Joystick Zeenix Pro Controller | Análise

Quando o Zeenix foi anunciado, confesso que fiquei empolgado com o dito cujo. Essa empolgação não foi muito para frente após maiores detalhes serem revelados sobre o lançamento do produto, mas ver a Tectoy, a priori, voltando ao mundo dos games com um hardware “proprietário” me deu aquela animada.

Dentre os produtos Zeenix, eis que um em específico me chamou a atenção: o Joystick Zeenix Pro Controller. O interesse surgiu não somente por ser um controle de videogame (o que eu adoro), mas porque esse controle teria algumas funções muito interessantes, que eu só tinha visto até então em controles muito mais caros do que ele.

Após um belo tempo usando-o, eis que aqui estou para tentar fazer um review e passar as minhas impressões sobre esse produto da Tectoy.

O Joystick Zeenix Pro Controller foi gentilmente cedido pelo bolso da minha esposa, que me presenteou com ele no Natal. Obrigado, senhora esposa!

A compra do controle foi feita diretamente pelo site da Tectoy. A entrega levou aproximadamente uma semana (o que é demorado se comparado a um Mercado Livre ou a uma Amazon da vida), e o produto veio muito bem empacotado, o que garante que a caixa original do controle não seja danificada.

Isso pode parecer uma frescura, mas muita gente (eu incluso) se importa com a caixa do produto. Meu Mega Drive Tectoy, por exemplo, adquirido online de uma loja varejista grande, foi enviado na própria caixa do produto, e colaram as informações de entrega diretamente na fucking caixa. Pensa em uma pessoa puta quando o produto chegou.

A caixa do controle é esteticamente bonitinha e tem como conteúdo o controle em si (que vem em um berço simples), dois restritores para os analógicos (mais informações sobre isso ao longo do texto), um add-on para o D-pad (mais informações sobre isso também ao longo do texto), um cabo USB para carregamento do produto e o manual.

O controle em si é muito bem construído, todo em plástico liso, com exceção da parte de trás, onde o seguramos, que possui uma texturização no próprio plástico. O design é bem minimalista, sendo todo em preto, com exceção dos restritores dos analógicos e dos botões, que seguem o padrão de cores do controle do Neo Geo CD. A logo da Tectoy no meio do controle e a logo do Zeenix no botão de liga/desliga fecham a parte visual.

Também na parte frontal do controle estão os óbvios botões universais de “start” e “select” (os nomes não são mais universais, mas as suas funções básicas, sim).

A posição dos analógicos segue o “padrão PlayStation”, ou seja, ambos na parte inferior do controle. Pessoalmente, prefiro assim. A posição “Cerveró” dos analógicos nunca encaixou muito bem nas minhas mãos.

Os analógicos em si são clicáveis (também funcionam como botões), confortáveis, precisos e possuem Hall Effect, ou seja, nada de drift ao longo do tempo de uso. Pessoalmente, eu sempre uso protetores de analógico por questões de preservação do material do analógico em si, mas, considerando a usabilidade, neste controle, não os considero necessários.

O D-pad é muito bom, o que é inacreditavelmente difícil de achar em controles mais “genéricos”, por motivos que eu jamais compreenderei. Aliás, essa foi uma reclamação minha em textos sobre controles da IINE e da QRD. Ele não é duro demais, não demanda força excessiva para ser ativado e as diagonais funcionam sem problema algum.

Há a opção de encaixar um add-on ao D-pad para quem não gosta do padrão em cruz. Ele se encaixa ao D-pad do controle por meio de um ímã, o que é muito prático e funcional. A força do ímã é consideravelmente forte, garantindo que esse periférico não vai se soltar de forma alguma ao longo da jogatina.

O painel frontal do controle é uma peça única e pode ser removido. Ele também é preso ao controle por ímãs fortes (é necessário um pouco de força para removê-lo). Para realizar as outras personalizações no controle, para além da do D-pad citada anteriormente, é necessário remover o painel frontal.

A primeira personalização é a dos restritores do analógico, que são os círculos amarelos da imagem abaixo. Eles ficam presos mecanicamente ao painel frontal do controle e possuem duas opções disponíveis: o restritor redondo e o octogonal.

Os restritores dos analógicos funcionam exatamente como os restritores de arcade sticks. O redondo deixa a movimentação do analógico completamente livre, enquanto o octogonal limita fisicamente a fluência total da movimentação, orientando-a para uma das oito bordas.

Pessoalmente, não gosto de restritores em analógicos, mas há pessoas que curtem, então é muito bom ver que a opção existe.

Os botões frontais (A, B, X e Y) são mecânicos, ou seja, possuem aquele clique delicioso ao serem pressionados. Além disso, são completamente personalizáveis. Uma vez que se retire o painel frontal do controle, é possível colocar qualquer um dos botões em qualquer outro local destinado aos botões frontais. Os botões também são presos ao controle por ímãs.

Considerando que o controle possui potencial conectividade com vários dispositivos, é muito interessante poder mudar a posição desses botões, pois assim o tutorial de um jogo no PC faz sentido, assim como o de um jogo no Switch. Atualmente, meu uso principal do Joystick Zeenix Pro é no Nintendo Switch, portanto o posicionamento dos botões segue o padrão do console. Isso é muito cômodo.

Ainda considerando a parte frontal do controle, o dongle para conexão também fica guardado dentro do próprio controle, o que é muito prático, dada a necessidade de transporte.

Os botões superiores do controle seguem a nomenclatura dos controles de Xbox (LB, RB, LT e RT). LB e RB são botões de clique simples e são mecânicos. Já LT e RT são gatilhos magnéticos com Hall Effect, o que garante que eles não percam precisão ao longo do tempo.

Os gatilhos também possuem um bom nível de personalização de uso. Na parte de trás do controle existem duas alavancas, uma para cada gatilho, com três níveis. Os níveis, neste texto, serão enumerados de baixo para cima.

O primeiro nível garante que o pressionar do gatilho vá até o fim de seu percurso, proporcionando mais controle e precisão da pressão a ser exercida.

O segundo nível mantém a função do botão como gatilho, mas o percurso físico do seu pressionar é cortado pela metade. Fisicamente, o botão trava na metade do caminho que o primeiro nível permite, mas sem perda de nenhum dos níveis de pressão do botão.

O terceiro nível faz com que LT ou RT funcionem como botões de clique, não apresentando níveis de pressão.

Essa personalização dos gatilhos é bem-vinda não apenas por uma questão de gosto do usuário, mas também porque garante que o uso do controle no Switch faça jus às características do console em si. O Switch não possui botões de gatilho em seus controles.

Ainda na parte de trás do Joystick Zeenix Pro, há dois botões de macro que podem ser mapeados conforme o gosto do usuário (M1 e M2). Pessoalmente, sempre deixo esses botões com as funções de clique dos analógicos, os famosos L3 e R3.

Também há um botão Reset na parte traseira do controle, que, como de costume, é embutido e demanda o uso de um clipe ou daquelas chaves de gavetinha de celular para ser acionado. Aliás, a caixa não inclui uma dessas chaves para o usuário acionar esse botão, o que, se não chega a ser um problema em si, é algo que poderia estar incluso.

Por fim, na base do controle há luzes indicadoras de pareamento e afins, o botão Back, que serve para navegação (e também para print de tela no Switch), e um botão de aplicação de turbo nos demais botões do controle.

Com relação à autonomia da bateria do controle, aqui está seu indiscutível ponto fraco. Se conectado via Bluetooth, o tempo estimado de jogatina é de apenas três horas. Se conectado via dongle, o tempo estimado de duração da bateria é de apenas quatro horas. Em estado de stand-by, o tempo estimado de duração da bateria é de aproximadamente uma semana.

Três ou quatro horas de jogatina é muito pouco, mesmo para um jogador casual, dependendo do perfil desse jogador.

Usei o controle em jogos de PC (na Steam e fora dela) e no Nintendo Switch, tanto utilizando o dongle quanto o Bluetooth. Em todos os casos, não notei delay de resposta dos comandos, e tudo funcionou muito bem.

No geral, o controle é muito bom. Bem construído, super personalizável, com Hall Effect nos analógicos e nos gatilhos, botões mecânicos deliciosos de usar, ótimo D-pad e com boa variedade de dispositivos aos quais ele pode se conectar. Infelizmente, dada a sua baixíssima autonomia de bateria, fica difícil recomendá-lo como controle principal para um jogador que não seja absolutamente casual.

Informação adicional: possuo alguns dispositivos que me permitem conectar controles modernos via Bluetooth a consoles old-school. Testei o Joystick Zeenix Pro Controller em alguns deles, e os resultados foram instáveis. Alguns desses dispositivos o reconheceram, outros não. Esse é um comportamento super comum e não deve ser considerado um ponto fraco.