Arquivos Atari - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/atari/ Um pouco de tudo na medida certa Mon, 07 Apr 2025 00:02:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Atari - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/tag/atari/ 32 32 Accolade Sports Collection | Uma coleção quase pra mim https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/07/accolade-sports-collection-uma-colecao-quase-pra-mim/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/04/07/accolade-sports-collection-uma-colecao-quase-pra-mim/#respond Mon, 07 Apr 2025 00:02:11 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19850 Coleções retrô, isso é algo que apesar de parecer relativamente recente, vem desde a época do Super NES, com compilações de jogos da Midway, Atari e Nichibutsu, e perdemos a conta de quantas vezes a Namco vem relançando os seus jogos desde o PS1. Capcom e Sega não ficam atrás. Desde portes diretos feitos do […]

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Coleções retrô, isso é algo que apesar de parecer relativamente recente, vem desde a época do Super NES, com compilações de jogos da Midway, Atari e Nichibutsu, e perdemos a conta de quantas vezes a Namco vem relançando os seus jogos desde o PS1. Capcom e Sega não ficam atrás. Desde portes diretos feitos do zero, como os que aconteciam em coletâneas como Sonic JAM no Saturn e a Capcom Generation no PS1, a emulações como o Sega Smash Pack do Dreamcast, Super Mario All-Stars no Wii (Essa foi uma das emulações mais safadas que a Nintendo colocou em um disco de Wii) e alguma coleção da Taito no PS2, e temos remasters, comuns na geração PS3 e adiante, como a Devil May Cry HD Collecti0n, .hack//G.U. Last Recode e a coletânea de Lunar que tá pra sair.

Eu mesmo tenho algumas coleções na minha “coleção”, tanto que comprei, quanto que recebi pra análise. Na minha opinião, independente do resultado ou maneira que foi produzido, é uma ótima maneira de colocar jogos de uma antiga geração de consoles e PC’s em hardware recente de maneira conveniente e legalizada. Sim, sabemos que a emulação existe e você pode aplicar filtros de firula, texturas e até mesmo cometer o crime de esticar um jogo 4:3 pra 16:9, mas ainda assim acho legal quando relançam jogos de outrora de maneira legal.

Se você jogava videogames nos anos 90, deve ter visto a Accolade em alguns jogos como Bubsy, Test Drive e Barkley Shut up and Jam. A empresa foi fundada por ex-funcionários da Activision (não a Activision que conhecemos hoje, mas a Activision fundada na era de ouro dos games). A empresa cometeu uma sucessão de erros no fim da década que levou a aquisição pela Infogrames e o fechamento da mesma em 2000. Durante anos, a marca ficou dormente, até que a Billionsoft adquiriu a marca Accolade e tivemos dois jogos bastante medianos de Bubsy. Algumas pessoas vão dizer que os dois últimos jogos do Bubsy são ruins, mas são só clones medianos de Giana Sisters (The Woolies Strike Back) e Bit.Trip Runner (Paws of Fire). Enfim, em 2023, a Atari (sempre ela) readquiriu a marca Accolade e suas ip’s da Billionsoft.

E no ano passado, no QUByte Connect, a QUByte anunciou a parceria com a Atari para o lançamento da Accolade Sports Collection, com o lançamento ocorrendo em Janeiro de 2025. Contendo cinco jogos esportivos da Accolade, essa compilação é uma viagem no tempo para aqueles que viveram os anos 90. Mas será que é uma boa viagem? Ou é aquela viagem onde você não pode ir pra praia porque o mar tá revolto, não tem internet e quando você vai nadar na lagoa, um anzol prende no seu pé? Essa analogia pode ou não ter relação com uma viagem de feriado pra Maricá que fiz com a família muitos anos atrás. LEIAM A ANÁLISE!

Cinco jogos, mas…

O jogo traz cinco jogos da Accolade, Hardball!, Hardball 2, Winter Challenge, Summer Challenge e Hoops Shut up and Jam. Infelizmente, com exceção de Hardball 2, todos os jogos são as versões de Mega Drive. Eu falo isso, porque com exceção de Hoops Shut up and Jam, todos os outros tiveram suas origens nos PC’s, seja o Commodore 64, MS-DOS ou Amiga.

O Hardball! é um clássico do Commodore 64 de 1985, que recebeu diversas versões, até chegar ao Mega em 1991, Hardball 2 saiu para MS-DOS, Mac e Amiga em 89 e 90 respectivamente. Winter Challenge saiu pra DOS em 1991, e pra Mega em 92, Summer Challenge saiu pra DOS em 92, com a versão de Mega em 1993 e por fim fechando a coleção, Hoops Shut up and Jam saiu em… 2021. E em 1994, pra Mega Drive, mas com outro nome. Se você não percebeu até agora, Hoops Shut up and Jam é uma reskin de Barkley Shut up and Jam. Esse reskin foi feito pela outra parceira de longa data da QUByte, a Piko Interactive, pro relançamento do jogo no Evercade.

Sim, como um entusiasta de outras plataformas que estão fora do espectro comum do jogador médio brasileiro (aka geração 16-bits pra frente), eu gostaria de ver mais jogos de outras plataformas relançados. Então, uma coletânea de jogos com versões pra outras plataformas, não ver versões de outras plataformas é um tanto decepcionante.

Recursos para a jogatina perfeita.

Como todo relançamento de jogo antigo, a Accolade Sports Collecion possui todas as firulas esperadas. Recursos de salvamento e recarregamento, além de rebobinamento, ideais para refazer uma jogada. Em especial considerando o input delay de emulação, que pode prejudicar a partida de Hardball por exemplo. Como a versão de Hardball é a de PC, não há rebobinamento, mas um load pode ajudar na hora de fazer aquela rebatida perfeita. Infelizmente eu não manjo nada de baseball, e aos 36 anos de idade, não tenho interesse em aprender, mesmo com o Brasil tendo se classificado pro campeonato mundial.

Winter Challenge e Summer Challenge são dois bons jogos de esportes. Apesar de que Summer Challenge o metralhamento de botões é inevitável, coisa menos evidente no jogo de inverno. Ainda sim admito, em relação a inverno, ainda prefiro o Winter Olympics do Master System. Quem diria, eu, elogiando um jogo da Tiertex. Não é a toa que choveu pra caralho na data em que escrevo esse texto.

Por fim, o melhor jogo da coletânea é Hoops Shut up and Jam, apesar da péssima edição que fizeram no sprite do Barkley que fizeram na tela título e menu do jogo. A PIKO simplesmente pegou uma stock photo de “Angry Black Man” e fez uma digitalização com o cu. De resto, ainda que não seja melhor que NBA JAM (tarefa impossível), é um jogo de Basquete de Rua bem competente, com regras mais relaxadas e ideal para partidas com os amigos. E é o jogo que melhor envelheceu da série.

Para os entusiastas de retrojogos, a QUByte preparou manuais em português, cheios de explicações, que fariam até um idiota como eu aprender a jogar beisebol.


Jogos em 16-bit envelhecem bem graficamente

Uma da coisas que é conversa típica de entusiastas retrô, jogos da era 16-bits envelhecem MUITO BEM graficamente. Enquanto que jogos do PS1 e do Saturn muitas vezes envelhecem mal graficamente, jogos da geração anterior permanecem bonitos ainda hoje, muitos jogos do Mega Drive, SNES, Turbografx-16 e até mesmo PC’s como o Amiga e o Atari-ST produziram jogos 2D belíssimos.

E essa é a sensação visual na maioria dos jogos, com exceção de Hardball 2 que destoa dos demais, pela plataforma diferente. Sprites bem feitos, e elogiar os climas de verão e inverno em Summer e Winter Challenge, é legal ter um ambiente de olimpíadas não oficial. A única coisa que se destaca negativamente, foi a digitalização da stock photo de Hoops, que mencionei no setor anterior.

Uma coletânea que merece existir

Essa coletânea foi quase feita pra mim. Eu tenho interesse em jogos de PC’s antigos, mas como 80% dos jogos dessa coleção são de Mega Drive, eu perdi meu interesse pessoal. Em questão de comprar, essa compilação vale pelo Hoops Shut up and Jam, e pelo valor histórico. Se tivéssemos versões de DOS dos outros jogos, talvez me apetecesse mais.

Nota final: 6,5/10

Accolade Sports Collection está disponível para PC, PS4, PS5, Switch, Xbox One e Xbox Series. Essa análise foi feita com uma chave de PS4 cedida pela QUByte.

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Como foi ao ano de 1996 para os vídeo games https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/03/como-foi-ao-ano-de-1996-para-os-video-games/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/08/03/como-foi-ao-ano-de-1996-para-os-video-games/#comments Sat, 03 Aug 2024 08:00:07 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17052 Em 1983, houve um “crash” na indústria gamística. A indústria estagnou por 3 motivos: havia vários consoles nas lojas (12, pra ser mais exato) e a diferença gráfica entre eles era mínima, os controles eram pouco precisos ou costumavam quebrar facilmente e não havia uma Assistência Técnica Especializada na época. A falta de criatividade das […]

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Em 1983, houve um “crash” na indústria gamística. A indústria estagnou por 3 motivos: havia vários consoles nas lojas (12, pra ser mais exato) e a diferença gráfica entre eles era mínima, os controles eram pouco precisos ou costumavam quebrar facilmente e não havia uma Assistência Técnica Especializada na época. A falta de criatividade das produtoras em fazer jogos diferentes, a maioria eram apenas clones um dos outros pela falta de direitos autorais naquela época.

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Isso fez com que várias empresas como a Mattel, Coleco e outras menos conhecidas quebrassem no seu departamento gamístico e nunca mais fossem uma potência novamente. A Coleco ainda chegou a fabricar alguns computadores mas ela nunca mais foi a mesma. A Atari foi a única que sobreviveu mas também nunca fez nada memorável até que ela decidiu parar de fazer hardware.

Mas essa história todos já conhecem. O que estou para comentar aqui foi outro “crash” que aconteceu na história mas não foi tão forte e abalador quanto o de 1983, mas afetou as pequenas produtoras e chegou a afetar um pouco o futuro das grandes.

Reprodução: Internet

O ANO DE 1996

O ano: 1996. Pouca gente prestou atenção nisso porque estavam todos loucos pra jogar o Nintendo 64 que acabara de sair, ou estavam comentando sobre o leitor de “farinha” do PlayStation que quebrava facilmente ou do Sega Saturn que havia sido lançado mas não estava superando as expectativas da Sega.

Enquanto esses 3 consoles estavam “bombando” na mídia, exatos 10 consoles/add-ons estavam sendo descontinuados: Sega CD, Sega 32X, TurboGrafx 16/PC Engine, Turbo Duo/PC Engine CD, 3DO, Atari Jaguar, Atari Jaguar CD, Philips CD-i, Virtual Boy e o Apple Pippin (esse no comecinho de 1997).

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Até o fim da década de 1990, era comum ver uma ou outra empresa grande em outro departamento apostar na indústria gamística mas quase sempre essa ideia não dava certo – ainda mais depois que a Nintendo trouxe os direitos autorais e conseguia segurar a maioria dos jogos exclusivos de outras empresas em seus consoles até 1996.

A verdade é que empresas como a Atari perderam a força porque não conseguiram se adaptar ao novo mercado multimilionário e tiveram que reformular seus planos, que nesse caso seria ao invés de produzir hardware passar a fabricar software para os consoles das outras empresas.

Reprodução: Internet

GRANDES IDEIAS

Grandes ideias, como a 3DO Company de Trip Hawkins falharam quase que completamente mesmo com apoio de grandes empresas como LG, Matsushita (Panasonic), AT&T, Time Warner e Electronic Arts. No começo as empresas até acharam legal a cobrança de apenas 3 dólares para poder lançar um jogo no console, mas como o alto preço inicial do console e a falta de variedade de títulos no lançamento acuminou na decadência rápida do console.

A ideia de Trip não era criar um novo console, mas sim criar um padrão como a JVC havia feito com o Vídeo Cassete: qualquer empresa pagava um pequeno royalty para a 3DO Company e poderia fabricá-lo – mas a ideia falhou porque haviam muitas empresas envolvidas com o 3DO e a royalty era paga a todas elas, o que deixava o preço um pouco fora do alcance do público. Isso também fez com que muitas publicadoras ficassem longe do console.

O Philips CD-i, por exemplo, que nasceu no desenvolvimento do SNES CD que estava sendo produzido pela Sony mas a Nintendo acabou chamando também a Philips para desenvolver um. Isso irritou a Sony que largou o seu projeto e fez o PlayStation e a Philips também largaria o seu e transformaria no CD-i que falhou por investir em quase que sua maioria jogos FMV (que estavam em “alta” na época) mas tinha controles péssimos e pouca variedade de jogos no fim das contas.

Reprodução: Internet

O MARKETING

O marketing também era uma coisa importante na época, e foi o que acabou com a credibilidade da Atari. O seu console Atari Jaguar foi vendido como um aparelho de “64-bits” por conter 2 processadores de 32-bits de pequena potência dentro do console mas devido ao tamanho pífio do cartucho (apenas 32mbit) isso acabou gerando vários jogos com gráficos que eram pouco melhores do que um Mega Drive/Super Nintendo, quem diria confrontar com um Sega Saturn por exemplo.

Então ela pensou que lançar um add-on de CD resolveria, e novamente não resolveu. O seu hardware era fraco, defasado e o add-on morreu pouco menos de 1 ano depois que foi lançado com pouquíssimas unidades vendidas.

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Nem mesmo a Nintendo escapou. O Virtual Boy é conhecido mundialmente como uma das maiores falhas da indústria. O projeto era pretensioso durante seu desenvolvimento mas acabou esbarrado numa limitação de 2 cores (vermelha e preta) para baratear o custo do hardware e acuminou em apenas 17 jogos desenvolvimentos para a plataforma em pouco mais de 1 ano.

Quem acompanhava as notícias na época podia ver que haviam mais de 100 jogos anunciados para ele e todos foram cancelados de uma hora pra outra depois do seu lançamento.

A verdade é que a indústria amadureceu em 1996. Não era apenas lançar “qualquer coisa” e fazer um marketing bonitinho que faria com que os jogadores comprassem seu console. Em 1996, a internet já estava engatinhando e o que não faltavam eram revistas com reviews dos jogos – coisa que não havia em 1984 quando aconteceu o primeiro Crash. Você podia conhecer o jogo antes mesmo de comprá-lo, nem que fosse apenas por imagens e opiniões de outros jogadores.

Reprodução: Internet

NO FIM DAS CONTAS

A Sega se deu mal fora do Japão: embora no Mega Drive a situação fosse contrária, no Saturn ela apostou contra a maré da indústria e colocou um hardware mais potente para o 2D e muito complexo de se programar e depois de pouco mais de 1 ano as empresas começaram a correr do console e apenas no Japão a produção ficou a mesma – é tanto que o Saturn lá foi descontinuado apenas em 2000, enquanto no resto do mundo foi em 1998 com pouquíssimos lançamentos naquele ano.

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A Nintendo também sofreu por se “opor” a tendência da indústria: seu novo console foi atrasado por 1 ano e saiu em 1996 usando cartuchos que eram caros de fabricar e acabavam por ter cortes no áudio e CGs em quase todos os jogos, raras foram as exceções como Resident Evil 2. Isso fez com que a maioria das grandes empresas como Squaresoft, Enix, Capcom, Konami, entre outras, lançassem poucos ou nenhum jogos na plataforma e migrassem seus projetos para o PlayStation.

Na 5ª Geração de Consoles, a Sony foi a grande vencedora porque o seu console era barato, tinha um hardware bom e fácil de programar, utilizava CDs, com o cartão de memória você podia salvar os jogos e jogar na casa dos seus amigos (valido para todos os jogos) e o seu controle até hoje é considerado por muitos o melhor controle já criado da história.

A verdade é que esse “crash” de 1996 ensinou as empresas uma coisa: não adianta ir contra a indústria se a sua ideia não é melhor do que as concorrentes e não adianta se fechar apenas para o seu nicho de jogadores, o foco deve ser sempre a maior fatia do mercado se quiser ser a empresa que dita as tendências e ela quiser permanecer no topo.

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A Noite de Jogatinas no Atari https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/10/12/a-noite-de-jogatinas-no-atari/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/10/12/a-noite-de-jogatinas-no-atari/#comments Sat, 12 Oct 2013 12:07:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2013/10/12/especial-dia-das-criancas-noite-do-atari/ Hoje é dia de ganhar presente do papai e da mamãe, então está é permitido arrombar a porta do quarto dos seus pais e cobrar presente as 05:00, mas tenha calma, ainda não saia da frente do computador, se acomode na cadeira e ouça a minha história, precisamente esta minha lembrança gamistícas. Há um tempo […]

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Hoje é dia de ganhar presente do papai e da mamãe, então está é permitido arrombar a porta do quarto dos seus pais e cobrar presente as 05:00, mas tenha calma, ainda não saia da frente do computador, se acomode na cadeira e ouça a minha história, precisamente esta minha lembrança gamistícas.

Há um tempo atrás, eu escrevi sobre meu o meu primeiro videogame, na verdade foi o meu primeiro contato com o mundo dos games, pois o console pertencia ao meu tio mas eu me sentia um pouco dono dele.

LEIAM – O Primeiro Console a gente Nunca Esquece

Claro, fiquei chateado com a partida do meu parceiro de finais de semana, o Master System era o único amigo que eu tinha e que não batia em mim para se aparecer por qualquer razão boba, ou me obrigava a comer peixe podre em frente as meninas da sala.

Não gosto de comer peixe até os dias de hoje!

Bem, depois de muito chorar e prender a respiração a ponto de me
assemelhar a uma bola azul, meu pai decidiu que era hora de adquirir nosso próprio videogame.

Uma das coisas que gosto no meu pai é essa coisa de ser ligado a novas tecnologias, e apesar do Atari não ser lá muito moderno, foi um dos primeiros games que ele pode chamar de “meu”.

A noite de jogatinas no Atari

Recordo o momento em que meu pai adentrara a sala com um Atari em mãos, ele parecia ter sido desenterrado, pobrezinho. Não me importei, logo tirei das mãos de meu papai e junto de meu irmão limpamos como se não houvesse amanhã, quer dizer, como se houvesse sim, queríamos jogar logo e antes do final de semana acabar.

Console limpo, instalado e com PAC-MAN rodando a todo vapor numa TV de tubo 14 polegadas radicais e com base laranja fluorescente (Para não a perdermos no escuro), mas não era o suficiente, queríamos mais, então nos dirigimos até uma vídeo locadora.

LEIAM – Meu pai e seu vício em Resident Evil

Vídeo locadoras eram os programas favoritos da família dos anos 90, sinto
muito por você não ter vivenciado esse momento, ter nascido após a morte do VHS é algo bem triste mesmo.

Ah! Tá tudo bem, não precisa fazer esse bico, acontece, tudo que é bom
acaba, olha só o que a Steam esta… Vai ficar de cara feia? Então senta ali no canto, por favor! Humph!

Onde eu estava, Ah! Sim, vídeo locadoras, o programa familiar numero 1 nos anos noventa.

A noite de jogatinas no Atari
Oww saudadee!

Entrar em uma vídeo locadora era energizante, milhares de crianças
escolhendo seus cartuchos de Super Nintendo, Mega Drive, espiadas
na sala proibida (Você sabe de qual sala estou falando hehehe).

Então perguntei ao atendente “Cadê os cartuchos do Atari” – O cara
simplesmente fez uma cara do tipo “What?” e me voltou com uma caixa de sapatos recheadas de cartuchos. Não estavam em suas melhores condições e a expressão dele deixou claro que eu estava atrasado alguns anos na indústria de games.

Selecionei alguns títulos conhecidos, Enduro, Keystone Kapers, Pitfall e
River Raid e saímos daquele lugar na velocidade da luz.

Naquela mesma noite nos reunimos em frente à nossa TV full hd de 14 polegadas e atravessamos a madrugada jogando PitFall. Principalmente meu pai que se apossou dos controles, e minha mãe precisava intervir para tira-lo um pouco a todo momento.

Foi um daqueles momentos em minha vida que não desejava dormir, não
queria que aquele momento terminasse. Olhava para meus pais e percebia que eles não simplesmente compraram aquele videogame surrado só para calar a minha boca, mas sim, queriam fazer parte daquele momento em minha vida.

Nunca irei me esquecer do dia em que ganhamos o Atari do meu pai, nunca me esquecerei do dia que passamos jogando juntos em família.

A noite de jogatinas no Atari
Hoje tenho 28 anos, passamos por diversas desavenças, como qualquer outra família, mas sempre que olho para eles, percebo o quanto amo minha família e reconheço sua importância.

Agora ao invés de arrombar a porta do quarto dos seus pais feito lunático, abra vagarosamente, pule na cama, abrace-os forte e os agradeça por terem lembrado do seu dia, mesmo que o presente não tenha sido aquele PS4 que
você tanto queria.

Agradeça e diga o quanto os ama por tentar fazer da sua infância, uma das melhores lembranças da sua vida.

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