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Marvel vs. Capcom Fighting Collection é provavelmente uma das coletâneas mais aguardadas por todos os amantes de jogos de lutas. Incluso eu. Depois de tantos anos aguardando esperando que a Capcom lançassem  finalmente a Capcom ouviu as nossas preces e nos brindaram com sete títulos que realmente deixou saudades.

Essa coletânea foi lançada no último dia 12 de setembro e resgata sete títulos, com dois desses títulos merecendo muito destaque: X-Men: Children of Atom, que chegou a ser lançado no PlayStation e não foi bem recebido devido a lentidão e falta de quadros, o que em sua contraparte no Sega Saturn foi bem sucedida, mas fora essas duas plataformas, nunca mais se teve noticias. O outro titulo é The Punisher, que só saiu dos arcades para chegar ao Mega Drive e também nunca mais viu a luz do dia.

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Estamos falando de jogos que muito provavelmente só teríamos acesso a emulação, mas como a Capcom começou há alguns anos atrás a investir nessas coletâneas, finalmente pudemos a ter acesso a esse clássicos nos consoles atuais. O que é bom, de fato.

Bem, vamos direto ao ponto. Graças a Capcom Brasil que nos forneceu uma chave do jogo, finalmente pude conferir o que esse nova coletânea tem a oferecer e agora posso desbravar tudo o que esse novo lançamento oferece.

Reprodução: CAPCOM

Uma ode aos nostálgicos

Uma das coisas que se nota logo de cara é que a Capcom não alterna muito o modelo adotado desde a sua primeira coletânea de jogos. É algo simples e funcional, sem firulas e seguindo o modelo carrossel com os títulos.  A parte boa é que continuam recheando de conteúdo para você aproveitar, com artes de todos os jogos e artes originais da coletânea que estão a disposição na aba MUSEU, assim como a trilha sonora de todos eles.

Posso dizer que apesar de adorar a arte dos jogos que compõem essa coletânea, afinal, existe vários rascunhos de design, o que nos da uma ideia de como cada um deles foi concebidos.

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No caso da trilha sonora, está é certamente uma das coisas que mais gosto – Capcom sempre nos entregou trilha sonoras incríveis, alias, eu recomendo treinar ao som da trilha sonora do Marvel vs. Capcom 2, que é espetacular.

E indo um pouco mais além, você também encontrará uma gama de opções para cada um dos títulos de Marvel vs. Capcom Fighting Collection, onde você pode simplesmente ir para o treino livre e tentar aprender a identificar a hitbox de cada um dos personagens e consequentemente melhorar o seu jogo. Esse tipo de função passou a ser bem comum, principalmente por conta do cenário competitivo e vê-lo por aqui, é no mínimo interessante. O que provavelmente fará com que os nostálgicos passem a enxergar com bons olhos para está coletânea.

Reprodução: CAPCOM

Novidades

Os títulos de Marvel vs. Capcom Fighting Collection certamente não inova em termos de jogabilidade, mas segue oferecendo algumas novidades em termos de configurações para cada um dos jogos. Não só contamos com uma variedade de filtros que você possa adequar brilho entre outras melhorias visuais, como também podemos alternar entre suas versões entre a japonesa e a norte americana, e ainda podemos conferir em tempo real a prévia dessas mudanças.

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E se você é um dos que sente falta da possibilidade dos cheats de desbloqueio de personagens, saiba que os títulos são portes dos arcades, então funcionalidades que estávamos habituados a ver nas versões de console de mesa não estão disponíveis, MAS, você pode selecionar se o jogo inicia ou não com os personagens especiais desbloqueados. Em Marvel vs. Capcom 2 por exemplo, os personagens estão todos lá para você escolher nos combates 3×3 sem ter que ganhar dinheiro para adquiri-lo nas lojas – O que eu particularmente gostava, até porque enxergava nisso uma forma de estender o tempo de jogo.

Outra novidade e provavelmente a mais significante de Marvel vs. Capcom Fighting Collection é o rollback netcode que torna a experiência nos combates online uma experiência bem mais tranquila. Nas partidas que joguei não encontrei qualquer dificuldade e todas foram estáveis, seja jogando no modo dock ou no modo portátil do Nintendo Switch, o que realmente me animou a voltar ao titulo mais vezes.

Conclusão

Marvel vs. Capcom Fighting Collection não só acaba atraindo atenção do publico jovem que pode se ver motivado a querer conhecer os jogos em suas plataformas atuais, como também reúne toda uma comunidade de amante de jogos de lutas, além de ser uma maneira de também preservar esses jogos. Posso dizer com tranquilidade que essa coletânea é uma ótima porta de entrada para conhecer uma das melhores fases dos jogos de luta dos anos 90.

E falando por mim que não sou lá um grande amante de jogar no computador, ter a mão essa variedade de jogos no conforto do sofá é sim muito atraente. Principalmente pela qualidade em que eles estão sendo portados em sua totalidade sem perder nenhum quadro das animações e com um bom desempenho, e um online que realmente vai te garantir boas partidas. Quem gosta de encarar desafios no online, sem dúvida vai se divertir.

O desempenho dele no Nintendo Switch foi bem satisfatório e ter esses setes jogos a disposição fácil para jogar no modo portátil, é realmente gratificante. O maior ponto negativo é o seu preço. Marvel vs. Capcom Fighting Collection chega aos consoles e PC com um valor um tanto elevado, na Steam o jogo está por R$ 199 e R$ 275 nos consoles.

Esperem uma promoção ou não, mas Marvel vs. Capcom Fighting Collection com certeza vale muito a pena, só peca por terem deixado de forma as versões de consoles lançadas no passado e o seu preço elevado no lançamento.

Nota: 8/10

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Esta análise foi feita com uma chave digital para Nintendo Switch cedida gentilmente pelo Capcom.

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Top Racer Collection | Análise da Coletânea de Top Gear https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/30/top-racer-collection-analise-da-coletanea-de-top-gear/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/30/top-racer-collection-analise-da-coletanea-de-top-gear/#comments Sat, 30 Mar 2024 13:17:26 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16694 Os três clássicos do Super Nintendo estão de volta nas plataformas modernas e finalmente pudemos botar as mãos na versão completa dessa coletânea feita pela brasileira QUByte. Lembrando que essa análise fala mais da coletânea como um todo. Caso você queira se aprofundar mais sobre a série de jogos Top Gear como um todo, também […]

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Os três clássicos do Super Nintendo estão de volta nas plataformas modernas e finalmente pudemos botar as mãos na versão completa dessa coletânea feita pela brasileira QUByte.

Lembrando que essa análise fala mais da coletânea como um todo. Caso você queira se aprofundar mais sobre a série de jogos Top Gear como um todo, também fizemos um texto gigantesco e bem desenvolvido pelo Geovane .

Lá, ele aborda toda a história de sua criação, desde a origem da série nos computadores Amiga, até seus ports para outros consoles e as continuações pós-SNES.

Top Racer Collection
Créditos: QUByte

Por que diabos “Top Racer”?

Antes de mais nada, precisamos deixar claro o que está presente nesse collection. Temos três jogos: Top Gear, Top Gear 2 e Top Gear 3000.

Os três games estão com o nome “alternativo” de Top Racer, que é o nome dado aos dois primeiros jogos no Japão. Em nível de curiosidade, Top Gear 3000 saiu no oriente com o horrível nome de “The Planet’s Champ: TG3000”, mas nessa versão foi produzido um novo logotipo para o game se chamar Top Racer 3000.

A razão da troca de nome é óbvia para aqueles que conhecem o universo de esporte a motor: “Top Gear” é um programa britânico, produzido pela BBC, que fala sobre carros deeeesde 1977 (!!).

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De alguma forma, a Kemco — produtora original dos games — conseguiu passar batida nos anos 90 ao lançar games de carro com o mesmo nome do programa — mesmo na Europa — mas no mundo globalizado atual isso ficaria difícil de passar batido sem alguns entraves legais.

A Piko Interactive, detentora atual dos direitos da série, resolveu trabalhar os games com os nomes japoneses. Como as roms japonesas não possuem diferença alguma entre as americanas além do logo/nome, eles simplesmente usam essas versões em todo relançamento moderno, como no portátil Evercade.

É a primeira vez que Top Gear 3000 é relançado, e a QUByte deu uns pulos pra se livrar de mostrar o nome original do game, mas isso será abordado mais a frente.

Créditos: QUByte

Emulação e desempenho

Os três games da coletânea rodam perfeitamente em qualquer plataforma. Afinal, são três jogos de Super Nintendo, não é mesmo?

Porém, na demo lançada ainda em fevereiro, Top Gear 2 estava com um problema sério no áudio do motor dos carros, soando em nada parecido com o game original. Ainda bem que isso foi consertado.

Top Gear 3000, famoso por ser difícil de emular por anos graças ao seu chip DSP-4, funciona sem problemas também.

Temos algumas poucas opções de imagem:

  • Normal: onde o jogo fica bastante pixelado;
  • Suave: onde a tela dá uma amaciada e deixa mais palatável ao se jogar numa TV de LCD moderna e gigante;
  • CRT: uma aberração que deixa a imagem toda trêmula, simulando uma tv com mau-contato. Evite a todo custo. Não era pra isso EXISTIR.

Além disso temos algumas coisas comuns como papeis de parede e possibilidade de esticar a imagem pela tela inteira, caso você seja algum tipo de louco.

Os controles funcionam bem e não percebi atraso de input, ou se tem, é algo quase imperceptível. É possível remapear os controles e dou graças a Deus por isso, já que acelerar com o TRIÂNGULO é algo totalmente fora da casinha desde 1990.

Créditos: QUByte

Apresentação visual

Uma bola fora é que o jogador não tem acesso aos menus dos próprios jogos. Tudo é feito através da interface da coletânea, como escolha de nome, marcha, campeonato e carro (em TG1). Depois disso, o jogo abre já na tela da corrida.

Entendo que foi uma tentativa de modernizar e padronizar o produto, mas parte da experiência é navegar pelos menus e isso foi tirado do jogador.

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Como exemplo disso em outra coletânea, podemos ver o caso do Street Fighter 30th Anniversary Collection, lançado pela Capcom em 2018. Lá tínhamos diversos jogos da série, emulados de diferentes máquinas de arcade.

A Digital Eclipse, desenvolvedora, optou por deixar todos os menus na interface “externa”, colocando o jogador já na tela de seleção de lutadores. Isso agiliza o gameplay, mas tira a experiência original dos jogos.

O mesmo acontece aqui em Top Racer Collection: temos as três roms dos jogos originais, mas não podemos usar seus menus ou mesmo o sistema de passwords dos games originais.

E aí que entra meu maior ponto de descontentamento com essa coletânea da QUByte. Os menus.

Créditos: QUByte

Menus feios

Como o h2 desse parágrafo já entrega, eu achei que a identidade visual da coletânea não condizem em nada com os jogos.

Esteticamente eles não casam com o que é apresentado nos jogos, pois usam menus estáticos, similares a algo visto em menus de DVD mais simples.

No fundo dessas telas temos carros renderizados em 3D que VAGAMENTE lembram o carro das capas do Top Gear 1 e 2, mas parecem algo tão genérico que eu ainda tenho minhas dúvidas se não foram feitos com IA.

E caso tenha sido isso, que pelo menos buscassem algo parecido com os jogos ou com a capa dos mesmos. Mas ao invés disso, temos menus com tons azuis predominantes que talvez pegam inspiração na estética dos menus do primeiro jogo, mas nossa… é tão vaga essa lembrança que considerar que isso foi algum template pronto da engine deles não seria tão fora da realidade.

Não só isso, mas as músicas usadas nessas telas antes de entrar nos jogos é genérica. Poderiam optar por rearranjos das canções dos jogos, já que são tão marcantes, ou mesmo usar as próprias músicas extraídas de cada um deles.

Mas não. O que temos são temas tocados em guitarra que não remetem a nenhuma trilha de nenhum dos três jogos. Uma escolha minimamente bizarra por parte da QUByte, que por ser brasileira, deveria entender o que esses jogos carregam de importante para quem gosta deles.

Créditos: QUByte

Outros detalhes negativos

Na página da comunidade de Top Racer Collection no Steam, os produtores pediram que déssemos feedback do que havia sido publicado na demo e eu consegui notar diversas coisas.

Algumas eles corrigiram antes do lançamento final, porém outras acredito que não terão solução. Seja por design ou por fugir do escopo/verba da QUByte. Algumas delas são:

  •  A falta de outros jogos antigos da série Top Gear. Temos alguns games no Nintendo 64 e no Game Boy. Isso sem falar da versão bizarra de Top Gear 2 para o Mega Drive, que apesar de ser péssima, faz parte da história da série.

Isso talvez – e é uma suposição minha – seja devido a falta de direitos sobre os jogos por parte da Piko, que provavelmente só possui os três games de SNES. Uma pena.

  •  Falta de tradução dos jogos em si. Isso é algo que eu acho BIZARRO para ser sincero. Eles fizeram todo um rom hack do primeiro game chamado “Top Gear Crossroads” — que nem vou me dar ao trabalho de abordar mais a fundo porque só tem quatro skins novas para os carros, baseadas no Horizon Chase 1 da Acquiris –, mas não tiveram a capacidade de traduzir as roms?

Os jogos possuem meia dúzia de linhas de texto, e eu acho simplesmente inaceitável que eles não se deram o trabalho de traduzir oficialmente cada um deles.

E para quem achar que seria muito complicado, saiba que eles já fazem um processo de edição na hora das roms, podendo ser evidenciado pelo fato de você poder editar seu nome fora do jogo e ele aparecer na tela de jogo dentro da rom.

Isso indica que alguma edição hexadecimal em tempo real está sendo feita e com scripts de Lua isso é facilmente feito hoje em dia. Aliás, muitas coletâneas fazem isso com jogos antigos e com jogos mais complexos, diga-se de passagem. Bola fora total.

Top Racer Collection
Créditos: QUByte

Pontos positivos

Além da já citada emulação, que é perfeita nos três games — mais o Crossroads que é só o Top Gear 1 de novo –, temos algumas coisas que são interessantes.

  • Modo online, podendo ser jogado por dois jogadores nos dois primeiros jogos e em até quatro jogadores em Top Gear 3000;
  • Save State, extremamente necessário caso o jogador não queira se frustrar nas corridas mais difíceis;
  • Conquistas/Troféus, que são bem difíceis de se completar, exigindo que o jogador chegue em primeiro em TODAS as corridas de TODOS os jogos;
  • Galeria com manuais e caixa dos jogos — ainda que em japonês;
  • Tocador de música, que apesar de não tocar nos menus, pode ser acessado no menu principal em uma tela separada;
  • Recriação da abertura do Top Gear 3000, já que ela não pode ser acessada durante o jogo devido a já citada escolha de tirar todos os menus originais. Essa abertura está traduzida em todas as línguas disponíveis e foi refeita fora da engine do jogo. É um easter egg interessante até
  • O tão falado Top Gear Crossroads. Pode ser um fator legal para alguns mas depois de jogar, vi que é só um romhack do original que apenas troca os sprites dos carros. O desempenho deles não muda e as pistas são as mesmas. Acredito que o tempo investido nisso deveria ter sido gasto com a tradução do jogo ou fazendo menus mais bonitos, mas coloco aqui como ponto positivo porque tem gente que amou esse raio desse Uno com escada em cima.

    Top Racer Collection
    Essa tela de seleção de carros ainda era da versão beta, mas mudou pouco no lançamento final. – Créditos: QUByte

Conclusão

Apesar das minhas críticas acima, Top Racer Collection AINDA É uma boa forma de contemplar esses três games em plataformas modernas.

Evidentemente que você pode só baixar as três roms e jogar em um emulador, mas pelos troféus e para ter os games oficialmente da única forma que é possível hoje em dia sem ser comprando um cartucho velho, acho que é completamente aceitável, principalmente nos consoles.

Ainda temos alguns extras, como troféus. Alguns desses inclusive, fazem referência ao forró da banda Total Mix, que usou a primeira canção do Top Gear 1 como base para uma de suas músicas.

Se você quer matar saudade e tem um console aí na sua sala ou deseja ter tudo de forma oficial, Top Racer Collection é para você.

Nota Final: 6/10

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Esta análise foi escrita usando uma cópia do jogo para PlayStation 5, gentilmente cedida pela produtora.
Top Racer Collection está disponível no PC (Steam), PlayStation 4, Playstation 5, Xbox e Switch.

 

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Taito Milestones 1 e 2 | Clássicos do arcade no seu Switch https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/09/14/taito-milestones-1-e-2-classicos-do-arcade-no-seu-switch/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/09/14/taito-milestones-1-e-2-classicos-do-arcade-no-seu-switch/#respond Thu, 14 Sep 2023 12:10:08 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=15215 Taito Milestones é uma compilação de videogame para Nintendo Switch publicada pela Taito em 2022 para o aniversário da empresa. Inclui 10 dos jogos anteriores da Taito, todos disponíveis como parte dos Arcade Archives que são regularmente publicados no eShop do console. LEIAM – Sonic Colors | Maratona Sonic Já no ano seguinte, eles trouxeram […]

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Taito Milestones é uma compilação de videogame para Nintendo Switch publicada pela Taito em 2022 para o aniversário da empresa. Inclui 10 dos jogos anteriores da Taito, todos disponíveis como parte dos Arcade Archives que são regularmente publicados no eShop do console.

LEIAM – Sonic Colors | Maratona Sonic

Já no ano seguinte, eles trouxeram mais uma coletânea com o nome de, obviamente, Taito Milestones 2, com mais 10 games clássicos da empresa.

Veja abaixo um pouco sobre esses lançamentos.

Reprodução: Taito

Jogos das coletâneas

Acho importante ser bem direto nesse review, afinal, os interessados em jogos retrô no Switch já sabem o que esperar sobre cada game aqui, então vamos focar na performance e apresentação deles.

A lista de ambas as coletâneas é a seguinte:

Taito Milestones:

  • Qix
  • Space Seeker
  • Alpine Ski
  • Front Line
  • Wild Western
  • Chack’n Pop
  • Elevator Action
  • The Fairyland Story
  • Halley’s Comet
  • Ninja Warriors

Taito Milestones 2:

  • Ben Bero Beh
  • Darius II
  • Dinorex
  • Gun Frontier
  • Kiki Kaikai
  • The Legend of Kage  
  • Liquid Kids
  • Metal Black
  • The New Zealand Story
  • Solitary Fighter

Os itens destacados nas listas acima são os que eu considero interessantes de verdade, enquanto o resto é não é tão marcante.

Taito Milestones 2
Reprodução: Taito

Desempenho e apresentação

O desempenho dos jogos em Taito Milestones 2 é o mesmo já encontrado nos lançamentos individuais desses jogos na forma de Arcade Archives. São emulados com o mesmo emulador da empresa Hamster, que ganhou muito dinheiro publicando jogos antigos de diversas empresas no eshop, desde que o console da Nintendo foi lançado.

Todos são bem emulados, com opções de filtros que deixam a imagem mais borrada ou com scanlines. Achei estranho pois a Hamster ainda coloca as mesmas opções nos menus, mesmo que alguns games não sejam compatíveis com algumas delas.

LEIAM – Taito Milestones | Análise

A opção “wallpaper”, por exemplo, simplesmente não funciona. Existem aqueles que como eu, gostam de botar algo pra preencher o fundo preto, principalmente em jogos verticais, mas não há essa possibilidade aqui.

Aliás, os jogos verticais não possuem opção para jogar em tate mode, que seria virar o Switch na vertical para jogar. Uma pena. Já jogos que usavam mais de uma tela, como Ninja Warriors e Darius II, possuem sua dimensão original, ficando em letterbox para manter as proporções dos pixels.

Já os menus iniciais de ambas as coletâneas é bem simples, com uma tela básica, provavelmente feito no photoshop rapidamente.

Não há extras, como nas coletâneas da Taito para o PS2.

Conclusão

Ambas as coletâneas possuem jogos que podem ser comprados individualmente no eShop do Nintendo Switch. Isto posto, acho completamente desnecessário gastar dinheiro comprando o pacote, a menos que você queira a versão física das mesmas.

Poucos jogos na lista são legais de verdade hoje em dia, e acredito que alguns deles nem na época foram tão bons assim. A Taito era conhecida por lançar muitos arcades, já que foi uma das pioneiras, então é natural que muita coisa seja esquecível mesmo. Caso se interesse por algum jogo na lista, recomendo que compre-o individualmente no eShop, ou vá atrás da coletânea no PS2.

Nota: 6,0

Prós:

  • Emulação impecável;
  • Controles sem delay perceptível mesmo jogando na TV.

Contras:

  • Sem extras;
  • Apresentação simplória demais;
  • Lista patética de jogos em ambas as coletâneas.

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Esta análise foi feita com uma cópia pessoal de Taito Milestones e uma cópia de Taito Milestones 2, esta cedida gentilmente pela distribuidora. Ambas estão disponíveis no Nintendo Switch.

Taito Milestones 2
Reprodução: Taito

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Ninja Gaiden Master Collection | Ryu Hayabusa está de volta! https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/24/ninja-gaiden-master-collection-ryu-hayabusa-esta-de-volta/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/06/24/ninja-gaiden-master-collection-ryu-hayabusa-esta-de-volta/#respond Thu, 24 Jun 2021 08:00:07 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=7814 Minha história com a série Ninja Gaiden vai mais ou menos até a minha infância, já que um dos primeiros jogos que eu joguei na vida, foi justamente Ninja Gaiden 2: Dark Sword of Chaos, que estava disponível num cartucho 4-em-1 (comum de ver por aqui), que tinha Super Mario Bros. 3, Double Dragon II: […]

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Minha história com a série Ninja Gaiden vai mais ou menos até a minha infância, já que um dos primeiros jogos que eu joguei na vida, foi justamente Ninja Gaiden 2: Dark Sword of Chaos, que estava disponível num cartucho 4-em-1 (comum de ver por aqui), que tinha Super Mario Bros. 3, Double Dragon II: The Revenge, Super Contra (que no menu do cartucho aparecia como Super Condola) e o já supracitado Ninja Gaiden 2.

O fato de eu não conseguir passar do segundo boss nem com reza braba é um atestado a dificuldade burlesca do clássico do NES, mas ainda assim, foi um bom contato porque apesar da minha falta de habilidades, era um jogo legal.

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Ao longo do tempo, eu meio que fui cruzando um pouco o caminho com Ninja Gaiden, seja no início dos meus contatos com emulação, com o protótipo do Ninja Gaiden de Mega Drive, seja quando eu escrevia pro site Gamers Invaders, que eu escrevi uma análise do Ninja Gaiden Shadow (o primeiro Ninja Gaiden que eu terminei), ou na minha época de jogador de DS, onde massacrei minha tela terminando o Ninja Gaiden do portátil,  e vindo em tempos mais recentes, como quando a Koei Tecmo achou que era uma boa ideia entregar Ninja Gaiden ao “ocidentalizadorKeiji Inafune (e os resultados não foram lá dos melhores, mas de qualquer maneira, preciso rejogar Yaiba um dia) e ainda mais recentemente, quando no PlayStation 3, pude jogar um pouco do Ninja Gaiden 3 e do Sigma 2, mas não muito porque meu PS3 morreu.

Por isso, foi praticamente destino quando anunciaram este ano a coletânea com a trilogia moderna de Ninja Gaiden para os consoles modernos. Contendo as revisões Ninja Gaiden Sigma, Ninja Gaiden Sigma 2 e a versão melhorada de Ninja Gaiden 3, Ninja Gaiden 3: Razor’s Edge.

Será que os jogos resistiram ao teste do tempo, ou são um produto que deveria permanecer no passado?

Vingança, Demônios e Novela Mexicana

Os tons de cada um dos jogos da trilogia Ninja Gaiden moderna são distintos. No primeiro jogo, Ryu sai em uma jornada até um tanto egoísta, por assim dizer. Após uma sessão de treinos, o vilarejo Hayabusa é atacado e a Dark Dragon Sword, uma espada maligna que o clã Hayabusa vigia, é roubada por um misterioso grupo. A busca de Ryu por vingança o leva ao Império Vigoor, onde ele acaba por encontrar a caçadora de demônios Rachel.

O segundo jogo (que tecnicamente é o terceiro, já que há o Ninja Gaiden Dragon Sword conectando Ninja Gaiden e Ninja Gaiden 2) traz Ryu lutando contra o Clã da Aranha Negra, que roubara a estátua demoníaca (e atacara o vilarejo Hayabusa DE NOVO) para os Greater Fiends, que planejam ressuscitar o Arquidemônio e dominar o mundo… Ou algo do tipo. Junto dele, está Sonia, uma agente da CIA que o procura para pedir sua ajuda. Dessa vez, ele não tem a ajuda direta de Rachel, porém, tanto ela quanto Ayane ajudam Ryu nas sombras.

E o final da trilogia sai um pouco do tema mais místico de seus antecessores, e embarca em algo mais centrado no mundo real (ou quase isso).

Ryu tem que lidar com um grupo terrorista, chamado de Legião dos Alquimistas, porém em um combate com um dos membros do grupo, Ryu acaba sofrendo uma maldição (depois de virar um Smurf próximo do fim do primeiro jogo) e seu braço fica parecendo um quibe cru depois de uma semana ao ar livre. Com essa maldição, ele precisa deter o grupo, que quer criar uma deusa artificial para dominarem o mundo.

Em termos de roteiro, não são exatamente as obras mais originais, mas analisando dentro do contexto dos jogos em si, há uma diferença visível. Enquanto que Ninja Gaiden Sigma e Ninja Gaiden Sigma 2 usam o mínimo necessário de cutscenes para mostrar a história, já Ninja Gaiden 3 é lotado de cutscenes, e o jogo tenta ainda dramatizar as coisas com a questão da Mizuki e sua filha Canna. Isso deu um lado mais humano ao Ryu, mas por Deus, ainda que não sejam compridas a nível Kojima, as cutscenes do Ninja Gaiden 3 parecem mais longas do que realmente são.

A jogabilidade: Evolução e regresso a cada jogo

Primeiramente, um negativo aqui: Apesar de estarem numa trilogia e serem vendidos como tal, os jogos são tratados individualmente no console, você não baixa um pacote inteiro, como na trilogia de Uncharted por exemplo (é a única outra coletânea de remasters que tenho, pra efeitos de comparação), mas sim cada jogo separado. Então, não tem menu de acesso ou extras acessíveis.

A versão Digital Deluxe vem com um artbook digital e a trilha sonora, e tenho certeza de que são arquivos separados.

Vamos começar pela parte importante: Esse é um daqueles jogos que você não precisa ter vergonha de jogar na dificuldade mais fácil. Especialmente se você não for habilidoso em jogos de ação… Porque Ninja Gaiden não vai pegar leve com você nem no easy.

No Ninja Gaiden original, o jogo é mais cadenciado, mas não por isso menos difícil. A ação é desenfreada, você precisa dominar o bloqueio, a esquiva e contra ataque, variando os botões de ataque utilizados. A estrutura dele é quase a de um Resident Evil, ou mesmo um Metroidvania, eu diria. Você precisará fazer um bocado de backtracking.

Existem outras armas, além da Dragon Sword que você pode coletar/comprar e fortalecer, utilizando as esferas de essência, deixadas por inimigos derrotados. O fortalecimento dessas armas (e a compra de itens de cura/habilidades) é feito na loja do Muramasa, usualmente nas estátuas, ou falando com o próprio, quando o encontrar.

Uma das coisas, advindas da versão de Playstation Vita (Ninja Gaiden Sigma Plus), foi a dificuldade Hero, destinada a jogadores menos habilidosos.

O que ela muda em relação ao jogo normal, é que quando o jogador estiver com a vida baixa, o personagem (Ryu ou Rachel) entrará no Hero Mode, no qual a esquiva e defesa dos ataques do inimigo será sempre automática e você terá Ninpo Automático. Porém, o Hero Mode funciona por tempo limitado, então é sempre bom ter um item de cura para que você possa abusar dessa mecânica e tornar a jornada um pouco menos desgraçada.

Apesar da variedade de armas, jogabilidade fluída e melhorada em relação ao Ninja Gaiden original de Xbox, um problema presente no jogo é a câmera, que em Ninja Gaiden/Sigma é… Uma porcaria.

Sim, ela não atrapalha TANTO a ação, mas em momentos de exploração, a câmera vai ser um inconveniente maior do que o teclado que uso pra digitar esta análise (que fica desconectando nas piores horas possíveis).

As três missões extras com a Rachel, advindas da versão Sigma, são uma lufada de ar fresco porque caramba, olha a arma IGNORANTE que a Rachel usa, isso é legal pra caramba. Ela não tem o wall-run ou os wall-kicks do Ryu, mas as fases com ela não fazem uso dessas mecânicas.

Ao me preparar pra escrever esta análise, eu dei uma olhada nas páginas do Ninja Gaiden e Ninja Gaiden 2 na Wikipédia, e li que uma das críticas ao Ninja Gaiden 2 era de que o jogo “não evoluiu em relação ao primeiro”.

E isso não era crítica recente, mas de quando o jogo saiu em 2008 no Xbox 360. Aí depois os jornalistas se perguntam porque ninguém respeita a imprensa de jogos… Pfft. Enfim, Ninja Gaiden Sigma 2, em relação ao Sigma original, muda da água pro vinho.

A dificuldade do jogo (mesmo no Hero) aumentou, já que você pode carregar menos itens de cura (seis, somados, contra os quinze do jogo anterior) e menos itens de recuperação de Ninpo, os inimigos estão mais brutais e tem aquele maldito Dragão de Água, odiado por 13 dentre 10 jogadores de Ninja Gaiden, mas em contrapartida… Ryu é mais ágil, os combos são muito mais fluídos e você consegue fazer um Izuna Drop com poucos botões.

Sim, a jogabilidade em Ninja Gaiden Sigma 2 dá uma melhorada imensa em relação ao primeiro jogo.

Algumas armas foram nerfadas, (e foram adicionadas MAIS armas) e felizmente o Team Ninja se livrou da porcaria do Backtracking, então nada mais de ficar perdido porque precisa pegar coisas na puta que pariu pra levar pra outro lugar e fazer isso e aquilo.

As essências passaram a ser usadas somente para a compra de itens (e ficaram mais escassas), já que o upgrade das armas do Ryu passou a ser feito sem custo na loja do Muramasa (porém apenas um upgrade por loja com a luz azul).

Dessa vez, além do Ryu, existem missões novas da versão Sigma 2, onde jogamos novamente com a Rachel, com a Momiji e com a Ayane, e elas dão uma variedade, pois cada uma possui combos próprios e na minha opinião, as melhores partes do jogo são justamente com elas.

O Hero Mode está de volta do primeiro jogo, mas aqui ele não garante mais o Ninpo infinito, o que não é um problema tão grande assim, ao contrário do que o fato me fez pensar a princípio.

Os chefes estão mais inteligentes, então os Ninpos não são tão eficazes contra ele Por outro lado, a barra de tempo do Hero Mode está mais visível ao jogador, e não é um círculo com um monte de Kanjis que me levou um bocado de tempo pra perceber que era um relógio.

Um dos problemas relativos a versão Sigma de Ninja Gaiden 2, é que provavelmente por conta da classificação indicativa no Japão, muito da sanguinolência do jogo foi cortada. Ainda há decapitações e desmembramentos, mas o sangue foi embora e o que temos é algo violeta brilhoso.

Não que isso realmente faça diferença pra mim, eu já não tenho mais quinze anos pra ficar OOOOH, SANGUE, BRUTALIDADE. Mas sei lá, se você é um Edgylord que coloca sangue como prioridade ao invés de um gameplay brilhante, vai ficar desapontado com o jogo… E eu estou aqui, julgando você, Edgylord, apontando meu dedo na sua cara e rindo.

Enfim, como Ninja Gaiden Sigma 2 é um jogo sem backtracking e mais linear, ele pode parecer um pouco mais curto que o primeiro. Ah sim, e graças a deus, consertaram a maldita câmera e tiraram as seções de plataforma com obstáculos, e não tem mais uma seção de fuga, como no fim do Ninja Gaiden, porque juro por Deus, se eu tivesse que encarar mais uma seção como aquela, eu certamente faria algo não muito cristão… Não, não isso que você tá pensando!

Agora, quanto ao Ninja Gaiden 3: Razor’s Edge… A primeira coisa que posso dizer é: Tem um jogo muito bom querendo sair, sério. O combate é sanguinolento e gostoso, quando funciona, as boss battles são divertidas e as missões com a Ayane são boas.

Eu gostei até mesmo do roteiro, mesmo ele parecendo ter saído de uma novela mexicana. Mesmo uma das principais reclamações quanto ao Ninja Gaiden 3 Vanilla, a falta de variedade das armas, não me afetou tanto assim porque eu utilizei no meu playthrough somente a espada, e posteriormente as duas espadas. Porém, muitas das decisões de Ninja Gaiden 3 foram errôneas por diversos motivos.

Primeiramente, o tamanho das missões:  Ninja Gaiden Sigma possui 19 missões, 3 delas com a Rachel. Ninja Gaiden Sigma 2 possui 17 missões, sendo 1 com a Rachel, 1 com a Momiji e uma com a Ayane. Ninja Gaiden 3: Razor’s Edge possui dez missões, sendo duas com a Ayane. Só que as missões normais parecem durar pra sempre. Sim, ele é relativamente mais curto que os outros, mas isso não dá desculpa para as missões parecerem durar pra sempre.

Ninja Gaiden Master Collection

Outra decisão ruim, basicamente ao invés do Ninpo ser por unidades, como nos dois jogos, ele está atrelado a barra de Ki, que enche conforme se bate nos inimigos.

O que é contra intuitivo, já que muitas vezes, o uso de um Ninpo está na estratégia de limpar um grupo de inimigos, ou proteger Ryu daqueles malditos peixes voadores, como eu os odeio e odeio o Tomonobu Itagaki por tê-los criado no Ninja Gaiden de Xbox… Aliás, sabia que originalmente o Reboot de Ninja Gaiden seria um jogo de Dreamcast? Porém a ideia foi descartada quando a SEGA anunciou a morte do console.

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Um ponto “positivo” por assim dizer, é que ao contrário dos jogos anteriores, o Hero Mode não tem limite de tempo, o que deixa as seções menos cabreiras e os chefes um pouco menos complicados… Se eles não esquivassem o tempo todo. Estendendo os combates além do que precisaria.

Continuando a torrente de reclamações, voltamos aqui… Não há itens de cura no jogo, o que deixa as coisas artificialmente mais difíceis.

Há como recuperar HP, claro. Usando a técnica de meditação (que é perfeita pra uso num jogo onde tudo é frenesi ¬¬) , ou o Steel in Bones, que é uma das finalizações que mesmo durante o jogo eu não faço a menor ideia de como se faz. Ou nos save points.

O sistema de upgrade/compra de armas e Ninpos se dá por uma “árvore” de habilidades. Ao menos isso é um positivo porque evita de ficar limitado as lojas/estátuas do Muramasa.

Ninja Gaiden Master Collection

O jogo também se escora excessivamente em Quick-Time-Events para diversas coisas que honestamente, não ligaria que só acontecessem em CG’s mesmo. Seja trechos de boss battles, ou de fases, terão diversos momentos onde comandos precisarão ser feitos. Às vezes, o erro só custa um pouco de HP, mas em alguns casos, o erro leva a morte.

E esse foi o Ninja Gaiden que mais morri, mesmo o primeiro tendo momentos platformer bosta e a parte final imbecil. Por sorte, boa parte dessas mortes vinham acompanhadas de um checkpoint próximo. E é aquilo, no começo você acha até legal, mas com o tempo, tudo o que vem é um suspiro resignado.

E de fato, as partes de Ninja Gaiden 3 que mais me diverti, foram justamente as duas missões com a Ayane, primeiro, porque elas eram um contraponto ao tom melodramático novela mexicana de Ninja Gaiden, e segundo, novamente, as interações entre Ayane e Irene eram genuinamente legais, e por fim as cutscenes nessas duas missões eram mantidas no mínimo necessário para convergir o que o jogo queria passar, ao contrário das cutscenes do jogo normais que se estendem a beça.

E um último ponto que posso elogiar Ninja Gaiden 3 aqui… Felizmente não há seções subaquáticas no terceiro jogo. Nadar no Ninja Gaiden Sigma e no Sigma 2 era um absoluto cú.

Graficamente, só há uma reclamação…

Ninja Gaiden Master Collection

Durante 94% da jogatina, eu posso afirmar sem sombra de dúvida que graficamente, os três jogos sobreviveram ao teste do tempo, já que ainda que mostrem a idade (Sigma é de 2007, Sigma 2 de 2009 e Razor’s Edge de 2012), os cenários são maravilhosos.

No primeiro jogo inclusive, o Império Vigoor tem influências Árabes na escrita, e outras, passando uma ideia meio global. Eu fiquei genuinamente maravilhado quando cheguei em uma etapa do Sigma 2, tamanho o esmero dos cenários.

E os modelos dos personagens… O Team Ninja sempre faz modelos impressionantes, por quaisquer motivos que sejam. Claro, alguns obviamente terão mais esmero que outros. A Momiji será mais detalhada do que o NPC mercenário que irá morrer em 5 segundos. E o design dos demônios e chefes humanoides casam bem com o tema místico dos dois primeiros jogos.

Claro, novamente, nem todos os demônios terão um bom design, o monstro de tentáculos não tem a mesma imponência que o Arquidemônio na forma verdadeira.

Para a movimentação dos personagens, o Team Ninja chamou artistas marciais para fazerem a captura de movimentos, porém… Elas não foram transpostas para o jogo de maneira fiel, mas sim usadas como referência para os animadores colocarem o toque místico, sobrenatural, mágico aos golpes, dando uma mistura de credibilidade e fantasia.

E quanto as CG’s… Aí podemos dividir em dois grupos. As cenas geradas em tempo real com a engine dos jogos são ótimas, não tenho nada a reclamar delas. Porém as cutscenes pré-renderizadas no Ninja Gaiden Sigma…

Bem, elas deixam claro a época em que o jogo foi feita, e tem até iluminação e efeitos diferentes do jogo. Sem contar que elas parecem um pouco granuladas.

Felizmente, as CG’s pré-renderizadas de Ninja Gaiden Sigma são pouquíssimas, a ponto de ser uma reclamação breve.

Sonoramente fabuloso

Ninja Gaiden Master Collection

Primeiro de tudo, quero dizer que sequer joguei com o áudio em inglês, então não posso tecer comentários relativos a dublagem americana do jogo.

Mas, considerando que a trilogia Ninja Gaiden veio numa época em que dublagens de jogos japoneses nos EUA começaram a ficar decentes, arrisco afirmar que a dublagem americana é competente. Porém meu lado weeb faz com que eu jogue sempre com o áudio em japonês (até mesmo jogos como Darksiders e Biomutant);

Enfim, a dublagem dos jogos é competente, e em um caso em específico, eu sequer notei que tinham trocado um dos dubladores (Takeshi Aono, dublador do Muramasa faleceu e fora substituído por Bin Shimada, e suspeito que a morte do Aono tenha sido o motivo da retirada da loja do Muramasa no terceiro jogo).

Alguns dos dubladores eu conheço justamente porque os personagens em si são figuras recorrentes em Dead or Alive. Uma pena que alguns deles tenham sido desperdiçados (*cof cof * Youko Kuwashima *cof cof *) com meia duzia de coisas pro modo de missões.

A trilha sonora dos jogos é fantástica, embora não tenham a pegada da trilha dos jogos de NES, são excelentes músicas em si. E embora eu tenha dito que não tenham a pegada do NES, isso não é necessariamente ruim, já que não se prende muito a nostalgia para passar um clima (deixe isso para os crossovers, como Warriors All-Stars e Warriors Orochi).

As músicas tem uma pegada que mistura eletrônico, com alguns instrumentos japoneses e o resultado final são músicas que ajudam o clima frenético da jogatina.

Será que isso é um prelúdio de um quarto jogo?

Ninja Gaiden Master Collection

Apesar de não estar organizadinha feito coletâneas tipo as de Devil May Cry e Uncharted, Ninja Gaiden Master Collection traz para um novo público, um personagem icônico da indústria e aos que jogaram seus jogos em outras plataformas, a oportunidade de revisitar esses jogos em uma plataforma mais conveniente (eu mesmo tenho o Sigma 2 de Playstation 3 e tive o Ninja Gaiden 3 na mesma plataforma).

Serão boas horas explorando, combatendo e xingando a mãe de cada programador e artista envolvido na trilogia. Na transição entre os títulos do PS3 usados como base e as versões remasterizadas, NADA DE VALOR foi perdido. Se eu recomendo a compra? Sim. Mas vá sabendo o que o espera, mesmo que haja um modo para iniciantes, a jornada ainda será difícil.

Ninja Gaiden Master Collection está disponível para Playstation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC.

Esta análise foi feita com base na versão de Playstation 4 (e agradeço ao Chora_BR que me ajudou PRA CARALHO) a comprar esse jogo no meu aniversário.

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