Princess Farmer | Princesa vegetariana

Pode não parecer, mas eu gosto de puzzles match-3. Nunca joguei o Candy Crush em si, mas já passei horas em Bejeweled, incontáveis horas em Hunie Pop, platinei Kotodama e até mesmo cheguei a jogar o Match-3 de Frozen, porque ele é Free to Play (mas definitivamente é pay-to-win, então que aquele jogo vá tomar no rabo).

Apesar de eu não ser a pessoa mais inteligente do mundo pra quebra-cabeças, a atmosfera relaxante de um Match-3 faz com que eu goste do jogo e esteja inclinado a jogar diferentes jogos do gênero.

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Tá certo que nem todos os jogos vão ser o sucesso, porque não tem muito que você possa fazer pra dar uma apimentada no gênero, algumas desenvolvedoras colocam elementos de RPG, como acontece na excelente série Puzzle Quest, outras colocam o Match-3 como parte opcional secundária, como acontece em alguns jogos do gênero de Objetos Ocultos, algumas colocam elementos de Visual Novel, como Hunie Pop e por aí vamos.

A desenvolvedora canadense Samobee Games foi por essa rota e decidiu dar um tempero próprio ao seu primeiro título, Princess Farmer, publicado pela Whitethorn Games e tendo sido lançado no finzinho de março.

Confira conosco a análise do jogo.

Créditos: Samobee Games – Whitethorn Games

Eu era uma fazendeira e virei princesa… WAT?

Você é uma simples fazendeira que um dia desperta na Árvore de Gaia, e então, a Mãe Gaia a transforma na Princesa Fazendeira, com o poder de remover vários objetos e rochas do solo de uma vez só. A partir daí, você parte numa jornada diária para colher vegetais e vencer o mal… Que se resume a colher mais vegetais.

A premissa de Princess Farmer é bobinha, mas a graça do jogo está nos personagens deveras incomuns que encontramos durante a jornada. E na parte de visual novel, você meio que define a personalidade da personagem, conforme os diálogos que vão aparecendo (e isso até mesmo da conquistas).

Eu queria ter mais pra falar sobre isso, mas a parte de narrativa e visual novel de Princess Farmer não é forte o suficiente pra sustentar muito texto.

Apresentação bem criativa

Enquanto que na parte de narrativa, Princess Farmer não é um jogo forte, o mesmo não pode ser dito da apresentação do mesmo. Antes mesmo de você começar a história em si, o jogo se apresenta numa estética muitíssimo bem feita de um desenho animado, com os episódios sendo apresentados com fitas VHS, com direito a filtros, a tela simulando CRT, o Eject no fim do episódio.

Toda a interface de escolha é bem colorida, intuitiva e bastante criativa. E isso continua sendo carregado para a estrutura do jogo, e até mesmo partes da história, com algumas influências notáveis (Tuxedo Mask e o “Mas você não fez nada”) estando presentes.

A jogabilidade, como disse, é Match 3, mas tem um porém. Você só pode mover as peças verticalmente, removendo os vegetais e os recolocando no solo, fazendo assim combinações verticais, horizontais ou diagonais.

Só que antes de dar mais detalhes, a estrutura do jogo é bem diferente de simplesmente “trecho de visual novel” que leva ao “match-3”, que temos em Kotodama, por exemplo. Aqui, vamos por andando por um tabuleiro que pode ou não ter diálogos, esses diálogos tem respostas que podem aumentar a sua afinidade com aquele personagem que você conversa, essa afinidade é importante porque no fim do dia/episódio, esse personagem pode lhe dar um presente, dependendo da afinidade.

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Entre os presentes, estão skins diferentes pra personagem, ou dinheiro pra utilizar na lojinha onde podemos comprar outros itens de customização. A customização é bem simples, mas bem apresentada.

As partes de Match-3, tem toda a coisa de você ter que realizar x combinações de determinados vegetais para concluir, seja com um tempo limite, ou quantia de movimentos, o jogo especifica predeterminações que definem como você vai jogar cada partida de Match-3. E a cada partida, seu resultado é avaliado por Gaia, que lhe dá uma bonificação em dinheiro para ser utilizada na loja. YAY CAPITALISMO!

Existem também as boss battles, que consistem de partidas de Match-3, mas com uma barra de tempestade, que após ser enchida, ataca o campo do oponente, fazendo com que o campo dele vá diminuindo até o impossibilitar de jogar.

O modo campanha pode ser jogado tanto sozinho, quanto com a ajuda de um personagem controlado pela IA, ou um amigo, sendo escolhido antes de cada episódio.

Competente graficamente, com uma trilha relaxante

A pixel-art de Princess Farmer é muito bonita. É um jogo colorido, mas não chega a ser ultra saturado. Os sprites são bem feitos, e os personagens nos diálogos, bastante expressivos.

Os cenários variam de capítulo pra capítulo, dando variedade a sua vista, porque não adianta nada você ter belos gráficos se todo cenário de partida Match-3 for o mesmo.

Na parte musical, a trilha do jogo é bastante relaxante. Não são musicas necessariamente marcantes, mas ideais pro clima relaxante e tranquilo da aventura.

Bom em pequenas doses

Princess Farmer não é um jogo ruim, honestamente, eu recomendo. Porém, ele é ideal para ser jogado em pequenas doses, ou pelo menos essa é a impressão que eu tive jogando no PC. Todo o jogo funciona, é uma aventura gostosinha, mas jogar no teclado não é minha praia, hehe.

Princess Farmer está disponível para PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch.


Esta análise foi feita com base na versão de PC com uma cópia digital do game gentilmente cedida pela Whitethorn Games.

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.

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