Arquivos Grasshopper Manufacture - https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/grasshopper-manufacture/ Um pouco de tudo na medida certa Wed, 13 Nov 2024 14:44:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Grasshopper Manufacture - https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/grasshopper-manufacture/ 32 32 Shadows of the Damned: Hella Remastered | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/13/shadows-of-the-damned-hella-remastered-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/11/13/shadows-of-the-damned-hella-remastered-analise/#respond Wed, 13 Nov 2024 14:44:24 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18494 Falar de Shadow of the Damned, especialmente na sua versão remasterizada para Xbox Series S|X, é uma experiência que me faz reviver um pouco dos jogos que recebíamos 2011, antes do mundo começar a dar errado, mas também me faz refletir sobre a natureza da remasterização em si. Como um fã de jogos que fogem […]

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Falar de Shadow of the Damned, especialmente na sua versão remasterizada para Xbox Series S|X, é uma experiência que me faz reviver um pouco dos jogos que recebíamos 2011, antes do mundo começar a dar errado, mas também me faz refletir sobre a natureza da remasterização em si. Como um fã de jogos que fogem um pouco da norma geral e apostam em um estilo único, eu sempre vi Shadow of the Damned como um dos títulos subestimados da sétima geração de consoles.

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Agora, com o nome “Hella Remastered“, me questiono: será que esta versão consegue redimir o título original em alguma escala ou temos aqui apenas o passado com um brilho de grafismo sem realmente captar a essência que o fez se destacar?

Bem, para responder a essa pergunta precisamos descer as profundezas do inferno, me acompanhe!

Reprodução – Grasshopper Manufacture – NetEase

A remasterização

A primeira coisa que salta aos olhos em Shadow of the Damned: Hella Remastered são os seus gráficos. Se a versão original já era colorida e com um design estilizado que refletia o espírito irreverente do jogo, agora, com o poder do Xbox Series S|X (que é a versão que joguei), os gráficos estão mais vibrantes e nítidos. A paleta de cores é mais saturada, os modelos dos personagens parecem mais detalhados e as animações fluem com uma suavidade impressionante.

O protagonista Garcia Hotspur, que já era um “badass” em sua versão original, agora está mais polido, mas com o mesmo charme descarado que o caracteriza. Acredite, a energia do personagem continua a mesma, e isso é algo a se comemorar. E temos também a própria Paula, que já era uma personagem grotescamente sedutora, agora ganha uma aura ainda mais inquietante. Não é só uma atualização gráfica: é uma atualização do impacto visual, e isso é um ponto positivo.

Eu, que sou fã de jogos de terror (apesar de ser medroso para caramba) e ação diferenciado, posso afirmar que não me canso de admirar o trabalho feito com as animações e os efeitos visuais, mas se você é daqueles que se importa um bocado com a questão gráfica, talvez o jogo não te surpreenda tanto. A jogabilidade é onde as coisas começam a ficar interessantes.

Shadow of the Damned
Reprodução: Grasshopper Manufacture, NetEase

Jogabilidade

O combate de Shadow of the Damned nunca foi a coisa mais refinada da face da Terra. O jogo sempre teve um foco muito grande no estilo e na “pegada” mais ágil do que na precisão técnica. Aqui, em Hella Remastered, essa filosofia se mantém, mas com uma atualização que não altera a essência, mas sim oferece mais fluidez e, claro, mais opções de combate.

Garcia agora tem mais armas, mais poder e mais variedade de inimigos. As mecânicas de “combinação” de armas, por exemplo, continuam a ser uma das grandes sacadas, e mesmo que algumas delas não sejam tão profundas, elas encaixam bem no ritmo frenético do jogo.

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Em termos de dificuldade, Shadow of the Damned: Hella Remastered mantém o desafio interessante. Não é o tipo de jogo em que você vai “passar de boa” só porque a remasterização trouxe gráficos mais bonitos. A inteligência artificial dos inimigos não é das melhores, mas a dificuldade vem da pressão: sua munição é escassa, os inimigos não param de vir, e os puzzles (que, por mais simples que sejam, continuam divertidos) vão testando sua paciência. E, sim, você vai morrer – e vai morrer bastante. E esse é um dos pontos que Shadow of the Damned consegue manter bem. Não é um Resident Evil da vida, mas tem o seu charme.

Shadow of the Damned
Reprodução: Grasshopper Manufacture, NetEase

O humor negro

Em Hella Remastered, o humor continua sendo um dos pilares que sustenta o título. A história, repleta de piadas, trocadilhos e aquele clima de filme B de terror, é algo que não se perdeu na transição para a nova geração.

Garcia Hotspur continua sendo um anti-herói que para não levarmos a sério, o que é uma benção e uma maldição ao mesmo tempo. A maldição, porque, depois de algumas horas de jogo, o humor um tanto repetitivo pode cansar, mas a benção porque, sem ele, o jogo não teria a personalidade que tem.

E a forma como o jogo mistura momentos de ação com diálogos hilários é algo que eu gostei bastante. A interação entre Garcia e Johnson ao longo da jornada, e a maneira como Garcia se porta diante das situações é uma das características que faz o jogo tão singular. O humor irreverente é, sem dúvida, um dos maiores méritos da obra original, e ele continua presente aqui com força.

O que Shadow of the Damned: Hella Remastered consegue, acima de tudo, é manter sua essência intacta, mesmo com os gráficos turbinados. Não se trata apenas de uma atualização visual, mas sim de uma experiência revisitada que, embora não inove em muitos aspectos, consegue entreter. A jogabilidade permanece simples, mas eficaz; o humor não cansa – até que cansa, mas é impossível não se divertir ao longo do caminho. O que temos, no fim, é um jogo que continua se divertindo ao brincar com suas próprias limitações.

Shadow of the Damned
Reprodução: Grasshopper Manufacture, NetEase

Um Jogo Que Não Deveria Ser Esquecido

Shadow of the Damned: Hella Remastered é, no fundo, uma versão melhorada de um título que nunca deveria ter sido esquecido. Para aqueles que já jogaram o original, é um presente visual e uma desculpa para revisitar uma aventura única, cheia de personalidade e humor ácido.

Para os novatos, é uma chance de ver como os jogos de ação e terror poderiam ser ousados e irreverentes antes que se tornassem mais “sérios” e “limpinhos”. Não é um jogo que vai redefinir a indústria, mas é, sem dúvida, uma experiência que vale a pena viver. Afinal, por mais que o humor bizarro e a jogabilidade simples possam não agradar a todos, Shadow of the Damned sabe exatamente quem é e não tem vergonha disso.

Então, se você está em busca de um jogo com gráficos interessantes, ação insana e uma história cheia de piadas de gosto duvidoso, Hella Remastered vai fazer jus ao legado da versão original. Ao contrário de muitos remasters por aí, esse não tenta se reinventar – ele apenas é. E, para muitos, isso já é o suficiente.

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Lollipop Chainsaw RePOP | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/13/lollipop-chainsaw-repop-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/09/13/lollipop-chainsaw-repop-analise/#respond Fri, 13 Sep 2024 14:39:15 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17490 Lollipop Chainsaw foi lançado originalmente em 2012 e foi desenvolvido pelo estúdio Grasshopper Manufacture, e como qualquer obra que contém a assinatura do famoso CEO do estúdio, Goichi Suda (SUDA 51), o jogo simplesmente era inovador pelos motivos certos e vendeu um pouco mais de 1 milhão de cópias, sendo um dos títulos mais vendidos […]

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Lollipop Chainsaw foi lançado originalmente em 2012 e foi desenvolvido pelo estúdio Grasshopper Manufacture, e como qualquer obra que contém a assinatura do famoso CEO do estúdio, Goichi Suda (SUDA 51), o jogo simplesmente era inovador pelos motivos certos e vendeu um pouco mais de 1 milhão de cópias, sendo um dos títulos mais vendidos da desenvolvedora até os dias de hoje.

Na época conseguiu atrair a atenção e criticas mistas por conta do seu teor erótico que não agradou muito na  época, mas, como eu costumo dizer, o que vale no fim do dia são os consumidores. Para nossa sorte a Dragami Studios decidiu revisitar o titulo e o remasterizá-lo, mesmo que a ideia inicial tenha sido a de produzir um remake, mas os fãs ficaram apreensivos com a ideia de que pudesse ser alterado a visão de Suda 51 com relação a obra. No fim das contas o produtor Yoshimi Yasuda da Dragami Games acalmou aos fãs atualizando-os a medida que o desenvolvimento caminhava, desde alterações de software até a confirmação dos dubladores originais da primeira versão do jogo e o novo modo que compõem o titulo desse remaster: RePOP.

Depois de muita espera e grande ansiedade, graças a Dragami Games eu tive a oportunidade de jogar o titulo em antecipado, e venho aqui compartilhar com vocês a minha experiência. Me acompanhem.

Reprodução: Dragami Games

Do que se trata Lollipop Chainsaw

Lollipop Chainsaw nos leva ao universo em que Juliet, uma líder de torcida na escola San Romero (que como o nome sugere é uma homenagem ao grande diretor de A Noite dos Mortos Vivos, George Romero) que também é uma caçadora de zumbis, e que justo no dia do seu aniversário um colega de classe decidiu ressuscitar os mortos para acabar como forma de vingança ao mundo.

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Munido de sua  motosserra estilizada, cabe agora a Juliet trazer a paz ao mundo enquanto despedaça um exército de mortos-vivos, mas não fará isso totalmente só, ela contará com a ajuda do eu namorado que agora é apenas uma cabeça falante e a sua família de caçadores de zumbis.

Com essa premissa absurda, percorreremos pela cidade enfrentando zumbis boca sujas e enfrentando chefes mortos-vivos extremamente poderosos. Essa loucura é o que torna a proposta de Lollipop Chainsaw tão singular, então se a trama te pegou, com certeza o restante vai te cativar.

Lollipop Chainsaw RePOP
Reprodução: Dragami Games

O hack’n slash que todos conhecemos

Antes de mais nada, é preciso ter em mente que Lollipop Chainsaw RePOP é um hack’n slash no melhor sentido da palavra. A sua jogabilidade consiste em enfrentar zumbis atrás de zumbis e cortá-los da maneira mais diferenciada com variações de combos com a motosserra e os pompons, e sendo agraciado com moedas de ouro e platina caso você consiga desferir golpes que mate instantemente o maior número de zumbis em um único golpe.

Com as moedas você terá acesso no meio das fases e ali poderá comprar itens de cura, itens de aumento de força permanente, energia e novos movimentos para Juliet. Também permite que você compre bilhetes para que possa realizar movimentos com a cabeça do namorado de Juliet, então ir e voltar para rejogar algumas fases acaba sendo uma experiência até que recompensadora, levando em consideração que há vários elementos para ser desbloqueado com essas moedas.

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Na medida que Juliet fica mais forte, você consegue ganhar mais moedas e consequentemente desbloquear novas roupas, trilha sonora e por ai vai. Fora esse detalhe, o jogo é não inova em termos de jogabilidade e até pode ficar um pouco cansativo se você não comprar a proposta nonsense da trama e todo o humor carregado de ironia e erotismo. Eu realmente gostei, porque gosto desse humor um tanto negro e boca suja, porque não suporto esse idealismo barato e puritano, então Lollipop Chainsaw RePOP simplesmente segue sem medo de soar errado e reforça isso uma piada atrás da outra durante toda a jogatina.

O que percebi é que ele tem uma aura semelhante a de Bayonetta, talvez porque tenha começado a jogar uns meses atrás o titula da Platinum Games, mas é incrível como ambos possuem uma vibe parecida.

Lollipop Chainsaw RePOP
Reprodução: Dragami Games

O que tem de novo?

Eu não joguei Lollipop Chainsaw em sua versão no Xbox 360 e PlayStation 3, então não posso traçar um comparativo quanto a versão clássica e esse remaster em termos de desempenho, mas jogando no Xbox Series S a performance foi bem satisfatória e não notei problemas que fossem significativos o suficiente para comprometer a experiência no geral – É, eu não sou tão chato com relação a isso.

Uma das novidades desse é remaster é a sua localização em português Br, o que torna ainda mais prazeroso dar atenção aos diálogos caso você não tenha um bom ouvido para o inglês. Uma pena que não tenha uma dublagem brasileira, e acho que se tivesse, provavelmente o jogo teria ficado incrível por conta das piadas e palavrões, afinal nós brasileiros sabemos xingar como ninguém, convenhamos. Único ponto negativo é que ela não está bem sincronizada, mas alterando para inglês eu não notei o mesmo problema, o que é estranho. – Também tem a questão dos menus não estarem localizados em português ao alterarmos para a nossa língua materna.

Os gráficos de Lollipop Chainsaw RePOP estão incríveis e com muitos novos efeitos de luzes e cores. Enquanto no original  parecia ter um filtro esmaecendo um pouco a visibilidade, talvez para encobrir alguma limitação, aqui é tudo bem vivido, brilhante e colorido. O modelo de Juliet está bem mais polido e apesar de durante algumas transições de cenas a textura demorar um pouco para carregar, no geral ela está mais bela do que no original

E ainda falando sobre cores e brilhos, isso nos leva a um novo modo jogo, o RePOP, que basicamente tira todo o sangue e transforma a cabeça dos mortos-vivos em bolas de futebol americano. Esse é o modo recomendado para aqueles que se ofendem com violência gratuita. Ele funciona mais como um Plus para os que estão chegando agora ao jogo, o que pode soar estranho, visto que a graça do jogo é realmente o seu conteúdo original.

Conclusão

Lollipop Chainsaw RePOP chega as plataformas modernas e nos permite conhecer mais uma pérola que por muito tempo ficou esquecida no tempo. Apesar do titulo não inovar em termos de gameplay, ele se sustenta totalmente na trama nonsense e os personagens carismáticos, que usam e abusam de toda a loucura que esperamos de uma obra que leva a marca do designer Goichi Suda em colaboração com profissionais que trabalharam com cineasta James Gunn (Um nome que vai muito além dos filmes da Marvel, pois também esteve a frente de alguns filmes trash que eu adoro)..

Não digo o titulo ele seja ruim como um hack’n slash, pois é realmente divertido, mas ele sozinho é um tanto cansativo se você tentar zerá-lo em uma única sentada, o que ao meu ver explica a campanha do jogo ser curta e podendo ser concluída em até 5 horas de jogatina. O indicado é você jogar aos poucos e aproveitar cada absurdo que você vai se deparar.

Para estender um pouco mais desse tempo jogo, você se verá jogando mais vezes outras fases afim de obter moedas e tentar desbloquear todas as roupas de Juliet, que não agregam absolutamente nada em termos de jogabilidade, mas é interessante vê-la executando suas acrobacias com um cosplay de coelho, por exemplo.

Existem também as galerias onde temos acesso a jukebox e podemos curtir a trilha sonora do jogo, que também conta com MP3 para serem comprados nas maquinas de venda durante o jogo.

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Outro ponto a seu favor é que as batalhas contra os chefes são muito criativas e que faz você pensar em como o mercado atual é chato e pouco criativo se comparado a obras como Lollipop Chainsaw: RePOP, que apesar de usar e abusar da sensualidade da protagonista, está muito, mas muito distante de ser apenas isso. Minha batalha predileta foi contra Funk Zombie, Josey. A fase é toda temática e baseada em jogos eletrônicos e faz referências a títulos clássicos, e o combate contra ele ao fim da fase é divertido e realmente desafiador.

O maior pecado de Lollipop Chainsaw RePOP é que ele não conte com outros modos de jogo, ele é pensado quase que como um jogo arcade onde você só avança, mata zumbis, faz pontos e compra itens, golpes e avança novamente. Isso não é um problema, obviamente, mas com toda a certeza seria interessante novos modos de jogos para estendermos o nosso tempo com o titulo, afinal o preço que está sendo cobrado é relativamente alto nos consoles: PS5 por R$ 224,50,  Xbox S|X por R$ 264, 91 e no Nintendo Switch por R$ 238,41.

Eu gosto de pensar que o preço precisa condizer com o que você está entregando, principalmente quando falamos de um titulo que tem um apelo de nicho, como é o caso de Lollipop Chainsaw RePOP. No mais eu acredito que o titulo entrega o que se propõem, mas a um preço não muito convidativo, então vale a pena esperar um pouco e garantir sua cópia.

Nota: 8/10

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Esta análise foi feita com uma chave digital para Xbox Series S|X cedida gentilmente pelo Dragami Games.

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