Existem muitos conceitos que foram abandonados nos games, mas posteriormente fizeram retorno em outras gerações.

Como o clássico Marble Madness, da Midway, criado por Mark Cerny (sim, o Mark Cerny, da Sony), no qual tinhamos que guiar uma bolinha de gude por percursos mirabolantes. Apesar do sucesso do jogo (ele foi portado pra 15 plataformas diferentes), ele nunca recebeu uma continuação. (Marble Man: Marble Madness II foi cancelado devido ao fracasso nos testes de fliperama).

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Houveram outros jogos que reproduziram a ideia de pistas de obstáculos para objetos esféricos ao longo do tempo. E um desses jogos foi Orbibot, da Ratalaika Games, lançado recentemente para consoles.

Vai encarar?

Seria um robô em formato de bola um robola?

Como Orbibot não tem um roteiro e eu não estou a fim de inventar um, vamos direto ao ponto aqui. Uma das coisas que não conta muito a favor de Orbibot é que a apresentação do jogo em si é muito, mas muito simplista. Mas enfim, agora com isso fora do caminho vamos lá.

Orbibot é um jogo de puzzle com física, onde temos que utilizar um robô em formato esférico e terminar quinze fases com diversos obstáculos. Nisso, o jogo lembra um pouco Marble Madness, mas é aí que as semelhanças acabam.

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Aqui, não temos os inimigos de MM, porém para passar por diversas partes das fases, alguns quebra cabeças deverão ser feitos.

A complexidade deles vai aumentando conforme se avança no jogo, mas uma das coisas que se pode fazer para ganhar vantagem, é usar a física do jogo a seu favor e cortar caminho a ponto de ter pelo menos duas fases no jogo que eu não sei como são por completo porque eu fui do começo ao fim delas rapidamente, cortando caminho.

A física não permite

Orbibot

Os controles do jogo são básicos, você usa o analógico pra se movimentar, pode girar a câmera e dar zoom ou afastar. Apertando o triângulo, nas fases que possuem quebra-cabeças, um sinal luminoso dará a dica do que fazer em cada puzzle.

Eu disse que esse é um jogo de quebra-cabeça com física, mas a parte da física é parcial porque… A física meio que não é respeitada em muitos momentos do jogo, seja numa fase onde a bola que deveria descer um caminho, fica emperrada, no fato de que quando você cai do cenário (onde a física funciona), a sua bola pode atingir velocidades muito maiores, sendo possível em certos casos (como contei na seção anterior desse review), pular fases inteiras

O jogo é curto, e é possível terminá-lo em uma ou duas horas, dependendo da sua paciência, e o fator replay dele vem do fato de ser divertido, e tentar terminar as fases da maneira mais rápida possível, ou encontrar maneiras de se pular os trechos da fase.

Agradável, mas repetitivo

Orbibot

O visual de Orbibot não vai chamar a sua atenção. Aliás, até vai, mas pelo fato de que todas as fases possuem a mesma temática, com adições de novos gimmicks relativos. Não é como Kororinpa: Marble Saga, que tem mapas diferentes, ou Marble Madness, onde as fases possuem colorações diferentes.

Ainda assim, o visual é limpo e agradável, apesar da apresentação simplista até demais. No quesito sonoro, é difícil classificar Orbibot, o robô emite obviamente alguns sons robóticos a la R2D2 e as músicas do jogo… São estranhas.

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Não as composições em si, mas a escolha de músicas do jogo parece a mais aleatória do mundo. As vezes você tá em um trecho mega complicado do jogo, que pediria uma música de ação, mas a música que tá de fundo é algo ultra calmo. E por vezes você tá tipo, na primeira fase e o que tá tocando é uma música agitada.

E sim, as músicas do jogo tocam aleatoriamente, e se eu não estiver muito enganado, são músicas royalty free. Infelizmente o jogo não tem tela de créditos, então não posso confirmar essa informação.

Uma diversão barata

Orbibot

Se você curtia Marble Madness e sente falta de jogos do estilo, considere dar uma chance a Orbibot. É um pouco desajeitado? Sim, mas é um jogo bem divertido e uma platina/1000G fácil pra sua conta.

O jogo está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One e Xbox Series.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Ratalaika Games.

Author: Geovane Sancini

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.