Nesse mês de maio, a EA finalmente lançou seu jogo de queimada 3×3 Knockout City, e para dar aos indecisos, uma amostra grátis se eles gostariam de comprar o jogo, um Trial de cerca de 10 dias foi iniciado no dia 21 de Maio.

Normalmente, eu cagaria pra esse tipo de coisa, já que o jogo, sendo um multiplayer online pago, necessita da PS Plus para poder acessar o online. Porém numa coincidência produzida por Sérgio Mallandro, nesse final de semana (da data em que escrevo este artigo), a Sony liberou o multiplayer online para todos os usuários, então pensei.

Por quê não?

Já deixo bem claro, isso não é um review do jogo em si, já que ele exigiria que eu passasse mais tempo com o jogo, e somente minhas primeiras impressões após um bocado de partidas que joguei nesse fim de semana.

Apresentação bacana, apesar do estilo I wanna be Fortnite

Você olha os personagens e gráficos do jogo, e a primeira coisa que vem na sua cabeça é: “Fortnite”.

Não tô brincando, É um estilo cartunesco bem semelhante. Ele não puxa pra estética anime, como Overwatch faz, mas vai no mesmo estilo do gigante da Epic Games. Porém, a apresentação e identidade visual que Knockout City passa, é basicamente de um torneio, uma competição por um prêmio.

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Os cenários do jogo apresentados são bacanas, me passa um pouco a vibe de Splatoon, não sei por quê. Meus dezessete leitores aí podem dizer que eu bati na cabeça e fiquei louco, mas essa foi a minha impressão com os cenários onde as disputas ocorrem.

O sistema de customização de personagens é bem básico, não tenho tantos comentários a tecer, mas algo em mim deseja que ele pudesse ter sido mais elaborado.

Ainda que mais itens de customização possam ser comprados com moedas in-game (que são dadas em quantidades risíveis, daí micro transação), o sistema de customização vai continuar o mesmo, então nada muda.

Para todos (que possam pagar pelo jogo, lógico)

O jogo conta com um tutorial básico ensinando os paranauês do jogo, e assim que o concluir, já poderá jogar com noção de como vencer uma partida. Eu precisei me adequar um pouco a questão de passes e de se transformar numa Morphin Ball.

Os controles são bem simples, e mais importante, funcionam bem no console. Não sei se há a diferença entre controle e mouse/teclado, mas é confortável jogar Knockout City.

O jogo possui quatro tipos diferentes de partida, e todos funcionam mais ou menos da mesma forma, mas com uma pintura diferente. O que quero dizer com isso é, cada modo tem uma variante da jogabilidade principal do jogo.

Tirando o elefante branco da sala logo, vou comentar que se um dia você for jogar Knockout City, passe longe do 1×1. É de longe o modo mais sem graça do jogo. Ele é basicamente uma partida de 1 contra 1 só que sem as bolas especiais, numa arena e com a Zona de Perigo, que funciona mais ou menos como num Battle Royale (a área perigosa vai aumentando conforme a partida segue e pode causar dano se o jogador permanecer por muito tempo). E dependendo dos jogadores, você e seu adversário podem ficar trocando a bola até o fim dos dias.

Os outros três modos, entretanto… São extremamente divertidos, quando o lag dos servidores da EA não atrapalha. Isso porque o matchmaking do jogo estava me colocando com gente da minha região.

Obviamente, os três modos envolvem partidas 3×3, e caso você (ou alguém de seu time) acertar duas boladas num adversário, o nocaute ocorre. Nos modos Team KO e Party KO, o time que conseguir 10 nocautes primeiro vence, e quem ganhar 2 de 3 rodadas, leva a partida.

A diferença entre os dois modos, é que o Party KO utiliza SOMENTE bolas especiais, enquanto que o Team KO utiliza as comuns, com as especiais spawnando em pontos específicos dos cenários.

O outro modo, é basicamente uma variação do Team KO, só que cada vez que um nocaute acontece, o nocauteado libera 3 diamantes e a equipe que nocauteou precisa coletá-los.

A equipe que coletar 30 diamantes primeiro, vence, só que a equipe do nocauteado também pode coletá-los, para evitar que a contagem de diamantes do time adversário aumente.

Meu veredito desse teste

Quando eu não era ferrado pelo lag (como no stream que eu fiz do jogo), eu me diverti bastante com o jogo, mas… Eu não irei jogá-lo.

E a razão não são as agressivas micro transações do jogo porque EA. A razão disso, é justamente o fato do jogo ser pago. Ele tem toda a estrutura de um jogo gratuito, mas é pago.

E com isso, se eu o comprasse, precisaria também pagar a PS Plus para jogá-lo. E façamos aqui as contas hipotéticas: O jogo custa 100 Reais. Caso eu queira fazer o upgrade pra versão Deluxe (que na boa, não adiciona nada de substancial pro jogo), são mais 50 reais.

Com isso, 150. E a PS Plus, por um ano que é o melhor valor custo-benefício, são mais 150 reais. Fazendo os cálculos, estamos com 300. E digamos que puto com o ritmo que o jogo me dá as Holobux, a moeda do jogo, eu queira comprar o maior pacote de Holobux, que custa 250 reais.

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Isso é algo impensável, gastar isso tudo num jogo, que apesar de muito divertido, é apenas online e não tem conteúdo que justifique o investimento. Sim, Se fosse somente eu jogando por mim com o dinheiro, eu teria só o jogo base e a PS Plus.

Nisso, são 250 reais. Num jogo com a estrutura de um F2P. Parece que estamos vendo o nascimento de um novo Rocket Arena (que surprise, surprise, também é da EA), jogo que com UM MÊS DE LANÇAMENTO, estava com 75% de desconto

Estive conversando esses dias com meus amigos speedrunners, o Kelvin Outeiro (parabéns, Kelvin) e o CariocaMEX a respeito do jogo… É quase como se a EA quisesse que o jogo fracasasse, não?

Eu adorei o jogo, mas não vou perder dinheiro e tempo com algo com menos conteúdo que um gacha, por mais que esse pouco conteúdo seja divertido.

Knockout City está disponível para PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch

Author: Geovane Sancini

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.