Arquivos Especial - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/category/especial/ Um pouco de tudo na medida certa Sun, 13 Jul 2025 00:59:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Arquivos Especial - Arquivos do Woo https://www.arquivosdowoo.com.br/category/especial/ 32 32 Golpes, Crendices e o Herói que desafiou o sobrenatural https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/07/12/james-o-incrivel-randi-o-mentiroso/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/07/12/james-o-incrivel-randi-o-mentiroso/#comments Sat, 12 Jul 2025 21:58:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/2015/07/03/james-o-incrivel-randi-o-mentiroso/ Se existe algo que aprendi entre 2020 e 2022, durante a pandemia, é que as pessoas preferem acreditar em soluções fáceis — humanas ou sobrenaturais. Enquanto lidávamos com a pandemia, as crendices e pseudociências afloraram. E me pergunto: onde está nosso James Randi, aquele que dedicou a vida a desmascarar ilusões e charlatões? Uma rápida […]

O post Golpes, Crendices e o Herói que desafiou o sobrenatural apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Se existe algo que aprendi entre 2020 e 2022, durante a pandemia, é que as pessoas preferem acreditar em soluções fáceis — humanas ou sobrenaturais. Enquanto lidávamos com a pandemia, as crendices e pseudociências afloraram. E me pergunto: onde está nosso James Randi, aquele que dedicou a vida a desmascarar ilusões e charlatões?

Uma rápida pesquisa na internet sobre qualquer tema nos mostra relatos de golpes, promoções falsas e até influenciadores vendendo soluções mágicas para problemas cotidianos. Os golpes evoluíram e se adaptaram à era digital, mas, infelizmente, não temos mais figuras como James Randi entre nós — um homem que dedicou a vida a desmascarar charlatões que exploravam pessoas vulneráveis.

Ele foi um verdadeiro herói, em uma era pré-internet, onde os golpistas encontravam seu palco na televisão.

Reprodução: Internet

O Desmascarador de Ilusões

Randall James Hamilton Zwinge, mais conhecido como James Randi, nasceu em 1928, no Canadá. Ainda jovem, mudou-se para os Estados Unidos, onde se naturalizou e construiu uma carreira como mágico de sucesso. Seu talento era tanto que ele teve um programa de TV próprio por muitos anos. Durante esse período, quebrou recordes impressionantes, como o de permanecer 104 minutos dentro de um caixão de metal submerso — um feito anteriormente alcançado apenas por Houdini.

Apesar do sucesso como ilusionista, aos 60 anos Randi decidiu se aposentar da mágica. No entanto, sua batalha estava apenas começando: ele voltou suas atenções aos charlatões da televisão, que usavam técnicas fraudulentas para enganar o público. Com sua experiência em truques de ilusão, Randi estava mais do que preparado para desmascará-los.

Reprodução: Internet – Uri Geller

A Perseguição a Uri Geller

Nos anos 70, James Randi travou uma batalha pública com Uri Geller, um israelense que afirmava ter poderes paranormais, como entortar talheres com a mente. Ele desmascarou a farsa, replicando os truques de Geller em programas de TV para provar que eram apenas ilusões. Isso irritou profundamente Geller e seus seguidores.

Em um desses programas, enquanto Randi realizava um truque idêntico ao de Geller, um professor na plateia o acusou de fraude. Randi respondeu prontamente: “Sim, de fato. Sou um enganador, um trapaceiro, um charlatão. Tudo o que fiz aqui foi conseguido através de truques.”

Para sua surpresa, o professor rebateu: “Não foi isso que eu quis dizer. Você é uma fraude porque está fingindo que usa truques, mas na verdade você tem poderes sobrenaturais e nos engana ao não admitir isso.”

Esse episódio é um exemplo claro de como muitas pessoas estão tão apegadas às próprias crenças que ignoram evidências claras. Mesmo com Randi explicando e demonstrando os truques, o professor preferiu acreditar no sobrenatural.

Reprodução: Internet – Peter Popoff

O falso profeta Peter Popoff

Entre os seus feitos, Randi desmascarou o profeta evangélico Peter Popoff, que tinha um programa só seu e lá “curava” deficientes e moribundos apenas com o poder de sua fé — um tipo de charlatão bem popular em nosso Brasil.

Popoff alegava realizar curas de todos os tipos de enfermidades e orientava seus fiéis a não buscarem médicos, mas sim procurá-lo. Randi, já calejado com esses golpes, decidiu que era preciso analisar cuidadosamente este caso. Foi então que percebeu um pedaço de plástico minúsculo no ouvido do profeta, mas como saber se aquilo era mesmo um aparelho auricular ou apenas um ponto de rádio? Para desvendar esse mistério, foi preciso contar com os serviços de um investigador particular, que passou a frequentar os cultos de Popoff sob as orientações de Randi.

O investigador, utilizando um aparelho capaz de captar frequências de rádio, identificou, após alguns minutos, uma voz em uma das frequências. Ele gravou a conversa entre Popoff e essa voz feminina, que posteriormente foi identificada como pertencente à esposa do profeta.

A farsa enfim foi descoberta, mas agora era preciso divulgá-la. O método escolhido por Randi foi desmascarar o pastor durante uma entrevista em um programa de TV.

Popoff foi desmascarado, e você deve pensar que ele aprendeu alguma lição, certo? Infelizmente, não. Na verdade, ele continua por aí aplicando o mesmo golpe.

Reprodução: James Randi Educational Foundation

A James Randi Educational Foundation

Em 1996, Randi fundou a James Randi Educational Foundation, onde passou a dar suporte a pessoas que tiveram suas vidas arruinadas por charlatões e golpistas. Lugar esse que também se dedica a ensinar ciência e matemática à comunidade e instigar um pouco de ceticismo as pessoas.

A fundação, por si só, já é um grande feito, mas ela se destaca por uma peculiaridade: oferece o prêmio de 1 milhão de dólares a qualquer candidato que possa provar seus poderes sobrenaturais sob condições específicas e em comum acordo entre as partes. E é aqui que entra Sylvia Browne, uma paranormal que alegava falar com os mortos e aceitou o desafio e se dispôs a realizar os testes de Randi.

Só que ela nunca apareceu para o teste…

Reprodução: Internet — James e seu esposo

O legado

James Randi faleceu em 20 de outubro de 2020, aos 92 anos. Depois de anos com um ceticismo afiado e disposto a destroçar qualquer sinal de charlatanismo, ele finalmente descansou, mas deixou um legado enorme.

Autor de 10 livros e com centenas de aparições públicas na televisão americana, Randi ainda chegou a trabalhar com Alice Cooper durante a turnê Billion Dollar Babies, onde se vestia de cirurgião louco e carrasco que guilhotinava Alice. Ele também estrelou um documentário maravilhoso chamado “An Honest Liar”, que infelizmente não está mais disponível nos streamings brasileiro, mas vale cada minuto do seu tempo se você encontrá-lo pelas redes.

O legado de Randi vai muito além da mágica que realizava ou desmascarava. Ele também foi fundador do Comitê para Investigação Cética (CSI) ao lado de nomes como Carl Sagan. Ou seja, nos deixou uma lição: devemos questionar qualquer solução fácil demais. Antes de tudo, é preciso ter um olhar cético sobre aquilo que está sendo oferecido. E, por favor, não confundam ceticismo com negacionismo, pois estamos falando de um ceticismo científico, racional e sustentado por embasamento — bem diferente daquele defendido por malucos conspiracionistas.

James Randi foi uma dessas grandes figuras que passaram pela humanidade e que deixaram uma bela e inspiradora história, e que com certeza há muito o que se falar a respeito, mas eu queria muito abordar rapidamente sobre ele e sua inspiradora historia.

Será que um novo James Randi surgirá em meio ao caos digital de hoje?

Escrevi essa matéria originalmente em 2015 e achei que merecia uma remasterização, hahaha! Espero que tenham apreciado a leitura.

O post Golpes, Crendices e o Herói que desafiou o sobrenatural apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2025/07/12/james-o-incrivel-randi-o-mentiroso/feed/ 3
The Game Awards 2024 | As reações e comentários do Sancini https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/13/the-game-arards-2024-as-reacoes-e-comentarios-do-sancini/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/13/the-game-arards-2024-as-reacoes-e-comentarios-do-sancini/#respond Fri, 13 Dec 2024 16:33:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=19031 Olá, mais um fim de ano, e mais uma edição da farsa que é o The Game Awards. Que nada mais é do que um bocado de trailers com premiações imbecis no meio. Ano passado não tivemos os comentários cáusticos da edição do The Game Awards. Comentários sobre premiação não serão feitos. Sem mais delongas… […]

O post The Game Awards 2024 | As reações e comentários do Sancini apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Olá, mais um fim de ano, e mais uma edição da farsa que é o The Game Awards. Que nada mais é do que um bocado de trailers com premiações imbecis no meio. Ano passado não tivemos os comentários cáusticos da edição do The Game Awards. Comentários sobre premiação não serão feitos. Sem mais delongas…

Ninja Gaiden Ragebound

Um Ninja Gaiden feito pela Game Kitchen? FUCK THE HELL YEAH, 2D DELICIOSO. Sério. Lindo e parece excelente.

One Move Away

Simulador de mudança. Bo-ring…

Slay the Spire 2

Mais um jogo de cartas bla bla bla…

Dave the Diver in the Jungle

Whatever.

Thick as Thieves

Parece um Thief, multiplayer, do criador de Deus Ex

Shadow Labyrinth

Spin-off de Pac-man baseado no episódio de Pac-man da série Secret Level. Pode ser interessante se o jogo for bom

Steel Paws

Whatever, ninguém usa aquela porra do Netflix Games. “Ain, mas é jogo do Yu Suzuki” FOOOODA-SEEEEEEE!

Tales of the Shire

Cozy, feio, parece uma bosta

StalcraftX

Que merda;

Midnight Murder Club

Nah, não é minha praia.

Kyora

Terrária dos criadores de Core Keeper. Passo

Rematch

Interessante jogo de futebol dos criadores de Sifu. O chamarei de SIFUTEBOL

Solasta 2

Parece interessante, apesar de parecer ao mesmo tempo genérico.

Com Solasta 2, foi terminado o pré-show.

The Witcher IV

Agora, é com a Ciri. Mantenho minha desconfiança por outros motivos. Declarações da CD Projekt

Elden Ring: Nightreign

Co-op de Elden Ring Standalone. PS4 VIVE! QUERO.

Final Fantasy VII Rebirth no PC

Chegando em breve, whatever.

Catly

Joguinho de gato. Trailer enfiado entre 2 jogos já lançados.

Novo Projeto do Fumito Ueda

Parece interessante, fundado pela Epic… Então já sabe, vai sair na Epic Games Store. Shadow of the Colossus com mechas? Ico no futuro?

Outer Worlds 2

Se você gosta de Fallout… E Tal. Se gostou do primeiro Outer Worlds.

Split Fiction

Co-op, do cara de Brothers, então já sabe o que esperar, Fuck the Oscars e tal. Parece interessante.

Steel Hunters

Game the Game de robôs, teste do beta aberto.

Blackfrost: The Long Dark II

Continuação do original. Canadá, the game.

Borderlands 4

Meu Deus, sem graça.

Tekken 8 DLC

Clive do FF 16 como DLC. SEMANA QUE VEM.

Splitgate 2

Parece divertido, multiplayer com portais e pew pew.

Mecha break

Multiplayer com mechas. Aaaah… Sei lá. Não me interessa.

Virtua Fighter

Oooh. MIM DÊ. A Sega também fez uma apresentação de 30 minutos com os produtores do jogo. E não, a mulher lutando com o Akira não é a Sarah, aparentemente é Stella, e devido ao estilo, devo assumir qu é filha da Sarah. No Virtua Fighter Direct, também tivemos novidades pro VF 5 Ultimate Showdown. Muitas dessas novidades advindas da versão R.E.V.O. que sairá para PC em janeiro. Ou mais especificamente, o oposto, R.E.V.O. é baseado no update 2.0 que saiu do Ultimate Showdown. E BETA ABERTO COMEÇOU HOJE, MALANDRO. Como parte das celebrações dos 30 anos da série, VF 5 Ultimate Showdown ganhará edição física, assim como um reprint de Virtua Fighter 2… Ops, eu parei de pegar os trailers pra edição desse texto pra assistir o VF Direct. My bad.

Project Century

Novo jogo do RGG Studio nos anos 20. OOOOH.

Turok Origins

Parece genérico, mas pode dar bom. Space Marine 2 deu bom pra Saber.

Helldivers 2: Omens of Tyranny

Carro confirmado em Helldivers 2. Grande atualização disponível para o jogo.

Warframe: 1999

Nova atualização de Warframe, esse jogo é bem antigo. E ainda vai bem, obrigado. Só não é o mesmo Warframe lá de trás.

Palworld

Nova atualização chega esse mês antes do natal.

Wuthering Waves

Wuthering Waves chega no PS5 em Janeiro. Os jogos da Hoyoverse parecem os mesmos.

Onimusha: Way of the Sword

FUCK YEAAAAAAAAH. ONIMUSHA DE VOLTA, CARALHO. CHUPA ASSASSIN’S CREED SHADOWS.

The First Berserker: Khazan

Sei lá. Faz parte do universo de Dungeon Fighter Online

Arad Dungeon & Fighter

Jogo do universo de DNF Online. Whatevs.

Dying Light: The Beast

DLC de Dying Light que virou jogo standalone. Passo.

Evento do Post Malone no Hunt: Showdown.

Eu gosto do Post Malone, é um cara legal. Não ouço a música dele.

Squid Game Unleashed

Fall Guys de Squid Game pra plataforma de games da Netflix.

Stage Fright

Dos criadores de Overcooked, um coop que estilo que lembra os buddy pokes,

Game of Thrones: Kingsroad

Mobile, sem gameplay mostrado. Whatever.

Double Dragon Revive

Abriu pré-venda. O jogo tá mais barato no PS do que no Xbox.

Solo Leveling: Arise

O jogo de Solo Leveling vai sair pra PC (era mobile)

Screamer

Corrida de Anime parece interessante, feito pela Milestone. Reboot da franquia da empresa, que iniciou lá em 1995.

Last of Us II vai sair pra PC.

Grandes merda.

Den of Wolves

Basicamente, PayDay num mundo cyberpunk. Pro bem e pro mal.

Zenless Zone Zero

Jogou um jogo do Hoyoverse, jogou todos, visualmente.

Honkai Star Rail.

Jogou um jogo do Hoyoverse, jogou todos.

Sonic Racing Crossworlds

MAIS UM JOGO DE CORRIDA DO SONIC. FUCK THE HELL YES. PS4 Vive.

Mafia: The Old Country

Parece interessante, mais do que a série Mafia.

Dispatch

O jogo parece bem interessante, meio Telltale, com super heróis.

Continuação de Okami

Kamiya de volta para dirigir a continuação de Okami. CAPCOM ON FIRE.

Crimson Desert

Caguei.

Intergalactic: The Heretic Prophet

Hm… Vou reservar meu julgamento até ver o gameplay.

Aqui, vou colocar uma coisa importante que um dos devs de Baldur’s Gate 3 falou no palco, quando comentou sobre as demissões da industria… Sobre os devs terem que pensar no jogo e nos jogadores primeiro, e isso trará sucesso. Um tapa com luva de pelica nos devs que saem aí xingando os jogadores.

Finalizando, em termos de anuncios, esse foi um dos mais eventos mais sólidos. Ninja Gaiden, Virtua Fighter, Onimusha, Rematch, Shadow Labyrynth, Splitgate 2, Okami, Sonic Racing Crossroads… Até Turok Origins pode dar bom.

O post The Game Awards 2024 | As reações e comentários do Sancini apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/12/13/the-game-arards-2024-as-reacoes-e-comentarios-do-sancini/feed/ 0
FracaStarters #1 Zoë Quinn e a hipocrisia da mídia americana https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/18/fracastarters-1-zoe-quinn-e-a-hipocrisia-da-midia-americana/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/18/fracastarters-1-zoe-quinn-e-a-hipocrisia-da-midia-americana/#comments Mon, 18 Mar 2024 01:44:05 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16575 Dizer que Zoë Quinn é um nome polêmico é uma obviedade, tal qual “Ferrari vai fazer uma estratégia imbecil na próxima corrida”, ou “Davy Jones não manja porra nenhuma de jogos”. Se você navega pela internet nos últimos 10 anos, provavelmente já ouviu falar nela, se nunca ouviu falar nela, abençoado seja seu ingênuo coraçãozinho, […]

O post FracaStarters #1 Zoë Quinn e a hipocrisia da mídia americana apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Dizer que Zoë Quinn é um nome polêmico é uma obviedade, tal qual “Ferrari vai fazer uma estratégia imbecil na próxima corrida”, ou “Davy Jones não manja porra nenhuma de jogos”. Se você navega pela internet nos últimos 10 anos, provavelmente já ouviu falar nela, se nunca ouviu falar nela, abençoado seja seu ingênuo coraçãozinho, meu caro leitor, você não sabe a paz que tem. Eu não quero tocar na polêmica maior dela, nem com um cabo de vassoura de 2 metros. Mas ainda assim, esse será um artigo sobre uma das presepadas da Quinn, que obviamente passou batida pela nossa imprensa de jogos brasileira, e eu COMPREENDO.

Ao contrário da vez em que apontei a hipocrisia do silêncio com relação a censura da Sony, esse aqui é um assunto sem importância pra nós que jogamos videogames em Terra Brasilis, mas que lá fora… Foi praticamente tratado com silêncio, provando a hipocrisia e corrupção da imprensa de jogos norte-americana, e mais uma prova do porque todo mundo com dois neurônios tira sarro de jornalista americano de videogames.

Todo mundo pode criar uma campanha de financiamento, aqui no Brasil ou lá fora, aqui no Brasil por exemplo, o Catarse entregou jogos como 99 Vidas e A Lenda do Herói (Falando aqui de jogos que eu ajudei no financiamento), e lá fora, plataformas como Kickstarter e IndieGogo ajudaram vários jogos a se tornarem realidade, sejam grandes ou pequenos. Alguns dos jogos que analisamos aqui, como Lords of Exile e Last Beat vieram dessas plataformas.

Mas, para cada história de sucesso, existem 10 histórias de fracasso. Não me refiro aos jogos que não atingiram sua meta, já que nesse caso, ninguém perdeu dinheiro, e também não refiro a jogos que foram financiados e lançados, mas que ficaram aquém do esperado, como Mighty No. 9 e Tormenta: O Desafio dos Deuses, mas sim a jogos que foram financiados, mas nunca lançados… Como Trajes Fatais, ou Neil deGrasse Tyson’s Space Odyssey/Space Odyssey: The Video Game, que foram fundados, mas não viram a luz do dia.

Talvez eu faça um texto sobre o scam que foi o projeto do Neil deGrasse Tyson, mas no caso de Trajes Fatais, tem um bom documentário que o Renato Cavallera (Vulgo Renato dos Games, digo, Segredos dos Games) fez sobre a produção de Pocket Bravery que pincela MUITO nos problemas de Trajes Fatais, que não só foi a papagaiada que foi, mas que a longo prazo prejudicou MUITO, os desenvolvedores brasileiros que querem partir pro financiamento, quanto pros jogadores brasileiros, que ficam com 300 pés atrás quando vê um projeto de financiamento coletivo de jogo nacional… A não ser que você seja fã do Cellbit, mas enfim, divago.

O fato é que a Zöe Quinn, além de ter sido o catalista principal do Gamergate (não quero entrar nessa toca de coelho, mas é necessário mencionar), também teve sua cota na lista de projetos que foram ao Kickstarter e sucederam em arrecadar dinheiro, mas que NÃO ENTREGARAM ABSOLUTAMENTE NADA. Essa é a história do calote de Kickstarted in the Butt: A Chuck Tingle Digital Adventure.

Primeiramente, quem é Chuck Tingle?

Em teoria, ninguém sabe a verdadeira identidade de Chuck Tingle, já que o nome Chuck Tingle é um pseudônimo, mas se a descrição do próprio pode ser dada como verídica, ele nasceu em Utah, e é um autor de livros que podem ser considerados como comédias eróticas gays. Você me pergunta, como assim, “Comédias Eróticas Gays, Sancini?” Bem, não dá pra levar a sério livros com os títulos: “Meu Triceratops Bilionário Quer Cus Gays”, “Comido pelo Presidente Pé Grande” e “Raptor Espacial: Invasão do Cu” (Tradução livre), títulos que soam como paródias daqueles livros que sua Tia Célia lia, que tinham um cara musculoso na capa, provavelmente o Fábio, e que são a origem dos livros de CEO milionário que come a funcionária, que infestam a Amazon e o Wattpad.

Não são livros que eu recomendo, mas como dizem, gosto é igual cu, cada um tem o seu. O fato é que por uma combinação de fatores, Tingle e a já mencionada Zoe Quinn se tornaram amigos, a ponto de Quinn ter sido a representante de Tingle nas vezes em que ele foi finalista do Hugo Awards. E dessa amizade, surgiu a ideia de fazer um jogo em FMV/date sim que adaptasse a ideia da estética das capas dos livros de Chuck Tingle. Nascia assim, o Project Tingler, que viraria Kickstarted in the Butt: A Chuck Tingle Digital Adventure.

O Kickstarter e o apoio da Imprensa Amiga

A primeira bandeira vermelha, vem no valor pedido por Quinn na campanha: sessenta e nove mil, quatrocentos e vinte dólares (U$ 69.420) porque “hahaha, numero engraçadão, olha como sou engraçada gente.” Isso demonstra uma clara imaturidade, pois qualquer pessoa que se depara com um financiamento coletivo, sabe que nem todo o dinheiro arrecadado irá ser alocado para a produção do mesmo. O Kickstarter cobra uma taxa de 5%, e outros 3% da taxa de processamento dos pagamentos, então fazendo uma conta rápida, arredondando pra 70 mil (pra facilitar cálculos), só nessas taxas, temos 5600 dólares indo embora nas taxas. (5553 dólares, se utilizarmos o valor de 69420 e sermos pedantes)

Chuck Tingle recebeu cerca de 1 a 2% do valor da meta do financiamento, que nos dá, cerca de 1000 dólares (1041 dólares para a contabilidade pedante.), Somando tudo, 6600 dólares (ou 6593 dólares) de gastos iniciais, mais de 10% do valor total. A segunda bandeira vermelha, é a falta de indicação para onde iriam os recursos. Isso é uma coisa que a maior parte dos projetos de financiamento coletivo possui. Geralmente, no popular “gráfico de pizza”, aparece para onde irão os recursos do projeto, como (X% de taxas do Kickstarter, Y% vai pra pagar programadores, S% para produção e envio de recompensas físicas, quando elas existem, Z% pra pagar os atores presentes, etc, etc). Novamente, sinal de irresponsabilidade. O próprio Kickstarter, em seu guia para criação de projetos, recomenda: Tenha uma Rede de Segurança, imprevistos podem acontecer, então peça um valor a mais do que você realmente precisa, para que os custos de imprevistos possam ser cobertos. Não com essas palavras, mas é essa a mensagem.

Normalmente, um projeto assim não ganharia tanta tração, só que bem, Zöe Quinn tem o apoio da Imprensa Amiga™ , logo, artigos sobre a campanha de financiamento surgiram a torto e direito, Kotaku, Metro, AV Club, The Daily Dot, Eurogamer, PCGames N, RockPaperShotgun, KillScreen, Logo, Inverse deram a publicidade necessária para atingir a meta, além de artigos revelando a existência do projeto, mostrado no blog da própria Quinn e em um vídeo da Vice 

A campanha, iniciada no final de outubro, alegava que o jogo estava em produção havia cerca de um ano, então, em teoria, não haveria muitos problemas em entregar o produto final na data inicial prometida, Fevereiro de 2017. O jogo não só atingiu a meta, mas arrecadou cerca de 85 mil dólares. Nada mal pra um projeto que está há um ano em produção, certo? Nos updates do Kickstarter, aos poucos as pessoas envolvidas no projeto iam sendo anunciadas, como Jim Stephanie Sterling (que já havia sido anunciada como parte do elenco), o dublador Dante Basco, o babaca do Wil Wheaton e o hoje infame wrestler Joey Ryan (as vezes é engraçado ver algumas coisas com o poder da retrospectiva).

Atrasos, adiamentos e… Cadê o Dinheiro?

Atrasos em projetos do Kickstarter acontecem, é natural, desenvolvimento de jogos é um processo arduoso e caótico, mas vamos combinar, que para um projeto que estava em desenvolvimento há um ano, é necessário um controle preciso de recursos, especialmente considerando o orçamento proposto, descontando as percentagens de taxas e o que Tingle recebeu, (6836 + 1041 = 7877 dólares) deixou Quinn e sua equipe para trabalhar com um total de 77.571 dólares. Mas, como Quinn não ofereceu um gráfico para indicar quanto vai para cada parte da produção (exceto as taxas do Kickstarter, taxas de pagamento e o valor que Tingle recebeu), fica difícil precisar o resto dos gastos, então agora vou entrar em Especulamania (meramente especulação), usando como exemplo, o gráfico de pizza do orçamento de Lords of Exile.

Taxas do Kickstarter: 7877 dólares. no KS de Lords of Exile, CZAzuaga colocou a taxa como sendo de 10% para arredondar, porque a taxa de pagamentos é 3% + 20 centavos de dólar/libra/euro por doação e a taxa de pagamentos pra doações abaixo de 10 dólares/libra/euro é de 5% + 0.05 centavos por doação.

Impostos: 18.798 dólares de impostos, possivelmente, pelo menos usando como base, os 22% de impostos da tabela de Lords of Exile.

Atores/Música/Merch: 29 mil dólares, arredondando pra baixo, e isso dividindo entre cachê para os atores/dubladores (a não ser que eles tenham topado ajudar Quinn de graça), arte, possíveis músicas e produção do merchandising prometido, além do envio de merchandising. Aqui, me baseio nos 34% da tabela de LoE.

Programação: 29 mil dólares, igualmente 34%. Como mencionei algumas vezes, Quinn não colocou nada, e os valores, com exceção das Taxas do Kickstarter, são mera especulação da minha parte.

Dando um pouco de crédito a própria Quinn, de acordo com aqueles que trabalharam na parte de programação do jogo, ela os pagou pelo tempo em que trabalharam no projeto. Fevereiro de 2017 veio e se passou,e obviamente, como deu pra perceber, o jogo fora adiado, sugestões de elenco, e um trailer de pré-alpha em Agosto, SEIS MESES depois da data prevista. E dali outros cinco meses de silêncio para os apoiadores, até que num update de Janeiro de 2018, veio que o jogo também sairia para mobile, porque bla bla bla 92% dos americanos tem um celular e blá blá blá mercado de games altamente politizado… (Me pergunto quem foi uma das principais responsáveis por essa politização, hein?)

Sete meses depois…

O bebê nasceu antes do esperado… Não pera, isso é sobre mim. Digo, sete meses depois, no fim de agosto de 2018, Quinn postou o último update no Kickstarter, intitulado “Updates e Desculpas”, no qual ela explica que o projeto estava com o futuro indefinido porque… O dinheiro acabou. E era isso.

Porém, o que fez muita gente erguer as sobrancelhas feito o The Rock, foi o fato de que ela postou essa atualização… E estava de férias no Japão, hospedada em hotéis caros. A ironia é que a mesma Imprensa Amiga™ que levantou tochas, acusou jogadores de serem istas e fóbicos durante o GamerGate, responsabilizou os mesmos pela eleição do HOMEM LARANJA e defende a Sweet Baby Inc, ficou em silêncio com relação a presepada do projeto da Zoë Quinn.

Kotaku, Metro, RockPaperShotgun? Silêncio puro. Jim Sterling, que fez fama brigando pelos direitos do consumidor contra práticas predatórias da indústria dos jogos? Você teria mais sorte perguntando a Bola mágica 8. Joey Ryan, o popular wrestler que tinha os druidas do pênis e tinha movimentos pélvicos em seu repertório de golpes? Bem, em 2020, rolou o movimento Speaking Out, em que vários wrestlers foram acusados de conduta inapropriada, assédio e até mesmo abuso sexual, físico e psicológico. E pelo menos DEZESSETE mulheres acusaram Joey Ryan, com isso, praticamente tornando o lutador, uma párea na indústria da luta livre.

Por quê esse artigo foi feito?

Sim, esse é um assunto de zero interesse pro jogador, ou imprensa de jogos brasileira, eu concordo absolutamente com essa linha de raciocínio, não me entenda errado. Mas acho interessante documentar esse curioso caso de hipocrisia da imprensa americana e irresponsabilidade/calote da Zoë Quinn, assim como o finado Lolygon uma vez documentou o Driv3rgate.

Fontes: Segredos dos Games, Niche Gamer, Kickstarter Handbook (Fees, Funding), VICE, Kickstarter (Lords of Exile) e Kickstarter (Kickstarted in the Butt: A Chuck Tingle Digital Adventure) 

O post FracaStarters #1 Zoë Quinn e a hipocrisia da mídia americana apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/18/fracastarters-1-zoe-quinn-e-a-hipocrisia-da-midia-americana/feed/ 1
Top Racer Collection | Do Legado ao Renascimento https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/16/top-racer-collection-do-legado-ao-renascimento/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/16/top-racer-collection-do-legado-ao-renascimento/#comments Sat, 16 Mar 2024 15:54:22 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=16445 Com o lançamento da coletânea de Top Racer na semana passada, eu pensei… Por quê apenas escrever sobre a coletânea? Deus, o mundo e sua mãe já escreveram sobre ela, fizeram vídeos e fizeram a mesma referência ao Forró de Top Gear. Com isso em mente, eu decidi cometer o erro de jogar toda a […]

O post Top Racer Collection | Do Legado ao Renascimento apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Com o lançamento da coletânea de Top Racer na semana passada, eu pensei… Por quê apenas escrever sobre a coletânea? Deus, o mundo e sua mãe já escreveram sobre ela, fizeram vídeos e fizeram a mesma referência ao Forró de Top Gear.

Com isso em mente, eu decidi cometer o erro de jogar toda a série e dar uma pincelada em seus jogos, incluindo seu antecessor espiritual e que deu origem a praticamente a trilha inteira de Top Gear 1. Sem mais delongas, vamos a história e os jogos, da série Top Gear.

Reprodução: Internet

Começo Magnético

Lotus Esprit Turbo Challenge (Amiga, Amstrad CPC, Commodore 64, ZX Spectrum, Atari ST, Amiga CD32)

Curiosamente, nossa história começa no mesmo lugar onde começamos a história de Zool Redimensioned, na desenvolvedora/publisher de Sheffield, Inglaterra, Gremlin Graphics ou Gremlin Interactive (Esse foi o nome que adotaram após 1994). Desenvolvido pela dupla Shaun Southern e Andrew Morris, Lotus Esprit era pra ser meio que “mais um” jogo de corrida da Magnetic Fields.

Quando você joga Lotus Esprit, entende de onde veio a grande inspiração pra Top Gear, a tela dividida, o estilo gráfico e principalmente a trilha sonora. Apesar dos controles meio obtusos para os padrões atuais (o controle do Amiga tinha somente UM BOTÃO, então é complicado ter aceleração, freio e marchas sem se embananar todo. Jogar com a marcha automática alivia um pouco o problema), a jogabilidade de Lotus é boa, e ao jogar, percebi o por quê da série ser considerada Top Tier entre os entusiastas do Amiga.

LEIAM – Splatterhouse | Um remake memorável

A trilha sonora é composta pelo escocês Barry Leitch, e contém alguns temas que são conhecidos pelo público brasileiro devido aos rearranjos dos mesmos utilizados no primeiro Top Gear.  Por exemplo, a Intro é o tema da terceira pista dos campeonatos, o tema do Stage 3 é o da última pista dos campeonatos e o Stage 4 é o tema da segunda pista. Claro, de primeira eles vão soar estranhos pra quem escutou as versões de Top Gear de trás pra frente, ver essas versões com tanto baixo que parecem ter saído do chip de Som do Mega, causa uma estranheza inicial.

Versão de Amstrad CPC – Reprodução: Internet

Em termos de outras versões: No Amiga CD32, é a mesma versão, com trilha sonora de CD, mas por algum motivo (preguiça, suponho), não há efeitos sonoros quando se joga com a trilha de CD. No Atari ST, bem… A trilha foi Atari STzada. No Commodore 64, o jogo é horroroso.

No Amstrad CPC e no ZX Spectrum é passável, apesar de algumas falhas. E a versão de Amstrad CPC é só um porte vagabundo do ZX Spectrum.

Reprodução: Internet

Um passo pra frente, um para trás

Lotus Turbo Challenge 2 (Amiga, Atari ST, Amiga CD32, Acorn Archimedes, Mega Drive)

O segundo jogo mudou a estrutura. Ao invés de ser um jogo em circuitos com voltas, como o anterior, passou a ser corrida contra o tempo com checkpoints, como OutRun. O jogo abandonou a tela dividida do single player, assim como aconteceu com Top Gear 2. O lado negativo disso, é que os outros pilotos não são seus concorrentes, mas meros obstáculos. E o jogo coloca MUITOS obstáculos na sua frente, nesse jogo tem mais obstáculos do que toda a trilogia de Top Gear do SNES combinada.

O jogo adiciona também turbos, mas eles não são como os de Top Gear, mas boosts de velocidade em algumas pistas. Em termos musicais, ele é mais fraco que seu antecessor, com as músicas das pistas sendo loopings extremamente curtos, mas a abertura e o encerramento são decentes. Assim como aconteceu com Lotus 1, o encerramento de Lotus 2 é extremamente familiar para nós brasileiros, já que ele é o icônico tema de introdução de Top Gear. Há um motivo para essas trilhas terem sido reaproveitadas em Top Gear, falaremos mais adiante disso.

Uma das coisas mais fascinantes de Lotus 2, é o fato de que ele possui crossplay entre o Amiga e o Atari ST, através da porta serial do PC, permitindo até quatro jogadores juntos. Em termos de portes, a versão de CD 32 é idêntica a do Amiga, a do Atari ST é levemente piorada (Como era de costume no mercado de computadores quando o Amiga passou a ser a plataforma high-end no mercado de jogos pra computador) e a versão de Mega, apesar do áudio de bosta, tem uma jogabilidade decente.

Reprodução: Internet

Agora tem Editor de Pistas (mais ou menos)

Lotus III: The Ultimate Challenge (Amiga, Amiga CD32, Atari ST, MS-DOS, Mega Drive)

Em 1992, o pessoal da Magnetic Fields lançou o terceiro e último jogo da série Lotus. Agindo como um híbrido entre os dois primeiros jogos (e reciclando os gráficos do segundo jogo). O grande chamariz de Lotus III era o Racing Enviroment Creation Set (RECS), um pseudo-sistema de criação de pistas. Ele não permitia criar as pistas em si, mas criar uma sequência de parâmetros para criar uma pista. Essas pistas poderiam ser corridas solo, ou com dois jogadores, e um campeonato com até nove pistas customizadas podia ser criado, meio que antecedendo o campeonato customizado presente na Top Racer Collection.

O jogador também podia escolher se prefere o estilo Time-Attack do segundo jogo, ou o modo de circuitos do primeiro jogo, dando uma variedade em como você aproveita o jogo, mas fora isso, ele não foi tão bem recebido pela imprensa quanto os outros dois jogos… O que parece ser algo comum pra terceiros jogos de franquia (Top Gear 3000, Uncharted 3, Mass Effect 3…). Uma pena, porque a jogabilidade é bem decente no Amiga.

LEIAM – Lista de desejos do Sancini do DOS para a QUByte

Originalmente, quem faria as composições pra Lotus III seria Barry Leitch, ele até chegou a compor uma das músicas, mas ele acabou sendo chamado para um trabalho na Ocean, e quem assumiu a batuta em Lotus III foi Patrick Phelan, que foi responsável pela trilha de Zoom, e comporia as músicas de Top Gear 2. E posso dizer que Pat fez um bom trabalho, já que as músicas de Lotus III são boas.

Em termos de porte, novamente, a versão de Amiga CD32 é idêntica, e a do Atari ST é levemente piorada e a do MS DOS, uma versão melhorada do Amiga. Já no Mega Drive, poderia ser considerada competente, se não fosse a versão original, já que tem muitos downgrades em relação ao Amiga.

Reprodução: Internet

Aquele Famosão no Brasil

Top Gear (SNES)

Enquanto os donos de Mega Drive tinham Super Mônaco GP e OutRun, NES tinham diversos jogos e várias outras plataformas sorriam a toa com seus jogos de corrida, o SNES tinha F-Zero e Super Mario Kart, dois jogos de corrida com seus méritos, mas nenhum sendo um jogo de corrida sem truques mirabolantes, até que a Gremlin Graphics lançou o primeiro Top Gear no SNES.

Podemos ligar o sucesso do primeiro Top Gear no Brasil a alguns fatores, todos ligados a pirataria, já que encontrar e comprar cartuchos originais de Super Nintendo no Brasil nos anos 90 era mais difícil que encontrar político honesto, ou mulher pouco exigente no Tinder. Então, cartuchos piratas em locais como a Feira de Acari, os camelôs de Madureira ou a Feira de Caxias era a solução, ou os multicarts, onde Top Gear era bastante frequente, junto com jogos como Goof Troop e o jogo cancelado do Soldado Universal (sim, outra coisa comum na pirataria, é que era possível encontrar dumps de jogos não lançados como Universal Soldier e The Shadow), e a outra solução eram máquinas de Fliperama que eram basicamente um SNES com o timer, onde fichas davam 10 ou 15 minutos de jogatina por ficha (rachas de Campeonato Brasileiro eram comuns, e foi numa máquina dessas que joguei Aladdin pela primeira vez).

Ajudou também o fato de que a jogabilidade era tão boa quanto a do primeiro Lotus, lá da Magnetic Fields, com a diferença de que o jogador poderia customizar a dificuldade, mesmo jogando no Amador, já que cada um dos quatro carros tinha status diferentes, como aceleração, consumo de gasolina, velocidade máxima e manobrabilidade (ou dirigibilidade). A alta quantidade de pistas em relação a série Lotus (aqui tínhamos 32 pistas, divididas em 8 torneios) também ajudou a longevidade. E claro, o modo para dois jogadores, que garantia corridas mais emocionantes do que jogar contra a CPU que não utiliza dos Nitros.

LEIAM – NIDUS – Desafiador, lindo e Único!

A trilha sonora é uma boa surpresa acidental. Digo acidental, porque Barry Leitch foi chamado de última hora e a empresa que ele fazia parte (Imagitec Design) não tinha kits de desenvolvimento para o Super NES, então boa parte das músicas de Top Gear são rearranjos de músicas que Barry compôs pra Lotus e Lotus II (falamos disso mais acima), que foram convertidas pro chip de som do SNES por Hiroyuki Masuno. A exceção dos rearranjos é o icônico tema da primeira pista, que só de mencionar, vem a cabeça aquela versão forró… SAI DA MINHA CABEÇA!

O jogo teve uma recepção de mediana pra bom lá fora, mas como mencionei, a pirataria ajudou MUITO a popularizar Top Gear por aqui, a ponto de inúmeros hacks existirem, trocando os carros, as cores dos carros, e até mesmo colocando um seletor de pistas pro jogador jogar na ordem que quiser.

Fun Fact: Na písta de Sheffield, se encontra placas com o logotipo da Gremlin Graphics (desenvolvedora), porque é a cidade onde o estúdio se localizava, assim como nas pistas do Japão, se encontra placas com o logotipo da Kemco (publisher)

Reprodução: Internet

A continuação que também saiu pro Mega

Top Gear 2 (SNES, Mega Drive, Amiga/Amiga AGA, Amiga CD32)

Um ano depois, chegou a continuação de Top Gear. Dessa vez, assim como aconteceu com Lotus III, Barry Leitch foi substituído nas composições, e mais uma vez, por Patrick Phelan. E assim como aconteceu em Lotus II, saiu a tela dividida no single player, já que a Gremlin Graphics tinha mais experiência com o hardware do SNES. E o resultado foi levemente divisivo.

Por um lado, os gráficos tiveram uma melhora, apesar de serem aproveitados de Lotus II, e o número de pistas aumentou. Só que ele é menos “Amigável” que seu antecessor, tornando sua masterização algo mais complicado que no primeiro jogo. E voltando aos positivos, agora é possível fazer upgrades no carro, com o dinheiro obtido nas provas, o que é necessário para o gerenciamento de combustível nas provas mais longas, já que não há pitstops como no primeiro jogo.

Você tem um sistema de danos nos carros (não visível, mas indicado no diagrama do carro) e caso sofra muito dano, seu carro rodará com facilidade. Porém, em contrapartida, não há mais a escolha de carros com status diferentes, o que era uma pena.

Aqui a trilha sonora continua tão boa quanto a do primeiro jogo, apesar de não ser tão chiclete (ou talvez isso seja viés meu, já que da trilogia do SNES, ele é meu menos favorito).

Versão de Amiga AGA – Reprodução: Internet

Os Portes de Top Gear 2

Uma das razões pelas quais eu não curti tanto o Top Gear 2 foi devido ao desastroso porte de Mega Drive, cujo único ponto positivo é a taxa de frames, que é mais suave do que sua versão de SNES (Blast Processing YAY), e o fato de não ter o sistema de combustível, pois de resto é um jogo bem medíocre na melhor das hipóteses.

Felizmente as versões de Amiga e Amiga CD 32 são portes do SNES e são bem feitas, apesar de que jogar no Joystick de Amiga é meio furada porque você precisa apertar a barra de espaço do teclado pra usar o turbo. Existem duas versões do Amiga, a pro Amiga regular e a Amiga AGA que possui cores melhores. A versão de Amiga CD 32 tem a vantagem do controle, mas ela parece ligeiramente mais lenta do que a versão do Amiga, e os arranjos de CD são bem bunda mole.

No Mega Drive e no Amiga, infelizmente você precisa escolher entre música e efeitos sonoros, no CD 32, não. E eu vou dizer aqui… Eu me diverti jogando Top Gear 2 no Amiga, nunca pensei que fosse usar diversão e Top Gear 2 numa mesma frase. Quem diria.

Reprodução: Internet

Uma paradinha na Pirataria (Aka Omega Brazil 97)

Se você viveu nos anos 90, certamente deve ter ouvido falar do Twin Eagles Group, conhecido por suas bootleg hacks de International Super Star Soccer (E do Deluxe), como Campeonato Brasileiro, Futebol Brasileiro 96, Ronaldinho Soccer 97 e 98, Ligeirinho (Sonic 4) e ganharam fama internacional graças a redescoberta do Mundial Ronaldinho Soccer de N64 (HA HA HA HA RONALDINHO SAUCER).

E uma de suas criações, foi um hack de Top Gear 2, intitulado Omega Brazil ’97. Aqui, foram adicionadas duas telas de intro, e a dificuldade foi levemente aumentada. O Sprite do carro foi modificado pra lembrar o Chevrolet Ômega, possivelmente o modelo de 1997 (daí o título).

Os adversários, ao menos alguns deles, foram renomeados para pilotos brasileiros da stock car (acho). Vale a curiosidade, o dump da rom circula pela internet há anos.

Reprodução: Internet

De volta para o futuro

Top Gear 3000 (SNES)

Depois de flertar com outros consoles, Top Gear voltava a sua casa para o último jogo da franquia no SNES. E seria o primeiro a não ser chamado de Top Racer no Japão. Enquanto que Top Gear 1 e 2 foram Top Racer 1 e 2 na terra do Sol Nascente, Top Gear 3000 ganhou o fodástico título de “The Planet’s Champ: TG3000”.Um idiota faria pergunta: “Onde estão os títulos do 3 ao 2998?”. Mas enfim, a Gremlin resolveu refinar a fórmula de Top Gear 2, e deu um toque futurista a mesma. Ainda que os carros continuem com quatro rodas.

Os pitstops estão de volta… Mais ou menos, com o uso de esteiras para reabastecimento, lembrando o F-Zero, mas não somente isso, você pode reparar os danos ao seu carro em esteiras azuis, tornando a prova em alguns momentos, algo mais estratégico. O por quê eu citei estratégias? Simples, graças ao uso do chip DSP-4, que permitia o jogo dividir as pistas com múltiplos caminhos, algumas pistas possuem as esteiras de reparo num caminho e o reabastecimento em outra. Mas não é somente isso que temos de novidade e futurístico, já que há power-ups diferentes, como um sistema de pulos, teletransporte, e atração magnética.

O hilário de Top Gear 3000, é que o chip especial (DSP-4) não impediu o jogo de ser pirateado a rodo, mas meio que impediu a emulação do jogo a princípio, houve uma época que não dava pra emular, e depois, somente o Zsnes (sim, o infame Zsnes) era capaz de emular o jogo. Hoje em dia, até o celular da sua avó consegue rodar o jogo de boa.

Em termos de controles, apesar das adições, o 3000 é um híbrido com as melhorias de Top Gear 2 e a jogabilidade mais arcade do primeiro jogo. E a trilha é bem menos dependente de baixos, como no jogo anterior.

É um jogo que recomendo, apesar de que por alguma razão, fizeram gaslight nos jogadores brasileiros que preferem o 2 a ele. Vai entender, é tipo esse pessoal que jura que Marvel Super Heroes: War of the Gems de SNES é bom.

Depois do SNES

Após Top Gear 3000, a Gremlin e a Kemco seguiram caminhos separados, e outras desenvolvedoras assumiram a batuta da série Top Gear. Preparem-se, porque vamos falar rapidamente sobre cada título.

Reprodução: Internet

NINTENDO 64, OH MY GOD!

Top Gear Rally (N64, PC)

A estreia no N64 até foi elogiada pela imprensa. Desenvolvido pela Boss Game Studios, eu particularmente lembro de ter curtido um pouco o jogo, apesar de estar abaixo do padrão Top Gear de qualidade. Por alguma razão, entretanto, quando fui jogar no emulador, o jogo parecia menos… Impressionante. A dirigibilidade parece escorregadia.

Esse foi o segundo (e último) jogo com Barry Leitch nas composições… Bem, e até mesmo isso foi tirado dele, já que na versão de PC (intitulada Boss Rally), as músicas em sua maioria, são de uma banda chamada Dragline… Ótimo nome de banda, excelente pra procurar no Google.

Enfim, Boss Rally foi severamente criticado, especialmente comparado com outros títulos da época, e talvez a recepção positiva de Top Gear Rally tenha sido pela falta de títulos do gênero.

Reprodução: Internet

Top Gear Overdrive (N64)

E dessa vez, a Kemco tirou os ralis e voltaram as provas de corrida normais, com Top Gear Overdrive. Saía de campo o Boss Game Studios, entrou em campo o Snowblind Studios. E o trabalho final… É comparável ao Road Rash 3D do PS1.

É competente, mas a sensação de velocidade não é das melhores. A trilha sonora foi a primeira licenciada no N64, com a banda Grindstone, e apesar de não conhecer a banda e continuar não querendo conhecer a banda, a compressão utilizada pra um cartucho de N64 é competente.

Curiosidade que ninguém pediu: A banda recebeu 4000 dólares pelo trabalho.

Reprodução: Internet

Top Gear Rally 2 (N64)

A continuação de Top Gear Rally chegaria em 1999, com outro estúdio, o Saffire. E por incrível que pareça, o jogo é mais na pegada de rally real, ao invés da papagaiada que vemos em jogos mais arcade… É um jogo decente, mas não recomendo jogar em emulador, pelo menos não se você usa teclado, porque num teclado, o direcional do 64 é mais sensível que usuário do Tumblr e jornalista de jogos americano.

Reprodução: Internet

Top Gear Hyper Bike (N64)

Ok, dá pra entender Top Gear Rally, ainda são carros, mas… MOTOS? O que caralhos? Enfim, usando a engine de Overdrive, o Snowblind Studios se arrisca nesse joguinho de Motocross e Motos em geral. Como ponto positivo, o jogo tem um criador de pistas próprio. Eu queria ter jogado com mais afinco, mas a emulação gráfica deixa as pistas bizarras no Mupen64, como todo emulador de 64.

A Era de Top Gear que ninguém Liga

Em consoles, apenas mais dois jogos da série seriam lançados, um deles ainda pode ser comprado hoje em dia, o outro, está preso no PS2.

Reprodução: Internet

Top Gear: Dare Devil (PS2)

Dare Devil não deveria ser chamado de Top Gear. Desenvolvido pelo Papaya Studio, ele sequer é um jogo de corrida, é um jogo de missões em mundo semiaberto, com gráficos até decentes pra época que foi lançado (final de 2000), mas a dirigibilidade e a física são cagadas. E NÃO TEM CORRIDA! Como você não me coloca CORRIDA NA PORRA DE UM TOP GEAR!

Reprodução: Internet

Top Gear: RPM Tuning/Midnight Outlaw: Six Hours to Sun Up (PS2/Xbox/PC)

Tecnicamente, esse é o Top Gear mais recente que você pode adquirir, ainda que não sob o nome Top Gear. Desenvolvido pelo estúdio francês Babylon Software (boa sorte tentando encontrar ALGUMA COISA) deles, RPM Tuning é, sem cerimônias, o Need for Speed da Shopee. Se bem que temos jogos piores nessa categoria, mas me refiro a somente a esse artigo aqui.

Ele tem uma historinha que poderia ser muito bem um roteiro descartado de algum NFS, pelo amor de cristo. Se você não lembra desse jogo, tudo bem, a versão com a marca Top Gear só saiu pra Xbox, e a de PS2 ficou na europa sob o título RPM Tuning. Não que você tenha perdido algo de valor. Mas aceito essa bomba de presente no Steam porque eu não dou valor a minha vida.

E com essa triste nota, fechamos a parte de Top Gear em consoles, porque a série passou pelos portáteis também.

Reprodução: Internet

Portabilidade vantajosa

Top Gear Pocket (Game Boy Color)

Desenvolvido pela Vision Works (quem?), Top Gear Pocket é um competente jogo de corrida pro Game Boy Color, mas que poderia ser ótimo se não fosse a sensação de velocidade que é inexistente. Recomendo com ressalvas.

Reprodução: Internet

Top Gear Pocket 2 (Game Boy Color)

Nada como uma continuação para melhorar o que deu certo. Top Gear Pocket 2 corrige a velocidade do anterior, sendo um jogo de corrida excelente pra um portátil com hardware (na época) ancestral (lembre-se que o GBC não é muito mais avançado que o GB original, de 1989).

Altamente recomendado. Boa jogabilidade, bons gráficos, boa sensação de velocidade.

Reprodução: Internet

Top Gear: Especia (Game Boy Advance)

Esse aqui é um título que tecnicamente não seria um Top Gear, mas usa da marca no ocidente. No Japão ele é um título licenciado da categoria que hoje é a Super GT. Utilizando-se de circuitos japoneses, pra um título do início da vida do GBA, ele tem até bons gráficos, mas a jogabilidade é meh. E diabos, a písta de Suzuka parece levar 3 anos pra dar uma volta.

Sei que um carro de GT não é um F1, mas caramba. A Wikipédia diz que foi desenvolvido pela Kemco, mas no jogo tem também o logo da Vision Works, então dá pra dizer que é deles.

Reprodução: Internet

Top Gear Rally (Game Boy Advance)

Esse aqui é GOAT. Desenvolvido pela Tantalus, o jogo usa das capacidades 3D do GBA pros modelos dos carros (diferente dos sprites pré-renderizados de outros jogos) e cenários pré-renderizados espertos. A jogabilidade é boa, depois que você se acostuma com os controles. Recomendadíssimo.

Reprodução: Internet

Top Gear Downforce (Nintendo DS, cancelado/rebatizado)

Primeiramente, esse jogo não vale a pena. Tanto que tecnicamente a Kemco cancelou o lançamento ocidental de Top Gear Downforce, e no Japão o jogo saiu como parte da série Simple DS, jogos de baixo orçamento.

Anos depois, ele chegaria no ocidente sob a alcunha de Super Speed Machines. É um jogo de corrida Top Down bem vagabundo. Não é o pior do DS, mas passe longe desse aqui.

Reprodução: Evercade (Youtube)

Um Intervalo antes do relançamento…

Antes da Qubyte relançar os três primeiros jogos na compilação Top Racer Collection, a PIKO Interactive relançou os dois primeiros jogos, com seus nomes japoneses, em coletâneas para o Evercade (Um console de cartuchos pra jogos retrô que utiliza emulação e cartuchos proprietários), inclusive desconfio de que a razão para qual o terceiro jogo não saiu no Evercade porque seu nome japonês não era Top Racer 3000.

Infelizmente sou pobre demais pra comprar um Evercade, porque tem umas paradas legais lá… Porém, divago.

Após o anúncio que deixou Americanos com cara de “Cuma?” e alegrou a nação brasileira, tivemos uma longa espera pela Top Racer Collection, incluindo aí um adiamento em cima da hora, de Janeiro de 2024 para Março de 2024… Mas, o que a Top Racer Collection traz a mesa? (Isso não faz o menor sentido em português, mas agora já escrevi).

Reprodução: Internet

O poder da Conveniência

A Top Racer Collection traz Top Racer, Top Racer 2, Top Racer 3000 e o inédito Top Racer Crossroads, mas esse não é o ponto principal. Tecnicamente você pode jogar Top Gear via emulação, mas o que a coletânea faz, é deixar tudo arrumadinho e conveniente, e pra alguém acostumado a jogar em consoles, é uma opção, eu prefiro jogar na frente da minha TV, do que grudado em meu notebook.

Reprodução: Internet

Mais Opções e Online

A compilação não simplesmente coloca os jogos num menu bonitinho e diz: Pronto, joga. Tecnicamente você pode fazer isso, mas o jogo oferece extras, como Campeonato Customizado, onde você escolhe quatro pistas do jogo em questão, um carro e vai lá filhão.

Caso você seja fã de Time Trials, o jogo possui isso, uma tabela para você disputar com seus amigos. E caso você tenha amigos, pode jogar ONLINE. Em qualquer um dos quatro jogos, e mesmo em campeonatos customizados.

Reprodução: Internet

Top Racer Crossroads

Top Racer Crossroads é, sem papas na língua, uma romhack oficial do Top Gear/Racer original, com novos carros. Cada um desses carros referencia um outro jogo clássico de corrida, como o Uno da Firma (de Horizon Chase), o Ferrari Testarossa (de OutRun), com direito ao casal no carro, o Lamborghini Diablo (de Lamborghini American Challenge), e tenho quase certeza de que o carro azul referencia algum Need for Speed, mas posso estar enganado.

Reprodução: Internet

Se vale a pena?

Se você tem um PlayStation 4 ou 5, espere uma promoção, devido aos preços que nossa querida $ony coloca nos jogos no Brasil. Caso sua plataforma seja outra, Top Racer Collection é uma boa pedida. Tem online, um valor razoável, a emulação é decente e um dos troféus colocou aquela música maldita na minha cabeça.

A Top Racer Collection está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series X|S.

Reprodução: Internet

O que aconteceu com as produtoras?

Seção extra por onde pergunto ao Milton Neves* que fim levaram as produtoras dos jogos anteriores da série;

*O Arquivos do Woo informa que nosso redator não perguntou ao Milton Neves, isso se trata de uma ilusão após dias trabalhando nesse texto.

Reprodução: Internet

Magnetic Fields

O último jogo da dev de Lotus Turbo Challenge foi Mobil 1 Rally Championship, em 1999. Os programadores da MF abriram um novo estúdio para se dedicar a jogos de corrida, Eugenicy no ano seguinte, mas fecharam antes mesmo de produzir algo.

Reprodução: Internet

Gremlin Graphics/Gremlin Interactive

A publisher de Lotus e desenvolvedora da trilogia do SNES foi adquirida pela Infogrames (atual Atari), em 1999, e foi renomeada Infogrames Studios, fechando em 2003, com seus últimos jogos sendo as conversões para Gamecube de Superman: Shadow of Apokolips e Micro Machines, que saíram no ano anterior para PS2 e Xbox.

Ex-funcionários da Gremlin criaram a Sumo Digital, que continua na ativa até hoje, e o catálogo da Gremlin está nas mãos da Urbanscan, empresa criada por um dos fundadores da Gremlin.

Reprodução: Internet

Kemco

A publisher de Top Gear passou por um período ruim no meio dos anos 2000, mas voltou a ativa nos anos 2010, publicando RPG’s e visual novels, tanto no mercado mobile quanto no de consoles.

Reprodução: Internet

Boss Game Studios

O último jogo desenvolvido pela criadora de Top Gear Rally foi Stunt Racer 64 em 2000, e eles haviam conseguido a licença para desenvolver pro Xbox, mas não conseguiram uma publisher, fechando as portas em 2002.

Reprodução: Internet

Snowblind Studios

O estúdio de Top Gear Overdrive e Hyper Bike continuou na ativa por um bom tempo, inclusive sendo responsáveis por Baldur’s Gate: Dark Alliance (clássico) e Justice League Heroes (que usa a mesma engine, e é divertido IMO). Após Lord of the Rings: War in the North, o estúdio se fundiu a Monolith Productions, e seu último jogo foi Middle-Earth: Shadow of War. No momento, a Monolith Productions está trabalhando no jogo da Mulher Maravilha.

Reprodução: Internet

Saffire

A Saffire tinha alguns jogos interessantes no portfólio, como o James Bond 007 de Game Boy, e a expansão de Starcraft: Brood War. Porém, alguns jogos medíocres, como o da Xena do N64. A empresa fechou as portas em 2007, tendo seu último jogo, Thunderbirds (baseado no filme live action) sendo lançado em 2004. Cryptid Hunter, para PS3, seria seu próximo jogo, mas foi cancelado com o fim da empresa.

Reprodução: Internet

Papaya Studio

A criadora de Top Gear: Dare Devil fez alguns jogos que eu particularmente curti (os de Ben 10 são sólidos, Alien Force e Ultimate Force valem a pena uma jogatina casual), mas seu último jogo foi um Smash Bros da Cartoon Network, Cartoon Network: Punch Time Explosion foi lançado pra 3DS em 2011 e PS3/360/Wii em 2012, antes deles fecharem as portas em 2013.

Reprodução: Internet

Babylon Software

Encontrar informações sobre a Babylon Software é difícil por causa da ferramenta de tradução, mas o que se sabe é que Top Gear: RPM Tuning foi o último jogo produzido por eles.

Reprodução: Internet

Vision Works

Não se tem muita informação sobre a Vision Works, mas pelo site oficial deles, não tem… Nada. Creio que o último jogo deles tenha sido Boulder Dash EX, do GBA, posso estar errado.

Reprodução: Internet

Tantalus Interactive

Das companhias que se envolveram com algum Top Gear, a Tantalus é talvez a que esteja mais ou menos em melhor estado, tendo trabalhado recentemente em jogos como o Zelda: Skyward Sword de Switch, a versão de Switch de Sonic Mania, e as versões definitivas de Age of Empires 2 e 3.

E eu não sei como terminar esse artigo, porque caramba, são MUITAS PALAVRAS. 9 páginas falando de joguinho de corrida véi. E parafraseando meu amigo Dunkel Gotik: Joguem Top Ge… Top Racer 3000.

O post Top Racer Collection | Do Legado ao Renascimento apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/03/16/top-racer-collection-do-legado-ao-renascimento/feed/ 3
Digimon Adventure | Uma análise moderna – Parte 1 https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/30/digimon-adventure-uma-analise-moderna-parte-1/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/30/digimon-adventure-uma-analise-moderna-parte-1/#respond Sun, 30 Apr 2023 14:11:26 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13798 ‘Digimon Adventure’ chegou ao Brasil, obviamente, em uma tentativa de puxar um pouco do sucesso de Pokémon. Com estreia no dia 1º de julho de 2000 pelo canal Fox Kids, e dois dias depois na Rede Globo, ‘Digimon Adventure‘, conseguiu replicar sim um pouco do sucesso dos outros monstrinhos, porém por outros motivos. Recentemente em […]

O post Digimon Adventure | Uma análise moderna – Parte 1 apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
‘Digimon Adventure’ chegou ao Brasil, obviamente, em uma tentativa de puxar um pouco do sucesso de Pokémon. Com estreia no dia 1º de julho de 2000 pelo canal Fox Kids, e dois dias depois na Rede Globo, ‘Digimon Adventure‘, conseguiu replicar sim um pouco do sucesso dos outros monstrinhos, porém por outros motivos.

Recentemente em meu canal pessoal na Twitch, assisti todos os 54 episódios da série original e, com olhar de um adulto, pude reviver aquelas memórias perdidas de mais de 20 anos atrás. Motivado por isso, fiz aqui no Arquivos do Woo uma série de matérias abordando um pouco de cada parte do anime e suas características mais marcantes.

Em alguns momentos, a comparação com Pokémon é inevitável. Porém aqui ela se faz útil para entendermos os motivos de Digimon ser tão parecido e ao mesmo tempo, tão diferente dos outros monstros que são de bolso ao invés de digitais.

Dito isso, vamos iniciar a primeira parte dessa viagem no tempo, analisando os arcos da série e seus personagens.

Créditos: Toei/Bandai.

Personagens e dinâmica

Estabelecendo que esse texto compara Digimon com Pokémon, pois ambos surgiram mais ou menos na mesma época, ambos nasceram de jogos e a premissa de ambos é parecida, vamos visualizar alguns pontos da série em relação aos monstros de bolso.

Apesar dos monstros em Digimon Adventure não serem capturáveis (especificamente nesse anime, vale dizer), a ideia de apresentar diversos monstros é similar, tendo como diferença principal o fato de termos sete protagonistas humanos com seus sete digimons (pelo menos no início), sem contar suas diversas evoluções, ao invés do trio composto por Ash, Misty e Brock, como era em 1999.

Não bastasse isso, mas seus monstros voltam a formas anteriores o tempo todo, diferentemente de Pokémon, onde mudanças de formas eram mais impactantes, já que uma vez evoluído, a forma anterior não era mais vista.

A ambientação também é um fator chave nessa comparação: Digimon começa no nosso mundo e vai para um ambiente estranho e hostil, enquanto que Pokémon se passa num mundo fictício e pacífico, onde os problemas e antagonismos de forma geral ocorrem de forma esportiva (desconsiderando Equipe Rocket).

Em Digimon, o peso de cada confronto parece maior, pois conceitos como morte, tristeza, sobrevivência são mais viscerais, pois o que está em jogo é justamente a vida dos protagonistas.

Créditos: Toei/Bandai.

Em Pokémon, todo episódio comum gira em torno da vontade de Ash de fazer algo – ir pra alguma cidade, enfrentar algum ginásio, etc. – e o resto dos personagens circula em torno dessa motivação inicial.

Por outro lado em Digimon, os digiescolhidos dividem o objetivo principal (voltar para casa), e cada um tem personalidade bem diferente, com essas vontades nem sempre combinando de maneira positiva, causando conflitos entre os protagonistas.

LEIAM – Spin-Offs de Yakuza | Parte 1 | Todos os que foram lançados no ocidente

Você nunca veria Ash brigando seriamente com Brock, mas em Digimon Tai e Matt (Taichi e Yamato, no original) caem na porrada pelo menos umas três vezes durante a série. Ambos têm os mesmos objetivos, mas Tai é mais explosivo e não pensa dois metros à frente sobre as consequências de suas ações, enquanto Matt se acha maduro e é arrogante de sua própria maneira.

Créditos: Toei/Bandai.

Matt é frio e calculista como um bom peak blinder, porém também tem um traço de individualismo que surge vez ou outra durante a série, principalmente em momentos onde não tem nenhum vilão e os roteiristas precisam criar algum conflitinho pra ter história no episódio.

Os outros personagens, mesmo que sem tanto destaque quanto os dois supracitados, têm personalidade bem definida:

  • Izzy é o garoto meio tímido que é o cérebro da equipe;
  • Mimi é mimada e odeia lutas;
  • Jo é o mais velho do grupo porém inseguro demais para assumir o protagonismo e isso o afeta negativamente;
  • TK é o irmãozinho do Matt e age como uma criança chata o tempo todo;
  • Sora é só… egoísta? Sério, essa personagem é péssima e trata seu digimon, Piyomon, como lixo a série inteira. É quase uma relação abusiva!
  • Kari é basicamente um macguffin e quando entra no grupo, ela perde o sentido dentro da história. Pelo menos é doce e trata seu irmão e Agumon muito bem. Vai futuramente dividir o protagonismo com TK em Digimon 02.

Os digimons principais

E mais uma vez vamos para a comparação com os Pocket Monsters: lá na franquia da GameFreak, temos animais normais que soltam poder e nada mais. O Pikachu de Ash talvez tenha uma personalidade mais definida depois de 200 anos de anime, mas os outros apenas falam seu próprio nome e é sobre isso. Evidente que temos algumas exceções como o Charizard do Ash e o Victrebell de James, mas entre os Pokémons que não falam, não há muito espaço para visualizar algum tipo de personalidade mais colorido.

Já em Digimon, 99% dos bichos falam; desde os protagonistas até os digimons que tacam bosta uns nos outros (Numemon, eu te amo).

Créditos: Toei/Bandai.

Assim, a série tem 14 protagonistas com mais dois se juntando ao fim, e é necessário que todos se desenvolvam e tenham uma dinâmica boa, não só com seus parceiros humanos, mas uns com os outros.

Em Digimon Adventure isso funciona muito bem! Fico surpreso como Agumon e Gabumon são ÓTIMOS personagens, enquanto que os outros complementam e ajudam bastante seus parceiros (ou nem tanto).

Indo na mesma ordem dos humanos, vamos falar um pouco sobre cada um:

  •  Agumon (Tai): é impulsivo assim como seu parceiro. Apesar de ser um mini-dinossauro, ele age quase como um pitbull, atirando chama-neném no primeiro sinal de fumaça. Ele é basicamente um Tai que fala grosso e é um bom parceiro pro protagonista, pois ambos parecem realmente crianças impulsivas.

    Créditos: Toei/Bandai.
  •  Gabumon (Matt): Gabumon entende a personalidade chata e marrenta de seu amigo humano, dando até esporro nele nas vezes em que ele é estúpido com seus amigos. Porém, eles nunca se abandonam. Tem um momento lá pro final em que Gabumon sabe que o Matt tá fazendo merda, mas se emociona ao lado dele dizendo que vai apoiá-lo sempre. Na minha opinião é o MELHOR digimon protagonista dessa temporada.

    Créditos: Toei/Bandai.
  •  Tentomon (Izzy): É um inseto barulhento que funciona (ou tenta) como alívio cômico. A dublagem ajuda bastante nesse quesito, pois suas falas são mais soltas e com algumas gírias. Fora isso, ele tenta ajudar o Izzy a ser mais solto e menos tímido.

    Créditos: Toei/Bandai.
  •  Palmon (Mimi): é completamente submissa à Mimi, e funciona como a amiga feia da sua parceira humana. É uma relação bem fodida, pois em várias partes temos a Mimi dizendo na cara da Palmon o quanto ela é feia. E qual a reação da digimon sobre isso? Digivolver pra uma forma bonita e ganhar a aprovação de sua “amiga”. É… só não é pior que a relação da Sora com a Piyomon.

    Créditos: Toei/Bandai.
  • Gomamon (Jo): o digimon mais esquecido e com pouca personalidade. Ele não faz contraponto ao Jo em momento algum, e normalmente só serve de meio de transporte quando evolui. Quase esqueci dele ao fazer esse texto, e tive que voltar pra reeditar quando vi que estava esquecendo alguém!

    Créditos: Toei/Bandai.
  •  Piyomon (Sora): Sora é super-egoísta. Ela não liga para seus amigos e por vários momentos do anime, não liga para seu digimon. Piyomon, por sua vez, só fica gritando “Sora….” com aquela voz da Luluzinha. É bem triste essa relação, pra ser sincero. Fora isso, o anime reusa a mesma animação de Birdramon (sua evolução) para todo ataque dela, só mudando o fundo (lol).

    Créditos: Toei/Bandai.
  •  Patamon (TK): Patamon é fraquinho e é tão infantil quanto seu parceiro criança. Eles brigam o anime todo mas sempre voltam a amigar. Sua evolução, Angemon, existe basicamente para ser o deus ex machina que fecha arcos com estilo.

    Créditos: Toei/Bandai.
  •  Tailmon (Kari): Também chamado pelo engraçado nome de Gatomon nas versões em inglês. A dublagem a chama pelo masculino, mas é canonicamente fêmea, até porque sua evolução é a Angewomon. Começa como vilã mas vira a chave de uma hora para a outra. Sua relação com a Kari é pouco explorada pois ambas surgem bem no final da série, e pra ser sincero, elas não combinam. Talvez Tailmon fosse uma ótima parceira para a Sora, já que ambas são meio pau no cu.

    Créditos: Toei/Bandai.

 

O primeiro arco – Ilha Arquivo / Devimon (episódios 1 ao 13)

Em Digimon Adventure, somos apresentados às sete crianças que dividem o protagonismo que em suas férias de verão de julho de 1999, acabam sendo transportadas para outro mundo, onde conhecem seus respectivos parceiros digimons.

Depois de alguns episódios enfrentando monstros do dia — como de costume para esse tipo de anime — as crianças descobrem o primeiro vilão da série: Devimon.

Esse ‘digimau‘ (como a dublagem comicamente chamava) tem um design que fez as mães crentes baterem em muitos filhos e tem como objetivo… dominar o Digimundo e matar os digiescolhidos.

Não é um roteiro inicial muito caprichado, porém funciona para os objetivos da Toei, que era apresentar monstrinhos e vender brinquedos.

Créditos: Toei/Bandai.

No fim, o digimon de uma das crianças resolve a briga com Devimon com um único golpe. Isso é engraçado pois após rever a série agora com olhos de adulto, eu sinto que essa luta durou muito menos do que pareceu durar 20 anos atrás.

Resumindo: o primeiro arco da história serve como forma de introduzir os personagens e os conceitos, então a profundidade e desenvolvimento dos personagens e dos vilões fica em segundo plano.

Porém mesmo assim, o tom dramático com toques de humor é definido nesse arco. Continuando a comparação com Pokémon do início do texto, temos uma série com mais “peso”, que mesmo com episódios desconexos com “monstros do dia”, temos sempre um momento meio dramático e uma divisão boa do tempo dos episódios para sempre mostrar um pouco da personalidade de cada protagonista.

O segundo arco – Etemon (episódios 14 ao 20)

Após a derrota de Devimon, um holograma com a voz do Scooby-Doo aparece: É Gennai, um velho aparentemente humano, que explica a eles que são os digiescolhidos e que precisam atravessar para o continente Saba, achar os brasões que vão ajudá-los a evoluir mais e derrotar os digimons malignos de lá.

Uma curiosidade: a dublagem chama o lugar de “Saba” mas na verdade o lugar se chama “Server” (de servidor, sabe?). Isso é reflexo de uma tradução que provavelmente misturou textos em inglês e japonês, mas isso será tratado em outro texto.

Créditos: Toei/Bandai.

Aí vemos que existe uma mudança de objetivo. No primeiro arco de Digimon Adventure, as crianças estão apenas perdidas, reagindo ao que acontece ao redor delas, sem saber muito bom para onde ir ou como sair dali. Já neste arco, elas entram na ideia de realmente ajudar o digimundo e absorvem seu papel como “escolhidos”.

LEIAM – OTXO | Hotline Miami em preto e branco

Obviamente que de início, elas entram em conflito: Jo preferia ficar na Ilha Arquivo e “esperar ajuda” (ele realmente acha que tá em Paquetá e não em outro universo), enquanto os digimons desejam ficar mais fortes para ajudar seus colegas.

Como as crianças não têm muito o que escolher, já que não existe um caminho pra casa, elas decidem seguir para o novo continente.

Créditos: Toei/Bandai.

Aqui neste arco é onde as crianças começam a tentar entender as mecânicas do universo em que estão:

“Por que os digimons evoluem?”, “Como eles fazem isso?”.

Isso permeia todos os episódios dessa fase, com as crianças passando por provações que fazem com que elas encontrem seus brasões.

Um destaque dessa saga é o episódio onde Tai resolve ser super-babaca por razão alguma, forçando Agumon a evoluir com seu brasão da Coragem.

Isso dá muito errado. Agumon se torna Skullgreymon e começa a atacar todo mundo, antes de voltar para sua forma básica, Koromon. Esse episódio baixa a bola de Tai por um bom tempo, e ele aprende que “coragem” não significa ser “marrento”, e serve como exemplo para todos os outros.

Créditos: Toei/Bandai.

Izzy também evolui muito nesse arco, e é o personagem usado para entender mais sobre a lore do digimundo. Com a ajuda de Gennai – que se prova ser uma espécie de Mestre dos Magos – Izzy descobre mais sobre a língua usada no digimundo e sobre como os dois mundos estão conectados.

O vilão do arco, Etemon, é completamente oposto a Devimon. Ao invés de dark, temos um vilão bobão que canta no karaokê e fala com uma voz meio mongoloide.

Não tem muito o que falar sobre ele pois nos sete episódios onde ele aparece inicialmente, pouco se desenvolve. E no fim do arco, ele desaparece e só volta no final do anime como um adversário menor! Portanto, vamos ao próximo arco.

Digimon Adventure
Créditos: Toei/Bandai.

O terceiro arco – Miyotismon (episódios 21 ao 39)

Pelo número de episódios de Digimon Adventure, vemos que este arco é o maior da série.

Começamos o arco com Tai e Agumon sendo transportados para o mundo real. Temos então um dos episódios mais bem dirigidos e animados da série.

Estávamos acostumados com os tons coloridos do digimundo, então a direção do anime resolveu colocar o mundo real de maneira menos brilhante, com tons mais suaves e “naturais”. O traço dos personagens traz um pouco mais de realismo, provavelmente com a intenção de dizer que eles realmente estão em um lugar normal e real.

Esse é o episódio 21, e tem esse tom diferente pois foi o único dirigido por Mamoru Hosoda, que viria a dirigir também os dois filmes da série.

Digimon Adventure
Note a diferença na direção de arte e a paleta de cores mais suave.

 

Aí que conhecemos a irmã de Tai, Kari, uma menina muito calminha que terá um papel mais importante à frente. Enquanto isso, os outros digiescolhidos continuaram no digimundo, sofrendo assédio de um digimonzinho chamado PicoDevimon, que tenta ser a cobra de Adão, perturbando as ideias dos personagens para tentar separá-los.

Digimon Adventure
Créditos: Toei/Bandai.

O que descobrimos também é que essa bolinha voadora trabalha para um Digimon obscuro, que mais tarde viríamos a saber que é o vilão desse arco: Miyotismon (nome americano de Vamdemon. A dublagem mistura as traduções e isso é um negócio pra tratarmos depois).

Após um dia no mundo real, Tai percebe que tem que voltar para ajudar seus amigos. Porém, o tempo passa muito mais rápido no digimundo por alguma razão não explicada. Assim, quando Tai volta para o mundo digital, passaram-se vários meses e todas as crianças estão separadas.

Aqui temos vários episódios onde as crianças agem individualmente tentando descobrir mais sobre seus brasões e o paradeiro de seus amigos. Tai consegue voltar e unir todos, e assim eles vão tentar enfrentar o vilão da vez.

Créditos: Toei/Bandai.

No fim dessa parte, as crianças invadem o castelo de Miyotismon e conseguem achar uma porta para que todos voltem – com seus digimons – para o mundo real! Mesmo sem derrotar o vilão novamente, terminamos mais uma parte.

O objetivo agora: encontrar o oitavo digiescolhido, necessário para salvar ambos os universos.

No mundo real, somos apresentados a história de Tailmon, uma serva de Miyotismon que eventualmente descobre ser a digimon do oitavo digiescolhido. Depois de passar um tempo no Japão procurando pela oitava digiescolhida junto dos outros asseclas de Miyotismon, ela finalmente encontra a oitava criança que, para surpresa de ninguém, era Kari, a irmã de Tai.

LEIAM – Scars Above | Review | A Nova Adição ao Universo Sci-Fi

Tailmon se sente atraída e comovida por finalmente pertencer à algum lugar e muda de lado sem pensar duas vezes.

As crianças também descobrem isso, tudo enquanto digimons invadem o Japão e começam a causar bagunça pelo país. Assim, finalmente temos todos os oito digiescolhidos juntos de seus digimons pela primeira vez.

Essa parte no Japão é o ápice do anime. Com episódios onde digimons MORREM, drama como os pais separados de Matt e TK tendo que se reconciliar para ajudar seus filhos, além de um episódio que gira em torno de um adulto dando em cima da Sora e da Mimi (?).

Créditos: Toei/Bandai.

São temas um pouco pesados e maduros para um anime infantil, mas que mostram que os roteiristas não queriam fazer uma história básica apenas para vender brinquedos.

No fim, Miyotismon reaparece, as crianças o vencem numa batalha épica e temos o que pra mim, deveria ser o fim do anime.

Porém, a ganância da Bandai dizia que tinham que fechar 54 episódios, então as crianças VOLTAM para o digimundo para enfrentar o que se descobre ser os verdadeiros vilões da história: os famigerados MESTRES DAS TREVAS.

O quarto e último arco – Os famigerados MESTRES DAS TREVAS (episódios 40 ao 54)

Como as crianças ficaram muito tempo no mundo real, ao voltar para o Digimundo elas veem que se passou MUITO TEMPO, e os mestres das trevas fizeram uma bagunça federal.

Todos os lugares meio que foram absorvidos numa torre chamada Montanha Espiral. Seus amigos digimons, ou morreram ou foram capturados.

As crianças se separam para procurarem pelos vilões (uma decisão scooby-doozesca demais, eu diria). Cada uma enfrenta um dos mestres das trevas, e aos poucos todos vão sendo vencidos, até que o último, Apocalymon, é derrotado com o incrível e conhecido “poder da amizade“.

Créditos: Toei/Bandai.

No fim da história, os digiescolhidos restauram os lugares do digimundo, incluindo a já icônica e três-vezes heroica, Ilha Arquivo, onde tudo começou.

Todos entram em um trenzinho que vai levá-los de volta ao mundo real, sobe a música de abertura (que vai variar de acordo com a versão que você está assistindo), o chapéu da Mimi voa e temos um final emocionante, com as crianças se despedindo de seus amigos digitais. Pelo menos por hora.

Digimon Adventure
Créditos: Toei/Bandai.

Conclusão

Digimon Adventure é um anime relativamente curto, com apenas uma temporada contando a mesma história com os mesmos personagens. Ficou marcante no Brasil e isso será abordado mais à frente em futuros textos sobre a série, mas temos como ver a personalidade colocada pelos roteiristas.

Obviamente que o roteiro tem falhas, principalmente no último e maçante arco, mas tudo que o precede é interessante, mesmo que você seja apenas um adulto procurando reviver uma memória antiga.

Nem abordei no texto as mecânicas como as digievoluções e as músicas, pois elas sustentam o roteiro em diversos pontos onde a peteca poderia facilmente cair devido a falta de urgência em alguns episódios.

As músicas serão tratadas mais à frente em outras partes, portanto fiquem tranquilos que sim, eu vou falar de Butter-Fly e sobre Angélica.

Já sobre o ritmo e a temática geral, em nenhum momento eu me senti assistindo algo muito infantilizado e pelo contrário: na verdade, a sensação de todos os streamings onde assisti online com os amigos foi de como o roteiro se provava maduro.

Com 54 episódios, “Digimon Adventure” é o tipo de anime que é considerado clássico tanto no ocidente como no Japão, tanto que em 2020, ganhou uma espécie de remake, mas que não atraiu a mesma atenção que o original.

Além disso, temos dois filmes feitos na época (que se tornaram um só no ocidente), a série de filmes Digimon tri e o mais recente Last Evolution Kizuna, que fecha a história dos primeiros digiescolhidos que ganharam série para tv.

__________________________________

Digimon Adventure está atualmente disponível dublado em português através do horrível serviço Globoplay. A imagem é sub-HD, sem opção de áudio original e com abertura cantada pela Angélica.

Esse texto usou como base:

  • Conhecimento pessoal depois de assistir a série inteira esse ano;
  • Esse maravilhoso texto resumindo toda série (em inglês): https://www.unsupervisednerds.com/reads-full/2020/8/5/digimon-1999-revisited-devimon-arc;
  • A wikia/fandom de Digimon para consulta de nomes e imagens: https://wikimon.net Digimon AdventureDigimon Adventure

O post Digimon Adventure | Uma análise moderna – Parte 1 apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/04/30/digimon-adventure-uma-analise-moderna-parte-1/feed/ 0
Cinco visual novels adultas GRATUITAS E COMPLETAS que recomendamos https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/15/cinco-visual-novels-adultas-gratuitas-e-completas-que-recomendamos/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/15/cinco-visual-novels-adultas-gratuitas-e-completas-que-recomendamos/#respond Thu, 15 Dec 2022 18:39:29 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12461 Aviso: Os jogos contidos nesse artigo, e os links para download dos mesmos possuem conteúdo sexual e são recomendados para maiores de dezoito anos. Apesar disso, as imagens que ilustram o texto são Safe for Work, apesar dos jogos claramente não serem. Tenham uma boa leitura. Olá, pessoas, Sancini novamente para um daqueles artigos especiais […]

O post Cinco visual novels adultas GRATUITAS E COMPLETAS que recomendamos apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Aviso: Os jogos contidos nesse artigo, e os links para download dos mesmos possuem conteúdo sexual e são recomendados para maiores de dezoito anos. Apesar disso, as imagens que ilustram o texto são Safe for Work, apesar dos jogos claramente não serem. Tenham uma boa leitura.

Olá, pessoas, Sancini novamente para um daqueles artigos especiais pra fugir de estar sempre postando reviews ou notícias… Tá certo que tem pouco tempo que publiquei minha listinha de desejos pros futuros jogos de Formula 1. Mas estamos aqui para ajudar aquelas pessoas que estão com pouco dinheiro para comprar jogos de um certo gênero, com dicas de jogos adultos gratuitos.

A diferença desse artigo para um similar que eu escrevi um tempo atrás, entretanto, é que ao contrário daqueles jogos que eu recomendei e estavam em desenvolvimento, esses jogos aqui estão completos, ou recebendo os toques finais. Para aqueles com dinheiro (e vontade), links para dar suporte aos desenvolvedores estarão disponíveis com o artigo, então vamos em frente, que atrás vem gente.

Reprodução: Mr. Dots Games

Melody

Autor: Mr. Dots Games https://www.patreon.com/mrdotsgames

Download: https://f95zone.to/threads/melody-v1-00-extras-mrdots-games.10668/

Você é um músico de estúdio que teve um estilo de vida agitado, tendo trabalhado em várias cidades por todo o país. Assim tem sido a sua vida, desde que se formou na faculdade, onde se formou na área de Música. Ao voltar para casa, você decide deixar o lugar onde cresceu, para começar uma nova vida e um novo começo em outra cidade.

Você também decidiu fazer uma pausa no trabalho que conhece tão bem, para se concentrar em uma carreira totalmente nova. Você só não tem certeza do que será ainda. Para manter o dinheiro entrando, você decide aceitar uma oferta de emprego, como tutora de Melody, sobrinha de uma mulher que conheceu por acaso em um mercado online. Melody está atualmente estudando música na faculdade, então ter um tutor experiente é muito importante para a carreira que ela escolheu.

Melody se passa no mesmo universo de Dating My Daughter, e apesar de ter começado a produção depois do mesmo, foi finalizado primeiro e se passa tecnicamente antes. No geral é uma história razoavelmente sólida, mas peca um pouco por não desenvolver as outras relações com os interesses amorosos, digo, o jogo tem multiplos finais, mas Amy, Izzy e Becca não tem tantas cenas. Claro, o foco é a personagem principal, mas honestamente, não há incentivo para experimentar outras rotas.

Reprodução: ILS Productions

Now & Then

Autor: ILS Productions https://www.patreon.com/ilsproductions

Download: https://ilsproductions.itch.io/now-and-then

Now & Then é a história de Jack (ou um nome de sua escolha) Brooks, um viúvo que vive com sua filha adolescente adotiva, Carol, durante as consequências de uma pandemia global. Ao longo da história, os jogadores testemunham a série de eventos que mostram Jack adotando Carol e como eles se tornam uma família antes do colapso da sociedade civilizada. Inspirado em The Stand (A Dança da Morte na edição brasileira) de Stephen King e em vários filmes e livros de zumbis, Now & Then é um conto de sobreviventes aprendendo a lidar com a vida como ela se apresenta.

Cara, Now & Then não é um jogo leve. Apesar de ter muito conteúdo +18, ele tem uma carga dramática enorme e desenvolvimento de personagens bem feito. E ao contrário de Melody, que o foco majoritário das cenas adultas é na personagem chave, aqui, apesar do foco na Carol, as outras meninas ganham um bom destaque. Eu questiono algumas das escolhas narrativas do jogo, mas isso é mais gosto pessoal do que crítica a narrativa dos autores.

Reprodução: Likes Blondes

Life with Mary

Autor: Likes Blondes https://www.patreon.com/Likesblondes

Download: https://f95zone.to/threads/life-with-mary-v1-0-2-final-likesblondes.7875/

Nos tempos de escola, você sempre foi um cara estudioso, e como se fosse uma ironia no destino, na faculdade, o seu melhor amigo era um cara que é o total oposto, um cara festeiro e pegador. Mas, a vida tem dessas. No fim, após cada um seguir seu caminho pós faculdade, você acaba se tornando um empresário bem sucedido, vez ou outra mantendo contato com seu velho amigo.

Anos depois, esse seu amigo “bate” a sua porta, lhe pedindo um favor: Que deixasse a filha dele viver em sua casa, pois o colégio que possui especialização na carreira que ela sonha fazer (música) é relativamente perto de sua casa, e longe da dele. E você concede, afinal, é um amigo de longa data (apesar de agora ele estar careca). Nisso, começa sua convivência com Mary, que é uma menina atraente, e você precisa lidar com os sentimentos conflitantes pela Mary, e sua vida no geral.

Meu, eu tive que fazer um resumo por mim mesmo porque no tópico onde o jogo está no F95 (fórum dedicado a bucaneria de entretenimento eletrônico destinado a adultos), o “resumo” do jogo está numa linha só que não diz absolutamente nada sobre o jogo. Life with Mary é uma obra com menos ambição de escopo que os jogos anteriores (não faz parte de um universo conectado, como Melody, ou o roteiro gigante como Now & Then) e sim é uma obra mais intimista, com sua relação sendo focada apenas na personagem título, com o opcional de incluir a amiga de Mary da escola. Tenha isso em mente quando baixar o jogo.

Reprodução: Four Leaves Studios

Katawa Shoujo

Autor: Four Leaf Studios

Download: https://f95zone.to/threads/katawa-shoujo-final-four-leaf-studios.4276/

Katawa Shoujo é um romance visual no estilo bishoujo ambientado na fictícia Escola Secundária Yamaku para crianças deficientes, localizada em algum lugar do Japão moderno. Hisao Nakai, um garoto normal vivendo uma vida normal, tem sua vida virada de cabeça para baixo quando um defeito cardíaco congênito o obriga a se mudar para uma nova escola após uma longa hospitalização. Apesar de suas dificuldades, Hisao é capaz de encontrar amigos – e talvez o amor, se ele souber como agir. Existem cinco caminhos principais correspondentes às 5 personagens femininas principais, cada caminho seguindo o enredo pertencente a esse personagem.

Quem diria que o 4chan, um dos lugares mais cancerosos do mundo, daria luz a uma obra prima dessas? Nos dias de hoje, é basicamente como se o twitter se unisse para fazer uma visual novel do caralho e tocante, e não ficar brigando entre si pra defender as grandes corporações, enquanto milionários ganham dinheiro as custas disso. Enfim, Katawa Shoujo é um jogo único (ok, talvez não tão único hoje em dia, porque jogos inspirados por ele foram desenvolvidos) que toca a deficiência física de maneira sensível, com personagens bem escritas. Ok, a rota da Shizune é uma merda, mas ei, 4 de 5 é um bom número.

Foi uma das visual novels que me incentivou a começar a desenvolver minhas próprias, e até hoje é considerada um clássico. Tenho minhas duvidas se ela tivesse sido lançada nos dias atuais, a recepção dela teria sido boa, como foi anos atrás. Não com a turba do twitter procurando motivo pra destilar ódio por qualquer motivo e as vezes sem motivo algum.

Reprodução: Caribdis

Once in a Lifetime

Autor: Caribdis https://www.patreon.com/onceinalifetime

Download: https://f95zone.to/threads/once-in-a-lifetime-v1-0-caribdis.37470/

Você mora em Mistbury, uma cidade aparentemente normal onde você vive uma vida aparentemente normal com sua família. No entanto, você logo descobrirá que este lugar esconde alguns segredos sombrios e profundos e as coisas podem esquentar muito rápido…

De se infiltrar em uma prisão, explorar mansões misteriosas e viajar para o outro lado do mundo: embarque em uma aventura de conspirações, conhecendo personagens bizarros, vivendo experiências únicas, seduzindo garotas lindas e, se sobrar tempo, salvando o mundo.

Se Astaroth tomar o poder, será o fim para todos nós.

Só você pode detê-lo.

Esse est deus.

Se você leu o artigo anterior, sabe que mencionei brevemente Once in a lifetime, quando falei sobre Eternum, do mesmo autor. E mais ou menos tudo o que você encontra em Eternum, tem aqui: Trama envolvente, humor idiota, personagens bem escritos e situações sexys. A diferença é que há um toque de SWEET HOME ALABAMA aqui. Altamente recomendado.

E com isso, chegamos ao final de mais um artigo especial aqui pro Arquivos do Woo, pra recomendar cinco visual novels completas e gratuitas. Não sei quais delas possuem tradução pra português, isso fica a cargo de você procurar se tiver preguiça de ler em inglês.

Não sei se farei review de algum jogo da data de publicação deste artigo até o Natal, se rolou, whatever, mas se não, Feliz Natal.

O post Cinco visual novels adultas GRATUITAS E COMPLETAS que recomendamos apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/15/cinco-visual-novels-adultas-gratuitas-e-completas-que-recomendamos/feed/ 0
The Game Awards | Reflexões, Impressões e Bill Clinton https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/11/the-game-awards-reflexoes-impressoes-e-bill-clinton/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/11/the-game-awards-reflexoes-impressoes-e-bill-clinton/#respond Sun, 11 Dec 2022 21:46:59 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12702 Começo de dezembro, a internet se une para a maior punhetagem jornalística ocidental da indústria dos videogames, onde um bando de idiotas se congratulam sobre os jogos que fizeram durante o ano, enquanto ao mesmo tempo, fanboys rasgam o cu em discussões intermináveis, onde um lado acusa o outro de sojado, nazista, etc. Não vou […]

O post The Game Awards | Reflexões, Impressões e Bill Clinton apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Começo de dezembro, a internet se une para a maior punhetagem jornalística ocidental da indústria dos videogames, onde um bando de idiotas se congratulam sobre os jogos que fizeram durante o ano, enquanto ao mesmo tempo, fanboys rasgam o cu em discussões intermináveis, onde um lado acusa o outro de sojado, nazista, etc.

Não vou deixar de admitir que adoro ver as pessoas putas por causa do evento (como quando o Boring of War 2018 ganhou o Jogo do Ano, quando Jogo da Rockstar que não é GTA V, vulgo Red Dead Redemption 2 estava rapelando os prêmios), mas as vezes até céticos que gostam de ver pessoas putas, como eu se perguntam como caralhos um jogo MORTO como Multiversus ganhou melhor jogo de luta, quando tinha KOF XV concorrendo.

Provavelmente o pix da Warner deve ter caído.

Mas enfim, por quê uma pessoa assistiria uma punhetação de quase quatro horas de duração? (Tecnicamente o evento começou as dez da noite, mas o pré-show começa as 9 e meia.) Simples, a quantidade de trailers e jogos novos anunciados. E pelo menos nessa edição os caras tiveram a decência de não terem tão caras de pau de dar tudo pra Sony e Elden Ring ganhou o Game of The Year. Mas não é pra isso que vocês estão lendo esse texto, certo? Mas sim pra ler minhas impressões sobre os anúncios realizados. Então, sem mais delongas, vamos ao que foi anunciado no The Game Awards, e minhas impressões.

Dead Cells: Return to Castlevania

DLC de Dead Cells, em crossover com a série da Konami, porque a Konami não quer fazer Castlevania’s ela mesma, nem delegar o trabalho a estúdios que possuem vontade e talento pra tal. Foi meio aleatório, mas OK.

Vampire Survivors disponível para iOS e Android

Existe apenas uma palavra pra resumir minha reação: Caguei.

Valiant Hearts: Coming Home

Alguém lembra de Valiant Hearts? É mobile, então caguei, mas sério. Alguém LEMBRA de Valiant Hearts? Porque ele, e todos os jogos na UbiArt não chamados Just Dance simplesmente sumiram.

Returnal saindo para PC

É papagaiada procedural, então caguei, e é pra PC/Tem no PS5, então é um duplo caguei.

Hellboy: Web of Wyrd

É a terceira vez que Hellboy está recebendo uma adaptação, sendo as anteriores “Dogs of Night/Asylum Seeker” (Depende da versão, se é PC ou PS1) e “Science of Evil”, que não foram muito bem recebidas. Mas enfim, Web of Wyrd tem um estilo cel-shading aproximado dos quadrinhos e minha reação, aqui de acordo com minhas notas: MINDÊ PAPAI.

Horizon: Call of the Mountains

Apesar de tudo, eu gostei honestamente de Horizon: Zero Dawn. É um jogo bom, e me deu aquela sensação de descoberta de mundo aberto, que eu tive quando joguei Assassin’s Creed, muitas eras atrás. Mas, Call of the Mountains é um jogo de PSVR2 (vulgo PS5+VR), então, caguei para este jogo.

Post Trauma

É um survival horror, então as chances de eu jogá-lo são de NEM FODENDO.

Viewfinder

Esse jogo me lembrou The Witness, um jogo de puzzle em primeira pessoa que tive a oportunidade de jogá-lo quando a Sony o deu de graça durante a pandemia… Ou seja, me parece ser um jogo CHATO PRA CARALHO.

Atomic Heart

É um FPS e é tudo o que eu posso dizer sobre esse jogo.

Relic Hunters Legend

Calarts AAAAAAAARGH! É tudo o que tenho pra dizer. E descobri enquanto editava essa matéria, que é um jogo Brasileiro.

Modo Pique-Esconde pra Among US

Caguei.

After US

Não é a sequência de Among Us, mas parece ser um jogo bonito.

Replaced

Ah, não curti tanto o estilo gráfico. Se você curtiu, bom pra você.

Street Fighter 6

O visual do Dee Jay ficou bem daora, ele tá muito com cara daquele teu primo que tu não vê tem uns anos, mas gosta pacaralho dele.

Hades II

Quem diria, a Supergiant lançando continuações. Mas, até quando teremos essa hipersaturação de Roguelikes?

Judas

É do criador de Bioshock e System Shock 2, vamos ver no que isso vai dar. Só acho que perderam uma boa chance de usar a música Judas, do Fozzy, no trailer.

Bayonetta Origins: Cereza and the Lost Demons

Me lembrou bastante o estilo do World of Demons, jogo da Platinum exclusivo pra Apple Arcade. Vamos ver no que isso vai dar.

https://www.youtube.com/watch?v=m_SE2WfQiF8

Ghostbusters: Rise of the Ghost Lord

Um jogo dos Caça-Fantasmas! Mas é pra VR. VAI TOMAR NO CU. A GENTE AQUI ESPERANDO ANOS POR UM JOGO DECENTE DE CAÇA FANTASMAS E OS CORNOS ME FAZEM UM PRA VR!

 

Destiny 2: Lightfall

Ok, Destiny 2 é bom, mas TGA não é lugar de mostrar DLC de Destiny 2.

Suicide Squad: Kill the Justice League

Esse jogo tem um peso enorme. Primeiro, a última performance de Kevin Conroy como Batman. Segundo, ele foi anunciado juntamente com o Gotham Knights, que foi extremamente criticado por não entregar uma performance decente nos consoles da atual geração (mesmo tendo cancelado as versões da geração anterior) e sendo porcamente otimizado pra PC. Então, será que a Rocksteady entrega um jogo ao menos rodando a 60 Frames por segundo?

E comentando uma coisa… COMO A ARLEQUINA TÁ FEIA nesse jogo! Parece uma decisão deliberada da industria ocidental de jogos colocar as mulheres da maneira menos atrativa possível. Ninguém tá falando de colocar a Arlequina Sexualizada ou coisa do tipo, pra isso temos aí os artistas de hentão, mas caralho, ela tá parecendo a Dona Florinda.

Party Animals

Party game. Caguei.

The Last of Us Part 1 saindo no PC

Se você tem um PC bom, é melhor emular o jogo original de PS3.

Star Wars Jedi: Survivor

Eu gostei legitimamente do Jedi: Fallen Order, apesar da navegação dos mapas do jogo ser absolutamente atroz, com um dos mapas menos intuitivos do mundo. Espero que o segundo jogo seja igualmente bom.

Earthblade

Tenho quase certeza de que esse jogo vai ser tão super estimado quanto Celeste foi. É dos mesmos autores do mesmo. A Maddie devia fazer mais fases de Mario Maker.

Dune: Awakening

Po, eu tava mó empolgado, os caras apresentando um jogo de Duna. Aí tudo cai por areia abaixo quando revelam que é MAIS UM MMO OPEN WORLD SURVIVOR WITH CRAFTING SYSTEM. PUTA MERDA.

Forspoken

Retiraram o diálogo cringe, no Isekai da aluna de letras da USP. Agora o jogo tem estatisticamente 78% a mais de chances de ser bom. A demo tá disponível.

Death Stranding 2

O simulador de SEDEX está de volta.

Immortals of Aveum

Aparentemente um jogo de ação em primeira pessoa com mágica. Vamos ver isso ae.

Tekken 8

Como caralhos vão trazer a Jun de volta? Quer saber, nem me pergunto mais em Tekken, nego fala que a lore de Dead or Alive é zoada, ela é completamente coerente comparando com a bagunça de Tekken. Aliás, odeio que eles falam “trailer de gameplay”, mas gameplay mano a mano, com Huds e o caralho a quatro não é mostrado. Aliás, TRAGAM A CHRISTIE MONTEIRO DE VOLTA!

Nightingale

Mostraram esse jogo no ano passado, estou com preguiça de copiar e colar.

Baldur’s Gate 3

Vão corrigir os bugs do Early Access? Se vão, vai dar bom, porque a os devs fizeram um bom trabalho com os Divinity: Original Sin.

Wayfinder

A princípio.. Ah, meio genéricão, mas pode dar certo. Aí fui ver melhor, e é um daqueles malditos Games as Service, que deram tanto certo com hits como Godfall e Babylon’s Fall… Depois disso meu pinto caiu. Pelo menos é gratuito, ao contrário dos dois anteriores.

Fire Emblem Engage: Expansion Pass

O jogo NEM FOI LANÇADO, NINTENDO, E VOCÊS JÁ TÃO ANUNCIANDO DLC. CARALHO!

Diablo IV

Deviam adiar o jogo até 2066, aí o jogo seria lançado 6.6.66. Piadas a parte, é, Diablo 4 sai em Junho, mesmo mês de Street Fighter 6.

Horizon Forbidden West: Burning Shores

Esse DLC vai quebrar o jogo principal que nem o Frozen Wilds quebrou o primeiro jogo, hehehe. Achei paia o DLC ser só pra PS5, querendo forçar quem não migrou pra essa geração atual.

Blue Protocol

Genshin Xenoblade Chronicles em forma de MMO. Caguei

https://www.youtube.com/watch?v=apxWFrE7saA

Remnant II

Disseram que o primeiro Remnant é um jogo legal e tal, um Souls-like com armas de fogo e tal. Eu só joguei a prequel (Chronos: Before Ashes).

Transformers: Reactivate

Apesar do Trailer não mostrar muito, a Splash Damage tem bons jogos no catálogo, como Enemy Territory: Quake Wars e Gears Tactics em seu portifólio, além de Brinks. Vamos ver no que isso vai dar.

Company of Heroes 3: Console Edition

RTS em console é uma parada complicada.

Behemoth

Jogo VR. Caguei.

Trailer do filme do Mario

Talvez por ter sido lançado pouco depois do recente segundo trailer, esse pequeno teaser foi fraquinho.

Banishers: Ghosts of New Eden

Um jogo da Don’t Nod que não é populado (aparentemente) por gente insuportável? O que é isso? Evolução? Enfim, me parece um Souls-like. Ele não sendo chato como foi Vampyr tá valendo. Agora, os caras mudaram o nome de Dontnod pra Don’t nod. VAI TOMAR NO CU.

Warhammer 40K: Space Marine II

A VOLTA DO GEARS OF WAR AZUL! Piadas a parte, o Space Marine original era um jogo bem legal, porém não é a Relic que está fazendo a continuação. Só espero que a Saber saiba no que está se metendo.

Meet Your Maker

É uma cruza de Mario Maker (crie fases) com Dead Space (mortes horripilantes). Não me interessou. (O trailer não está aqui no post porque é restrito a maiores de 18 anos, e não dá pra colocar ele no embed)

Crash Team Rumble

O pessoal esperava um novo platformer. O que recebemos? Um jogo multiplayer versus 4×4 que parece a porra de um Moba. POR QUÊ?

The Lords of the Fallen

Esse jogo vai vender PRA CARALHO. Quando estiver numa promoção por 10 reais na PSN, como acontece com o Lords of the Fallen original.

Crime Boss: Rockay City

Colocar esse trailer e o da DLC de Cyberpunk 2077 um depois do outro não foi muito bem planejado. Porque a impressão primária, foi “Mamãe, quero ser Cyberpunk 2077”, apesar da temática ser diferente.

Cyberpunk 2077: Phantom Liberty

O Idris Elba vai interpretar um personagem no DLC de Cyberpunk 2077, então podemos chamar essa DLC oficialmente de Cyberpunk 2077 & Knuckles.

Armored Core VI: Fires of Rubicon

Dez anos depois do último jogo da série, Armored Core está de volta, é isso aí. E vai sair pra todo mundo, PS4, Xbox One, PS5, Xbox Series e até PC. O que dá esperanças de um dia vermos um Tenchu novo feito pela From Software, e não, Sekiro não conta como Tenchu.

Wild Hearts

É basicamente Toukiden com outro nome.

Final Fantasy XVI

Mataram um chocobo no trailer, véi. Junho vai estar cheio de jogos, Street 6, Diablo 4, Final Fantasy 16. Ainda bem que não tenho dinheiro.

E Bill Clinton nos trending topícs

E quando estavam todos já satisfeitos que Elden Ring ganhara o título de jogo do ano, eis que uma última surpresa foi reservada… Um rapaz de quinze anos (aparentemente) invadiu o palco, ou melhor, se infiltrou junto com o pessoal da From Software e disse: “Eu gostaria de dedicar este prêmio ao meu rabino ortodoxo reformado Bill Clinton.”

E assim terminou o The Game Awards, uma premiação chata, previsível que as pessoas só assistem pra saber os próximos lançamentos, mas que esse ano ao menos trouxe algo hilário. Provavelmente enquanto digito isso, o dublador do Kratos AINDA deve estar fazendo o discurso dele.

O post The Game Awards | Reflexões, Impressões e Bill Clinton apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/12/11/the-game-awards-reflexoes-impressoes-e-bill-clinton/feed/ 0
Coisas que a Codemasters/ EA precisa colocar nos futuros jogos da F1 https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/26/coisas-que-a-codemasters-ea-precisa-colocar-nos-futuros-jogos-da-f1/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/26/coisas-que-a-codemasters-ea-precisa-colocar-nos-futuros-jogos-da-f1/#respond Sat, 26 Nov 2022 14:21:28 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12587 Uma das piores coisas que aconteceu recentemente, foi a aquisição da Codemasters por conta da EA. Especialmente para quem é fã de Formula 1, porque honestamente, a qualidade dos jogos assumidamente caiu desde então. Vamos detalhar parte por parte de como a EA estragou F1. Primeiro, questão do preço pro público Brasileiro. F1 2019 e […]

O post Coisas que a Codemasters/ EA precisa colocar nos futuros jogos da F1 apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Uma das piores coisas que aconteceu recentemente, foi a aquisição da Codemasters por conta da EA. Especialmente para quem é fã de Formula 1, porque honestamente, a qualidade dos jogos assumidamente caiu desde então. Vamos detalhar parte por parte de como a EA estragou F1.

Primeiro, questão do preço pro público Brasileiro. F1 2019 e 2020 tinham preços razoáveis para o público brasileiro. Claro, eu peguei o 2019 numa promoção de 75% de desconto na edição especial do jogo. E quando fiz a pré-compra do 2020, eu paguei cerca de 260 reais na edição Schumacher (vulgo Deluxe), porque os donos de jogos anteriores possuem 10% de desconto, por fidelidade.

O Formula 1 2021, o primeiro sob a publicação da EA (a compra se deu no meio do desenvolvimento, então não tem tanto dedo da EA), custava 300 reais, a edição REGULAR nos consoles. E o que o jogo trazia de novo? O modo historinha, que apesar de bacana, tinha 0 fator replay. E perdemos nisso, os carros clássicos. E as pinturas pro My Team foram diminuídas drasticamente, estando ligadas ao Passe de Pódio. No 2020 algumas estavam, mas no 2021 era RIDÍCULA a quantidade de pinturas iniciais disponíveis. E, para incentivar os otários a comprarem moedas pra desbloquear coisas, as recompensas do passe regular eram igualmente ridículas.

LEIAM – Fazendo justiça a um grande Fighting Game

O F1 22, que foi o primeiro Full EA Sports, piorou mais ainda as coisas. O jogo possui alguns glitches que honestamente, não existiam no jogo anterior, e o que ele trouxe de novo pra franquia? O simulador da IKEA, conhecido como F1 Life, utilizado por exatamente 0 pessoas. Os Super Carros, tão alardeados no anuncio? Apenas para certos eventos, que nos jogos anteriores eram com carros clássicos da categoria. E claro, a monetização do Passe de Pódio está lá, pra incentivar… O F1 Life? Pra quê? Esse modo não traz NADA de interessante em termos de gameplay. Se fosse ao menos como no NHL, onde você adquirir certas coisas com o dinheiro ganho dentro do jogo, dão bônus ao seu jogador no modo carreira, mas não, no F1 22, o F1 Life é COMPLETAMENTE INÚTIL.

Pra completar no que a EA estragou de F1, ela simplesmente REMOVEU a opção de compra dos jogos anteriores da série. A Codemasters sempre deixou disponível a compra dos jogos anteriores, muitas vezes até abaixando o preço deles nas lojas online, para aqueles que não possuem dinheiro ou Hardware potente o suficiente para rodar o mais novo jogo. Caramba, passei quatro parágrafos inteiros reclamando da EA. O que não é nenhuma surpresa, visto a fama da mesma. Mas, não é só de xingar a Electronic Arts que vive o homem, então para esse artigo, que é meio que uma sequência/remake de um artigo semelhante que escrevi antes do F1 2020, aqui vou listar alguma das coisas que a EA PRECISA colocar em jogos futuros da Formula 1.

Aperte o seu cinto, e vamos conosco.

Reprodução: Internet

Estratégia de Equipe para o modo Carreira/My Team

Não muita gente vai entender, porque F1 é nicho entre os jogos de corrida, mas muitas vezes durante uma corrida, algum evento incomum acontece (como um acidente), o que pode dar aos pilotos, um PitStop gratuito, com mudanças de estratégia e tudo mais, só que isso pode causar uma dor de cabeça, especialmente no modo My Team, porque invariavelmente se o jogador e o companheiro de equipe dele irem pro pit na mesma volta, vai causar o double-stack, que no caso é quando o segundo piloto a fazer o PitStop perde tempo porque tem que aguardar a equipe fazer a parada do outro piloto.

Na vida real, obviamente as equipes planejam as estratégias de modo a evitar o double-stack, mas nos jogos, isso é impossível, já que não controlamos diretamente o companheiro de equipe. Em jogos de manager, como Motorsport Manager (PC) e F1 Manager 2022 (Multi), é possível nas estratégias, definir quando os pilotos vão parar, evitando o double-stack, mas no jogo oficial da Codemasters, não, o que pode causar dores de cabeça se você tá trabalhando pra ganhar o campeonato de construtores e precisa dos pontos, com um dos pilotos perdendo posições pelo double-stack.

Uma boa solução, seria ter mais influência na estratégia de seu companheiro de equipe, na parte de pré-corrida, definindo quando seu companheiro de equipe vai fazer a parada. E continuando com a parte de estratégia de equipe, os jogos poderiam adotar um sistema parecido com o da série GRID, onde é possível dar ordens básicas ao companheiro de equipe, seja para ele dirigir defensivamente (defendendo a posição dele), ou mais agressivamente, caso ele esteja muito para trás.

Claro, que GRID é um tanto mais arcade que os F1, seu companheiro de equipe não vai sair batendo nos outros, mas é possível. E seria bem vindo, porque novamente, o My Team Career tornou o modo de carreira de piloto completamente obsoleto e é o que os fãs de F1 aguardam nos jogos desde a introdução no jogo de 2020.

Reprodução: Codemasters

Calendário Customizável com pistas de DLC

Uma das coisas boas que o jogo de 2020 trouxe em relação aos anteriores, foi a possibilidade de temporadas mais curtas pro modo carreira. Antes, você precisava fazer todas as pistas da temporada, em todas as 10 temporadas. No F1 2020, você tem a opção de fazer temporadas mais curtas com 16 ou 10 provas, porém, você não pode mudar a ordem das provas.

Só que na vida real, muitas vezes a ordem das etapas mudam, por exemplo, em 2021, o GP dos Direitos Humanos (vulgo GP da Arábia Saudita) era um dos últimos da temporada, em 2022 foi um dos primeiros. Então seria legal poder mudar a ordem das corridas numa temporada, a partir da segunda temporada, refletindo um pouco mudanças que acontecem na vida real.

E pra completar, seriam bem vindas pistas adicionais, como pistas fora do calendário regular, como Sepang (Malásia), Mugello (Itália), Hockenheim (Alemanha), ou a da Turquia, que foi utilizada em 2020 e 2021, o traçado do anel externo do Bahrein, que foi usado pro GP de Sakhir em 2020. Essas pistas poderiam ser adicionadas como conteúdo pago e serem utilizadas no modo carreira, customizando o calendário. Ajudaria muito, dando longevidade extra ao jogo e variedade para as temporadas.

Reprodução: Codemasters

A volta da árvore de Upgrades ou ao menos uma mudança do sistema atual

Esse aqui é um tanto pessoal, mas uma das coisas que não gostei no F1 2021, foi que mudaram a árvore de Upgrades da Pesquisa e Desenvolvimento. Eu sei que a Codemasters sempre muda a maneira que eles são demonstrados visualmente no modo carreira, mas a skill tree utilizada no jogo de 2019 e 2020 (creio que também vale pro 2018, mas eu não tenho como jogar ele. Até tenho a versão de PC, mas minha lata velha não roda.) era bastante eficaz. Você tinha como saber o que precisava abrir, sem muitas complicações.

No 2021, é um pouco diferente e honestamente… Não é intuitivo como a árvore dos jogos anteriores. É a mesma coisa na teoria, mas na prática, nem tanto. Talvez uma volta a árvore, ou um sistema mais intuitivo ajude nessa parte. Eu sei que não sou o único a reclamar disso.

Reprodução: Codemasters/Electronic Arts, Race Department

Um editor de pinturas decente (ou a opção de copiar pinturas clássicas)

Essa é uma reclamação que já vem desde o F1 2020, mas a Codemasters PRECISA colocar um editor de pinturas decente no jogo. E não dá nem pra colocar a culpa no hardware limitado da geração PS4/Xbox One, porque Gran Turismo Sport é de 2017 e tem um puta editor. O mesmo vale pros últimos Forzas que tem excelentes editores. Enquanto isso, na Codemasters, temos um editor mega limitado que faz o seu carro parecer um bootleg chinês óbvio em meio a carros reais, tirando toda a imersão que o My Team supostamente deveria dar.

LEIAM – Lunistice – Perfeito em sua simplicidade

Um editor decente, com formas básicas, sem limitação de cores, poder posicionar os patrocinadores livremente no carro, não seria muito pedir. Outra coisa que poderia ser adicionada (até mesmo atrelada ao Passe de Pódio, eu não me importo), é a opção de poder copiar as pinturas de carros clássicos da categoria (obviamente somente as formas, não as cores, apesar da imagem que ilustra esse parágrafo ser um mod da Renault de 2003~2006) adaptadas para os modelos dos carros atuais.

Reprodução: Internet

Patrocinadores Realistas (com logos melhores)

Esse parágrafo aqui é quase uma complementação do anterior. Uma das coisas legais que o F1 2020 adicionou no MyTeam, foi a questão dos Patrocínios, que dão dinheiro pra melhorar o QG da equipe… Até chegar o momento onde o dinheiro não importa mais porque você já evoluiu tudo, mas divago. A questão é… Sim, a Codemasters não pode colocar patrocinadores reais por conta de licenciamento (apesar de DIRT 5 ter patrocinadores reais), mas seria legal ter patrocinadores mais realistas.

Porque as “empresas” do jogo são EXTREMAMENTE GENÉRICAS com logos sem graça. Algo mais “realista” do tipo, que você pode ver no mundo real seria legal. Por quê não colocar as equipes da GRID, como a Seneca Sports ou a Ravenwest como possíveis patrocinadoras? Ou uma bebida energética fictícia (não, apesar dos rumores, Rich Energy não era fictícia), marcas esportivas ou de eletrônicos, mas algo que se assemelhe a algo que poderíamos ter no mundo real. (O exemplo da imagem é uma paródia, mas deu pra entender meu ponto)

Reprodução: Mercedes-AMG

Criar a sua própria unidade de potência

F1 2020 trouxe o MyTeam Career, e o F1 22 expandiu um pouco essa ideia com a possibilidade de já começar a carreira como um potencial time de meio ou frente de pelotão (com mais recursos do que o usual), e a progressão natural disso, poderia ser o jogador poder construir sua própria unidade de potência (algo especialmente importante, ainda mais com a mudança no regulamento das unidades de potência a partir de 2026).

Se por um lado, o jogador não precisa gastar com a taxa da unidade de potência, por outro, o motor não seria tão potente quanto o das outras montadoras, já que ele precisaria desenvolver mais o mesmo. Obviamente o publico casual não veria tanto apelo nisso, mas os jogadores mais hardcore da franquia apreciariam o desafio extra.

Reprodução: Team Ninja, Koei Tecmo

Um criador de personagens

Os avatares presentes no jogo são uma porcaria. Um editor de personagens, como o de qualquer jogo da EA Sports, é tudo o que peço. Sério. Não precisa nos dar algo nível WWE 2K, só poder escolher gênero do piloto, penteado, cor de pele, cabelo e olhos já seria um avanço IMENSO.

Reprodução: Codemasters, Electronic Arts, WWE

Elimine o F1 Life, apenas isso

O F1 Life foi literalmente usado como cortina de fumaça em termos de marketing, porque a Codemasters não trouxe NENHUMA evolução substancial ao F1 22, e o modo não traz NENHUM apelo ao fã de F1, ou sequer ao jogador casual. Como a comunidade apelidou, é o simulador de IKEA, ou pra nós brasileiros, simulador da Leroy Merlin.

O ideal seria a Codemasters remover esse modo, porque por mais que do ponto de vista financeiro, o jogo precisa de algo pra fazer os jogadores gastarem em DLC, não é dessa maneira, já que esses cosméticos do F1 Life não tem serventia alguma em termos de gameplay ou mesmo visual, já que eles ficam limitados a tela do F1 Life.

Eu não sei como terminar esse artigo, mas sei que provavelmente muitas dessas coisas não vão aparecer porque a Codemasters é preguiçosa e a EA mais ainda. Mas deixo registrado esse artigo como reclamação mesmo.

O post Coisas que a Codemasters/ EA precisa colocar nos futuros jogos da F1 apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/26/coisas-que-a-codemasters-ea-precisa-colocar-nos-futuros-jogos-da-f1/feed/ 0
Fazendo justiça a um grande Fighting Game https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/02/fazendo-justica-a-um-grande-fighting-game/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/02/fazendo-justica-a-um-grande-fighting-game/#comments Wed, 02 Nov 2022 22:09:10 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12487 Pergunte para qualquer jogador casual desse mundão do entretenimento eletrônico sobre Dead or Alive e a chance de a pessoa ter na mente dela que a franquia é só fan service tridimensional barato é altíssima. A coisa é tão grave com relação a Dead or Alive que mesmo dentro da própria comunidade de fighting games […]

O post Fazendo justiça a um grande Fighting Game apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Pergunte para qualquer jogador casual desse mundão do entretenimento eletrônico sobre Dead or Alive e a chance de a pessoa ter na mente dela que a franquia é só fan service tridimensional barato é altíssima. A coisa é tão grave com relação a Dead or Alive que mesmo dentro da própria comunidade de fighting games existe essa mesma concepção.

Estou aqui hoje para respeitosamente dizer que essas pessoas estão erradas. Quem gosta da franquia, ou minimamente se interessou em obter informações mais técnicas acerca de seus jogos enquanto jogo de luta, além de conhecer bem seus predicados também compreende que a sensualidade é parte indivisível dela.

LEIAM – Dead or Alive 6 | Veloz, lindo e muito letal

Esse é o primeiro de dois textos que quero escrever “em defesa” de Dead or Alive. Já que o Diogo me dá total liberdade sobre o que escrever, posso fazer esse tipo de coisa que potencialmente ninguém lê.

Nesse texto tentarei mostrar o porquê Dead or Alive não é uma franquia de fighting game qualquer, desde a sua concepção. Entrarei em detalhes mais técnicos no que cerne a mecânicas de jogo, mas tentarei fazê-lo da forma mais didática e simplificada que eu conseguir.

No texto subsequente, me focarei no inquestionável melhor jogo da franquia, Dead or Alive 5. Uma verdadeira joia dos fighting games e ainda assim tratada como certo desdém.

Tomonobu Itagaki

Um pouco de história gamer

Após um período de bons lucros da Tecmo ao final dos anos 80 no ramo de jogos (dentro do que é possível para o mercado japonês nesse período) a Tecmo estava a amargar maus resultados financeiros do início da década seguinte.

É nesse cenário interno que um novo e ambicioso game designer, com somente um projeto em seu currículo, conseguiu audaciosamente a oportunidade para criar uma equipe e liberdade criativa para desenvolver um jogo que ajudasse a alavancar novamente a Tecmo.

Esse game designer em questão era o hoje conhecido (talvez infame?) Tomonobu Itagaki. O projeto em seu currículo era a versão para SNES de Tecmo Super Bowl, jogo esse em que trabalhou como engenheiro gráfico sob orientação pessoal de ninguém menos que Yoshiaki Inose, responsável por um dos maiores hits da Tecmo desde sempre, Ninja Gaiden (o clássico).

Inose também foi o responsável por Rygar, uma delícia de jogo. Infelizmente ninguém lembra de Rygar quando o assunto é o Inose, um verdadeiro absurdo!

Dead or Alive – Sega Saturn

O “vai ou racha” da Tecmo

Dada a popularidade dos jogos de luta do período, Itagaki e sua recém-constituída equipe chamada Team Ninja, optaram pelo desenvolvimento de um jogo do gênero em questão.

Itagaki tinha claro em sua mente que o jogo teria de ser tridimensional, nos moldes de Virtua Fighter. Aliás, Itagaki se interessou tanto em Virtua Fighter e em sua tecnologia que criou bons vínculos com a SEGA e conseguiu um contrato que o permitiria desenvolver seu jogo de luta na mesma placa de arcades do game da SEGA, a Sega Model 2.

Definido gênero de jogo e tecnologia, Itagaki e a Team Ninja deram início ao desenvolvimento de seu jogo de luta tridimensional. O nome do jogo seria uma alusão ao momento em que a Tecmo estava vivendo, bem como do futuro do próprio Itagaki dentro da empresa. Era uma questão de vida ou morte, Dead or Alive.

Máquina Arcade de Dead or Alive 5 Ultimate

Um nipônico sucesso

Eis que Dead or Alive foi lançado nos fliperamas em 1996 e felizmente o projeto de Itagaki conseguiu cumprir seu intento. O jogo foi um sucesso nos arcades japoneses (o mercado de arcades do Japão nesse período ainda era enorme).

A pergunta principal aqui é: Como mais um jogo de luta, em um mercado com tantas opções naquele período, conseguiu se destacar da multidão?

Dead or Alive trouxe no mínimo dois elementos inéditos, muito bem executados, para um jogo de luta tridimensional: uma mecânica de jogo inovadora, que incentiva ações e reações velozes ao logo de toda a luta, e sensualidade (e aqui uso a palavra em um sentido mais amplo do que possa parecer).

Um ano depois, o jogo foi portado para o Sega Saturn. Essa era uma escolha óbvia, uma vez que o jogo para fliperamas tinha sido desenvolvido na Sega Model 2. Uma versão para o PlayStation também foi desenvolvida e disponibilizada no console da Sony no ano de 1998.

Dead or Alive ainda ganharia uma nova versão para arcades, baseada no jogo desenvolvido para o Sony PlayStation. A versão do game para PlayStation é severamente diferente da original, tendo sido refeita do zero, o que possivelmente justificou o lançamento da nova máquina dos fliperamas.

Nos EUA o jogo também obteve algum sucesso e reconhecimento, mas muito mais pela versão de PlayStation (ironicamente inferior). O mercado de arcades no ocidente não tinha o mesmo apelo que no Japão e o Sega Saturn vendeu muito pouco do lado de cá do mundo. Ademais, em 1998 foi lançado também para o PlayStation a terceira versão de Tekken, considerado até hoje um marco supremo no mundo dos fighting games (o jogo está no Top 10 jogos mais vendidos para o console).

Dead or Alive 2 – Sega Dreamcast

Triangle System: O segredo do sucesso

Comentei mais acima que um dos pontos principais responsáveis pelo sucesso de Dead or Alive foi a mecânica de jogo, que incentivava ágeis ações e reações em tempo real ao longo da luta. Essa mecânica ficou conhecida como “Triangle System” e eu tentarei aqui, da melhor e mais didática maneira possível, explicar o como ela funciona e os motivos pelos quais foi tão revolucionária para a época.

Ressalto que tudo o que falarei com relação às mecânicas de jogo possuem dados técnicos (é claro), mas também uma visão pessoal sobre o assunto.

No começo, os jogos de luta tinham duas ações básicas: atacar e defender. A defesa se sobrepuja ao ataque, no sentido de que uma defesa assertiva não permite que o ataque do oponente lhe acerte. Ao mesmo tempo, enquanto em estado de defesa não é possível revidar, com isso toda a vantagem está com o atacante enquanto for possível manter a pressão ofensiva e, eventualmente, quebrar a defesa.

Caso a defesa do oponente não seja quebrada, ambos os jogadores eventualmente voltam a um estado neutro, em que nenhum dos dois está em um ciclo de ataque ou defesa.

LEIAM – Dead or Alive Xtreme 3 Scarlet | Waifus, Praia e Waifus

O movimento de arremesso foi introduzido posteriormente nos jogos de luta, o que possibilita que um atacante possa sobrepujar a defesa do oponente, aumentando o roll de opções tanto para o atacante, quanto para o defensor, que pode “ler” que o oponente fará um avanço para um arremesso e atacá-lo efetivamente.

Dead or Alive traz esses elementos, mas joga um tempero extra chamado Hold. O Hold é um movimento que é ao mesmo tempo ofensivo e defensivo, mas de alto risco x recompensa. Ele permite que um jogador, mesmo em situação defensiva, segure um ataque o oponente (daí o nome Hold) e execute um contra-ataque poderoso, que tira muita vida.

Ao executar o movimento de Hold seu personagem fica sem a possibilidade de atacar ou defender momentaneamente, ou seja, realizar o Hold na hora errada deixa quem o aplicou completamente aberto para receber ataques.

A dinâmica entre atacante e defensor muda totalmente em Dead or Alive. O defensor pode, efetivamente, punir um atacante que se utilize sempre dos mesmos ataques e combos, bem como o oponente pode usar isso a seu favor e colocar em seu jogo ofensivo “baits” para que o oponente use um Hold no vazio e fique completamente de guarda aberta.

O jogo ganha muito em velocidade de decisão e em momentum. O sistema de Hold traz aos jogos de luta uma dinâmica única, trazendo maior espetáculo para quem assiste, bem como tensão e dinamismo para quem joga.

O Triangle System basicamente se trata da relação entre Ataques Regulares (Strikes), Arremessos (Throws) e Holds. Os ataques regulares ganham de arremessos se executados ao mesmo tempo, mas perdem para um Hold. Os arremessos ganham dos Holds mas perdem para Ataques regulares. Um Hold ganha dos Ataques regulares e perdem dos Arremessos.

Esse sistema continuará a ser o coração de todos os jogos seguintes da franquia, mas aliada a outras mecânicas e com o Hold expandido exponencialmente. Não vou entrar em muitos detalhes, pois a intenção aqui e agora é a explicação geral sobre como o Triangle System funciona, bem como o motivo de ele ser o motivo central pelo dinamismo único visto em Dead or Alive em seu lançamento.

Já havia jogos de luta na época em que alguns personagens possuíam movimentos de contra-ataques, mas a dinâmica em Dead or Alive é diferente. Ademais, o Hold é universal, ou seja, funciona da mesma forma para todos e todos os personagens o possuem.

Dead or Alive 6 – Multiplataforma

Um jogo sexy sem ser vulgar

Dizer que Dead or Alive é um jogo sexy vai além dos peitos saltitantes. Sim, eles estão lá desde o primeiro jogo da franquia. E sim, eles com certeza ajudaram com que o jogo fosse mais notado por todo mundo. Também sim, o Itagaki sabia disso e fez de propósito.

Dead or Alive é um jogo sexy de se olhar. O fluxo das batalhas, tão mais rápidas e furiosas que seus concorrentes da época, é hipnótico. O design dos personagens é extremamente atraente. A trilha sonora chama a atenção com seu rock energético e que combina perfeitamente com o dinamismo dos combates.

Itagaki criou um jogo, com sucesso, que clama a atenção do jogador a todo instante.

Não entrarei em detalhes aqui sobre as diferenças entre as versões de Dead or Alive que foram lançadas na época (e acredite, são grandes diferenças). De repente, caso assuntos referentes à franquia sejam de interesse do pessoal, faço um texto dedicado a tal.

Imagem de divulgação – Dead or Alive 2

Sucesso global

O sucesso de Dead or Alive no Japão garantiu uma consequencial sequência, agora com mais orçamento e confiança de todos os envolvidos (empresa e equipe de desenvolvimento). Assim surgiu o jogo que fez com que Dead or Alive tivesse verdadeiramente os holofotes globais sobre si: Dead or Alive 2.

Novamente rodando em uma placa de arcades da SEGA, agora a poderosa Sega Naomi, Dead or Alive 2 manteve todos os princípios de seu antecessor intactos, melhorando bastante a liberdade de movimentação dos personagens e expandindo o sistema de Hold, se tornando um jogo mais técnico e que demandaria maior dedicação do jogador para masterizá-lo.

Apesar das melhorias acima descritas, as adições que mais chamaram a atenção do público foram o visual do jogo e seus cenários.

Graças ao poder da Sega Naomi, Dead or Alive 2 é um jogo ainda mais belo que a Virtua Fighter 3: Team Battle e a versão de Soul Calibur para arcades, o que naquele momento era algo absolutamente insano.

LEIAM – Yomawari: Lost in the Dark | Review

Quanto aos cenários, eles são absurdamente interativos, possuindo diversos níveis. Ao longo da luta é possível arremessar, por exemplo, o oponente em uma janela gigantesca dentro de um templo, fazendo a janela se quebrar e o oponente cair na área externa, um andar abaixo, e daí a luta continua nesse novo ambiente. É algo que não envelheceu até hoje e que ainda hoje poucos jogos de luta de outras franquias se meteram a fazer minimamente parecido.

Dead or Alive 2 conseguiu ser um jogo ainda mais sexy do que o primeiro. Mais belo, mais fluído, mais dinâmico e mais técnico. É impossível não ficar hipnotizado com o jogo rodando na sua frente.

As versões do game para Dreamcast e PlayStation 2 mantiveram o alto nível visual e combates frenéticos. Nessas versões foi adicionada a infame opção de informar ao jogo a idade do jogador que só tinha uma função: quanto maior a idade, mais os peitos das lutadoras balançavam. #itagakigenio

Dead or Alive 3 – Xbox

A exclusividade para com a Microsoft

A partir da terceira versão de Dead or Alive a franquia passou a ser exclusiva dos consoles Xbox. Dead or Alive 3, 4 e Ultimate (remake de Dead or Alive 2) foram lançados com exclusividade para os consoles da linha Xbox.

Desde o lançamento do primeiro Xbox, Itagaki deixou bem clara a sua predileção em desenvolver jogos para o console e a partir daí, enquanto esteve na Tecmo / Koei Tecmo, todos os jogos encabeçados ele sempre foram exclusivos.

Dead or Alive 3 e 4 são basicamente expansões do que já havia sido fundamentado no segundo game da franquia. São mais belos visualmente, com gameplay mais refinado e com cenários ainda mais incríveis, mas o alicerce da série claramente é Dead or Alive 2.

Infelizmente nenhum dos dois teve o mesmo impacto quanto seus antecessores, apesar de Dead or Alive 3 ter sido um jogo bem vendido no Xbox. O terceiro jogo da franquia foi o jogo de Xbox mais vendido no Japão. Por lá, aproximadamente 46% dos proprietários do console possuíram o jogo.

Pessoalmente, tive mais contato com Dead or Alive 3. Inclusive, nesse jogo se deu a estreia daquele que se tornaria meu personagem principal a ser usado desde então: Brad Wong. Minha predileção com personagens fortes em mix-ups, com um move list gigante, com várias stances e que usa a milenar arte do Drunken Fist, finalmente foi novamente atendida. Até então somente Lei Wulong atendia esses requisitos tão específicos.

Com a conturbada saída de Itagaki da Koei Tecmo em 2008, Dead or Alive voltou a ser uma franquia multiplataforma com Dead or Alive 5, também conhecido como o melhor jogo da franquia até o momento.

Momiji e Rachel – Dead or Alive 5 Last Core

Por hora, a defesa encerra

Após essa leitura eu espero que tenha ficado claro o quão Dead or Alive passa longe de ser somente “o jogo de luta das personagens gostosas”. A franquia nasceu e se destacou por seus próprios méritos enquanto um bom jogo de luta, um bom produto de entretenimento eletrônico e sim, da física de peitos saltitantes, mas não exclusivamente.

Espero também que eu tenha conseguido explicar de maneira compreensível o “Triangule system” e o porque desse sistema ter sido a real força motriz do primeiro Dead or Alive ter ganho seu lugar ao sol no hall de franquias de fighting games bem sucedidas.

O próximo texto que trarei sobre Dead or Alive se focará em Dead or Alive 5. Um jogo que apesar de ter tido cinco anos de efetivo suporte da Koei Tecmo e de ter sido reconhecido como um importante representante dos fighting games competitivos de seu período, estando incluso nos principais eventos competitivos do gênero ao redor do mundo (incluindo a EVO), ainda viveu à sombra da fama de jogo simplista e tão somente apelativo sexualmente.

O post Fazendo justiça a um grande Fighting Game apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/11/02/fazendo-justica-a-um-grande-fighting-game/feed/ 2
Visual Novels adultas e gratuitas para se ficar de olho https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/10/17/visual-novel-adulta-gratuitos-para-se-ficar-de-olho/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/10/17/visual-novel-adulta-gratuitos-para-se-ficar-de-olho/#respond Mon, 17 Oct 2022 19:31:07 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12395 Disclaimer: TODO o material a seguir é destinado ao público adulto e apesar desse artigo não utilizar imagens explícitas, o conteúdo dos jogos e os links para eles, contém material que não é seguro para o trabalho (vulgo NOT SAFE FOR WORK, NSFW ou o popular PUTARIA). Então esteja avisado e não venha reclamar se […]

O post Visual Novels adultas e gratuitas para se ficar de olho apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
Disclaimer: TODO o material a seguir é destinado ao público adulto e apesar desse artigo não utilizar imagens explícitas, o conteúdo dos jogos e os links para eles, contém material que não é seguro para o trabalho (vulgo NOT SAFE FOR WORK, NSFW ou o popular PUTARIA). Então esteja avisado e não venha reclamar se der merda no seu trabalho. Ou em casa. Ou na escola. Enfim, vocês entenderam. Sem mais delongas, vamos ao artigo.

Ah, jogos adultos. O que há muito tempo atrás, era o nicho do nicho do nicho, impossível de se adquirir por meios legais aqui no Brasil, se tornou facilitado quando o Steam passou a permitir eroges na loja, desde que (primeiro) em versões all-ages (os patches com THE GOOD SHIT precisavam ser distribuídos por fora) e posteriormente, isso já não era mais necessário. Só que… O preço de alguns jogos, especialmente os japoneses, não é dos mais convidativos e nem sempre temos aquela grana sobrando na época das ultra promoções.

LEIAM – Moto Roader MC | Corrida caótica simplista

E se você é uma pessoa ética ou preguiçosa demais para lidar com os meios alternativos (eu, na maior parte do tempo me encaixo na primeira), saiba que existem visual novels adultas gratuitas disponíveis ao seu alcance. “Mas como o desenvolvimento dessas novels é custeado?” Você, voz invisível da minha cabeça, pergunta. Simples, através de financiamento de sites como o Patreon e o Subscribe Star. Aqueles que podem, ajudam o financiamento, e em troca, recebem acesso antecipado a builds. Mas, eventualmente essas builds são disponibilizadas gratuitamente para o público.

E para esse artigo, separei algumas visual novels adultas gratuitas que estão sendo desenvolvidas, tem potencial e builds significativas disponíveis. Claro, que no fim das contas, muito é baseado no gosto pessoal, mas eu creio que essas visual novels variam de boas para ótimas, porque contam não somente com boas cenas adultas, mas uma trama interessante e personagens bem escritos… Na maioria dos casos (isso é spoiler pra uma das novels). Com os textos, estarão disponíveis links para download e para aqueles que quiserem dar suporte, links para a ajuda necessária estarão disponíveis também

Reprodução: Ocean’s Lab

#1.Summer’s Gone

Desenvolvimento: Ocean’s Lab (Patreon | Subscribe Star
Versão: Capítulo 4
Download: https://oceanlab.itch.io/summers-gone

Alguns anos antes do começo da trama (isso é mostrado no prólogo), a sua então namorada desaparece misteriosamente, e isso faz com que você acabe se tornando uma pessoa um tanto amarga e meio cuzona. Só que quando a vida na faculdade começa, você precisa lidar com o dia a dia, além de muitas intrigas relacionadas a vida universitária e pessoal.

Da lista de novels aqui disponíveis dessa lista, é a única que até o momento não possui nenhuma cena adulta, mas a trama dela é interessante, a maneira que os personagens se cruzam, as opiniões sobre pessoas mudam, e até mesmo pessoas que você poderia odiar, são mais semelhantes a você do que se imagina.

Reprodução: Underground Studio

#2 Race of Life

Desenvolvimento: Underground Studio (Patreon)
Versão: Capítulo 1
Download: https://underground-studio.itch.io/race-of-life

Você é um professor universitário, começando a viver depois de uma separação um tanto dolorosa. (A culpa foi sua, BTW, você traiu a sua esposa, o que foi a gota d’água para a separação) Você espera conseguir financiamento para um projeto próprio, enquanto divide seu tempo com a sua filha, o seu amigo e outras coisas. Porém, uma tragédia muda totalmente isso.

Essa é possivelmente uma das melhores Visual Novels que começaram a ser desenvolvidas esse ano. Race of Life traz uma narrativa diferente da mesmice que domina a cena de jogos adultos, misturando um pouco da vida adulta com o mundo das corridas ilegais. Na minha opinião, o ponto fraco, ao menos nesse primeiro capítulo, é a falta de desenvolvimento de outros interesses amorosos, já que as mais interessantes, são a Vanessa (a sua ficante no momento) e a sua ex-esposa, que é a melhor personagem.

Porque, apesar de você estar no papel oposto, dá pra entender de onde vem o ressentimento que ela tem contra você. E mesmo que o desenvolvimento da novel não leve a uma rota onde os dois terminem juntos, seria interessante ver os dois ao menos deixando o que de ruim aconteceu pra trás, porque os dois tem uma filha juntos.

Reprodução: Caribdis

#3 Eternum

Desenvolvimento: Caribdis (Patreon | Subscribe Star
Versão: 0.4
Download: https://caribdis.itch.io/

Você se mudou com alguns amigos em um intercâmbio para uma cidade dos EUA. Enquanto que seu amigo vai ficar na casa de uma senhora lá e sua filha, você e uma outra amiga, vão para a casa de uma amiga da família, da época em que você vivia lá. Aos poucos, você começa a dividir seu tempo entre o reajuste da vida na sua cidade natal, a escola e Eternum, um viciante MMORPG de realidade virtual, que é o jogo mais jogado da atualidade.

Essa visual novel se passa no mesmo universo de “Once in a Lifetime”, novel anterior de Caridbis, então espere o mesmo tipo de humor bobo, situações sexies, e intriga. Mesmo o jogo estando na versão 0.4, espere ao menos de 10 a 12 horas de leitura até o ponto atual. Eternum se destaca por justamente conseguir trazer o estilo de um Shonen de ação para o formato de Visual Novel.

Reprodução: Venus Waltz

#4 A Man for All

Desenvolvimento: Venus Waltz (Patreon | Subscribe Star)
Versão: Capítulo 7
Download: https://f95zone.to/threads/a-man-for-all-ep-7-venus-waltz.65913/

Você tinha uma vida normal, até que um dia, sua mãe viera a falecer, então você resolveu se dedicar aos estudos. Na vida adulta, você decide ir para a universidade na cidade grande, e durante os 3 primeiros anos de cursos online, você estuda psicologia enquanto mora e trabalha numa cafeteria, o que ajuda a poupar custos. Porém, para a sua tese, você precisa ter o último ano presencial, e passa a dividir seu tempo entre os estudos, a sua tese, o trabalho e conhecer as outras pessoas.

Apesar do meu resumo ter sido uma merda, A Man For All é uma novel bem amarradinha, apesar das histórias de algumas garotas se desenvolver em um ritmo diferente de outras, no geral você deixa cada ponto da trama querendo mais. E apesar da maioria das escolhas ser mais estética e de diálogo, as mesmas fazem com que você molde o seu personagem e a relação dele com os interesses amorosos de uma maneira única (entre as opções disponíveis lá, óbvio).

Reprodução: Zargon Games

#5 Young Again

Desenvolvimento: Zargon Games (Patreon | Subscribe Star
Versão: Capítulo 14
Download: https://f95zone.to/threads/young-again-ch-14-zargon_games.56677/

Você é um homem de meia idade, já nos seus 40 e alguma coisa, cujo casamento vai mal e seus filhos não são necessariamente bons exemplos.

Certo dia, você vê um jovem imbecil (pleonasmo, sei), não prestando atenção na rua quando um carro vem, então num ato de nobreza você salva esse jovem, sendo atropelado no lugar dele. Só que uma entidade etérea reclama com você, contando que aquele jovem imbecil estava destinado a morrer e que você teria uma epifania que ajudaria a salvar seu casamento e colocar seus filhos no bom caminho.

LEIAM – Otoko Cross: Pretty Boys Klondike Solitaire | Paciência com os crossdressers

Nisso, sua alma é mandada para o corpo daquele jovem e é seu dever ajudar a sua esposa viúva a encontrar um novo amor, tornar a sua filha uma estudante boa, e endireitar seu filho problemático. Só que você não contava que o seu eu jovem estaria numa família com uma beldade ruiva e uma milf.

Essa visual novel é basicamente uma versão pornô de Yu Yu Hakusho (sem obviamente as luzes e gritos de um Shonen), se quer saber a minha opinião. Young Again pode não ter o escopo de outras novels dessa lista, mas entrega personagens mais credíveis do que Dating My Daughter por exemplo.

Reprodução: Mr. Dots Games

#6 Dating My Daughter

Desenvolvimento: Mr. Dots (Patreon | Subscribe Star)
Versão: Capítulo 4 (0.35)
Download: https://f95zone.to/threads/dating-my-daughter-ch-1-4-v0-35-mrdots-games.597/

Dating My Daughter é o segundo jogo do Dotsverso, que é composto de Melody (o primeiro jogo) e o Sunshine Love (o terceiro jogo). Ambas visual novel são interconectados, mas não é necessário jogar um para entender o outro, mas você vai pegar referências de um jogo nos outros.

Aqui, estamos no papel de um cara qualquer, que recebe em sua casa a filha que não via há dez anos. E como a filha foi atingida pelo vírus da puberdade, agora ela é uma gostosa e aos poucos, a convivência se transforma em romance. Paralelo a isso, outras coisas acontecem, como a sua filha inicia (graças a um fotógrafo virjão) uma carreira de modelo e outras personagens querem um pouco dos seus fluídos.

O jogo é dividido em 4 capítulos, e o último está incompleto (a previsão da conclusão do capítulo 4 é para Dezembro deste ano), mas em boa parte do jogo o roteiro até acerta, mas algumas coisas incomodam um pouco, como a hipocrisia do protagonista em alguns momentos, mas qualquer outro comentário meu sobre essa hipocrisia no jogo seria spoiler. E obviamente, a filha muitas vezes demonstra a inteligência de uma parede de tijolos, basicamente sendo uma versão piorada de Melody.

visual novel
Reprodução: Recreation

#7 Tainted Heritage (Aka Weird Shit Is Going to Happen)

Desenvolvimento: recreation (Subscribe Star | Patreon
Versão: 0.6
Download: https://f95zone.to/threads/tainted-heritage-a-k-a-weird-shit-is-going-to-happen-v0-6-recreation.38970/

Essa visual novel aqui é o que eu mais classifico da exceção a regra que eu citei na introdução do artigo. Basicamente, algum tempo antes do inicio da novel, você sofreu um acidente de carro onde sua mãe e seu padrasto morreram, e no começo da novel, você recebe uma carta de sua avó, dizendo que você irá herdar um hotel. E chegando lá, fazendo juz ao nome, coisas bizarras vão acontecer, incluindo viagens a outros mundos, família vinda de dimensões diferentes.

O conteúdo atual é relativamente pouco, e os personagens não são tão desenvolvidos ou profundos como os personagens de outras novels dessa lista, mas ainda assim está nesta lista de recomendações pela premissa incomum. A história é intrigante, e insana.

visual novel
Reprodução: Witchery Studios

#Bonus: Desfazendo Erros

Desenvolvimento: Mr. Sancini (aka Eu que estou escrevendo esse artigo)
Versão 1.2 (Final, mas não é final)
Download: https://witcherystudios.itch.io/desfazendo-erros

Sim, é meio que uma trapaça aqui, porque é uma visual novel que eu desenvolvi. A história do desenvolvimento é a seguinte. Eu baixei a versão mais recente do kit de desenvolvimento da Ren’py (engine de desenvolvimento de visual novels) e para me acostumar novamente com a engine, resolvi fazer uma visual novel curta, a primeira versão levou uma semana pra ser feita, com mais uns dez dias para as versões posteriores. Como os recursos visuais não são de minha autoria, eu não considero essa a versão final da novel. Daí o (final, mas não é final).

A história se passa no mesmo universo do meu livro “Paixão Destinada” (isso veio na versão 1.1/1.2), e estamos no papel de um rapaz que devido aos hormônios e estar atraído pela filha de seu padrasto, decide mudar de escola no ensino médio, só que isso acaba afastando os dois. Daí no último ano de escola, ele decide consertar as coisas com ela.

É uma história curta, que eu escrevia enquanto programava, então não tem a complexidade de uma história planejada. E você deve estar se perguntando? Como vai ser a versão final? Eu respondo, pra isso eu precisaria de um PC decente pra poder usar programas onde eu possa desenvolver os personagens (como o Honey Select ou o Koikatsu) e cenários para representar melhor o que quero.

visual novel
Reprodução: Super Writer

Concluindo

E meio que é isso. É difícil fazer uma lista de recomendações de visual novel, porque é muito centrado em gostos. Se vocês repararam, dos jogos (fora o meu) recomendados, nenhum utiliza sprites em 2D, todos eles usam modelos em 3D, ou feitos no DAZ Studio ou no Honey Select 2. A razão, é devido a uma tendência de desenvolvedores que usam sprites 2D, é de fazer jogos num estilo “sandbox”.

Aqui, preciso explicar o conceito (em visual novels adultas) do Sandbox. São usualmente jogos onde se temos um mapa pra navegação e usualmente horas do dia para se fazer as coisas. E com isso, se estende artificialmente a duração do jogo, porque muita coisa depende de grinding, porque obviamente o autor vai implementar sistemas X e Y, que tornam tudo um grande porre.

E se quiserem, posso fazer posteriormente uma lista de recomendações de jogos gratuitos completos.

O post Visual Novels adultas e gratuitas para se ficar de olho apareceu primeiro em Arquivos do Woo.

]]>
https://www.arquivosdowoo.com.br/2022/10/17/visual-novel-adulta-gratuitos-para-se-ficar-de-olho/feed/ 0