Vocês lembram dos primórdios da Xbox Live Arcade? Eu não lembro porque não tive console Xbox. Mas enfim, no início da Live Arcade, o espírito dela era basicamente, jogos pequenos e diversão rápida, ideal para alguns desenvolvedores Indies darem vazão as suas ideias.

Foi lá que clássicos como Geometry Wars e Braid explodiram em popularidade na era do 360.

Uma das principais críticas que a indústria dos jogos recebeu por anos (antes das lootboxes dominarem o topo das críticas) na geração 360/PS3 é o excesso de DLC’s. E foi então que alguém teve a ideia de fazer um jogo em que pra prosseguir, você teria que “comprar” packs de DLC. E assim nasceu DLC Quest, jogo lançado primeiro na Live Arcade e posteriormente recebeu uma versão no PC… Que curiosamente possui uma segunda campanha que foi lançada como DLC na versão de Xbox 360.

O jogo de uma piada só

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A premissa do jogo é que por alguma razão você tem que resgatar a princesa, só que pra chegar lá, você vai ter que comprar diversos pacotes de DLC.

Eu queria ter algo relevante pra falar sobre a história, mas o jogo basicamente não tem uma. Ok, ele tem algo que lembre uma história na expansão Live Freemium or Die, mas eu estava tão desinteressado nele que nem quero inventar.

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A questão é que pra fazer absolutamente TUDO no jogo, você vai precisar de DLC, andar pra esquerda. DLC, passar por um NPC chato, DLC, sons, DLC, animação do personagem, DLC, pulo duplo, DLC.

Basicamente só existe uma piada no jogo e é “Haha, compre DLC que deveria ser algo do jogo base otário” e ela fica sem graça bem rápido.

Platforming básico e o vai e volta infernal

O jogo é basicamente um platforming no qual você deve coletar as moedas da fase para comprar os pacotes de DLC necessários para se avançar no jogo, é isso. Você ganha uma espada em um momento, mas ela é primariamente usada pra cortar arbustos necessários para se avançar no jogo. E pra matar zumbis em um ponto.

O design de DLC Quest é básico ao extremo, não há nenhuma dificuldade em fazer o que o jogo pede e os comandos são bem responsivos. Porém, como você constantemente precisa ficar “comprando” as DLC’s, você vai fazer um vai e volta imenso, indo, voltando o que na minha opinião já aumenta artificialmente a duração do jogo. Não que o tempo total do jogo seja longo. Um jogador inexperiente talvez consiga terminar a campanha principal em 25 minutos talvez. Ou menos.

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O real desafio do jogo consiste da campanha extra Freemium or Die, onde realmente há desafio, checkpoints e o jogador morre ao tocar nos espinhos, tal qual o Mega Man. Ali, é a parte que realmente há uma sensação de satisfação.

Porém, caso não tenha notado, ele também usa a mesma mecânica de compra de DLC da campanha principal, então ainda teremos um vai e volta infernal. Só que com chances de morte mais altas.

Visualmente sem graça e sonoramente esquecível

Pode parecer que estou pegando pesado com um jogo indie, mas visualmente DLC Quest é um jogo bem sem graça. O que não me capturou no jogo, foi justamente o design de personagens que… É sem graça (uau!).

A campanha principal tem cenários extremamente repetitivos, ao menos o Freemium or Die tem variedade. Mas isso não melhora muito a situação. E quanto aos sons, bem.

Ele não é nada memorável. Diria que na melhor das situações, ele é Ok. Eu esqueci das músicas do jogo assim que fechei ele no PC.

Passável, ao menos é bem barato

DLC Quest

DLC Quest não vai fazer você perder noites de sono por não jogar, nem mudar seu mundo.

De fato, o jogo é mediano e se sustenta numa piada que fica sem graça rápido demais. Custa seis reais no Steam, mas francamente não vale a pena a compra, tem alternativas melhores.

O jogo está disponível para Xbox 360 e PC

Author: Geovane Sancini

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.