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Não sou exatamente fã de souls-like. Aquele tipo de jogo que pune constantemente, que exige repetição e paciência quase zen, nunca foi minha praia. Ainda assim, me atraem experiências que desafiam minha curiosidade, especialmente quando um estúdio imprime sua identidade dentro de um gênero tão marcante. Foi assim que entrei em The Surge, lançado para Xbox One pela Deck13, e embora eu não tenha saído apaixonado, consegui compreender a proposta e enxergar o valor que ele pode ter para quem aprecia o gênero.

Reprodução: Deck 13

Um mundo sufocante e industrial

Ao contrário de Dark Souls e outros jogos do gênero, The Surge troca castelos e cavaleiros por fábricas decadentes e exoesqueletos enferrujados. A corporação CREO promete salvar o mundo, mas mergulha em caos tecnológico e humano. O protagonista, Warren, é um homem paraplégico que busca recomeçar, mas acaba imerso num pesadelo de metal. A história é simples, mas funciona dentro da proposta: uma parábola moderna sobre ambição, tecnologia e consequências humanas.

O ambiente transmite opressão constante. Corredores apertados, máquinas enormes e ruídos industriais criam desconforto. Visualmente, o Xbox One entrega coerência, ainda que a repetição se torne perceptível em longas sessões. Há momentos em que novos setores oferecem sensação de descoberta — pequenas recompensas para quem explora. A navegação nem sempre é intuitiva, mas o mundo consegue contar sua história mesmo sem diálogos explícitos.

Reprodução: Deck 13

Combate tático e desmembramento

O grande destaque do jogo é o combate. Diferente de muitos souls-like, aqui é preciso mirar partes específicas do corpo dos inimigos: braços, pernas, cabeças. Atacar áreas protegidas rende melhores recompensas, mas exige mais esforço; atacar partes desprotegidas é mais rápido, porém menos lucrativo. Essa dinâmica adiciona uma camada estratégica envolvente, reforçando o conceito industrial do jogo: tudo é desmontável, reaproveitável e perigoso.

Mesmo sem ser fã de souls-like, senti o peso da curva de aprendizado. Cada passo em falso pode custar caro, mas a sensação de vitória ao superar inimigos difíceis ou dominar áreas complexas é intensa e gratificante. O feedback do Xbox One — impacto das armas, peso nos golpes e resposta do controle — reforça a imersão e torna o combate crível e satisfatório.

Reprodução: Deck 13

Progressão, loot e customização

A progressão é o motor do jogo: derrotar inimigos, recolher peças e aprimorar o exoesqueleto cria um ciclo viciante de aprendizado e recompensa. O sistema incentiva experimentação, permitindo diferentes builds — tank, ágil ou balanceado. Para quem gosta de estratégias e microgestão, é gratificante; para mim, que prefiro experiências mais narrativas, pode se tornar cansativo. Ainda assim, o sistema é coerente com a proposta: você literalmente se “reconstrói” com o metal dos inimigos.

Reprodução: Deck 13

Dificuldade, desafios e sua atmosfera

The Surge é desafiador, e não tenta esconder isso. Encontros com inimigos simples podem ser letais se você errar, e chefes exigem estudo de padrões e paciência. Para alguém como eu, não acostumado ao gênero, alguns trechos foram frustrantes — backtracking, checkpoints distantes e repetição de inimigos exigem tolerância. Mas a experiência, quando bem-sucedida, oferece uma sensação de mérito difícil de replicar em outros jogos.

O som do jogo é um personagem à parte. Batidas metálicas, ruídos elétricos e ecos industriais constroem tensão constante. A trilha sonora é discreta, mas complementa a ambientação, deixando o barulho mecânico dominar. Jogar com fones de ouvido aumenta a imersão, e cada impacto ou alerta de inimigo se torna quase físico, reforçando a sensação de perigo.

O jogo não é perfeito. Repetição de inimigos, backtracking excessivo e trechos com picos de dificuldade abruptos podem cansar o jogador. Visualmente, há limitações, e algumas áreas se tornam monótonas. Para alguém que, como eu, busca narrativa e exploração emocional, isso pesa. Ainda assim, esses problemas não anulam o que o jogo faz de melhor: combate tático, progressão viciante e atmosfera industrial coerente.

Reprodução: Deck 13

Minha experiência pessoal

Eu particularmente não gostei do jogo, mas consegui notar seus pontos positivos: a complexidade do combate, a coerência da ambientação e a sensação de progresso através da customização são bem executadas. The Surge cumpre sua proposta, e consigo ver claramente o prazer que ele pode proporcionar a fãs de souls-like.

Dito isso, deixo em aberto para os leitores testarem e compartilharem comigo como foi a própria experiência. Cada jogador constrói sua história dentro desse mundo de metal, suor e frustração. O que para mim foi um teste de paciência, para outros pode ser uma paixão inesperada.

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The Surge está disponível para Xbox One, Series S|X, PlayStation 4, PlayStation 5, Amazon Luna e GeForce Now. Essa análise foi feita com uma chave digital gentilmente cedida pela distribuidora do jogo.

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