Eu deveria fazer uma lista de gêneros nos quais eu sou um absoluto desastre, certamente ela seria encabeçada por puzzles. Logo em seguida, teríamos possivelmente platformers de precisão, e certamente por perto ali, num terceiro lugar, estaria o stealth.

Quem me viu jogar Assassin’s Creed no passado (quando streamei o Odyssey no Twitch) sabe que sempre fui tão cauteloso quanto um elefante numa estrada de ovos em se tratando de furtividade.

Não falo nem sobre puzzles e platformers, porque quem me acompanha, sabe que não sou o lápis mais apontado do estojo. E veja só, chegou no meu colo, “One Escape”, da Ratalaika Games, que combina exatamente esses três gêneros: Puzzle, Plataforma e Stealth.

Será que ele vale a pena seu dinheirinho?

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Enfim, por razões que só cabem a eles (talvez quisessem grana pro ingresso do jogo do Curinthia), três amigos, um pato, um javali e um gorila decidiram assaltar um banco. Só que o assalto teve tanto sucesso quanto minha vida amorosa, logo, os larápios foram capturados pelo longo braço da lei.

Encarcerados e temendo o dia em que o sabonete cairá no banho, os três amigos resolvem fugir da prisão, mas para isso terão que encarar imensos desafios.

Veja, planeje e fuja

One Escape

One Escape combina uma pitada de puzzle, a mecânica de plataforma e a paciência do Stealth.

O jogo é dividido em 3 atos, cada um com 20 estágios, sendo eles protagonizados por um dos detentos. E o que você deve fazer é basicamente passar pelos guardas e chegar a saída do estágio, só que obviamente, obstáculos estarão em seu caminho.

Cada um dos presos possui uma habilidade única, o pato pode se esgueirar por dutos de ventilação, o gorila pode escalar as paredes quebradas e o javali pode empurrar/puxar caixotes de madeira, socar os guardas (desde que estejam de costas pra ele), quebrar paredes específicas e possui dois hit points (para o socamento de guardas da prisão). Aparentemente balanceamento não foi a palavra de ordem.

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Os estágios, obviamente são construídos com base nas habilidades de cada um, assim como parte dos obstáculos. Para fazer a escapada, é preciso observar os padrões de movimento dos guardas, das câmeras e outros perigos e planejar como você vai superar os obstáculos.

Aí você precisará evitar os guardas, como puder, seja passando pelos tubos, se pendurando nas paredes ou ficando no escurinho. Você terá de pegar cartões para abrir portas, desativar câmeras de segurança e lasers, além de evitar outros obstáculos.

Novamente falando, o jogo não foi muito balanceado. As fases do pato são relativamente fáceis, mas isso é o esperado, já que ele é o primeiro personagem a ser jogado, agora as fases do gorila me deram mais trabalho do que as do Javali nas minhas três horas de jogatina. E por vezes, a hitbox do jogo não colaborava.

Nada espetacular no audiovisual, mas nada ofensivo

One Escape

No departamento visual do jogo, os visuais são aceitáveis, mas a vontade de fazer o meme do Harambe quando jogamos com o Gorila foi forte. Acho que evitei. Não lembro, tenho jogado tanta coisa nos últimos dias (no momento em que faço essa review).

Os cenários são passáveis, e os sprites são igualmente passáveis, eles não chamam lá muita atenção.

A trilha sonora do jogo é igualmente passável. São poucas músicas, mas não são memoráveis. Eu posso estar esperando demais de um jogo índie? Talvez. Mas isso não muda o fato de que as músicas não são memoráveis.

Uma boa distração

One Escape

One Escape é uma boa distração. Não tem uma longa duração, e pode servir como intervalo entre um jogo grande e outro. É competente no que se propõe, e é uma platina garantida na sua conta.

One Escape está disponível para Android, iOS, Playstation 4, Playstation 5, Xbox One, Xbox Series e Nintendo Switch. 

Essa análise foi feita com uma cópia digital de PlayStation 4 cedida pela Ratalaika Games.

Author: Geovane Sancini

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.