Arquivos Mangás - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/category/mangas/ Um pouco de tudo na medida certa Thu, 05 Sep 2024 21:49:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Mangás - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/category/mangas/ 32 32 Captain Tsubasa | A Jornada ao Sonho https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/01/12/captain-tsubasa-jornada-ao-sonho/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2021/01/12/captain-tsubasa-jornada-ao-sonho/#comments Tue, 12 Jan 2021 10:16:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/06/17/captain-tsubasa-jornada-ao-sonho/ O Capitão Tsubasa Ah… Super Campeões. De todos os animes que foram exibidos na falecida Rede Manchete, Captain Tsubasa (seu nome original), talvez seja o menos lembrado.  Claro, comparado com animes de ação, com lutas, sangue, armaduras, gente morta voando e garotas de saia lutando contra o mal, Super Campeões tinha um enredo bem simples: […]

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O Capitão Tsubasa

Ah… Super Campeões. De todos os animes que foram exibidos na falecida Rede Manchete, Captain Tsubasa (seu nome original), talvez seja o menos lembrado. 

Claro, comparado com animes de ação, com lutas, sangue, armaduras, gente morta voando e garotas de saia lutando contra o mal, Super Campeões tinha um enredo bem simples: crianças jogando futebol e desenvolvendo suas habilidades ao longo de seu crescimento.

Talvez você não saiba mas em 1998 — ano que o anime foi exibido no Brasil — a garotada ligava MUITO mais pra futebol por aqui. Mesmo quem não se importava muito, acabou se empolgando porque era ano de Copa do Mundo, o que gerou um certo frenesi com as crianças da época. Mas lógico, não chegou a 1% do hype gerado por Cavaleiros do Zodíaco.

Captain Tsubasa

Ah, é importante lembrar que a série exibida aqui na década de 1990 foi a segunda já feita, chamada de Captain Tsubasa J.

Essa série foi produzida em 1994, e funciona basicamente como um remake na série original de 1983, só que com metade dos episódios. Aqui tivemos a exibição completa, mas com aberturas trocadas no maior estilo Trem da Alegria e nomes dos personagens adaptados para algo mais ocidental, como Oliver no lugar de Ozora, Carlos no lugar de Taro e Benji no lugar de Genzo.

Vou usar os nomes originais pois não acredito que ninguém aqui tenha um elo tão forte com os nomes brasileiros. Uma outra adaptação da série lançada em 2002 também chegou por aqui, mas falemos dela em outro momento.

Captain Tsubasa

Animes vs. Mangá

Bem, confesso que eu li / leio o mangá esporadicamente, e as diferenças entre as séries variam muito.

Resumo de situações, com momentos específicos de dois ou três jogos mesclados em uma única partida… sabe, o fato do Yoichi Takahashi — o autor — não ser lá um bom escritor e tão pouco um bom desenhista, é notável quando você começa a assistir ou ler Captain Tsubasa e perceber que os clichés que ele usa se repetem muito ao longo da narrativa.

Exemplos disso são o protagonista super habilidoso e que nunca se deixa abalar (que sinceramente beira algum tipo de doença pois o Tsubasa não tem outra expressão além de um sorriso bobo); o sidekick que também tem habilidades que complementam a do personagem principal; o antagonista que depois vira amigo (e aqui temos logo dois), etc, etc etc.

Captain Tsubasa

Talvez isso seja fruto de sua época. Afinal, o mangá é do início da década de 1980, mas o Takahashi bem que poderia desenvolver a história um pouco além do que acontece no campo de futebol ou ao redor dele.

Sabe, temos personagens aqui até bastante carismáticos, como o Ishizaki por exemplo, mas tudo que é contato sobre eles são histórias que se passam em um estádio ou que envolvam alguma partida que vai acontecer.

Sei que esse é um mal de animes de esporte, mas em Captain Tsubasa, até a alternativa mais barata de ramificar uma história para meninos, um romance, é mal explorada… mas sobre isso falemos em outro momento.

A história várias vezes contada

Oliver Tsub- Digo, Tsubasa Ozora, no original, é um garoto prodígio que passa o dia inteiro chutando uma bola de futebol. Um dia, seus pais resolvem se mudar para uma cidade pequena chamada Nankatsu, que é conhecida por ter escolas com clubes de futebol, para que o garoto possa desenvolver melhor seu hobby.

Lá, Tsubasa, então com 11 anos, conhece seus amigos — que obviamente jogam futebol — e, com ajuda de Roberto Hongo (Roberto Maravilha, na dublagem da série J), começam a disputar torneios locais, até que vão evoluindo até um dia disputarem torneios pela seleção japonesa.

O roteiro é simples, porém competente no que se propõe. Como eu disse, o Takahashi não é lá o melhor dos roteiristas, mas ele sabe criar muitas situações inusitadas pra um mangá de esporte.

Captain Tsubasa

Os três arcos da história

O primeiro, “Kids’ Dream“, aborda o começo da história das crianças no clube da escola primária;

“Boys’ Fight” conta a história do último ano ginasial dos personagens;

Já “J Boys Challenge”, já aborda o torneio internacional de juniores.

São um pouco mais de 100 capítulos e a leitura é rápida, apesar do Takahashi cometer umas loucuras como FAZER CAPÍTULOS de 90 PÁGINAS, o que talvez seja o motivo do mangá ter 37 volumes… mas como eu disse, se você simpatiza com os personagens e está disposto a ler uma história com traço e roteiro ligeeeeiramente datados, pode ser uma boa leitura!

Captain Tsubasa

“Mas Horo! Qual eu assisto?”

Olha, eu tenho ótimas lembranças com a versão animada de CT, principalmente com a de 2002, já que foi a primeira que realmente assisti completa e tinha boas músicas.

Contudo, os quatro animes já feitos pra TV contam basicamente a mesma história, porém cada um com suas peculiaridades, com qualidade variando muito, onde cada um tem seu charme.

O anime de 1983 deixa os diálogos e eventos mais naturais, porém com animação bem limitada da época, enquanto a versão de 2018 — a mais recente feita pela David Production, mesmo estúdio de Jojo’s Bizarre Adventure — é exatamente o oposto disso.

LEIAM – Tudo o que você precisa saber sobre JoJo’s Bizarre Adventure | Phantom Blood

A série de 1994 (J, que passou na Manchete) resume os eventos do primeiro arco, porém toma liberdades com a arte.

Finalmente o anime de 2001 possui baixo investimento e faz um winrar com a história pra chegar logo no arco “Road to 2002”, que por sua vez também é diferente do mangá.

Captain Tsubasa

Explicando o conteúdo de cada versão

Por toda essa confusão, achei melhor separar os arcos com base nos diversos mangás e colocar embaixo de cada um deles a versão animada correspondente (caso exista).

Lembre-se que aqui não estarão listados alguns OVAs e filmes com história original.

Mangá: Captain Tsubasa

Arcos:
[1] Kids Dream 

Plot: Nankatsu primário no torneio nacional
Animes: Captain Tsubasa (1983) (até o episódio 80)
               Captain Tsubasa J (1994) (até o episódio 35*)
       Captain Tsubasa (2002) (até o episódio 11)
       Captain Tsubasa (2018) (até o episódio 28)

*: O anime Captain Tsubasa J (1994) não adapta os arcos “Boys’ Fight” e “J Boys Challenge”, pulando da infância dos garotos já pra fase quase adulta.

[2] Boys’ Fight

Plot: Nankatsu ginasial no torneio nacional
Animes: Captain Tsubasa (1983) (episódio 81 até o final)
              Captain Tsubasa (2002) (episódio 12 ao 20)
              Captain Tsubasa (2018) (episódio 29 ao 52)

[3] J Boys Challenge 

Plot: International Jr. Youth na França
Animes: Shin Captain Tsubasa (OVA)
               Captain Tsubasa (2002) (21 ao final**)
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Mangás: Captain Tsubasa Saikyo no Teki! Holanda Youth & Captain Tsubasa  World Youth Hen

 Arcos:

[4] Battle of World Youth

Plot: Eventos pós Jr. Youth 
Animes: Saikyo no Teki! Holanda Youth (Filme) 
               Captain Tsubasa J (episódio 36 até o final*)

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Mangá: Captain Tsubasa Road to 2002

Arcos:
[5] Road to 2002

Plot: Tsubasa sai do São Paulo e vai pro Barcelona
Anime: Captain Tsubasa (2002) (21 ao final**)

**: O anime Captain Tsubasa (2002), além de resumir duas sagas inteiras em dez (!) episódios, também criou material novo na sua segunda metade, misturando plots dos arcos “J Boys Challenge” e “Road to 2002”. Pode ser considerado material original, de certa forma.

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Mangá: Captain Tsubasa: Golden-23 

Arcos:

[6] Golden-23

Plot: O Sub-22 do Japão se prepara e joga as Eliminatórias para os Jogos Olímpicos de 2004
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Mangás: Captain Tsubasa: Kaigai Gekito Hen in Calcio – Hi Izuru Kuni no Giocatore & Captain Tsubasa: Kaigai Gekito Hen en La Liga

Arcos:
[7] Overseas Fierce Fights

Plot: Os personagens principais jogando seus torneios locais e Tsubasa jogando o Campeonado Espanhol
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Mangá: Captain Tsubasa: Rising Sun

[8] Rising Sun 

Plot: Os Jogos Olímpicos de 2004 no México, continuação da preparação feita no mangá Golden-23

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E por enquanto é só de anime e mangá (ufa!)

Recomendações Pessoais

Olha, é inegável que é necessário ter um certo gosto pelo esporte pra assistir Captain Tsubasa, por isso, tenha isso em mente antes de se aventurar pois muito do que se sustenta a série é o fato de ter partidas de futebol acontecendo. Dito isso, minhas recomendações são:

Captain Tsubasa (1983): indicado pra quem não se importa com arte datada. O roteiro consegue melhorar o mangá, deixando o ritmo mais natural, porém demorado. A maioria dos filmes é baseada nessa série.

Captain Tsubasa J (1994): sinceramente só consigo recomendar pra quem assistiu na Manchete e por favor, veja legendado. A dublagem erra muita coisa, além de trocar o nome dos personagens.

Captain Tsubasa (2002): mais uma série que só consigo recomendar pra quem assistiu na época, seja no Cartoon Network ou na RedeTV anos depois. A dublagem dessa vez consegue mudar o nome dos personagens no MEIO da série, então do nada o Tsubasa deixa de ser Oliver, além de clássicos como a voz escrota da Yayoi Aoba:

Captain Tsubasa (2018): Inegavelmente a versão mais fiel em relação ao mangá. Mesmo adaptando somente os dois primeiros arcos, a versão 2018 não tira nada da história original, ainda que trazendo a mesma para os tempos atuais (o pai do Tsubasa conversa com ele por mensagem ao invés de mandar uma carta a cada final de torneio).

Porém, PRA MIM, isso causa um efeito um pouco comum em séries atuais que é a falta de naturalidade da animação por causa dessa busca por verossimilhança em relação a obra original.

Certos momentos e cenas parecem nada mais que uma página colorida do mangá. Isso é uma característica do estúdio, já que Jojo também sofre do mesmo problema. Se isso com certeza não te incomoda tanto, talvez seja o melhor caminho para começar.

Captain Tsubasa (mangá) (1981): O mangá é muito feio, porém a real história está contida nele e é inegável que é a única forma de acompanhar a história em sua plenitude.

Uma forma que eu considero ok de acompanhar a série seria assistir o anime de 1984 ou o de 2018 inteiro, e depois o mangá a partir da parte correspondente (listada mais acima no texto).

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Então é isso! Depois desse resumão gigantesco e toda essa junção de informações espaçadas na internet + conhecimento pessoal, espero que consiga estimular mais gente a conhecer a história do Tsubasazinho. Infelizmente ele jogou no São Paulo (ou “Brancos”, como no anime de 2002) e não no meu Mengão, mas aí também é querer demais.

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Esse artigo foi originalmente publicado em 17/09/2017 e re-editado em 12/01/2021, com correção de informações, formatação e novas imagens. Espero que gostem!

 

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Tudo o que você precisa saber sobre Jojo’s Bizarre Adventure é o meu modo de compartilhar com vocês minha a experiência com a franquia, afinal, eu a conheci por meio do jogo lançado para Dreamcast há muitos anos atrás.

Eu adorava o jogo mas não tinha ideia da história por de trás do game, além da apresentada no jogo. Só anos mais tardes que resolvi assistir ao anime desde o início, e foi então que entendi o porque do termo bizarro no nome.

LEIAM – Tudo o que Você Precisa Saber sobre Berserk

É complicado falar de Jojo’s Bizarre Adventure pelo fato de que a série muda drasticamente ao longo dos arcos, mas de um modo bom ao meu ver, apesar de que provavelmente isso deixe algumas pessoas receosas ao lidar com os dois primeiros arcos.

De qualquer modo eu posso garantir de antemão que esse artigo pode ser de grande ajuda para quem estiver disposto a explorar a mente bizarra de Hirohiko Araki – Um mangaka que não usa pasta de dentes e afirma que nunca teve caries.

PRIMEIRO ARCO: PHANTOM BLOOD

JoJo’s Bizarre Adventure
Meu amigo, acho que tu deveria ter morrido

O primeiro arco foi publicado inteiro em 1987, e conta a saga do desafortunado Jonathan Joestar contra o maléfico, Dio Brando.

É um arco muito bom mas cansativo em determinados momentos, pelo menos eu achei que demora de mais para chegar a algum lugar. Mas quando Dio se assume como um vilão real, ai a aventura começa.

Pra elucidar melhor eu vou resumir um pouco a trama:

Jonathan Joestar era uma criança sensível, amante dos animais e sortudo por ter nascido em uma família inglesa abastada e muito nobre no ano de 1880. E como felicidade demais é sinal de que o universo tá preparando um destino pedreira, em uma noite chuvosa o caminho de seu pai George Joestar se cruzou com o de Dario Brando, um bandido beberrão e espancador de mulheres.

LEIAM – Impressões |  GANGSTA. da JBC

Depois de um acidente, George achou que Dario o estava socorrendo, quando na verdade ele só tava assaltando os defuntos resultantes do acidente de charrete. Por ser um nobre de bom coração, decidiu que um dia o recompensaria pela “ajuda” naquele momento, afinal, a mãe de Jonathan morreu no acidente.

Naquela noite, George condenou o mundo todo ao fechar acordo com o intermediário do próprio Satanás.

JoJo’s Bizarre Adventure
Optei por imagens do anime porque são boas

Os anos se passaram e um Dario Brando moribundo condenado a uma cama, falando muita merda e sendo envenenado aos poucos por sue filho, Dio.

Sabendo que não vai ter a oportunidade de uma última birita, ele anuncia ao filho que deverá ir até a família Joestar assim que ele morrer, pois eles lhe devem um favor.

Uma divida com a família Joestar se torna o oportunidade que Dio sempre buscara. Pela primeira vez, ele tem uma chance de deixar a vida de pobreza e alcançar a aristocracia e ficar mais perto do seu objetivo: DOMINAR O MUNDO.

A VIDA COM OS JOESTAR

JoJo’s Bizarre Adventure

Jonathan é condicionado a viver com o novo “parente” como se ambos fossem irmãos, isso inclusive acontece legalmente, pois George adota Dio.

Só que o desgraçado do Brando faz da vida do Jonathan um inferno sem precedentes. O cara tá com uma vida boa, mas não é o suficiente, ele quer eliminar o “irmão” a qualquer custo e pra isso decide tomar tudo que traga felicidade na vida do rapaz.

É nesse ponto que fiquei chocado, ainda mais no mangá, com o quão mal Dio pode ser.

Não sei se Araki não gosta muito de animais e Dio reflete esse lado do autor. Não tô afirmando nada. Só que os animais tendem a sofrer terrivelmente em suas histórias, então sempre que vejo algum animal sendo destacado em algum quadro, só consigo pensar o pior.

COMEÇA A PORRADARIA

JoJo’s Bizarre Adventure

Jojo’s Bizarre Adventure nasceu em uma época em que muitos mangás queriam ser como Hokuto no Ken. Logo, apesar de Araki buscar criar seu universo próprio, ele ainda não podia deixar a porradaria de fora se quisesse uma fatia do mercado (opinião minha).

Assim que Dio se assume como vilão — o que tava mais que óbvio — resta a Jonathan desenvolver técnicas para conseguir lidar com o risco que seu irmão se tornou ao mundo.

LEIAM – Uzumaki | Uma obra-prima do Horror em mangá

É nesse ponto que entra os socos e pontapés, além daquilo que provavelmente se tornou marca registrada da série que foi o uso de estratégia de combate.

Nada de sétimo sentido ou coisa do tipo. É tudo na base da força de vontade e muito neurônio explodindo feito estalinhos em festa junina na busca de uma alternativa pra eliminar os inimigos.

O HAMON

JoJo’s Bizarre Adventure

A técnica aprendida por Jonathan se chama HAMON (ou “onda”). Ela é baseada na força retirada do corpo por meio da respiração, permitindo que a mesma seja transformada em ondas de energias parecidas com a do sol e assim queimar o inimigo.

Essa técnica foi criada com objetivo de combater os homens do pilar, os vampiros da franquia, uma vez que o sol é a forma mais óbvia de matá-los.

Emitir essa energia por meio das mãos facilita a criação de uma arma a qualquer momento, seja em ataques diretos no inimigo ou usar objetos energizados com hamon.

Há diversos momento durante o arco em que Jonathan se vê obrigado a contar mais com o raciocínio rápido do que com a força bruta. Isso acaba se tornando uma marca registrada de JoJo’s Bizarre Adventure, onde raramente você vê os personagens recorrendo a combates diretos.

CONCLUSÃO DO ARCO

JoJo’s Bizarre Adventure

JoJo’s Bizarre: Phantom Blood não é o arco mais querido por todos os fãs, mas consegue ser muito divertido de se assistir.

A batalha final é muito divertida, além do fato de que o autor não se reprime ao exibir violência, desmembramento, usando gore de maneira bem pontual para criar situações de tensão.

Deixei pontos importantes de fora por razões óbvias, a de não estragar a experiência de quem vai se aventurar.

Destaquei apenas aquilo que achei necessário, até porque é um arco que o autor estava começando a desenvolver o seu universo próprio. Muito do que você vai ver nesse inicio será ignorado lá na frente, mas o estilo de combate estratégico e as bizarrices, esses seguem firme e forte.

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The Legend of Zelda: Ocarina of Time Perfect Edition| Um mangá que valeu a pena https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/10/the-legend-of-zelda-ocarina-of-time/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/10/the-legend-of-zelda-ocarina-of-time/#respond Sun, 10 Nov 2019 21:43:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2019/11/10/the-legend-of-zelda-ocarina-of-time/ No meu atual emprego, aos finais de semana o ritmo cai ao ponto de ser possível ler um livro tranquilamente. Por essa razão criei o habito de sempre carregar comigo seja um livro ou um mangá na mochila, e no plantão passado decidi encarar The Legend of Zelda: Ocarina of Time da Editora Panini. Fazia […]

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No meu atual emprego, aos finais de semana o ritmo cai ao ponto de ser possível ler um livro tranquilamente. Por essa razão criei o habito de sempre carregar comigo seja um livro ou um mangá na mochila, e no plantão passado decidi encarar The Legend of Zelda: Ocarina of Time da Editora Panini.

Fazia algum tempo que o tinha aqui em casa, mas só havia lido um pouco apenas, então ontem decidi recomeçar do zero e não me arrependi. Me deparei com uma leitura leve e a ótima arte de Akira Himekaya. Foram horas de diversão e situações engraçadas envolvendo Link, e por essa razão decidi escrever a respeito do mangá.

É perigoso ir sozinho, então me acompanhem á Hyrule.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time conta com 384 páginas que você vai devorar rapidamente, pelo foi o meu caso. Se trata de uma edição de luxo linda que certamente vai deixar os fãs da franquia com os pelos ouriçados, mesmo custando 29,90 R$. – O que nesse caso eu considero um valor até justo comparado a outros produtos da Editora Panini que estão próximos desse valor.

Esse mangá é o primeiro de cinco volumes, onde cada um deles engloba um respectivo jogo, no caso começa com: Ocarina of time, The Minish Cap/ Phantom Hourglass, Majora’s Mask, Oracle of Seasons/Oracle of Ages e encerra com Four Swords. Como podem ver alguns mangás englobam dois jogos, mas vale citar que ainda conta com histórias extras.

Eu nunca terminei nenhum jogo da franquia Zelda e por isso o mangá acabou sendo muito divertido e surpreendente. Há personagens que conhecia apenas por revistas ou mesmo imagens perdidas pela rede, assim tudo foi se encaixando a medida que avançava na história e eu ficava com aquela cara de OHHH!

Se me perguntasse, eu não saberia apontar o que fez parte da história do jogo ou não, mas há alguns momentos realmente emocionantes e que eu adoraria de vivido jogando o jogo. Como um capitulo em que Link precisa tomar a decisão de tirar a vida de um amigo antigo corrompido pela magia de Ganondorf ou não.

Isso não foi spoiler, né?

Por outro lado temos momentos onde podemos conferir Link aprendendo a lidar com o peso de ser o Herói do Tempo e a responsabilidade de salvar Zelda. Não só isso, também somos levados a conhecer um pouco mais da história dele e como ele foi parar na vila Kokiri e os bullying que sofria de Mido. Tudo isso contribui para uma maior profundidade do personagem, fazendo com que passemos a gostar ainda mais desse orelhudo.

Ah, o Skull Kid também tem sua participação na mangá, assim como sua origem também é contada. O que talvez seja novidade para quem ainda não conhecia o universo do jogo ou não pesquisou sobre sua origem, assim como eu. Por sinal se tornou um dos meus capítulos favoritos do mangá, disparado.

Bem, supondo que você já esteja quase tirando o cartão de crédito da carteira, peço que tenha calma;

Infelizmente o primeiro volume do mangá se encontra indisponível no site na loja da Panini, mas os outros volumes ainda podem ser comprados por lá. Claro, se você pesquisar provavelmente vai encontrar o primeiro volume sendo vendido por valores ridículos.

Eu cheguei a encontrar o primeiro volume custando a bagatela de 119 reais, um preço que não vale, obviamente. Sei que muitos não seguem conselhos, mas recomendo não dar dinheiro para esses idiotas e aguardar pela republicação do titulo.

Creio que não tenha muito o que dizer além de que o mangá pode ser uma ótima porta de entrada para quem gostaria de conhecer a história do jogo de um modo mais dinâmico.

Os desenhos são bons, me lembrou um pouco aqueles mangás dos anos 80 em certos momentos, talvez isso tenha sido proposital. Outra coisa interessante foi que em dados momentos do mangá eu vi Link sangrar alguns inimigos, o que chamou bastante a atenção pois foi feito de uma maneira bem discreta e não explicita.

O mangá é voltado para todos os públicos, principalmente o juvenil, não podia esperar menos da Nintendo.

Por isso te digo que se encontrarem por um bom preço dando sopa, não perca tempo e adquira que vale a pena.Só não sejam burros de pagar 100 reais, né. Ou sejam, o dinheiro é de vocês mesmo.

Ah,antes que perguntem: NÃO, o artigo não é patrocinado pela Panini. Mas eles levam o meu dinheiro todo mês por causa dos mangás: JoJo’s Bizarre, Berserk e One-Punch Man.

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Tudo o que Você Precisa Saber sobre Berserk https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/05/04/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-2/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/05/04/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-2/#comments Fri, 04 May 2018 16:21:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2018/05/04/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-2/ Normalmente me interesso mais naqueles focados em temáticas adultas ou com muita enredo mais denso. Inclusive gosto de ler mangás de horror, como foi no caso do mangá de horror Uzumaki – Não me refiro ao Naruto, que alias não tenho mais paciência para continuar a ler ou assistir a saga do ninja de Konoha. […]

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Normalmente me interesso mais naqueles focados em temáticas adultas ou com muita enredo mais denso. Inclusive gosto de ler mangás de horror, como foi no caso do mangá de horror Uzumaki – Não me refiro ao Naruto, que alias não tenho mais paciência para continuar a ler ou assistir a saga do ninja de Konoha.

LEIAMUzumaki | Uma obra-prima do Horror em mangá

Mas voltando a Berserk, preciso dizer que não é para pessoas sensíveis. Outra coisa que gostaria de explicar antes de começarem a leitura é que o personagem se chama Gatts, mas no ocidente ele foi chamado de Guts, porém, também já vi seu nome sendo escrito como Gutts.

Estarei me referindo ao personagem como Guts, porque aparentemente é o modo comum por aqui e está no Guia Oficial.

O QUE VOCÊ ENCONTRA NO UNIVERSO DE BERSERK

Não entendam mal, quando digo que não é para qualquer um, me refiro ao fato de que o mangá é pesadíssimo.

O manga se desenvolve em um mundo dividido por guerras, onde o fraco sofre das piores maneiras possíveis. Guts, o protagonista, é fruto desse mundo e o encara do modo que teve de lidar a vida inteira, com muita violência e perdas ao longo do caminho.

Temas como religião, pedofilia, satanismo, estupros e incestos são abordados de uma maneira crua, e isso vai impactar o leitor. Só que o mangá não se resume apenas a tragédias.

O autor tenta mostrar por meio do seu protagonista, que em meio a tragédias é possível desenvolver novos laços e até meios de superar a perda, por mais difícil que seja, afinal a vida é uma estrada que não é toda pavimentada.

Guts é um personagem quebrado devido as desventuras em sua vida, e que ao longo de sua jornada se vê obrigado a crescer e voltar a confiar nas pessoas, criando novos laços de amizade e enxergando o mundo de um modo diferente para depois ver tudo isso se perdendo por conta da influencia de terceiros.

Afinal, humanos sempre serão uma caixa de surpresas.

Claro que a probabilidade de alguém vender o mangá ou criticá-lo usando apenas os pontos “negativos”, se é que podemos os considerá-los, são muito maiores do que tentar entender o contexto.

Para elucidar melhor, alguns anos atrás uma pessoas fez isso, usou o estupro de uma personagem para tentar validar ideologia politica e dar aquela lacrada com os colegas e conseguir alguns cliques no site. Infelizmente a autora ignorou muitos fatos e reduziu a personagem, que é uma mulher forte, para uma figura fraca e com proposito de objetificação apenas.

O autor criou uma personagem forte que não precisou ser estereotipada pra agradar nenhum tipo de agenda, olha só. Mas preferiram ignorar isso e alegar que a personagem estava sentindo prazer no estupro… É, soa muito retardado.

Pra essa galera vale qualquer coisa pra tentar validar discurso e algum tipo de notoriedade.

A HISTÓRIA DE GUTS

Ressalto que esse trecho está no mangá, então é um spoiler sobre a origem do personagem. Você pode ou não querer ler, mas achei interessante colocar para elucidar o tom do mangá.

Guts veio ao mundo de um modo, como posso dizer, em condições nada comum. Nascendo minutos depois de sua mãe ainda com ele no ventre ter sido enforcada em uma árvore.

O bebê Guts  nasceu condenado a morte ali na lama, morreria de inanição ou seria devorado por coiotes, lobos ou cães selvagens. Por sorte foi encontrado por um grupo de mercenários que estava passando por aquela estrada.

A esposa do chefe do bando, Shizu, ao ver a criança saiu correndo em sua direção e o pegou nos braços. O chefe Gambino, não gostou muito da ideia, porém, acabou aceitando devido as condições de sua esposa, que ficou mentalmente perturbada depois de perder o primeiro filho do casal.

Se por um lado, Guts agora tinha um lar, por outro ele era mal visto por todo o bando de mercenários. Em meio a escuridão da idade-média, um bebê nascido de um cadáver era interpretado como má sorte para todos. Isso sem dúvida traria consequências ao personagem no futuro.

TRÊS ANOS SE PASSARAM DESDE SUA ADOÇÃO

Sua mãe, Shizu adoece e acaba morrendo. Guts se encontra sozinho nas mãos de Gambino, e apesar de ser uma criança, se vê forçado a lutar nos campos de batalha para pagar os seu custo com comida, uma vez que seu “pai” é o chefe do bando.

Na realidade, jogar Guts na linha de frente não passava de uma desculpa, pois Gambino o culpava pela morte de sua esposa.

Algo que algumas já me perguntaram a respeito foi sobre a espada gigantesca que o personagem utiliza. Não preciso dizer que estamos diante de uma obra de ficção, então não dá pra cobrar realismo quanto a isso, mas eu estarei respondendo embasado no que foi apresentado no mangá.

Guts se viu obrigado a lutar para sobreviver e ter comida dentro do bando de Gambino, logo as espadas existentes não eram forjadas para crianças manuseá-las, ou seja, não tinha modelo infantil. Com muito treino ele passou a desenvolver suas habilidades para utilizar as espadas antes de encarar sua primeira batalha em campo.

Resumindo, o personagem desenvolveu técnicas para utilizar espadas maiores com ele, assim aumentando também sua força física para manuseá-las.

Porque uma das coisa que sempre relatam dentro do mangá é a força com que o personagem atinge seus inimigos, que em muitos dos caso são cortados ao meio por sua espada.

E como desgraça pouca é bobagem, durante a noite após sua primeira batalha em campo, enquanto Guts descansava, Donavan, um dos mercenários de Gambino, invade sua barraca e o estupra. Na ocasião enquanto lutavam, Donavan diz que pagou a Gambino três moedas de prata para ter Guts por aquela noite.

DEPOIS DE VIVER O INFERNO

Guts se torna um mercenário solitário e com nenhum apreço pela vida
alheia. Obviamente ele acaba topando com muitos personagens que tentam se aproximar dele, mas são tantas as feridas psicológicas que raramente
alguém se torna amigo dele devido a distancia que o mesmo impõem, pelo menos por enquanto.

Esse ponto da história é o momento que te faz compreender muito da personalidade e raiva do personagem.

Kentaro Miura – Autor do mangá

Agora que você conhece um pouco da origem do personagem, saiba que o mangá já tem 29 anos e foi criado por Kentaro Miura no ano de 1989. O mangá não chegou a sua conclusão até os dias de hoje, e continua sendo publicado.

Passou por diversos hiatos, e quem acompanha sabe o quão frustrante isso acaba sendo. Com um pouco de sorte o mangá acabará em breve, mesmo que isso me doa bastante.

Vale lembrar que o mangá está sendo publicado aqui no Brasil pela Panini, através do selo Planet Manga.

É uma edição de luxo muito bonita, e que certamente vale a pena se ter na estante. Com um pouco de sorte eles começam a republicar do primeiro número de novo para quem perdeu os primeiros. Não só os mangás, pois eles também publicaram o guia oficial do Berserk – Algo que tive que comprar logo de cara.

Por enquanto continua sendo um ótimo mangá e a sua qualidade é indiscutível, com arcos que realmente marcaram seus leitores.

OS DERIVADOS DO MANGÁ

Minha humilde coleção

Mas agora deixando um pouco de lado o mangá, você já se perguntou o porquê do titulo Berserk? Se não o fez, saiba que ele tem tudo a ver com o mangá.

Berserk ou Berserkers eram guerreiros nórdicos famosos por sua devoção ao Deus Odin, e pela brutalidade e fúria na qual lutavam nos campos de batalhas portando apenas machados e os peitos nus, só podiam ser contidos quando decapitados ou mortalmente feridos, já que em alguns caso até mesmo a amputação de membros não os continham durante a batalha.

Se você já leu e gostou tanto quanto eu do mangá, acredito que vai ficar muito feliz em saber que ele gerou 2 games, sendo um lançado para o Dreamcast no ano de 1999 com o titulo de Sword of the Berserk – Guts’ Rage. Com uma história spin-off ambientada entre o volume 22 e 23 do mangá.

No ano de 2004 foi a vez do PlayStation 2 receber um jogo da franquia, o Berserk: Millennium Falcon Hen Seima Senki No Sho, onde contava a história após o eclipse ocorrido no volume 13.

Por outro lado em 2016 Guts voltou as consoles com Berserk and the Band of Hawk, para PlayStation 4 e PC. Dessa vez o jogo era voltado ao gênero “musou”, que ficou popular com a franquia Dynasty Warriors.

São todos ótimos games e conseguem entregar tudo aquilo que o fã do mangá queria ver. Fora o fato de que destroçar tudo e a todos em seu caminho é muito divertido. Claro, que recomendo você ler o mangá antes de se aventurar, assim você consegue se divertir ainda mais – Eu espero ansiosamente que surjam ainda novos games, como talvez um de luta.

Um anime foi lançado de 1997 a 1998 e os três OVAS intitulado de Berserk Golden Age Arc que recentemente foram lançados, contando o encontro de Guts com o bando do Falcão, além de uma passada de leve sobre o passado do personagem.

Posso dizer que esses três OVA’s são a melhor animação que você irá conferir sobre o mangá.

Mas nem tudo são flores, infelizmente em 2016 fomos surpreendidos com um novo anime de Berserk. Sinceramente, se era para fazer aquilo que não tivessem feito.

O anime foi produzido em 3D alternando com 2D, trazendo um aspecto “plástico” as cenas de ação. Fora o fato de terem censurado mamilos. Uma obra como Berserk deve ser visto na integra e sem choro. Só é interessante por dar continuidade na história e abordar arcos pós eclipse, mas no geral é bem ruim a animação.

É isso, torço para que esse resumo desperte sua curiosidade em ler o mangá, porque sem dúvida a obra merece muito mais atenção.

Fiquem com um AMV que eu criei utilizando trechos do Berserk Golden Age Arc e até mais.

Artista: Hatzel feat. Knob – Yoredet

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The Ghost in the Shell | Impressões https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/12/20/the-ghost-in-shell-edicao-da-editora-jbc/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/12/20/the-ghost-in-shell-edicao-da-editora-jbc/#respond Wed, 20 Dec 2017 19:20:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2017/12/20/the-ghost-in-shell-edicao-da-editora-jbc/ The Ghost in the Shell sempre foi uma das minhas animações prediletas dos anos 90, ao lado do maravilhoso AKIRA. Só que, nunca tive qualquer contato com o mangá derivou as animações durante todos esses anos. Por sorte, com a adaptação de um filme ocidental chegando ao cinemas, isso possibilitou o aumento de interesse sobre […]

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The Ghost in the Shell sempre foi uma das minhas animações prediletas dos anos 90, ao lado do maravilhoso AKIRA.

Só que, nunca tive qualquer contato com o mangá derivou as animações durante todos esses anos. Por sorte, com a adaptação de um filme ocidental chegando ao cinemas, isso possibilitou o aumento de interesse sobre o mangá original e consequentemente, interessados na publicação do mangá.

LEIAM – Tudo o que você precisa saber sobre JoJo’s Bizarre Adventure | Phantom Blood

A editora JBC, esperta, anunciou que iria publicar o mangá. Seria a primeira vez que o manga ganharia uma publicação Br em nosso país, e o melhor de tudo, em volume único.

Entrei em contato com a editora, que para minha surpresa gentilmente  cederam uma cópia para que pudesse ler e avaliar esse fantástico mangá. Peço desculpas quanto a demora, afinal, o recebi em Março, mas só consegui terminar de ler esse mês.

Mas cá está minhas impressões!

O mangá The Ghost in the Shell é bem diferente do que pensávamos com relação ao anime e filme. Posso dizer que a personalidade da Major Motoko Kusanagi difere em cada uma das obras citadas. Enquanto nas adaptações que se seguiram temos uma personagem mais séria e soturna, no mangá ela é extrovertida e faz piada sujas a todo momento, além de ser totalmente desinibida. O que não muda os questionamentos levantados quanto ao conceito de alma e como seria esse mundo cibernético.

Ambientado no ano de 2029, uma data não tão distante da nossa realidade atual, onde um neurochip criado tem a capacidade de se conectar com as fibras neurais, ampliando a velocidade da transmissão e processamento de dados.

LEIAM – Gangsta | Impressões do mangá da JBC

O que possibilita a criação de cérebros cibernéticos. É ai que a seção 9, uma unidade do governo que é especializada ao combate de crime tecnológicos e a Major Motoko entram. Eles precisam impedir que pessoas sejam hackeadas. É na perspectiva dos personagens dessa seção que somos levados a situações e questionamentos que vão muito além de uma pequena aventura.

Há situações em que você se pergunta se realmente estamos tão longe de ser absorvidos por completo pela tecnologia. Por exemplo: Na seção 9 somente um personagem não possui prótese ou implante, ou seja, ele é totalmente humano.  E seria isso uma vantagem ou desvantagem diante desse universo onde a tecnologia está presente?

Ghost in the Shell

Perguntas como essa acabam ficando no ar, deixando ao leitor interpretá-las como quiser, levando-nos a uma discussão filosófica quanto ao significa de ser humano em um mundo dominado pela tecnologia.

Quanto a edição, uma das coisas que me chamou a atenção nessa obra original foram as notas de rodapé, onde o autor explica algumas situações e elucida que não seriam possíveis aplicá-las no mundo real, mas que ficaram boas desenhadas. Eu achei isso uma sacada genial, porque é como se o autor conversasse contigo durante todo o mangá.

Por outro lado, recomendo a leitura dessas notas de rodapés somente após a conclusão de do mangá, porque ler a todas as notas enquanto você acompanha a história acaba tornando a leitura um pouco tediosa, mas isso é a minha opinião, faça como bem quiser e depois me diga como foi a experiência.

Ah, também preciso ressaltar que a fonte utilizada nos rodapés por vezes dificultam a leitura, talvez se fosse um pouco maior ou em arial – HAHAHA – . Claro, sei que essa escolhas foi do autor que supervisionou todo o processo de remasterização e as notas, mas não podia deixar de apontar porque minha vista sofreu com isso, mas também não é nada que comprometa a qualidade.

Ghost in the Shell

A arte de Shirow Masamune é incrível, o autor não perdeu a mão em nenhum momento durante todo o mangá. Por vezes eu apenas ficava olhando todos os detalhes do traço e cenário ao redor. E como um bom apreciador da violência explicita em mangás, fiquei extasiado com o quão visceral são as cenas de morte no mangá. Uma simples rajada de tiro arranca pedaços dos personagens, que são desenhadas sem qualquer tipo de censura – Nas páginas coloridas fica ainda mais bonito de se ver.

Eu me diverti muito com as situações das missões que o setor 9 precisa encarar, principalmente os vilões que Major Motoko precisa lidar. Eles possuem uma razão e suas histórias estão bem além das motivações simples, até porque o que constitui um personagem ser o vilão? As vezes é apenas o ângulo e posições em que estamos torna outros em vilões.

É muito bom ver as questões que são levantadas durante todo o mangá, mas não pense que a leitura é chata e entupida de filosofia, o autor faz bom o autor também faz bom uso dos alivio cômicos em diversos momentos, tornando a leitura leve e descontraída mesmo abordando temas complexos, o que é mostra a preocupação do autor em tornar a leitura acessível a todos sem exigir um conhecimento profundo do tema.

Ghost in the Shell

The Ghost in the Shell é um mangá muito melhor do que eu esperava, posso dizer que fiquei muito surpreso com as diferenças do anime e mangá. Essa edição certamente vale a pena ter na estante para se ler e reler varias vezes.

Um fato interessante é que se  você gosta de ficção, tenha certeza que vai identificar muitas, mas muitas coisas que já estiveram no cinema, como o clássico  Blade Runner – Caçador de Androide do gênio, Ridley Scott e  Matrix das irmãs Wachowski.

LEIAM – Redenção Gamística: Super Mario 64 (Nintendo 64 / DS / Switch)

Nesse caso, muitos dos conceitos e até mesmo situações criados por Shirow Masamune foram transportadas para Matrix. Então se vocês gostam de mangá e dessas obras cinematográficas da ficção, sem dúvida The Ghost in the Shell merece sua atenção.

Para situá-los melhor quanto a obra, recentemente o mangá ganhou como melhor edição estrangeira durante o 29º Troféu HQMix, considerado o Oscar dos quadrinhos e humor no Brasil, que ocorreu no mês de agosto.

Sem dúvida mais do que merecido, e se você ficaram interessados basta acessar a página da Editora JBC e garantir sua cópia. Não, eu não ganho comissão, mas uma obra como essa merece a atenção.

É isso, até a próxima quarta!

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Durante minha ida ao cinema, por ter chego mais cedo, eu decidi passar em uma banca de revistas. E foi então que eu vi o primeiro volume do mangá GANGSTA. Não conhecia nada a respeito dele, mas a arte me conquistou, então decidi arriscar e comprá-lo as escuras.

LEIAM – DEADPOOL | Um filme insanamente divertido

Foi uma leitura rápida mas tão proveitosa que decidi falar um pouco sobre esse mundo violento onde dois mercenários lutam para sobreviver.

DO QUE SE TRATA?

GANGSTA conta a história de Nícolas Brown e Worick Arcangelo, dois mercenários “faz-tudo” na cidade de Ergostulum.

A cidade é tomada pela corrupção, violência e drogas em cada esquina em um nível preocupante. Eu falei tomada, então não preciso dizer muito, certo?

No fim das contas essa realidade brutal em que os protagonistas vivem acaba sendo muito bom no ponto de vista comercial, pois Nico e Worick prestam serviços tanto para a mafia quanto a policia local. Com isso podemos dizer que eles não são mocinhos e estão apenas no lado deles mesmos.

Por exemplo: No inicio do mangá eles estão espancando um marginal que andava hostilizando a pensão de uma idosa, mas só o estão fazendo porquê ela pagou por aquela surra no cretino.

OS PERSONAGENS

A principio é essa a impressão que você tem dos protagonistas, mas após aceitarem uma nova missão na qual o alvo é um cafetão, que vem expandindo seus negócios em áreas consideradas proibida.

O objetivo da missão é a execução de todas as pessoas ligadas a gangue, mas parece que a prostituta, Alex, acabou chamando a atenção de Worick, por esse motivo acaba sendo poupada e se tornar uma protegida da dupla.

Depois dessa introdução recheada de ação, sexo e um gore bem de leve, você é levado a intimidade dos “Faz-Tudo”;

Worick quando não está prestando serviço como mercenário, ele presta serviços sexuais a mulheres infelizes ou carentes. Segundo o mesmo, o lance de gigolô é o seu verdadeiro trabalho e sua clientela é fiel, constituída de mulheres belas, mulheres feias feito o diabo chupando manga e até mesmo travestis tão belo ou mais que mulheres, segundo Worick.

Essa imagem não é do primeiro volume, mas ilustra o grau de violência do mangá

O personagem é bem descontraído até mesmo em momentos de ação, mas parece esse lado extrovertido é para esconder algo sombrio.

Nicolas é surdo feito uma porta e se comunica por linguagem de sinais – É a primeira vez que conheço um personagem surdo, então vê-lo se comunicando sempre com gestos realmente é muito bacana.

Nico (Como é chamado) é um DOG TAG, o que nesse universo é equivalente a super soldados, mas ainda não há muito informação sobre a razão deles existirem.

O que sabemos é que ele é forte pra cacete e curte cortar a galera com sua katana.

Ainda nesse volume temos o primeiro confronto entre dog tags e que dá uma ideia de como eles são “catalogados” por nível de força. Nico aparentemente é de uma classe alta, mas ambos sabemos que sempre tem alguém mais forte, alias, ele fica nessa de procurar inimigos mais fortes para lutar.

Quanto a Alex, nesse primeiro volume não temos muita informação a respeito, além de que ela era forçada a se prostituir.

Eu espero que essa personagem desenvolva mais nos próximos volumes.

CONCLUSÃO

Eu não conhecia o trabalho de Kohsek, mas pelo pouco que encontrei a respeito da autora, esse nem é o nome real dela e não há fotos de seu rosto. Suas ilustrações são ótimas e os momentos de flashback possuem um dos melhores traços do mangá, ao menos são os meus momentos favoritos.

GANGSTA tem humor, ação e um universo muito interessante a ser explorado. Fiquei feliz por ter acertado a mão ao levá-lo para a casa,  ainda mais pelo fato de estar com apenas 3 volumes lançados por enquanto.

O mangá está sendo publicado no Brasil pela Editora JBC e está custando 13,90 R$. Um preço pequeno a se pagar por um mangá de qualidade. Caso não queira ir até a banca, saiba que você pode comprá-lo no site da editora JBC.

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Uzumaki | Uma obra-prima do Horror em mangá https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/02/29/uzumaki-aterrorizante-obra-prima-de/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/02/29/uzumaki-aterrorizante-obra-prima-de/#respond Mon, 29 Feb 2016 01:25:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2016/02/29/uzumaki-aterrorizante-obra-prima-de/ Uzumaki é o tipo de mangá que você não consegue terminar o primeiro volume e seguir adiante rapidamente. Você acaba se vendo na obrigação de ler tudo novamente para se garantir que não perdeu nenhum detalhe da trama desenvolvida por Junji Ito. Pensar que a primeira vista eu ignorei esse fantástico universo repleto de espirais, […]

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Uzumaki é o tipo de mangá que você não consegue terminar o primeiro volume e seguir adiante rapidamente. Você acaba se vendo na obrigação de ler tudo novamente para se garantir que não perdeu nenhum detalhe da trama desenvolvida por Junji Ito.

Pensar que a primeira vista eu ignorei esse fantástico universo repleto de espirais, simplesmente por pensar que seria apenas mais uma história de assombrações cabeludas, alias, um baita preconceito da minha parte.

LEIAMTudo o que você precisa saber sobre Berserk

Bem, eu errei, mas cá estou compensando o erro e compartilhando com todos vocês minhas impressões desse mangá de horror obrigatório aos amantes do gênero.

O INÍCIO

Talvez eu esteja chovendo no molhado, mas vou dizer assim mesmo: Uzumaki significa espiral. Talvez isso o tenha feito lembrar-se de Naruto, ou o simbolo do personagem. Provavelmente sua cabeça está explodindo em mil pedaços nesse exato momento por descobrir que seu herói, Naruto, tem o sobrenome Espiral.

A história de Uzumaki tem inicio na cidade de Kurôzu e foca na adolescente Kirie Goshima (Dei o nome “Kirie” a gatinha que eu adotei em homenagem a protagonista) que vem notando um estranho comportamento das pessoas e até mesmo objetos – O excesso de redemoinhos já me assustaria, sério.

Inicialmente ela acredita que seja apenas coisa da cabeça dela, porém, seu sogro passa a ter uma obsessão por objetos que contenham a forma espiraladas.

A MALDIÇÃO DA ESPIRAL

Certo dia enquanto voltava da escola, ela avista um homem em um beco e ao se aproximar percebe que é seu sogro. Ela chama por ele, e nota que seu comportamento é motivo para camisa de força e severa terapia de choque. Na real ela deveria ter ido embora pra casa de ônibus.

Assustado com a visão do sogro revirando os olhos, ela foge e durante a tarde avisa o namorado, Shuishi sobre o ocorrido, que não se surpreende e alerta que havia notado o comportamento estranho do pai. Inclusive Shuishi sugere a Kirie que ambos fujam da cidade porquê está com um pressentimento muito ruim mesmo.

Kirie rejeita a ideia e convence o pobre rapaz de que surras e terapias de choque podem conter a loucura que esta se espalhando pela cidade de Kurôzu.

Pobre Shuishi, ao menos você tentou.

Desse ponto em diante temos o casal tentando entender o que diabos está acontecendo com a cidade e o que está afetando seus habitantes.

LANÇAMENTO NO BRASIL

O mangá Uzumaki é constituído por três volumes e chegou a ser publicado no brasil pela editora Conrad.

Esse mangá é considerado por muitos a obra-prima do autor Junji Ito, um especialista em histórias do gênero, e que tem em seu currículo outro perturbador mangá chamado GYO e Tomie, que um dia eu ainda abordarei por aqui.

Mas não só suas histórias são no mínimo diferentes do que estamos acostumados a ler por aqui, como sua realmente conseguem causar desconforto, principalmente em momentos específicos da trama.

CONCLUSÃO

Há um conto com gravidas que foi um dos momentos mais perturbadores de todo o mangá. Só para ilustrar: Imagine como seria retornar um recém-nascido ao seu local de origem.

É. Eu fico arrepiado só de lembrar esse trecho.

Uma adaptação do mangá foi feito no ano de 2000, mas é tão ruim que pensei em lavar meus olhos com acido sulfúrico ao terminar de assistir. Um dia se a paciência e coragem permitir, eu escreverei sobre aquela atrocidade audiovisual.

O mangá não é recomendado para menores de idade devido ao seu teor violento, mas se você já é rapazinho e gosta de sentir medo ou virar a cara com cenas tensas e violentas, saiba que Uzumaki é uma excelente recomendação pra você.

Pra encerrar digo mais uma vez: Fiquem longe do filme em nome de tudo que é mais sagrado, aquilo não merecia ter conexão alguma com essa magnifica obra.

Eu espero que Tomie dê cabo nos responsáveis aquela monstruosidade de filme.

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