Arquivos Dragon Ball - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/dragon-ball/ Um pouco de tudo na medida certa Tue, 22 Oct 2024 11:41:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Dragon Ball - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/dragon-ball/ 32 32 Dragon Ball: Sparking! Zero | Análise https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/dragon-ball-sparking-zero-analise/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/10/21/dragon-ball-sparking-zero-analise/#comments Mon, 21 Oct 2024 19:10:26 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=18036 Dragon Ball: Sparking! Zero foi concebido com a promessa de ser o Budokai Tenkaichi definitivo, o que pra mim que sou um grande fã, poderia ser uma tarefa bem difícil, pois entre diversos jogos lançados posteriores ao Budokai Tenkaichi 3, nenhum deles se aproximou do sucesso dessa fase que gosto de chamar de “a fase […]

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Dragon Ball: Sparking! Zero foi concebido com a promessa de ser o Budokai Tenkaichi definitivo, o que pra mim que sou um grande fã, poderia ser uma tarefa bem difícil, pois entre diversos jogos lançados posteriores ao Budokai Tenkaichi 3, nenhum deles se aproximou do sucesso dessa fase que gosto de chamar de “a fase de ouro de DBZ”.

É uma tarefa difícil, seja pelo volume de personagens que continha nessa franquia famosa ou mesmo por sua jogabilidade, que eu amava, mas talvez não pudesse ser abraçada pelos consumidores modernos. Pelo menos eu pensava isso.

Com o jogo em mãos eu finalmente pude jogar e fiquei espantado com tudo o que eu vi, então peço a vocês que vista seu uniforme de batalha e me acompanhe nessa jornada atrás das bolas do dragão… é, não resisti. Shala head shalaaa!

Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

Uma carta de amor aos fãs

Dragon Ball: Sparking! Zero é uma carta de amor aos fãs da franquia Dragon Ball, porque ele entrega logo de cara 182 personagens que podem ser adquiridos sem nenhum custo adicional. O que é certamente um dos maiores acertos que vejo em muitos anos envolvendo a marca Dragon Ball.

Outro ponto importante é que entre as mudanças em comparação ao Budokai Tenkaichi, foi a maneira como o modo história funciona em Dragon Ball: Sparking! Zero. Uma das coisas que realmente incomodava um pouco no clássico, era que você se via obrigado a jogar todas as temporadas do anime, o que era muito cansativo de se fazer várias vezes para conseguir determinadas missões e desbloquear personagens. Já aqui o modo história é rápido e pode ser concluído em umas 4 horinhas, sendo dividido pela perspectiva dos personagens que participaram da temporada do anime.

LEIAM – Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi 2 | O melhor jogo do DBZ

Se você escolhe Goku, então jogará o resumo com as participações mais importantes de Goku durante todas as temporadas, agora se você escolhe Vegeta, você terá lutas na qual Goku não participou mas o personagem foi decisivo para as mudanças. É um grande acerto por parte da Bandai Namco, porque isso faz com que você queira jogar novamente e sem se cansar pela repetição de ser obrigado a rever todas as cenas novamente, que até podem ser puladas.

Tudo isso contribui para que você tenha horas prazerosas lidando com diversos inimigos visando desbloquear ou mesmo comprar um determinado personagem utilizado a moeda do jogo que ganhamos. O que também é um acerto e isso me remete aos bons tempos dos jogos de luta que não nos obrigávamos a gastar dinheiro real comprando personagens – O que considero até hoje uma pratica triste da indústria.

Por sinal Dragon Ball: Sparking! Zero entrega aos fãs a possibilidade de jogar com todos os personagens que tanto ama sem pagar a mais por isso. Claro, precisamos ter em mente que provavelmente possa surgir alguma DLC paga, mas até você conseguir fazer tudo em Dragon Ball: Sparking! Zero, pode ter certeza que já conseguiu levantar a grana.

 

Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

O Combate de Sparking! Zero

Se existe uma mecânica que remete ao Budokai Tenkaichi é o seu sistema de combate, que aqui em Dragon Ball: Sparking! Zero foi refinada e está até mais palatável para qualquer jogador que se arrisque com o titulo.

Não é difícil se adaptar ao seu combate, que após algumas batalhas se torna bem intuitivo até mesmo para os que não são familiarizados com a franquia Budokai Tenkaichi. O combate em si consiste em esquivar e aplicar combos que lançam o inimigo ao ar ou ao solo, além da defesa que nem sempre é uma boa ideia.

Uma outra característica de Dragon Ball: Sparking! Zero e essa até chegou ser a utilizada em Dragon Ball Xenoverse, é a sua liberdade durante os combates. Xenoverse talvez tenha sido o titulo que mais se aproximou ao que fora Budokai Tenkaichi, mas ele pecava por excessos que o sistema de jogo extremamente moroso e cansativo, como a necessidade de ter que ir até quiosques para buscar missões e por ai em diante. Já Dragon Ball: Sparking! Zero é mais direto ao ponto e ainda resgata algumas funções do passado, que irei abordar mais adiante.

LEIAM – Dragon Ball Xenoverse 2 | Será que vale a pena?

Outra funcionalidade que sempre gostei e também está presente nesse titulo atual é a possibilidade de se transformar após carregar algumas barras de KI durante o combate. No passado fazíamos isso pressionando o analógico L3 ou R3, aqui você seleciona a transformação que gostaria de ativar usando o direcional que abrirá um leque de transformações disponíveis para o personagem que você selecionou, com a diferença de que cada versão de um personagem possui as transformações correspondente a sua temporada ou anime.

Por exemplo: Temos varias versões do Goku e Vegeta, mas o Goku que se transformar em Oozaru não é o mesmo que se transforma em Super Sayaijin Blue, então se você escolhe o Goku de Dragon Ball Super, ele será limitado as transformações que surgiram durante toda a temporada do anime, assim como as fusões presentes nesse anime. O que pode não fazer muito sentido para alguém que não está familiarizado com a franquia de animes por ser o mesmo personagem (se é que existe alguém que jogue e não conheça minimamente Dragon Ball), mas cada um desses Goku possui golpes e características próprias, o que influencia na execução dos seus golpe seu especiais.

 

Dragon Ball: Sparking! Zero
Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

Os complementos  e as missões

O combate de Dragon Ball: Sparking! Zero não se resume apenas ao combate, ele também faz uso de personalização, o que faz com que cada personagem possa ter uma arvore de habilidade onde seja mais forte em um ponto e mais fraco em outro, e isso influencia diretamente no combate.

Essa árvore de habilidades pode ser alterado com a compra de capsulas que podemos aumentar a explosão de KI e que são avaliadas por levels. Parece bobagem, mas quando você investe tempo na compra e personalização desses itens, você perceberá como isso influencia na composição dos personagens que você quer mais usar. Logo, se você gosta de DB e quer ter o personagem mais forte para encarar o online, vale a pena dedicar algum tempo checando as lojas de itens.

Nessa mesma loja você encontra segunda aba de personalização, que como o nome sugere, é lá que você customizara o seu personagem, e todos os itens podem ser adquirido por zeni, que é a moeda do jogo. Outros itens podem ser adquiridos por meio do cumprimento de missões, elas estão disponíveis na aba desafios e missões, e uma vez ali você tem noção do que deve ser feito para conseguir determinados itens.

Dragon Ball: Sparking! Zero
Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

Dragon Ball: Sparking! Zero também fornece uma tonelada de conteúdo single player para você se divertir, como as batalhas personalizadas que são criadas pelos jogadores ao redor do globo e ainda conta com um sistema de avaliação, onde todos podem avaliar se aquele desafio criado por outro jogador é digno do que guerreiro que você tenta ser. Nesse modo você pode roteirizar e criar qualquer tipo de luta que nunca tenha ocorrido, então se em algum momento você pensou como seria ver Vegeta lidando com o pai de Goku, pois bem, você pode fazer isso nesse modo.

LEIAM – SWORD ART ONLINE: Fractured Daydream – o jogo definitivo de SAO

São conteúdos como esse que só estenderão ainda mais o seu tempo investido no jogo, e não estou nem falando do torneio mundial que pode ser jogado no online e que vai te criar algumas inflamações nos dedos de tanto esmagar botão alucinadamente no  combate.

Um aspecto que vale a pena ter em mente é que todos os personagens são tão forte quanto os seus poderes demonstram, o que faz com que alguns combates precisem ser vencidos na astucia ao invés do poder, e por isso cada luta acaba sendo uma experiência única, o que é algo que só adiciona mais tempero ao jogo.

Dragon Ball: Sparking! Zero
Créditos: Bandai Namco – Toei Animation

O Budokai Tenkaichi Definitivo

Dragon Ball: Sparking! Zero entrega um jogo bem otimizado recheado de conteúdo para se investir horas e horas, além de um combate que inicialmente parece simples, mas tem uma curva relativamente elevada para se dominar, mas nada que vá tirar noites de sono. E apesar do modo de campanha, aqui chamado de batalha de episódio ser um resumão de vários eventos, ele te deixa jogar episódios onde o cenário muda caso algumas decisões importantes fossem deixadas de lado.

Tudo isso corrobora para que tenhamos a experiência definitiva que todos os fãs de Dragon Ball Budokai Tenkaichi sempre sonharam. Não consegui encontrar nada que pudesse desabonar o titulo, o que enxerguei foi que o tempo levado em desenvolvimento e cuidado com o titulo são perceptíveis desde a sua introdução animada ao simples movimentar de uma opção para a outra no menu principal, onde temos uma animação bem humorada e sinaliza que o jogo está localizado em português por sinal. Tudo parece que foi pensado para que a experiência final fosse a melhor possível, e conseguiram.

Dragon Ball: Sparking! Zero chega aos fãs como o titulo definitivo da franquia Dragon Ball Budokai Tenkaichi em um ano que tivemos que lidar com a partida do seu criador, Akira Toriyama que nos deixou em março desse ano, mesmo ano em que a obra completa 40 anos de sua concepção. O titulo chega aos jogadores honrando o legado do seu criador.

NOTA 10/10

É um jogo obrigatório para qualquer fã de Dragon Ball

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Dragon Ball: Sparking! Zero está disponível para PC, Xbox Series S|X e PlayStation 5, e esta análise foi feita com uma chave digital de Series S|X gentilmente cedida pela Bandai Namco

 

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Dragon Ball Xenoverse 2 é um game que estava namorando desde meu primeiro contato com o titulo anterior. Desde os primeiros vídeos que surgiram, ele se mostrou ser uma versão melhorada do seu antecessor e isso realmente me ganhou.

O primeiro jogo não é ruim, tem bastante coisa que merece ser criticada, mas não é ruim, porém, Xenoverse 2 se trata de uma continuação e como tal esperava mais, talvez muito mais do que a desenvolvedora estava disposta a investir.

LEIAM – Dragon Ball Z Budokai Tenkaichi 2 | O melhor jogo do DBZ

Eu queria começar esse artigo xingando muito, mas buscarei ser o mais justo possível, afinal eu estou com  mais de 10 horas de jogatina e muito viciado, só que o desapontamento ainda está lá.

COMEÇANDO O XENOVERSE 2

Dragon Ball Xenoverse 2 |Será que presta?

Tudo aqui é um pretexto para termos uma sequencia, inclusive os novos vilões, o que não é nem um pouco ruim.

Até porque ele permite a criação de um personagem do zero assim como no jogo anterior, e com a raça que quisermos. Obviamente que são poucos os que vão optar por outras raças ao invés dos sayajins.

Escolhido o nosso sayajins, seremos levados a cidade de Conton City, onde fica a patrulha do tempo. Ficamos sabendo que os vilões do primeiro game continuam interferindo na linha do tempo, e após um bom trabalho da nossa parte, somos convidados a integrar a elite do tempo e ir atrás deles e corrigir as linhas do tempo.

É só isso ai.

Qualquer outra explicação maior que isso é gordura pra fazer parecer mais profundo.

O QUE MAIS BRILHA

Dragon Ball Xenoverse 2 |Será que presta?

Em Dragon Ball Xenoverse 2 é o combate, que alias, ouso dizer que é o que nos faz querer jogá-lo com mais afinco. Os combos são simples e muito divertido de realizá-los, além da possibilidade de encaixar especiais e finalizar o oponente de maneira majestosa.

Como eu gosto do combate desse game, mesmo com a câmera enlouquecendo quando lutamos em locais fechados, ainda assim é possível se divertir principalmente em batalhas mais difíceis onde a câmera vai atrapalhar e te frustrar.

Talvez não seja um ponto a se destacar mas ao menos consegue fazer o suficiente pra tornar o game no minimo jogável. Estamos falando de personagens que se movem na velocidade da luz ou som, sei lá, de qualquer modo dá conta do recado.

Uma coisa que não posso deixar de apontar é que durante as batalhas com muitos personagens ao mesmo tempo, foi difícil não ficar lembrando de Dragon Ball Legends do PlayStation. Não tem nada a ver, mas a muvuca lá me lembrou bastante.

HÁ MINI-GAMES PARA BRINCAR

Dragon Ball Xenoverse 2 |Será que presta?

O jogo tem loadings irritantes seja para sair ou entrar de um lugar, principalmente durante a batalha onde nos levam a determinado ponto em que precisamos entrar em uma fenda par atingir o outro cenário. Mesmo não sendo tão demorado quando no primeiro titulo, isso ainda irrita bastante.

Outra coisa que me estressa profundamente é esse lance de comprar  personagens. Se tu me vai me fazer um jogo onde engloba sagas e tudo mais, então me dê os personagens de maneira gratuita.

Claro, isso tudo é uma questão de perspectiva.

Mas o real problema do jogo e uma das razões que acaba me fazendo deixá-lo de lado por um tempo são os loadings e mecânica para lidar com aquele universo. Eles criam um mundo para você interagir com personagens da história, aprender comandos e tudo mais, só que isso é um tremendo porre.

LEIAM – Dragon Quest | A origem dos JRPGs

Você gasta tempo lidando com personagens que vão te fazer lutar minutos e retornar para a mesma tela, lembrando que você precisou atravessar todo o mapa para ir até ele. Quer lutar online? Precisa ir caminhando por todo mapa, chegar no quiosque de combates online, versus ou o que seja.

No fim das contas é mais frustrante interagir naquele mundo do que a câmera, que no caso só atrapalha as vezes durante o combate, que é o melhor do jogo.

CONCLUINDO

Dragon Ball Xenoverse 2 |Será que presta?

Eu gosto de Dragon Ball Xenoverse 2, só queria poder gostar mais sem me frustrar com uma fórmula tão estupida.

Uma das coisas que realmente adorava em Dragon Ball Budokai Tenkaichi era a customização e compra por meio de menus. Era só ir na loja pelo menu, comprar o que eu queria e equipar como quisesse, sem ter que lidar com loadings e mais loadings.

Não sei quanto disso mudou quanto a Dragon Ball Kakarot, mas torço que seja totalmente, afinal, espero muito que um jogo como esse seja mais rápido e com menos loading, pois oferecer um mundo enorme e me cansar ao ponto de não ter que explorá-lo é burrice.

Existe muito mais coisa a ser dita do jogo, mas não passa de gordura, coisas que estão lá e você provavelmente nem vai se dar ao trabalho de investir seu tempo. O mini-game com bonequinhos ao melhor estilo Yu-Gi-Oh! é interessante mas não o suficiente para justificar seu tempo buscando por novos personagens para duelar.

No fim das contas o jogo agrada mas não o suficiente pra ser o seu game de cabeceira e muito menos para pagar o preço cheio.

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Dragon Quest | A origem dos JRPG’s https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/03/08/dragon-quest-i-origem-dos-j-rpgs/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/03/08/dragon-quest-i-origem-dos-j-rpgs/#respond Thu, 08 Mar 2018 17:59:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/03/08/dragon-quest-i-origem-dos-j-rpgs/ Ah, os RPGs… Existem diversas variantes dentro dessa descrição. Desde a origem do “role-playing game” moderno lançado em 1974, Dungeon & Dragons, até suas versões eletrônicas, que por si só já se encaixam em diversos sub-gêneros. É o caso dos WRPGs (Fallout, Elder Scrolls) e dos tão adorados JRPGs. É difícil falar de RPG japonês […]

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Ah, os RPGs… Existem diversas variantes dentro dessa descrição. Desde a origem do “role-playing game” moderno lançado em 1974, Dungeon
& Dragons, até suas versões eletrônicas, que por si só já se encaixam em diversos sub-gêneros. É o caso dos WRPGs (Fallout, Elder Scrolls) e dos tão adorados JRPGs.

É difícil falar de RPG japonês sem um viés nostálgico. Para nós ocidentais — e brasileiros, principalmente — o auge do gênero foi durante a era PlayStation.

A facilidade em conseguir jogos, apoiados pelas revistas da época que tornavam um jogo de três discos em japonês algo palatável nos trouxe à tona a cultura e o storytelling japonês, que até então só conhecíamos através de desenhos animados cheios de clichês (sim, Cavaleiros, estou falando com você).

O caso é que antes da era 32-bits tivemos outras DUAS, onde a base para o desenvolvimento desse gênero se encontra. Se no Playstation tivemos a gênese do FMV (“Full-motion Video”, ou “CG”, como a galera da antiga conhece), no SNES tivemos a consolidação do gênero, com gráficos superiores aos da primeira geração de JRPGs.

Essa, por sua vez, aconteceu no NES/Famicom, com Dragon Quest.

CRIAÇÃO

Comparação entre algumas das versões jogo

Em 1985, Yuji Horii, criador da série e que está envolvido com a mesma até hoje, teve a ideia de criar um jogo similar às séries Ultima e Wizardry, RPGs tradicionais da época, mas que eram pouco difundidos no Japão por causa da barreira linguística.

O conceito era interessante: fazer algo com a mesma estética, porém simplificado, de modo que fosse possível aproveitá-lo sem conhecimento prévio de um livro gigantesco de regras. Assim, Horii deu foco ao storytelling e ao lado emotivo da história, além do sistema de combate mais simples.

A arte do jogo ficou (e fica até hoje), a cargo de Akira Toriyama, que na época acabara de começar a ser reconhecido por seu mangá Dragon Ball, enquanto que a trilha sonora nas mãos de Koichi Sugiyama, hoje conhecido como “o” compositor de todos os jogos de Dragon Quest, mas que até então só havia trabalhado com alguns filmes de Cyborg 009 e Gatchaman, além de ter trilhado alguns tokusatsu.

Com esse time principal — além de outros talentosos e desconhecidos programadores da Chunsoft — não era difícil imaginar que o jogo
seria o sucesso que foi, vendendo mais de dois milhões de cópias somente no Japão.

No ocidente, seu sucesso foi muito mais moderado, até mesmo os reviews da época o colocavam como importante e fora de série, porém dando destaque aos seus problemas, que afetavam muito mais o jogador ocidental impaciente do que o japonês. Aliás, é bom notar que seu lançamento ocidental recebeu críticas negativas MESMO após as diversas adaptações que foram feitas pela Enix, como:

  • O nome do jogo foi alterado para “Dragon Warrior”, para evitar problemas de copyright. Isso só veio a ser corrigido no oitavo jogo, que saiu no Playstation 2!

    Os sprites dos personagens foram redesenhados. O curioso é que eles parecem mais “anime” na versão americana. O original era tão simples que os bonecos só ficavam voltados para frente, mesmo quando se
    movimentavam para os lados.

  • Devido ao problema dos sprites não girarem na versão original, a interação com cenário e pessoas era feita da seguinte forma: abrir o menu -> escolher ação -> apertar o direcional para o lado que você quer interagir.
  • Como na versão ocidental o boneco já gira, não é necessária a parte de escolher o lado.
  • A versão japonesa não possuía bateria pra salvar, usando um sistema de passwords (?!). Na ocidental, além do save, foram dados 3 slots, com a possibilidade de copiar e deletar.
  • Os diálogos no original possuíam grande influência do tipo
    de humor do Akira Toriyama. A versão em inglês trocou isso por um texto cheio de inglês pseudo-arcaico, cheio de “thou”, “thy”, “ye” e afins. Aparentemente isso foi adorado pela crítica, mas é um saco pra quem não é fluente na língua!

GAMEPLAY

Uma referência ao humor de Akira Toriyama foi restaurada na tradução recente

A história e jogabilidade de Dragon Quest são tão simples que um não-iniciado no gênero diria que esse jogo é uma demo feita no RPG Maker. E não é pra menos. A história gira em torno do Herói (nome a sua escolha, mas que a partir de agora chamarei de SHU, porque sim), que começa sua aventura no castelo de Tantegel, onde o Rei Lorik te passa a missão: vencer o Dragonlord e resgatar a princesa.

Após ganhar um equipamento básico e um pouco de Gold, você está livre pra explorar o continente ao redor do castelo. O loop de gameplay é interessante: ande pelo mapa, mate monstros, entre nas cidades pra buscar
informações e avance. Ah! E diferente de outros RPGs, nesse você é um guerreiro solitário.

Não há party, mas por outro lado, você só enfrenta um inimigo de cada vez.

Toda informação necessária pra avançar na história é bem fácil de se encontrar e muito claras, algo incrível pra um jogo da época (ou talvez seja graças a tradução atualizada da versão para Android que usei para esse
review), ainda mais se compararmos com Final Fantasy I e II, dois jogos onde a paciência do jogador vai literalmente para o caralho quando o mesmo trava em alguma parte.

Aqui em DQ, seu maior inimigo é o próprio sistema de experiência: subir de level é extremamente maçante, te colocando de tempos em tempos em barreiras de nível onde só se consegue ter alguma chance contra os inimigos de determinadas áreas depois de subir uns 5 ou 6 níveis e ainda assim, usando os melhores equipamentos. Analisando com bom senso, é fácil entender os motivos pra isso: era o primeiro jogo de um gênero completamente novo, sem falar que a aventura em si é bastante curta, tendo que ser compensada com dificuldade, algo comum nos jogos da época.

Usando fast forward do emulador e sabendo todos os segredos, o jogo pode ser terminado em 2 ou 3 horas no máximo, porém isso tira toda magia de jogar Dragon Quest, já que muito da experiência do jogo consiste na descoberta dos seus segredos, seja por conta própria ou trocando informações com os amigos.

O jogador enfrenta apenas um inimigo por vez

Sobre o sistema de combate, é sempre 1 contra 1 como já foi dito, com comandos simples como Ataque, Magia/Habilidade, Item e Fugir.

A prioridade de ação é sempre de quem tiver maior Agilidade, por isso evite
deixar pra se curar quando estiver com pouca vida, pois seu inimigo pode atacar primeiro e acabar com seus planos, te fazendo voltar para o castelo do rei com metade de seu dinheiro como punição! (PS: nas versões modernas foi implementado quick save, que é basicamente um save state, então não dói tanto quanto parece).

INFLUÊNCIA NO JAPÃO E NOS RPG’S

Quanto mais eu jogava Dragon Quest, mais me impressionava o
quanto eu conhecia daquele mundo/estética sem nunca ter tocado no primeiro jogo. O herói SHU (não esqueceram dele né?) e sua armadura azulada, a arte dragonbolística, o cenário em si,  suas cidades com “INNs” e lojas com placas contendo apenas o desenho de espadas, escudos ou poções indicando a finalidade daquele estabelecimento… Tudo aquilo me parecia muito natural e não era à toa, pois o universo de videogames no Japão mudou completamente depois da chegada de Dragon Quest em 1986.

Obviamente, sem DQ, não teríamos no ano seguinte o estrondoso Final Fantasy, que até hoje é lembrado por ter esse nome devido a (falsa) lenda de que seria o último jogo da Square, lançado apenas um ano depois de Dragon Quest.

Falando em Final Fantasy, é igualmente falso achar que ele é o jogo de RPG mais famoso no Japão, pois por lá a grande influência é o próprio Dragon Quest! FF é mais reconhecido como a cara do JRPG no ocidente, enquanto a série DQ é vista como um produto bem mais “nacional” e é tratado com muita nostalgia pelo público japonês.

Referência a série no anime Gintama. O caixão é uma marca da série mas não aparece no primeiro jogo.

Aliás, esse apelo nostálgico para com a série é vista em basicamente todo tipo de mídia feita no Japão: é muito provável que você leitor tenha visto algum anime que faz paródia de RPGs, usando gráficos 8-bits e heróis com um arco na cabeça ou um capacete com chifres, enfrentando um “Grande Rei Demônio” sem rosto. Isso é uma referência clara à série e acontece em diversos meios de entretenimento.

O outro lado da moeda desse saudosismo é que muito do potencial da série é perdido, pois a Enix (hoje fundida com a Square) sempre teve medo de ousar demais e perder os fãs antigos do jogo.

Por isso que até o sétimo jogo houve pouquíssimas evoluções em termos de design e gameplay. Até mesmo os efeitos sonoros dos jogos clássicos são usados até hoje em todas as suas continuações. Confesso que sem o efeito da nostalgia, fica um pouco doído ouvir efeitos sonoros 8-bits em um jogo de Playstation 2, por exemplo:

Foram feitos alguns spin-offs, incluindo os recentes Dragon Quest HEROES (baseado na franquia Dinasty Warriors) e o EXCELENTE clone de Minecraft, Dragon Quest Builders que aliás, é uma ótima porta de entrada pra série tanto para adultos quanto para crianças.

Fica aí a recomendação.

CONCLUSÃO

Dragon Quest I é a origem de muita coisa que gostamos hoje em dia e talvez fosse um clássico para nós brasileiros — assim como Final Fantasy — caso tivesse sido mais acessível em sua época de ouro. Apesar da dificuldade elevada, você pode sempre voltar no mapa e melhorar seu personagem (SHU!) pra se aprimorar.

A campanha é curta e pode ser apreciada em pequenas horas de gameplay, porém aviso que farmar experiência não é lá muito divertido, porém é um ótimo passatempo pra momentos de ócio, como no transporte público. O jogo foi portado até pra SUA MÃE se bobear, com versões de NES (original), MSX, SNES, Gameboy Color, PS1, Java, consoles atuais, iOS e Android, sendo essa última utilizada para esse texto. Suas mudanças são no gráfico, baseado na versão de Java e a tradução, que agora usa termos em comum
com os jogos mais recentes.

É a forma mais fácil de jogar, pois além das facilidades de gameplay, ela custa apenas R$ 8,49 na Play Store. Jogue, anote todas as dicas que encontrar para não se perder depois, mate muitos slimes e aproveite o início do melhor gênero de jogos feito no Japão.

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