duelo entre Sabine e Garota Ucraniana. Apesar da coreografia decente, a iluminação era merda, apesar de que menos merda que aquele duelo do Vader com o Obi-Wan em Kenobi. E a cena de ação na base da ex-empresa da Space Karen (antes do duelo da Ahsoka) foi merda por causa da shake-cam. Parecia que eu tava vendo um tiroteio dirigido pelo J.J. Abrams.

Eu não sou tão rigoroso na avaliação de CG por um motivo: Eu estou acostumado a assistir a Tokusatsu moderno há pelo menos 18 anos, e CG bosta nunca foi problema pra mim. Então eu não vou julgar, porque pra mim, CG é o menor dos problemas de Ahsoka.

A série, junto com outros produtos de Star Wars, e do MCU (se tratando de Disney +), é uma prova de que o formato de séries com 40, 50 minutos pra produtos com foco teórico na ação, NÃO É SUSTENTÁVEL. Se você tem algo por exemplo com drama (como Breaking Bad) ou Política (como Game of Thrones), você consegue, mas pra algo que tem foco na ação, algo na casa de 23~30 minutos é melhor, para ter um roteiro mais coeso e focado, sem precisar de diálogos que alongam artificialmente pra durar x minutos.

No caso de atuação, não vou julgar o elenco por dois episódios apenas, seria muito cedo, mas no momento, qualquer má impressão dá pra colocar mais culpa na direção e no roteiro.

Ahsoka
Reprodução: Disney

Conclusão

Ahsoka é uma série ruim? Não. É o que vai salvar Star Wars? Não. Tem algo bom querendo sair do mar de tédio que os diálogos proporcionam.

Apesar das piadas com rule 34 que fiz a respeito da Ahsoka, ela é uma personagem que gosto bastante, o mesmo vale para Sabine Wren. Thrawn é um vilão icônico, reconhecido até mesmo por quem NUNCA leu nada do Universo Estendido, tanto que a trilogia Herdeiros do Império ainda tem boas vendas, e isso levou a sua canonização em Rebels. Eu quero ver até onde esse troço vai, mas se eu recomendo? Não.

Nota Final: 5.5/10

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Back to the Dawn | Impressões da Demo https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/20/back-to-the-dawn-impressoes-da-demo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/06/20/back-to-the-dawn-impressoes-da-demo/#comments Tue, 20 Jun 2023 02:37:29 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=14490 Começo dizendo que Back to The Dawn não te vai desapontar. Quando eu li o pressrelease com alguns comentários do CEO da Spiral Up Games eu pensei: Será que é tão bom assim? Será? Bem, ignorando o meu gosto que geralmente deixa de lado jogos focados em narrativa, eu baixei a demo e decidi tirar […]

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Começo dizendo que Back to The Dawn não te vai desapontar. Quando eu li o pressrelease com alguns comentários do CEO da Spiral Up Games eu pensei: Será que é tão bom assim? Será?

Bem, ignorando o meu gosto que geralmente deixa de lado jogos focados em narrativa, eu baixei a demo e decidi tirar a prova. Para a minha surpresa o jogo é realmente imersivo e conseguiu prender a minha atenção – Eu não esperava me divertir tanto.

Logo, assim que conclui a minha primeira jogatina eu vim correndo para este meu cantinho na internet discorrer sobre minha experiência com a demo de Back to The Dawn, então guarde sua moeda e me acompanhe.

Reprodução: Metal Head Games

Uma experiência cativante

Estamos falando de uma demo, então muita coisa pode mudar para melhor creio eu, mas no que pude conferir tá tudo rodando maravilhosamente bem. Não tive qualquer bug ou ponto negativo no sentido técnico que pudesse pontar durante a minha jogatina.

Sendo o chato aqui, uma dublagem deixaria a experiência ainda muito melhor, mas é visível o nível de qualidade empregada no titulo. Se você apenas olhar o trailer ainda não terá noção da complexidade da história e a liberdade que os desenvolvedores tomaram aqui na construção dos elementos narrativos.

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É visualmente lindo, não dá nem pra dizer o contrário nesse aspecto. Se for anunciado uma localização em português, creio que facilmente será abraçado por muita gente dada a quantidade absurda de texto – Oras, é um RPG diferente, mas ainda um RPG.

Por outro lado, se você decidir jogá-lo no teclado sua experiência será a de um point and click, o que não me agradou muito,  sendo sincero. Não importa o que faça vá direto para uma jogatina com um controle em mãos, vai se divertir mais, pode confiar.

Reprodução: Metal Head Games

Raposa, para de arrumar confusão

Na demo podemos escolher entre dois personagens, Thomas a Raposa e Bob a Pantera, mas somente Thomas parece disponível em um primeiro momento, então compartilharei com base nessa primeira jogada com Thomas, a raposa. Bem, eu adoro raposas.

Ele é um jornalista que realizou uma reportagem que causou alguns furúnculos no traseiro de gente importante e corrupta, logo não demorou que ele fosse procurado alguém oferecendo muito dinheiro só para ele parar de investigar, eu optei pela recusa e em seguida a policia abordou o personagem e encontrou pó branco em seu carro.

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É… Caindo na prisão é que a história começa a desenrolar e vamos conhecendo a mecânica do jogo, onde você conta com um sistema social, onde se pode fazer amizade ou não com determinada pessoa e aprofundar os laços, ou simplesmente elevar até certo ponto pra tirar proveito da figura.

Há também os famosos favores que basicamente são missões secundárias e consiste entre entregas, plantar bombas e por ai vai. E uma das coisas que é notável a medida que você começa a conhecer as mecânicas é que não existe um jeito certo de se jogar, o que eu simplesmente amo.

Sendo um RPG no sentido de combate, mas fugindo as regras de ser apenas linear, permitindo que se eu quiser apenas fique cumprindo minha pena perpetua ou fuja, ou dê um jeito de virar o reio do pedaço.

Isso, faz empréstimo na cadeia – Reprodução: Metal Head Games

 

Liberdade para fazer empréstimos e morrer de fome

Se você é fã do seriado OZ vai lembrar de como era o funcionamento na prisão e como os carcereiros eram corruptos e como a prisão tem uma realidade muito singular. Eles conseguiram captar parte dessa essência e isso deixa a aventura ainda mais legal.

Existe todo um cronograma diário que o prisioneiro tem de seguir, e para fazer qualquer fora desse cronograma exige expertise. Você tem de pensar quais caminhos vai tomar, se vai dedicar mais tempo em construir laços e se juntar a alguém ou vai tentar fugir da prisão.

Você pode dividir sua janta com alguém no refeitório para tentar agradar uma determinada pessoa, ou pode tentar elevar o nível de afinidade com alguém que trabalhe na cozinha para conseguir algum privilégio. Tudo depende de como você conduzirá.

Tá com a grana curta? Faça um empréstimo. Tá com sanidade ruim? Pague para assistir TV? Quer uma renda fixa? Trabalhe na lavanderia, mas saiba que a quantidade absurda de elementos químicos pode te fazer mal.

Reprodução: Metal Head Games

Mas não é um RPG?

É sim, genial, não é mesmo? Apesar de seguir uma linha diferente o combate é de turno e leva em consideração status e equipamento como qualquer outro RPG clássico, com o diferencial é que para você conseguir equipamento bom dentro de uma prisão é muito mais trabalhoso.

Os equipamentos a nossa disposição também são muito interessantes, desde um punhal feito com pedaço de vidro e gases ao um pedaço de cano de ferro enferrujado. Cada um com seu status, sendo possível causar sangramento com as garras do personagem ou com o caco de vidro que causa isso por si só, além dos itens de cura que são coisas básicas como comida e até besouro – Esses podem ser colhidos pelo pátio na hora da recreação.

O personagem tem uma barra de fome que usa ícone de um estomago, barra de sanidade e corporal. Tudo o que você consome reflete de forma positiva ou negativa. Seu personagem é novato, então  a barra corporal despenca em dois dias, sendo necessário se alimentar bem… não será fácil.

Não lembro do Cloud Strife passar pela prisão nesse perrengue todo, não sofreu nada perto do que os protagonistas de Back to The Dawn tão passando.

Reprodução: Metal Head Games

Conclusão

Eu dei uma rápida pincelada sobre Back to The Dawn mais porque não quero estragar a experiência de ninguém. Há muito texto para ler, mas diferente de muitos outros jogos onde grande parte é algo no mínimo desinteressante, aqui você quer conhecer mais da personalidade de alguns personagens e até mesmo sobre a trama que te levou a prisão.

A Metal Head Games sem dúvida é um estúdio que começarei a ficar de olho de agora em diante, porque realmente a demo me surpreendeu de forma extremamente positiva. Reitero que uma localização em português me tiraria algumas lagrimas de alegria.

Não é todo dia que encontramos um jogo com animais humanoides tão bem escrito e que de quebra entrega uma experiência de RPG tão inusitada. Não tenho dúvidas, recomendo demais Back to The Dawn, e aproveitem que a demo ficará disponível até 10 de julho por conta do Steam Next Festival e coloque o titulo em sua lista de desejos.

O jogo tem previsão de lançamento para segunda metade desse ano apenas para PC no Steam, mas eu to na torcida para que os consoles em breve possam também receber o titulo.

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Front Mission, um clássico jogo de estratégia da Square Enix ganhou um remake que muito em breve estará disponível, especificamente no dia 30 de Julho  para outras plataformas:  Steam, GOG, Epic Games Store, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series S, and Xbox Series X, mas se vocês são ansioso como eu e não tem um Nintendo Switch, a plataforma da Nintendo recebeu o jogo em novembro do ano passado, então corra conferir a demo que encontra-se disponível no Steam.

Investi parte da minha manhã de hoje jogando essa demo, que adianto ser no mínimo um baita aperitivo para aqueles que não conhecem a franquia ou estavam muito ansioso para ver como o jogo está funcionando. Obviamente este texto não será extenso por estar abordando uma demo, mas não vou esconderei minha minha alegria por ter a possibilidade de jogar novamente esse titulo, melhorado ainda por cima, depois de tantos anos.

Bem, vou discorrer abaixo minhas impressões, me acompanhem.

Front Mission
Reprodução: Forever Entertainment/ MegaPixel Studio.

Um remake para os fãs

Front Mission não é uma franquia tão conhecida do grande público e o anuncio que chegará a outras plataformas, nada mais é que um indicativo que até mesmo no Switch as vendas talvez não tenham sido lá tão expressivas. Oras, falamos de um IP que Square Enix nunca demonstrou muita preocupação em retirar do baú, logo não me surpreendeu ver a IP na mão de outro estúdio e publisher, aqui no caso Forever Entertainment e a desenvolvedora MegaPixel Studio.

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Quem teve a oportunidade de jogar o titulo original de 1995 vai ficar bem surpreso pela qualidade gráfica e do áudio do remake, afinal estamos falando de um titulo de 16 bits. Outros pontos foram melhorados, como detalhes pequenos e muito gratificantes de se ver.

Outro ponto interessante é que podemos escolher o lado que desejamos jogar, mas essa escolha fica disponível apenas na versão completa do jogo. Uma pena… uma pena mesmo.

Front Mission
Reprodução: Forever Entertainment/ MegaPixel Studio.

Gráficos, Câmera e Som

A câmera moderna é um baita adendo a o remake, porque enquanto a clássica é travada, optando pela nova você é capaz de movimentar para os lados, avançar pelo terreno e até olhar por cima. É impossível jogar Front Mission com a câmera clássica? Não, mas é melhor com a câmera nova.

Quanto aos gráficos, estamos falando de uma conversão muito boa. Não excelente, mas entendendo que trata-se de um rpg de estratégia onde maior parte do tempo a visão é distante do Wanzer (os robôs pilotáveis), creio que só encareceria ainda mais o titulo. Os únicos momentos em que temos uma visão completa dos Wanzer’s é durante as cenas de ataque, mas funciona, a desenvolvedora MegaPixel teve um cuidado em detalhar pedaços caindo, armas e alguns efeitos de curto e explosão.

Eu adoro a trilha sonora clássica do jogo e ela está disponível para escolhermos durante a jogatina, mas não tenho do que reclamar da versão remasterizada, que inclusivo estou ouvindo enquanto escrevo essas linhas.

Front Mission
Reprodução: Forever Entertainment/ MegaPixel Studio.

Conclusão por enquanto

Front Mission 1st: Remake entrega um demo que com certeza vai abrir o apetite dos fãs da franquia que ficaram chateados durante o seu lançamento como “exclusivo” no Nintendo Switch ano passado. Com o anuncio de chegar as outras plataformas, eu posso dizer que promete oferecer boas horas de diversão.

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Toda a arte do jogo recebeu uma bela melhoria, o que fez com que tudo ficasse bem agradável. Me lembrou bastante a arte do Front Mission 4 do PlayStation 2 – Vamos lá MegaPixel Studio nos traga todos os títulos.

Espero que não demore para que suas sequencias sejam anunciadas, em especifico Front Mission 3 que é o meu segundo jogo predileto da franquia.

https://youtu.be/21wSSiWS4FM

Especificações do meu PC:

  • Processador AMD A10-7700K Radeon R7, 10 Compute Cores 4C+6G 3.40 GHz
  • Memória RAM 8GB
  • SSD 240GB

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Shattered Heaven | Impressões https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/01/shattered-heaven-impressoes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/01/shattered-heaven-impressoes/#comments Tue, 01 Nov 2022 21:50:31 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12457 O texto sobre a BGS ainda não saiu, mas vou me adiantar com minhas impressões sobre Shattered Heaven, um jogo desenvolvido pelo estúdio italiano, Leonardo Interactive., e que tive a oportunidade de jogar o titulo ainda durante o evento. Lá mesmo eu tive uma boa impressão, apesar de ser quase impossível ouvir bem a trilha […]

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O texto sobre a BGS ainda não saiu, mas vou me adiantar com minhas impressões sobre Shattered Heaven, um jogo desenvolvido pelo estúdio italiano, Leonardo Interactive., e que tive a oportunidade de jogar o titulo ainda durante o evento.

Lá mesmo eu tive uma boa impressão, apesar de ser quase impossível ouvir bem a trilha sonora do jogo, porém, consegui ter uma visão superficial. Já de volta a minha cidade, tive uma nova oportunidade, dessa vez a de jogar a prévia do jogo no conforto do lar.

O que posso dizer de forma antecipada é que a experiência foi ainda melhor. Claro, muita coisa pode mudar até o seu lançamento que está previsto para março de 2023, mas não podia deixar de compartilhar.

Confiram.

Reprodução: Leonardo Interactive

Um mundo sombrio

Shattered Heaven é ambientado em um mundo sombrio onde Deus caiu e isso levou a humanidade a ser amaldiçoada por infertilidade e morte aos 40 anos, além da impossibilidade de dormir. Tornando a vida de toda a população uma eterna tortura, onde apenas aguardam que o fim chegue logo.

Para tentar mudar esse quadro, guerreiros se unem para a realizar de um sacrifício será capaz de quebrar a maldição e salvar a todos. E apesar de parecer uma premissa simples, o jogo se permite desenvolver melhor a trama por meio do diálogo dos personagem, o que garante muita leitura, acreditem.

Também acho que vale a pena ressaltar como é divertido ver os personagens conversando entre si durante algumas pausas para descansar. Os diálogos dos personagens não são inteiramente dublados, mas determinadas expressões ou falas curtas são, e isso dá o tom de como o personagem está encarando a situação.

Reprodução: Leonardo Interactive

RPG de turno com cartas

Essa é talvez uma das coisas que mais me pegou de surpresa, pois não sou lá um exímio fã de jogos de cartas, mas Shattered Heaven mescla um tradicional jogo de cartas com uma pegada de tabuleiro e o tradicional RPG de turno, o que torna a experiência um tanto peculiar, no melhor sentido.

Para contextualizar melhor, vou me prender a experiência que tive com Yu-Gi-Oh! do PS1, que é a minha referencia pra jogos do gênero. É, me julguem.

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Em Shattered Heaven temos um deck para cada personagem, e que a medida que avançamos no tabuleiro que é a nossa dungeon, podemos ganhar algumas cartas para ir renovando, só que diferente do Yu-Gi-Oh! aqui não podem ser compradas em uma loja, só após os combates e elas são aleatórias. O que nos faz avaliarmos bem quais cartas descartar definitivamente para renovar o nosso deck.

Outro ponto é que enquanto andamos pelo tabuleiro, é possível ativar aleatoriamente  algumas armadilhas ou eventos que podem oferecer buffs de magia, bênçãos ou simplesmente nos ferrar logo no início de um combate. E isso é tão aleatório que quase sempre começava me ferrando na luta seguinte.

Cada deck só pode ter 20, então como disse acima é preciso montar o deck com cuidado porque fará toda a diferença mais adiante.

Reprodução: Leonardo Interactive

O combate de turnos

O combate de Shattered Heaven é um tanto desafiador, muito disso por conta da quantidade absurda de bleeding que os inimigos causam em seu primeiro ataque. Por outro lado, existe uma gama de buffs que podemos utilizar com algumas cartas, mas o sangramento segue firme nos ferrando.

E como estamos falando de um tabuleiro que contém muitas peculiaridades, é importante ressaltar que a recuperação de HP é trabalhosa.

No mapa há um altar onde podemos descansar, lá você pode remover cartas, recuperar HP e orar pra conseguir umas bênçãos. Isso pode ser feito apenas uma vez durante esse mapa. Ou seja, se identificou esse campo no mapa, só passe lá se realmente precisar, pois pode ser feito apenas uma vez por jogada.

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Quanto aos personagens, cada um possui suas particularidades como esperamos de um bom RPG. Um é força bruta e proteção, outro possui ataques rápidos e boa recuperação de energia e a outra  personagem é quase uma maga. Ela “sumona” um personagem com vários poderes, em sua maioria na base do sacrifício da personagem e descarte de cartas que lhe conferem cartas especiais.

Não sei se o combate melhora mais adiante, mas inicialmente os personagens causam pouco dano e mesmo com cartas que elevam, ainda é demorado o combate quando se tem vários inimigos na tela. Por outro lado, a medida que entendemos melhor o efeito de cada carta, dá pra brincar bem e causar bons danos.

Shattered Heaven
Reprodução: Leonardo Interactive

Conclusão

Shattered Heaven é um titulo que vale a pena ficar de olho em seu lançamento, pois além de um design e arte bonitos, ele conta com uma trilha sonora muito empolgante e que dá o maior gás durante o combate. Principalmente quando você tá com o HP todo fudido. Sério.

O único ponto negativo, e nem sei se dá pra apontar como algo negativo é não ter uma localização em português por enquanto, mas com o apoio da comunidade é possível convencermos os desenvolvedores a mudar isso. Basta dar RT no tweet do Jesús, que não é o nosso salvador, mas é uma pessoa incrível – Alias, sigam ele no Twitter.

No âmbito geral eu gostei bastante de Shattered Heaven, mais do que durante o meu primeiro contato ainda na BGS, onde fiquei encantando com esse violento e sombrio universo. Claro, não é um titulo que vai agradar a todos, mas certamente vai cair no gosto dos amantes de um bom RPG com quedinha por jogos de tabuleiro e cartas.

Há também área onde você pode comprar poções e craftar itens que vão lhe auxiliar, então se lhe assustei no começo, calma, o mundo não está perdido. Espero falar de forma mais precisa após o seu lançamento, mas por enquanto as impressões que ficaram são bem positivas.

O jogo inclusive já pode ser adicionado a sua lista de desejo em sua página no Steam, e mesmo que seja lançado em Março de 2023, passa rápido, então dê a si mesmo esse presente.

Essas análise foi feito com uma código da prévia do jogo que foi gentilmente cedida pela Leonardo Interactive.

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Ultraman Decker | Primeiras Impressões https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/08/21/ultraman-decker-primeiras-impressoes/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/08/21/ultraman-decker-primeiras-impressoes/#respond Sun, 21 Aug 2022 20:56:41 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12054 Eu nunca fui muito chegado em Ultraman na questão de tokusatsus, provavelmente porque pelo menos em termos de exibição no Brasil, o que havia passado da era clássica de Ultraman (Ultraman, Ultraseven e Retorno de Ultraman) passaram originalmente aqui muito antes de eu assistir Tokusatsu com regularidade, e apesar de ter assistido um pouco de […]

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Eu nunca fui muito chegado em Ultraman na questão de tokusatsus, provavelmente porque pelo menos em termos de exibição no Brasil, o que havia passado da era clássica de Ultraman (Ultraman, Ultraseven e Retorno de Ultraman) passaram originalmente aqui muito antes de eu assistir Tokusatsu com regularidade, e apesar de ter assistido um pouco de Tiga e até gostado da série, nunca fui muito além.

Outro fator, é que eu nunca fui muito fã da coisa de luta de gigantes e tal, dá pra contar nos dedos de uma das mãos do Lula a quantidade de filmes do Godzilla que assisti, e ainda sobrariam dedos. Eu até tenho aqui o filme Ultraman: The Next que a Focus lançou em DVD, mas mesmo tendo o DVD, eu nem assisti.

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Esse primeiro parágrafo, foi basicamente eu dizendo que sou um completo leigo nas questões dos gigantes cinzentos da Tsuburaya. E apesar dos lançamentos de alguns filmes isolados em home-vídeo (não lembro quais foram lançados aqui no Brasil), as séries de Ultraman ficariam como as de Kamen Rider* e Super Sentai, confinadas ao Japão e os que quisessem assistir, dependentes do trabalho de fansubs.

*Em termos de Kamen Rider, isso mudou, já que a Sato Company detém os direitos de exibição da franquia Kamen Rider para a América Latina, e já temos aqui no Brasil com legendas em português, Kamen Rider Black, Black-RX e Zi-O, com a próxima série prometida sendo Kuuga

Só que já há algum tempo, a Tsuburaya, que possui executivos mais inteligentes que os da Toei, decidiu investir no público de Tokusatsu que está fora do Japão, não só com parcerias com a Marvel (nas HQ’s The Rise of Ultraman, The Trials of Ultraman e a vindoura The Mystery of Ultraseven) e a Netflix (para a distribuição do anime de Ultraman), como também disponibilizando muito material de Ultraman em seu canal do Youtube, com legendas em diversas línguas, incluindo português.

Hoje em dia, é possível assistir especiais, como a minissérie Ultra Galaxy Fight: the Absolute Conspiracy, ou séries recentes, como Ultraman Z e Ultraman Trigger: New Generation Tiga no conforto de seu lar, sem depender do trabalho de fansubs (ei, eu sei como é cansativo traduzir) e sem gastar um tostão sequer.

E agora, em Julho de 2022, estreou a mais nova série de Ultraman, que assim como Trigger celebrou os 25 anos de Tiga, Ultraman Decker é a série que comemora os 25 anos de Ultraman Dyna. E esse texto conta mais ou menos minhas impressões iniciais da série (no momento em que escrevo esse texto, 4 episódios foram exibidos, com o quinto a ser exibido mais tarde – Eu provavelmente postarei 2 ou 3 screenshots do episódio no meu twitter enquanto assisto).

Reprodução: Tsuburaya

A série se passa sete anos depois dos eventos de Ultraman Trigger: Episode Z (o filme de Trigger), contando a história do jovem Kanata Asumi, que trabalhava numa lojinha com seu avô, e seus pais estavam em Marte, curtindo umas curtas férias que ganharam em um sorteio. Após fazer uma entrega, um monstro gigante (claro) surge, e esferas verdes começam a atacar as pessoas.

Coisas acontecem, e após ser engolido por uma dessas esferas, Kanata é salvo por uma luz que se funde a ele, se tornando o Ultraman Decker. Pouco após esse evento, Kanata acaba entrando para uma reformada GUTS-Select, que deve proteger o planeta e encontrar uma solução para o problema imediato das esferas que cobriram o planeta, cortando completamente o contato externo com as colônias de Marte.

Eu obviamente cortei MUITA coisa do que aconteceu, mas bem… A série está no começo, e muita coisa seria spoiler e não quero estragar esses momentos, então passei uma pincelada no primeiro episódio.

Reprodução: Tsuburaya

Uma das coisas que se percebe de cara, é que o elenco inicial de Decker é relativamente menor do que o de Trigger. Ainda temos o trio principal com o Kanata, Ichika e Soma, mas a equipe é menor. Kanata é meio que o herói otimista, talvez não tão excessivamente animado como o Kengo (Decker) foi. Ichika é o que a gente espera de um protagonista de shonen, cabeça quente, energética e tudo mais. E Soma é o gênio frio de blá blá blá.

A dinâmica deles funciona, apesar deles não saberem que o Kanata é o Ultraman Decker, o único que vem a saber disso é o robô AI H.A.N.E.2, que recebeu o apelido de Hanejiro, referência ao Alien mascote de Ultraman Dyna.

Em termos de ação, Ultraman Decker traz os pontos fracos e fortes de uma série Ultraman, e de um tokusatsu moderno em geral. Como nesse tipo de série, merchandising é um ponto chave, algo tem que ser usado pra vender algo, nisso, a transformação de Kanata em Decker se dá por meio de cartas, tal como Kamen Rider Decade, o mesmo vale pra mudanças de forma e invocações de monstros.

Reprodução: Tsuburaya

Como mencionado, traz os fortes e fracos de um Ultraman. Como a franquia sempre foi com batalhas de seres gigantes, os combates não são tão focados em golpes físicos em sequência, como temos num Kamen Rider ou Super Sentai (a exceção talvez seja a série Ultra Galaxy Fight), e obviamente temos o clássico ataque do Ultraman com os braços em formato de cruz disparando um raio. Mas ao mesmo tempo em que esse ritmo de lutas cadenciado pode ser considerado um ponto fraco, é o que torna uma série de Ultraman… Uma série de Ultraman, e tem um charme inigualável.

Ainda não tivemos episódios o suficiente para explorar mais os personagens, mas pinceladas são dadas a cada episódio, e talvez segredos dos personagens sejam revelados ao longo da série (ainda temos cerca de 21 episódios restantes, tempo o suficiente pra desenvolver.

Após assistir esse começo de Decker (e até o momento, 9 episódios de Trigger), me pergunto o porque das CG’s de tokusatsu da Toei serem tão ruins. Tenho certeza de que eles são capazes de mais, porque o que a Tsuburaya faz é magia pura. Claro, dá pra ver que a Tsuburaya usa MUITOS efeitos práticos, mas tem CG aqui e ali para muitas coisas, e a não ser aquelas coisas muito óbvias, como as esferas, o CG tá muito melhor integrado ao produto do que o que a Toei faz (por mais que eu goste de Donbrothers, os rangers rosa e preto em CG são horríveis visualmente, porque a CG parece pobre, sei que uma das gimmicks de Donbrothers é realidade virtual, mas ainda assim).

Reprodução: Tsuburaya

Os temas de abertura e encerramento da série são incríveis. Wake Up, Decker!, do duo SCREEN mode é uma música chiclete, que provavelmente vai te colocar pra fazer uns exercícios se você assistir ao videoclipe. E o encerramento, com Kanata Toku, interpretado por Hironobu Kageyama, é o tipo de música suave, que se espera de um encerramento (e ela me lembra MUITO Kokoro wa Tamago, encerramento de Jetman) e uma pequena referência ao fato do Kageyama ter interpretado Ultra High, o segundo encerramento de Ultraman Dyna, com a banda dele, LAZY.

Uma das melhores coisas, e que faz com que eu possa recomendar Ultraman Decker sem pensar muito, é que não é necessário ter assistido Dyna, ou mesmo Trigger pra entender o que se passa na série, mas pra quem o fez, vai reconhecer as referências, como monstros e tal, ou como os eventos de Trigger influenciaram Decker. É uma série gostosa de se ver, até o momento ao menos.

Ultraman Decker está em exibição no Japão, e todas as sextas-feiras a noite no canal oficial da Tsuburaya, com legendas em português do Brasil.

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