Cabelo, Autor em Arquivos do Woo http://www.arquivosdowoo.com.br/author/nimlhug/ Um pouco de tudo na medida certa Wed, 31 Jul 2024 13:51:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.arquivosdowoo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-logo-150x150.png Cabelo, Autor em Arquivos do Woo http://www.arquivosdowoo.com.br/author/nimlhug/ 32 32 Sanitarium | Para que o louco não se enfureça, não pode contrariá-lo, tem que imitá-lo https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/30/sanitarium-para-que-o-louco-nao-se-enfureca-nao-pode-contraria-lo-tem-que-imita-lo/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2024/07/30/sanitarium-para-que-o-louco-nao-se-enfureca-nao-pode-contraria-lo-tem-que-imita-lo/#respond Tue, 30 Jul 2024 13:18:44 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=17203 Olha eu aqui outra vez, e com mais um jogo de adventure e point-and-click, e sim, só pra variar, trata-se de mais um jogo cujo a demo eu joguei lá no final dos anos 90. Eu tive acesso ao jogo também naquelas versões “RIP” com músicas e animações cortadas, e num CD que meu primo […]

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Olha eu aqui outra vez, e com mais um jogo de adventure e point-and-click, e sim, só pra variar, trata-se de mais um jogo cujo a demo eu joguei lá no final dos anos 90. Eu tive acesso ao jogo também naquelas versões “RIP” com músicas e animações cortadas, e num CD que meu primo havia comprado.

Nunca avancei no jogo, mas, após muita insistência do Diogo, eu finalmente decidi pegar esse jogo para jogar até o fim.

Confiram logo abaixo como foi a minha experiência:

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Roteiro que nem o Programa H com Luciano Huck

Loucura, loucura, loucura…

Não que seja algo ruim. A história é apresentada em doses homeopáticas, seja em pequenos flashbacks e pequenos diálogos, ou através de alegorias, desorientação, visões surreais, simbolismo e metáforas.

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É fácil fazer paralelos com filmes como Shutter Island e 12 Monkeys, que trazem o tema de delírio e loucura. O Diogo também citou Jacob’s Ladder, mas ainda não assisti. Outros momentos de Sanitarium me lembraram a forma de contar a trama semelhante ao jogo To The Moon.

Abaixo, adicionei spoilers. Caso não deseje estragar sua experiência, sugiro abraçar e aceitar todos os absurdos que são apresentados durante a história.

Efeitos sonoros, música e vozes da minha cabeça

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

O jogo inicia com um alarme disparado e sons de gritos e desespero. Confesso que, de imediato, já tive um desconforto bem grande que me fez procurar o botão do alarme o mais rápido possível. Os efeitos são bons e a dublagem é aceitável, apesar de achar que, em alguns momentos, faltava interpretação do protagonista.

LEIAM – Phantasmagoria 2 | Eu sou louco? Eu sou louco? Eu não to louco!

As músicas encaixam muito bem também. No geral, ou são trilhas ambientais bem perturbadoras ou músicas instrumentais minimalistas e melancólicas. Destaque para o tema Sarah.

O único ponto que me incomodou na parte de áudio eram os níveis de som quando se entrava em um puzzle ou quando se mudava de um ambiente para outro no jogo. Sempre havia uma variação que me incomodava.

Gráficos, vídeos e alucinações visuais

Sanitarium
Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Na minha opinião, os gráficos de Sanitarium envelheceram relativamente bem. Os cenários e personagens são em 3D pré-renderizados. Na resolução do jogo (640×480), funciona muito bem. Aumentando a escala, acaba estourando um pouco, mas nada que incomode.

Os vídeos CGI também são agradáveis. Considerando outros vídeos 3D de jogos contemporâneos ao Sanitarium, este sobreviveu bem. Possivelmente por evitar mostrar rostos.

Minha única dificuldade foi enxergar alguns itens, dada a baixa densidade de pixels.

Jogabilidade, movimentação e espasmos involuntários

Fonte: segmento da live do canal Arcade Noé

Sanitarium é um adventure/point-and-click com interações com botão esquerdo do mouse e movimentação com botão direito. É simples e funcional. Não possui diversos verbos como jogos da LucasArts. Não possui combinação de itens no inventário. Não adiciona complexidade desnecessária.

Minhas únicas reclamações são com a velocidade de movimento do personagem e certa dificuldade para encontrar os spots clicáveis no cenário de Sanitarium. Às vezes, demandava muito tempo ir e vir pelo mapa; em outras, é necessário caçar qual pedra de um amontoado no chão é possível clicar ou em qual pedaço do mapa é possível andar.

Reprodução – Internet

Teorias e spoilers

Segue análise escrita por Mewd no fórum AdventureGamers

Resumo do Enredo:

Este é um resumo montado das cenas de flashback do ‘mundo real’ que são exibidas em momentos chave.

Max é um pesquisador médico perfeitamente comum que foi levado à carreira médica pela culpa de sua irmã Sarah ter morrido de uma doença desconhecida. Na busca para evitar tragédias semelhantes, Max se empenha em encontrar uma cura para o DNAV, uma doença misteriosa que afeta apenas recém-nascidos. Sua pesquisa o leva, junto com sua esposa, para a região dos Astecas na América Central; onde Max está convencido de que encontrará uma cura baseada no fato de que uma tribo de antigos aldeões astecas sobreviveu a uma praga sem o uso de tratamento médico. Max fica frustrado, pois, apesar de passar muito tempo investigando, não encontra nenhuma evidência de uma cura. Ele ouve dizer que seu antigo colega, Dr. Morgan, está trabalhando arduamente na Mercy Corporations para inventar a droga Hope, que promete curar o DNAV que está dizimando os recém-nascidos. Max, vendo seu trabalho atual como um fracasso, decide que talvez deva voltar para casa e ajudar seu antigo colega, que está próximo de uma cura real, em vez de buscar uma cura sozinho de maneira arrogante.

Max retorna para casa e começa a trabalhar com Morgan; infelizmente, muitos dos sujeitos de teste tratados com a droga Hope morrem. A pesquisa continua, e Max passa muito tempo longe de casa, tentando descobrir o que está errado. Sua esposa, infeliz por estar sozinha enquanto Max está consumido pelo trabalho, frequentemente lembra-lhe de sua insatisfação. No entanto, Max está determinado a encontrar uma cura.

Em algum momento, Max está rodando simulações em seu computador para a droga Hope e a vê falhar diante de seus olhos mais uma vez. Então, ele tem uma inspiração e, ao notar uma pequena foto de sua viagem de pesquisa na selva asteca, tem uma revelação e percebe que a resposta para curar o DNAV estava diante dele o tempo todo, aparentemente na foto.

LEIAM – Creepy Tale: Some Other Place | Análise

Ele rapidamente realiza uma simulação e fica eufórico ao ver que funciona. Ele então direciona todos os recursos da empresa para pesquisar essa cura, mas Morgan corta seu financiamento. Em uma reunião, Morgan explica que Max estava se distraindo demais com uma promessa vaga de cura, quando deveriam se concentrar na droga Hope para aperfeiçoá-la. Max fica enfurecido, acusando Morgan de estar buscando apenas lucros e prestígio em vez de curar a doença. Max ameaça deixar a empresa, mas Morgan lembra a ele que sua irmã Sarah não morreu de DNAV e que ele estava levando isso muito para o lado pessoal. Morgan cede e tenta conceder a Max algum financiamento para sua pesquisa, e a reunião termina de forma tensa.

Morgan corta os cabos de freio do carro de Max, na tentativa de impedi-lo de roubar a riqueza e o prestígio que ele obteria com sua cura. Morgan possivelmente faz isso não só por essa razão, mas também para usar a droga Hope como meio de mostrar a seu pai cruel e depreciativo que ele não é um fracasso.

Max dirige para casa, conversando com sua esposa ao celular enquanto desce uma estrada de montanha molhada pela chuva, e não consegue reduzir a velocidade. Seu carro sai da estrada e Max quase morre no acidente.

O que exatamente acontece em seguida é debatível. Max fica preso dentro do Sanatório.

Reprodução – Internet

Teoria do Enredo 1: Não Há Sanatório

“Esta teoria propõe que o jogo inteiro jogável é uma ilusão completa. Apesar dos capítulos no Asilo, isso também faz parte da alucinação causada pelo trauma craniano de Max. Isso é evidenciado durante “O Desafio” quando Max diz: “Eu vejo a conexão agora! Nada disso é real!”

Isso explicaria várias coisas, principalmente por que Morgan de repente é um psiquiatra em um asilo em vez de um médico e como Max acabou em um hospital em vez de ainda estar no asilo. Simplificando, nada disso realmente aconteceu.

A única coisa que realmente impede essa teoria é a virada horrivelmente gráfica que Morgan dá durante a parte “O Laboratório” do jogo. Ele é visto como um monstro desumano que está massacrando pessoas para conquistar a insanidade. Ele está usando crianças clonadas com aparência perturbadora para estudar e colher a “carne insana”.

Isso é espelhado no capítulo de Grimwall, onde Gromna comete atrocidades semelhantes. É possível que tudo isso represente o desdém de Max por Morgan por não ajudá-lo com sua cura, ou pode ter sido apenas a maneira do designer do jogo de construir um impulso contra Morgan como antagonista. De qualquer forma, parece uma tangente solta. Se você terminar o jogo assumindo que havia mais nos planos de Morgan do que simplesmente encher os bolsos, provavelmente sairá do jogo com a sensação de que ele não terminou corretamente.

Outra coisa a considerar são os avisos ominosos que Max recebe sobre estar preso neste lugar. Talvez isso seja orientação divina; é difícil dizer. No clímax, onde Morgan injeta o IV de Max com o misterioso líquido verde, vemos repetidamente uma representação “viral” de Morgan que está tentando mantê-lo restrito em sua própria mente, mas a droga real ainda não entrou em seu corpo. Todas essas coisas combinadas lançam algumas dúvidas sobre essa teoria, embora tudo possa ser atribuído a alucinação e exagero mental. A especulação nos leva à segunda teoria do enredo.”

Reprodução – Internet

Teoria do Enredo 2: Droga da Insanidade

“Esta é uma teoria alterada que é muito menos coerente; mas foi a impressão que tive na primeira vez que joguei. O nível “O Laboratório” desempenha um papel muito maior aqui; em que os estudos de Morgan sobre caçar e capturar a insanidade são factuais. Se o asilo é real ou não é discutível, mas o principal aqui é que Max foi injetado com um estranho líquido verde que parece ter sido colhido dos bebês de tubo de ensaio. Minha sugestão é que este seja um ‘Soro da Insanidade,’ com o qual se pode infectar um indivíduo perfeitamente normal e torná-lo insano.

Durante o clímax, Morgan injeta o IV de Max com essa substância. Pode muito bem ser veneno; considerando que mata você se chegar ao seu braço, mas parece notavelmente semelhante à injeção que você recebeu antes de se transformar em Grimwall.

Se o Asilo fosse real, então Morgan poderia idealmente tê-lo injetado com o soro e colocado no hospício para impedi-lo de espalhar informações sobre sua cura. É improvável que Morgan tenha conseguido se tornar o médico-chefe de um asilo apenas para fazer isso, no entanto. A menos, é claro, que a Mercy Corporations tenha seu próprio asilo; mas isso seria apenas se aprofundar em desculpas sem fundamento. Essa teoria é possível, mas parece terrivelmente improvável.”

Sanitarium
Reprodução – Internet

Considerações finais

Por algum motivo que não sei explicar, eu nunca persisti em jogar Sanitarium além daquela área inicial quando era criança/adolescente. Foi a melhor decisão que eu tomei.

Por quê? O jogo é ruim? Não! muito pelo contrario!

Só que para poder absorver as diferentes camadas e nuances de Sanitarium, se faz necessário um pouco de vivencia e entendimento da vida. Algo que, quando adolescente, tenho certeza que não conseguiria aproveitar e simplesmente achar que se trata de um jogo “pirado”.

Por exemplo, na vida adulta, as vezes nos dedicamos em demasia pelo trabalho e isso pode afetar a vida amorosa com o(a) companheiro(a). Ou uma internação por alguma infecção que te faz ter febre e delírios, e lidar com efeitos colaterais de analgésicos bem potentes.

Na minha opinião, Sanitarium  é um bom jogo e com uma história bem diferente. Já joguei outros adventures e no geral eles tem uma temática bem leve e bem humorada. Um que tentou ser mais na pegada adulto e terror foi Phantasmagoria, mas o resultado final foi uma entrega galhofa e que não causa inquietude e desconforto como Sanitarium.

O jogo tem pequenos defeitos, como as já citadas dificuldades para saber as áreas que são clicáveis e que tem movimentação permitida. Merecia um carinho da DotEmu para rodar o jogo em resoluções maiores, com scaling filters e algumas qualidades de vida.

Recomendado! Vá verificar nas promoções das suas plataformas de serviços de distribuição de jogo digitais favoritas(que não me pagam nada)

Você pode acompanhar a jogatina inteira na playlist Sanitarium do canal Arcade Noé.

Nota: JOGUEM!

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Tomb Raider 1 – OpenLara | Riquinha mimada sai impune ao cometer crimes ambientais e de apropriação indevida https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/09/07/tomb-raider-1-openlara-riquinha-mimada-sai-impune-ao-cometer-crimes-ambientais-e-de-apropriacao-indevida/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/09/07/tomb-raider-1-openlara-riquinha-mimada-sai-impune-ao-cometer-crimes-ambientais-e-de-apropriacao-indevida/#comments Thu, 07 Sep 2023 15:53:25 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13370 Esse post estava como rascunho faz um tempo já, sabia? Aconteceram umas coisas e eu tive que trocar o foco, mas bora lá! Meu primeiro contato com Tomb Raider foi lá por 1997, em mais um demo de revista de computador. Recorrente isso nas minhas análises, né? Foi na casa de um amigo e eu […]

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Esse post estava como rascunho faz um tempo já, sabia? Aconteceram umas coisas e eu tive que trocar o foco, mas bora lá!

Meu primeiro contato com Tomb Raider foi lá por 1997, em mais um demo de revista de computador. Recorrente isso nas minhas análises, né? Foi na casa de um amigo e eu lembro de ter ficado muito empolgado com os atributos físicos da heroína e a gemeção toda vez que ela subia ou descia de algum obstáculo. Pois bem, uns meses depois economizei umas moedinhas e comprei o Tomb Raider 2. Lembro de ter custado algo como 59 reais. O que era o preço de um terreno na época.

Enfim, o foco aqui é Tomb Raider 1, que afinal, nunca fui muito longe no jogo. Uma vez peguei a versão Gold emprestada, mas joguei só um pouquinho. E na minha memoria era basicamente matar bichinhos e se aventurar… eu estava errado!

Reprodução: Internet

Roteiro sem pé nem cabeça

Como eu disse, a minha memória era de um jogo de uma aventureira nos moldes de Indiana Jones e que enfrentava alguns animais como lobos, ursos e morcegos.

Rapaz… esse jogo tem de tudo. Logo começam a aparecer dinossauros, monstros mutantes, centauros mutantes, múmias mutantes, entranhas de mutantes, … você já entendeu.

LEIAM – Trilogia Alone in the Dark | Assombração, mistério e ciências ocultas, e não é o programa do Fantástico nos anos 90!

Uma mulher de negócios te contrata para você buscar as três partes de um artefato. No final ela te trai de forma muito previsível. Ora, se ela já tinha contratado a Lara, não era mais fácil só pagar pelo serviço e ficar com os artefatos?
Sinceramente, eu estava achando tudo tolerável.

Considerando que se trata de um universo de ficção, tentei tratar o roteiro como se fosse um filme bem fantasioso. Até a chegada do chefe skatista…

Trilha de qualidade e efeitos gratificantes

 

A trilha é composta por instrumentais simples, mas o fato de serem simples não implica que não possuem qualidade. É uma trilha sintetizada mas os samples são ótimos! juro que fiquei curioso e pretendo pesquisar mais sobre. Ela alterna entre momentos de exploração e calmaria com momentos de ação e tensão.

Já os efeitos são gratificantes. Geralmente suas pistolas atiram em sincronia, porém dependendo do ângulo que é iniciado o combate, elas ficam alternando e o efeito sonoro com os tiros em um ritmo alternado. Tá-tá Tá-tá Tá-tá! É difícil explicar mas tem uma sensação agradável e mostra certo cuidado dos desenvolvedores.

Outros efeitos mantém a mesma peculiaridade de serem bem feitos. Sem áudios ultra comprimidos pra entrarem no CD de um jeito ou outro.

Reprodução: Internet

Gráficos datados mas funcionais

Os gráficos entregam o que era possível, e o mais importante: sem quedas de quadros. Numa época em que eram raros os computadores com hardware especializado (as atuais placas de vídeo).

É possível notar uma otimizações conforme se aproxima de paredes e quinas… mas as mesmas otimizações apresentam artefatos visuais aqui e ali. O controle de câmera automático também é bem frustrante em alguns momentos. Fiquei alguns momentos preso em algumas áreas só pelo fato de não conseguir enxergar a saída.

Reprodução: Internet

Jogabilidade aceitável

 

Olha, muita gente reclama de controle tanque. Pra mim funciona!

O combate não tem muito segredo no jogo. Atire e atire e saia do caminho do inimigo. Em raras ocasiões tem a possibilidade de desviar alguns projeteis de mutantes, mas no geral é isso mesmo.

LEIAM – Armored Core VI: Fires of Rubicon – Filtrando Turistas

Os saltos, e agarrar em beiradas e escapar de espinhos lembra bastante o famigerado Prince of Persia (1989), e as semelhanças vão se tornando mais fortes ao longo do jogo. Próximo do final enfrentamos um clone espectral que lembra bastante um momento semelhante do jogo citado.

Tem uns probleminhas de acertar o pulo aqui, saber a distancia pra correr ali… mas depois que se pega o ritmo a coisa anda.

Reprodução: Internet

OpenLara

OpenLara é um engine para rodar os primeiros jogos da franquia. Ele é open source e implementa algumas melhorias na taxa de quadros, na resolução, na iluminação e nos fluidos.

Isso permite a criação e uso de mods (como texturas) e também de rodar o jogo em sistemas modernos e também alguns não tão modernos (como GBA). Ah! você também pode jogar ele no navegador graças a essa implementação.

Eu só tive um problema especifico do OpenLara que era segurar em uma determinada beirada do jogo e isso me consumiu vários minutos. Mas acontece, o projeto é excelente!

Faz um tempo que não recebe releases apesar de ainda ter correções acontecendo.

Tomb Raider
Reprodução: Internet

Considerações Finais

Tomb Raider é um jogo com vários defeitos. O que mais me incomodava era o fato do primeiro boss humano que enfrentamos no jogo(após a aparição de mutantes) aparecer volta e meia, trocando uns tiros mas impossível de matar. Me parecia bug, achei que era OpenLara… mas era intencional.

A história é bagunçada e Lara é sempre tratada como a heroína. Mesmo saqueando artefatos históricos e acabando com a fauna local. INCLUINDO ESPECIES CONSIDERADAS EXTINTAS.

Resumindo: Tem seus defeitos mas é um clássico. Acredito que o jogo é superestimado em alguns aspectos, especialmente pela sexualização da personagem principal, mas é um clássico e recomendo que consuma!

Use save state ou o OpenLara, pois ele é bem punitivo.

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Trilogia Alone in the Dark | Assombração, mistério e ciências ocultas, e não é o programa do Fantástico nos anos 90! https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/12/trilogia-alone-in-the-dark/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/02/12/trilogia-alone-in-the-dark/#comments Sun, 12 Feb 2023 00:50:45 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=13149 A trilogia Alone in the Dark é uma série clássica de terror de sobrevivência que é amplamente considerada uma das pioneiras do gênero. Os jogos foram lançados respectivamente em 1992, 1993 e 1994 pela Infogrames e desenvolvidos pela mesma. Lembro de ter tido contato com o terceiro jogo da série, lá por 1998 ou 1999. […]

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A trilogia Alone in the Dark é uma série clássica de terror de sobrevivência que é amplamente considerada uma das pioneiras do gênero. Os jogos foram lançados respectivamente em 1992, 1993 e 1994 pela Infogrames e desenvolvidos pela mesma.

Lembro de ter tido contato com o terceiro jogo da série, lá por 1998 ou 1999. Uma versão dublada e traduzida em português lançada no “Jogos do Estadão” que um amigo tinha e vivia me emprestando.
Na época acabei com um detonado.

Os anos se passaram e comecei a ter interesse por jogos antigos, logo foi impossível ver os diferentes jogos da trilogia em sites de abandonwareCheguei a baixar e rodar os jogos, mas sendo bem sincero eles são difíceis e sendo um adolescente orgulhoso na época me neguei a fazer uso de detonados – Somente recentemente (2019 e 2020) fui criar coragem para terminar todos os jogos. Foi uma experiência!

Como os três jogos compartilham muito em comum, resolvi unificar em um único review, espero que gostem.

Roteiro honesto

Alone in the Dark
Reprodução: Internet

Quando as histórias se baseiam no sobrenatural, vale tudo! Cada uma das diferentes apresentações da tríade tomaram como inspirações fontes como os mitos de H. P. Lovecraft, ocultismo e xamanismo.

O roteiro não apresenta grandes furos. Porém como a jogo não tem diálogos, a história acaba sendo contada através de livros e muita interpretação dos acontecimentos e cutscenes.

LEIAM – Os Jogos da ZapSpot
O primeiro jogo permite a escolha entre dois diferentes personagens, o que não muda muito na gameplay. Já os outros jogos da série só podemos jogar com Edward Carnby e controlamos outros personagens em alguns momentos – Na minha opinião, todos entregam uma história honesta e razoável.

Música tensa

Reprodução: Internet

O design de som da trilogia também é digno de nota, com cada jogo apresentando uma trilha sonora assombrosa e atmosférica que complementa perfeitamente a jogabilidade com tema de terror.

O sintetizador utilizado tem o timbre um pouco datado, mas a execução é excelente, ao ponto de me pegar revisitando a trilha em alguns momentos e, se me permitem, indico a Getting into Action e sua linha de baixo.

Já os efeitos sonoros, como o ranger das tábuas do assoalho e o rosnar dos monstros são bem feitos e aumentam a tensão, entretanto alguns efeitos como a morte dos inimigos são bem desagradáveis e altos.

Jogabilidade sofrível

Reprodução: Internet

A jogabilidade da trilogia é centrada na exploração e na resolução de quebra-cabeças, com os jogadores tendo que encontrar itens e resolver quebra-cabeças para progredir na história.

A série também apresenta uma mecânica única de “horror de sobrevivência”, onde os jogadores precisam gerenciar seu inventário e usar recursos limitados, como munição e itens de cura, para sobreviver: Características que definiram o gênero.

LEIAM – Half-Life | Será que Ivermectina trata Siri de Cabeça?

O combate é o grande calcanhar de Aquiles do jogo. É difícil mirar e é difícil acertar golpes, o que torna a experiência de combate frustrante. O ponto bom é que uma grande parte dos conflitos podem(e devem) ser evitados através da boa resolução dos puzzles.

Ah! Uma coisa que me incomodou bastante é que no primeiro e terceiro jogo da série, alguns itens ficam escondidos em estantes e é necessário fazer uma “busca” para adquirir eles. No segundo jogo isso muda bastante, entretanto nele o combate é mais incentivado.

Gráficos datados

Reprodução: Internet

Em termos de gráficos, os jogos da trilogia Alone in the Dark apresentam visuais poligonais primitivos que parecem datados para os padrões de hoje, mas ainda conseguem criar uma sensação de atmosfera e tensão. Não há como negar a influência de utilizar fundos pré-renderizados.

LEIAM – Os Vilões de Far Cry: Histórias e Desafios Complexos

Jogos como Resident Evil, Final Fantasy, Grim Fandango, Legend of Zelda, entre muitos outros fizeram uso dessa técnica. Um ponto interessante a se mencionar é que o jogo rodava bem até em computador que não eram potentes na época.  Isso graças ao programador francês Frédérick Raynal que tomou cuidado para que a interpolação e quadros das animações se adaptassem a capacidade de processamento.

Considerações finais

Alone in the Dark
Reprodução: Internet

No geral, a trilogia Alone in the Dark é uma série clássica que ajudou a definir o gênero survival horror. Embora os gráficos e a jogabilidade pareçam antiquados para os padrões de hoje, a série ainda vale a pena jogar por sua atmosfera, design de som e mecânica de jogo inovadora.

Recomendo que joguem o primeiro ou o terceiro, o segundo não me agradou tanto. Também recomendo que joguem com um detonado preferencialmente spoilerless ao lado pra não ficar muito travado e salve a todo instante e em slots separados. Sério! Tudo vai tentar te matar nesses jogos.

Vale lembrar que em alguns momentos sofri softlock no primeiro jogo e no terceiro jogo tive um bug de colisão. Em todos os casos era impossível prosseguir no jogo.

Aos curiosos e interessados por desenvolvimento de jogos, indico que assistam o Classic Game Postmortem da GDC com Frédérick Raynal. Raynal participou apenas do primeiro jogo e depois criou a própria empresa onde criou e lançou Little Big Adventure , Time Commando e Little Big Adventure 2.

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Half-Life | Será que Ivermectina trata Siri de Cabeça? https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/01/13/half-life-sera-que-ivermectina-trata-siri-de-cabeca/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/01/13/half-life-sera-que-ivermectina-trata-siri-de-cabeca/#comments Fri, 13 Jan 2023 13:25:34 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12966 Rapaz! Os anos 90 foram incríveis para a ascensão dos First Person Shooters, quer-se dizer, Doom Clones. Lembro do Wolfenstein 3D presente no computador do escritório do meu pai e, mesmo sem saber ler e escrever, eu já sabia acessar o diretório, iniciar o jogo e usar o cheat MIL para liberar todas as armas […]

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Rapaz! Os anos 90 foram incríveis para a ascensão dos First Person Shooters, quer-se dizer, Doom Clones. Lembro do Wolfenstein 3D presente no computador do escritório do meu pai e, mesmo sem saber ler e escrever, eu já sabia acessar o diretório, iniciar o jogo e usar o cheat MIL para liberar todas as armas e encher vida/munição.

Reprodução: Internet

Bom, já é meu terceiro review aqui no site e tenho que falar dela: A revista com jogos demo. Pois é, foi assim que eu caí no Half-Life pela primeira vez. Foi um mix de computador sofrendo pra rodar e eu sofrendo aguentando a introdução que parecia ter uma hora.

Jogar o jogo completo demoraria ainda um bocado. O Half-Life: Blue Shift surgiu em um CD com vários jogos piratas adquirido pelo meu primo. Esse eu joguei bastante, mas em algum momento o save se perdeu e deixei pra lá.

Lá por 2007 eu tava numa febre de jogar (e acabar vários jogos). Foi aí que eu baixei o Half-Life e dei segmento nele. Porém o meu foco na época estava mais para RPG’s e ele acabou sendo esquecido novamente.

Foi só em Agosto de 2020 que eu finalmente peguei o jogo pra terminar e colocar um fim nessa “divida” que eu tinha comigo mesmo.

Ah! Eu já ia esquecendo! Half-Life é um jogo de tiro em primeira pessoa, desenvolvido pela Valve e publicado pela Sierra em 1998. Curioso, né? É meu terceiro review aqui e todos tem um dedo da Sierra.

Roteiro bom e narrativa impecável para o gênero

Half-Life
Reprodução: Valve

Ok. Eu sei o que John Carmack pensa de história em jogo. Mas tem casos em que ela é necessária e a de Half-Life é ilustre. A história acaba sendo contada entre os eventos por alguns NPC’s com uma ou duas frases, cabe ao jogador realizar as conexões. Sem a necessidade de gigantescos blocos de texto

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A própria introdução e acontecimentos logo após o desastre inicial te deixam bem situados da posição do protagonista Gordon Freeman dentro da Black Mesa. Esses incidentes iniciais também servem como um tutorial para o jogo que vai acrescentando elementos aos poucos, porém sem tratar o jogador como um ignorante.

A trama vai se desenrolando conforme novos fatos são descobertos e novas áreas são reveladas. Na minha opinião, o jogo poderia ser mais curto pois dá a sensação que os desenvolvedores tinham a ambição de mostrar tudo que a engine GoldSource era capaz de realizar.

Música boa e efeitos sonoros agridoces

Half-Life
Reprodução: Valve

A música é boa e casa com os eventos do jogo, porém nada memorável. Não me vejo ouvindo a trilha durante o trabalho como faço com Killing Floor 2, Perfect Dark ou os jogos da série Donkey Kong.

Já os efeitos sonoros são… difíceis de explicar. Entenda, os efeitos sonoros são muito bem tratados em questão de como eles são inseridos dentro do jogo: No caso de encanamentos há uma reverberação; É possível identificar o posicionamento dimensional das criaturas ou soldados através do áudio perfeitamente. Mas eu sinto que há muita compressão, talvez tenha sido a saída para reduzir o tamanho do jogo. As falas dos militares pelo rádio são impossíveis de entender e alguns efeitos como subir escadas e selecionar equipamentos são muito altos.

Gráficos ótimos mas não revolucionários

Half-Life
Reprodução: Valve

Eu sou muito suspeito pra avaliar gráficos, é a parte de um jogo que menos tem importância pra mim. Sinceramente, gráficos em jogos são como beleza na vida real: são apenas um cartão de visita para despertar um interesse posterior.

LEIAM – Phantasmagoria 2 | Eu sou louco? Eu sou louco? Eu não to louco!

As texturas e polígonos obviamente envelheceram, mas dá para jogar o jogo original sem desencantos. Minha única ressalva é que dentro das instalações da Black Mesa o cenário é sempre sempre bem igual, e fora é sempre um deserto gigante. De resto, é completamente aceitável.

Quando comparado com jogos como Quake 2, ele aparenta não inovar em nada.

Controles extremamente precisos

Reprodução: Valve

Os controles são excelentes. Pode não ter sido o primeiro, mas foi o jogo de FPS mais popular até então a definir como padrão o movimento através das teclas WASD e Mouse. É fácil mirar e é fácil se movimentar!

Alias, no jogo também é possível recarregar a arma. Característica de FPS que eu só lembro de ter visto em Outlaws e GoldenEye 007 (ambos de 1997).

Por fim, a única observação que eu faço é que em alguns momentos é frustrante subir escadas e o chão parece “escorregadio” em algumas sessões de plataforma. Nada que estrague o resto da experiência, só um pouco frustrante.

Considerações Finais

Reprodução: Valve

Jogue! Jogue agora, mas jogue no modo normal – o modo hard é tirano e injusto.

O jogo está sempre em promoção na Steam, não tem desculpas para não jogar. Se os defeitos e gráficos envelhecidos não te agradam, veja o remake Black Mesa.

Falando em Black Mesa, além de todos os pontos fortes que já citei acima, vale entender a importância de Half-Life na comunidade de mods. Mods como Counter-Strike e Day of Defeat permitem que desenvolvedores amadores tenham uma experiência na indústria de games. Com muito talento e sorte estes desenvolvedores conseguem lançar seus mods como produtos a parte.

O Black Mesa surgiu como um mod para o Source Engine, modernizando o Half-Life clássico para plataformas mais novas. A própria Valve endossou o projeto e hoje ele está disponível na Steam. Seria notável se outras empresas tomassem a mesma atitude quando surgem projetos usando sua propriedade intelectual, né Big N?

Como dito anteriormente, em alguns momentos o jogo parece ser só uma exibição do que é possível fazer com a Engine. Uns segmentos de plataforma desnecessários e um trecho maior do que o necessário em outro planeta. Mas é inegável que a Valve acertou em cheio com seu estreante na indústria.

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Phantasmagoria 2 | Eu sou louco? Eu sou louco? Eu não to louco! https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/01/02/phantasmagoria-2-eu-sou-louco-eu-sou-louco-eu-nao-to-louco/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2023/01/02/phantasmagoria-2-eu-sou-louco-eu-sou-louco-eu-nao-to-louco/#comments Mon, 02 Jan 2023 06:14:47 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=12937 Como iniciar esse review após terminar um jogo? A única forma que eu consigo é com um longo, profundo e audível suspiro. Quando criança, lá pelos meus 7-10 anos, os jogos para computadores eram bem caros, tal como os de videogame. A forma mais comum que tínhamos de nos divertir era com jogos demo que […]

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Como iniciar esse review após terminar um jogo? A única forma que eu consigo é com um longo, profundo e audível suspiro.

Quando criança, lá pelos meus 7-10 anos, os jogos para computadores eram bem caros, tal como os de videogame. A forma mais comum que tínhamos de nos divertir era com jogos demo que vinham em revistas. Lembro de ler a análise do Phantasmagoria 2 nessa época na CD-ROM Today e ele me a chamou atenção.

Ao longo dos anos fui desenvolvendo interesse por point-and-click como: Torin’s Passage; Leisure Suit Larry; Monkey Island; Full Throttle. Depois migrei para os jogos de escape em Flash e mais recentemente para jogos de aventura como Journey of the Roach, Machinarium e Deponia.

Enfim, fui verificar a versão da GOG. A versão roda em cima do DOSBox e acompanha um manual. Rodei alguns segundos de jogo mas senti dificuldade em alternar as telas com Alt+Tab e como pretendia realizar streaming da jogatina, fui atrás de uma alternativa.

O jogo roda super bem dentro do ScummVM. Plataforma que recomendo imensamente para qualquer amante (ou não) de point-and-clicks. É possível ainda aplicar alguns filtros de scaling para melhorar os gráficos.

Roteiro de cinema trash, atuação idem

Phantasmagoria 2
Reprodução: Internet

Você inicia o jogo apenas com um vídeo sendo tratado em um hospital/ sanatório e em seguida a mensagem de “um ano depois”. No trabalho, é possível conversar com alguns colegas e ler alguns e-mails, isso te dá um pano de fundo para as relações e passado do protagonista. Um outro momento que aprofunda a história são as consultas com a psiquiatra, lá dá pra entender ainda mais tudo o que se passou e se passa com o personagem principal – Achei muito interessante essa abordagem para ir descobrindo a história.

Porém, o roteiro segue a receita trash dos anos 80: cenas de sexo que não acrescentam a trama e o gore. O horror ficou bem escondido em algum lugar, mas dá pra ir levando… até o capitulo final. No capitulo final tentam explicar os acontecimentos de uma forma que, ao meu ver, parece ter sido a saída mais fácil.

LEIAM – Diablo Belzebub MOD | Cheirinho de Enxofre e não fui eu

A interpretação dos atores não é das mais convincentes e alguns efeitos práticos são bem falsos como algumas cenas com sangue e o vilão no final. Não que o contrario fosse mudar a experiência no jogo.

Vale lembrar que a nudez e violência presentes eram comuns em filmes, porém não me recordo de ver esse nível em jogos da época. Carmageddon e Postal só iriam ser lançados em 1997.

Ressalto ainda que a trama do jogo trata de temas não comuns de serem tratados como homossexualidade, bissexualidade, praticas sexuais não convencionais, relacionamento aberto e abuso infantil.

Áudio excelente, mas com ressalvas

Phantasmagoria 2
Reprodução: Internet

A dicção é muito boa e sem sotaques fortes, facilitando para entender as falas. A qualidade também é excelente, em contrapartida com áudios de locução da mesma época que tinham muita compressão (por exemplo Half-Life).

Música também chama atenção, por sinal bastante. Na minha gameplay eu desabilitei pois achei a trilha com piano que toca no apartamento um pouco estridente e também para facilitar ouvir os diálogos. Porém tirei a tarde antes de acabar o jogo para ouvir a trilha e adorei, é um instrumental muito gostoso e recheado de dissonância para te dar aquele ar de desconforto e agonia.

Minha única critica é que é possível ouvir o que produtores chamam de “areia”. Inclusive na trilha presente no YouTube isso também existe, não sendo um problema único da minha emulação.

Gráficos aceitáveis, mas preguiçosos

Reprodução: Internet

O jogo é todo filmado e ponto. Na época, a compressão de filmes não era tão boa quanto hoje e as resoluções eram outras. Levando isso em consideração, dá pra tolerar o framerate sem problemas. As scanlines presentes também são contornáveis com os filtros de scaling, pena que eu só descobri no finalzinho da gameplay.

No capitulo final existem muitas cenas que foram criadas com computação gráfica. Elas obviamente envelheceram mal, mas impressionam quando se considera a época em que foram criadas. Basta comparar com os cinematics de Diablo 1 e Warcraft II que são contemporâneos.

Uma coisa que me incomodou bastante foi os personagens usarem a mesma roupa (isso quando estavam de roupa). Visto que cada Dia/Capitulo é um CD diferente, seria possível fazer o personagem ter uma vestimenta para cada dia, porém decidiram reaproveitar as cenas.

Jogabilidade nada agradável

Reprodução: Internet

A jogabilidade de um point-and-click tem que ser essa mesma: apontar e clicar. Todavia, em Phantasmagoria 2 as vezes eu clicava e nada acontecia (ou demorava a acontecer), e eu clicava novamente pulando o vídeo que estava sendo carregado.

O uso de itens é bem simples, eles ficam mais claros quando são “usáveis”. Apesar disso, em dois momentos do jogo é necessário combinar itens e a forma de fazer isso não é nada convencional, levando a frustração.

Um ponto que poderia ser facilmente incluído na época é o de legendas. Tanto por questões de acessibilidade quando para facilitar a vida de quem não é fluente no idioma.

Por fim, minha maior critica é que não existe jogabilidade. É um filme interativo e a tarefa do jogador é acionar o maior número de vídeos possível para interpretar a historia. Tem “gatilhos” para ativar algumas cenas que não fazem sentido algum e simplesmente travam o avanço do jogo. Exemplo: olhar no espelho em casa para aí então poder ir em algum destino. Os únicos desafios estão em adivinhar as senhas de acesso aos computadores e o puzzle final.

Considerações finais

Reprodução: Internet

Tenho que ser sincero comigo mesmo: Eu esperava um point-and-click e caí em um filme interativo. Ano passado tive minha dose de filmes interativos com As Dusk FallsA Way Out. Definitivamente não é um gênero pra mim, mas devo reconhecer que Phantasmagoria 2 é uma produção ambiciosa pra época.

Teve um projeto no Kickstarter para remasterização dos vídeos em VHS e existe sempre a possibilidade dos desenvolvedores de  ScummVM melhorarem o jogo, no entanto parece não haver certo interesse nessa área e é aquela coisa: não dá pra polir o que já não é necessariamente bom.

Não vou falar o que você deve ou não jogar. Phantasmagoria 2 é uma experiência diferente e tem seu peso histórico. O jogo desenrolou bastante desde a primeira consulta na psiquiatra até o início do quinto capitulo, já o início é bem monótono e o fim é maçante.

Quem sabe já até é um clássico cult, só que com ênfase no cu.


Abaixo vocês podem conferir a jogatina completa que realizamos em live: 

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Diablo Belzebub MOD | Cheirinho de Enxofre e não fui eu https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/08/diablo-belzebub-mod/ https://www.arquivosdowoo.com.br/2020/10/08/diablo-belzebub-mod/#comments Thu, 08 Oct 2020 08:00:00 +0000 https://www.arquivosdowoo.com.br/?p=5546 É difícil fazer review de Diablo, pois é um jogo que eu conheço há tanto tempo e joguei por tantas horas, pois além de ser um clássico que popularizou e definiu o gênero Hack’n slash/ Action rpg para computadores. Estamos diante de um titulo que iniciou uma franquia que já conta com três jogos (Diablo, Diablo 2 e Diablo 3), três expansões […]

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É difícil fazer review de Diablo, pois é um jogo que eu conheço há tanto tempo e joguei por tantas horas, pois além de ser um clássico que popularizou e definiu o gênero Hack’n slash/ Action rpg para computadores.

Estamos diante de um titulo que iniciou uma franquia que já conta com três jogos (DiabloDiablo 2Diablo 3), três expansões (HellfireLord of Destruction e Reaper of Souls) e dois jogos em desenvolvimento (Diablo 4Diablo Immortal) e que se destaca por conta do gráficos bonitos e que envelheceram muito bem se comparados com outros jogos de sua época.

Graficamente falando

Diablo

O jogo possui iluminação baseada no atributo do personagem (que pode ser melhorada com itens). Já os cenários são repletos de crucifixos em chamas, corpos mutilados e empalados, sarcófagos e sangue (o que já deixava qualquer menininho de 7 anos com o cu preso pra jogar)

Os vídeos pré-renderizados na introdução e final do jogo tem a mesma qualidade dos CGs da Blizzard da mesma época, não envelheceram tão bem mas são aceitáveis.

Sonoramente espetacular

Diablo

A trilha sonora é sensacional, não apenas pela nostalgia, mas pela ambientação que ela causa. Nos primeiros segundos o jogador já é transportado pro ambiente de fantasia medieval gótico.

Dentro das masmorras, catacumbas e cavernas o jogador também é levado por tambores que ecoam, sintetizadores de ambientação, gritos, o mesmo violão de 12 cordas e momentos de silêncio perturbador.

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Os efeitos sonoros são bem feitos apesar das limitações. Foram criados pelo mesmo artista responsável pela trilha que improvisou muitos dos sons com o que tinha no escritório como dados de RPG e lápis para fazer os sons dos esqueletos.

Apesar de simples, fundamentais para identificar posição de inimigos e onde os itens de espólio são derrubados.

Comandos simples e direto

Diablo

jogabilidade é simples e intuitiva, contrapondo RPGs da mesma época que tinham diversos botões e elementos na interface para realizar ataques, usar itens e lançar feitiços.

Existe alguns momentos frustrantes quando o personagem sofre ataque corpo a corpo e não consegue contra atacar ou se mover.

É Diversão garantida

Não consigo mensurar quantas horas já gastei nesse jogo desde 1997. Desde quando tive contato com o jogo demo, quando adquiri o jogo completo pela revista CD Expert, ou nas diversas vezes que o revisitei ao longo dos anos.
É um jogo simples de se jogar e todo item mágico ou único novo que aparece te dá aquela dose de dopamina gostosa.

O Modo Belzebub

mod adiciona diversas melhorias de qualidade de vida, novas quests, dificuldade aumentada e uma infinidade de novos itens.
É uma boa pedida para quem sempre quis aquele sabor do Diablo 2 no Diablo 1, mas também não estraga a experiência para quem nunca jogou.

Não posso opinar sobre as duas novas classes disponíveis no mod pois não joguei com elas, mas acredito que estejam equilibradas.

Gostaria de ter jogado as outras dificuldades para me aprofundar mais no mod, visto que eu peguei apenas a pontinha do iceberg na dificuldade normal, porém infelizmente perdi meu save.

Clássico recomendado para qualquer um que aprecie do gênero.

CONFIRAM ABAIXO A JOGATINA COMPLETA:

https://youtu.be/bMNmLaMPgjs

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