Eu não gosto de finais de ano. “Ah, mas é tempo de celebração blá blá blá” Você, leitor imaginário contrapõe.

Eu tenho minhas razões pra odiar esse período do ano. Primeiro, tem a chegada do verão, onde aqui no Rio de Janeiro, o calor absurdo torna as coisas tão insuportáveis quanto uma tarde no Twitter, exceto que o calor não vai atrás dos seus empregadores ou patrocinadores pedir seu emprego ou que cortem seu patrocínio.

Segundo, o volume de pessoas na rua. Isso era mais evidente quando eu tinha um emprego, mas Jesus Cristo de cascatinha, as compras de fim de ano deixam as ruas dos centros comerciais um caos, muita gente, que aliado ao calor… To suando só de escrever essas linhas.

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Por fim, a quantidade de gente filha da puta que vai encher teu saco no seu local de trabalho (essa é especial pra quem trabalha com o público).

O fim de ano aumenta a quantidade de gente na rua, que acaba indo nos restaurantes Fast Food, o que causa filas, o que causa estresse. Amiguinho, se você está estressado não desconte no atendente. Ele provavelmente recebe menos que você, pra trabalhar muito mais. Mas ainda assim, vai ter aquela pessoa escrota, aquele Joselito que vai querer causar encrenca com atendente de lanchonete, caixa de supermercado, etc.

O que isso tem a ver com o jogo, você pergunta? ABSOLUTAMENTE NADA.

Eu só queria poder desabafar meus problemas com o fim de ano. Enfim. A ZOO Corporation continua lançando títulos da série Pretty Girls, que mistura gameplay simples e fácil de aprender, como Breakout, QIX e Paciência, com uma apresentação bonita, graças as visual novels da Miel/Norn (que são parte da ZOO Corporation também).

Agora, no começo de dezembro, eles lançaram o mais novo jogo da série, Pretty Girls Rivers. Confira a nossa análise.

Infelizmente não tem nenhum Rio aqui

Piada óbvia, eu sei, mas o texto é meu, então aguente, paisano. O jogo é baseado na variante Shisen-Sho (Quatro Rios, ou Rivers) do Mahjong. Mas não se preocupe se você não sabe jogar Mahjong, porque eu também não sei, e pretendo continuar assim. Enfim, a variação Shisen-Sho é um bocado semelhante a variação Solitaire (que é bastante utilizada pela ZOO Corporation em seus jogos), no caso, você tem um tabuleiro de peças de Mahjong e precisa limpar ele, tirando as peças em pares.

Mas ao contrário da Solitaire, onde você tem uma pirâmide e pode tirar os pares de qualquer lugar, desde que as peças estejam livres, na Shisen-Sho, as peças precisam estar, ou próximas uma da outra (vizinhas), ou ligadas por até no máximo de três curvas.

O que isso representa? Um desafio, porque nem sempre a jogada de retirar as peças mais óbvias é a correta, pois mais adiante, conforme o tabuleiro vai esvaziando, duas peças podem acabar não podendo ser removidas e aí é fim de jogo.

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Apesar de tudo, o jogo é bem generoso. Na dificuldade normal, você tem um tempo pra remover as peças e cada par que você remove, a barra de tempo volta um pouco, então, você precisa ser mais burro do que eu (o que é difícil) pra perder por tempo. O jogo começa com tabuleiros pequenos e simples e as coisas vão ficando mais complexas a medida que se avança no jogo.

Em termos de controle, ao contrário do Pretty Girls Breakout, onde o teclado/controle era superior ao mouse na hora de jogar, aqui a recomendação é usar o mouse porque é mais rápido de movimentar do que um ponteiro controlado pelo joystick.

Caso você tenha dificuldades em passar de fase, você pode entrar no Easy Mode, que remove o combo e a limitação de tempo, e adiciona três dicas (que indicam os possíveis pares no tabuleiro) e três embaralhadas das peças. Porém isso tem um contraponto, caso você jogue no Easy, não desbloqueará os Achievements.

A estrutura do jogo é semelhante a de outros jogos da série Pretty Girls, mas ao contrário de outros jogos, onde temos que desbloquear as garotas restantes, aqui, todas são desbloqueadas logo de cara. Você tem as garotas, e em cada estágio delas, você desbloqueia uma roupa diferente.

Cada estágio em si é composto de quatro rodadas, com a dificuldade e tabuleiro aumentando a cada round. No fim das contas, acaba tendo um ótimo fator replay, porque você vai acabar voltando, seja pra tentar pegar os achievements, se terminou as fases de uma garota no Easy, ou simplesmente porque quer ver o quão rápido você é.

E, assim como outros jogos da série, a Dressing Room está presente em Pretty Girls Rivers, mas aqui há uma novidade (até onde eu sei). Ao invés de ter somente a opção de ver os sprites das meninas, aqui é possível fazer uma espécie de Diorama, escolhendo o cenário e colocando mais de um sprite, com expressões faciais diferentes.

É algo bobo, não acrescenta tanto em termos de jogabilidade, mas considerando que os jogos da série são básicos nesse aspecto (diabos, o jogo de Texas Hold’ Em que analisamos um tempo atrás, nem Dressing Room tinha), é um avanço. Nesse ritmo, quem sabe no próximo ano teremos histórias de verdade nos jogos, e eu não precise inventar uma.

Pretty Girls Rivers

O esperado de jogos da série Pretty Girls

No departamento audiovisual de Pretty Girls Rivers, temos o esperado da série, com os sprites da Norn/Miel, e que eu terminei pelo menos novels com três das personagens aqui disponíveis. Os cenários, também removidos dessas novels, são bonitinhos e tal.

As falas das personagens, são extraídas das novels, então no raro caso de você entender japonês, elas ficam totalmente fora de contexto, o que soa mais engraçado do que deveria. E por fim, temos a trilha sonora, composta de músicas Royalty Free, de diversos sites japoneses.

São músicas competentes, que se você tem interesse em colocá-las em seu jogo, é recomendado que dê uma procurada.

Pretty Girls Rivers

Conclusão

Pretty Girls Rivers agrada quem quer um puzzle simples e casual com garotas bonitas. Ele não tenta ser mais do que é, e é por isso que eu o recomendo. O jogo encontra-se disponível para PCs.


Essa análise foi feita com uma cópia digital de PC gentilmente cedida pela ZOO Corporation.

Author: Geovane Sancini

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.