Existem alguns fenômenos peculiares no que se trata da minha pessoa e videogames. Seja o fato de quase sempre eu começar uma série de jogos pelo segundo título (Sonic, Ninja Gaiden, Contra, Double Dragon, Adventure Island.

Seja por alguma razão, pulando livros de uma série devido a indisponibilidade deles no momento (Até hoje não tenho os livros 2, 4 e 6 da série Artemis Fowl, assim como eu pulei o segundo livro de Percy Jackson porque não o encontrei na revistaria onde comprava livros lá no Shopping Méier – Esse eu comprei depois.)

E olha só, o mesmo aconteceu com Sakura Succubus. Eu não joguei o primeiro jogo, recebi uma chave do segundo, mas… Não joguei o terceiro. Porém, recentemente o Sakura Succubus 4 foi lançado para consoles e tive a oportunidade de jogá-lo. Será que ele vale a pena seu tempo?

Confira conosco na análise.

Chegou o verão, camiseta e chinelão, digo, férias com seu harém

Após um período turbulento passado no reino das Succubi, graças a Yue, a regente de lá (e que foi a primeira namorada de nosso protagonista Hiroki Ogasawara que misteriosamente havia desaparecido – Ela havia retornado ao Reino, e nunca contara a ele sobre sua identidade de Succubus até os eventos de Sakura Succubus 3), nosso herói Hiroki precisa de umas férias. E graças a suas conexões (em particular, a idol e tsundere residente, Ayu), ele irá passar uma semana numa luxuosa casa na ilha particular de Ayu.

E é claro que suas namoradas, Cosmos (a e-girl), Ayu, Marina Wakatsuki (a mulher de negócios), Hifumi Yamamoto (A atriz de sucesso) e Hazel Williams (A tenista famosa) vão juntos. Yue não pôde vir por conta de seus compromissos como regente do reino das succubi.

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Por uma semana, Hiroki tem a chance de ensinar Cosmos a nadar, fazer exercícios com Hazel e muitas outras coisas, que envolvem desde guerras de travesseiros a testes de coragem. E nesse processo, Hiroki passa a conhecer melhor suas companheiras.

Ainda que em termos de roteiro, ele não tenha o mesmo impacto do segundo jogo, a trama de Sakura Succubus 4 é coesa, mostrando um lado diferente das personagens.

A Yue, por exemplo, que demonstrou ter um péssimo senso de direção, apesar de ser a regente de um reino, a Marina que apesar de aparentar maturidade e ser um bocadinho sadística tem medo de fantasmas, e o próprio Hiroki que é um tapado, dando atenção a todo mundo, menos a Ayu, que finalmente admitiu os sentimentos, que escondia (muito mal, diga-se de passagem).

As escolhas só importam para os troféus

Sakura Succubus 4

Novamente, eu já escrevi sobre Visual Novels aqui o suficiente pra vocês saberem como elas funcionam. Então dito isso, assim como em Sakura Succubus 2, as escolhas que você faz não interferem no final, mas podem levar a CG’s e estarem relacionadas aos troféus do jogo.

Como estamos falando de visual novel em consoles, o conteúdo adulto obviamente foi removido (ainda que haja menções), mas há momentos em que bem… Chegam muito perto. Não sei qual a direção que Sakura Succubus vai tomar se houver um quinto título.

A introdução de alguma waifu? Uma aventura mais urbana? São possibilidades.

E uma coisa que sempre me deixa feliz quando vejo, é meio que a menção a outros jogos da série Sakura. Assim como em Sakura Agent há uma referência a Sakura Beach (o herói simplesmente abre acidentalmente um portal para outra dimensão, no qual as duas personagens de Sakura Beach estão do outro lado, na praia), aqui temos uma menção a Sakura Sadist, uma visual novel yuri. E eu ainda aguardo o jogo de luta da série Sakura.

Colorido e vívido

Sakura Succubus 4

Os sprites e CG’s de Sakura Succubus 4 são muito bem feitos, e novamente, obra da espanhola Wanaca.

Quem conhece os trabalhos do Winged Cloud vai reconhecer o traço familiar. Aqui, as personagens possuem ao menos uma variante de roupa, relativo ao tema de praia, elas são agradáveis de se ver e por olha, eu sei que protagonista de harém deve tratar suas waifus como iguais, mas não dá.

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A Marina é top tier absoluta, por favor, pise em mim, sente na minha cara e faça coisas não cristãs durante a noite. Sim, a Marina exala sex appeal a ESSE PONTO.

Os cenários do jogo são bem feitos, e encaixam bem com os sprites, deixando o visual agradável e harmonioso (coisa que as vezes não acontece em muitas visual novels ocidentais).

A trilha sonora do jogo é igualmente agradável, dando um tom de que aquele mundo realmente existe, e não é somente uma obra de ficção. Não são melodias que vão grudar na sua cabeça, veja bem, mas são musicas boas, que cumprem o papel de acompanhamento.

Compre somente se jogou os anteriores

Sakura Succubus 4

Essa é uma conclusão óbvia, mas certeira. Se você jogou os jogos anteriores da série, é meio que obrigatório ter Sakura Succubus 4, mas pessoas que não jogaram os jogos anteriores ou não curtem visual novels, dificilmente veriam sentido (ou apelo) em jogar o quarto jogo de uma série.

Sakura Succubus 4 está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5 e Nintendo Switch, além da versão original de PC.

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 gentilmente cedida pela Gamuzumi.

Author: Geovane Sancini

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.