Esse é um dia que eu jamais imaginei que chegaria. Uma visual novel da Winged Cloud lançando em consoles.

Para os que não conhecem, a Winged Cloud é uma desenvolvedora famosa (ou infame) pela série de visual novels Sakura. São novels usualmente curtas, um pouco bobinhas e com um bocado de ecchi (e em alguns casos, conteúdo explícito).

Você provavelmente já viu alguma delas no STEAM, e eu mesmo já fiz let’s plays de algumas na época em que eu me importava com YouTube.

Legends of Talia: Arcadia surgiu nos PC’s em 2017 e graças a publisher novata Gamuzumi, chegou neste mês de Abril ao PlayStation 4, PlayStation 5 e ao Nintendo Switch. E é claro, que depois de muito ponderar, se eu devia ou não comprar o jogo, cliquei no botão, porque eu não ia pedir pro Diogo arranjar uma key de três dólares, eu não sou tão pau no cu assim.

Enfim, sigam-me os bons.

Quando um erro do seu passado volta a lhe assombrar

O jogador está no papel de Arcadia, uma guerreira que é uma lenda em Talia, lutou em diversos combates e é reverenciada como quase uma deusa, coisa que ela não curte muito. Só que ela tem algo em seu passado, do qual não se orgulha.

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Certa vez, um dragão com chifres atacou um vilarejo distante, e Arcadia nada pôde fazer, pois havia ido embora horas antes. Aqueles que sobreviveram a esse ataque, a odeiam.

Eu não posso dar mais detalhes a respeito, porque numa novel curta assim, qualquer coisa pode dar spoiler, mas bem… Muitas vezes o passado de Arcadia voltou a lhe assombrar.

Kinetic Novel em seu mais básico

Legends of Talia: Arcadia é uma Kinetic Novel, ou seja, uma visual novel linear e sem escolhas que determinem o final ou quaisquer outras coisas colocadas no meio. E obviamente, é uma platina garantida, já que todos os troféus vem com o progresso da leitura.

Se você colocar a opção de pular os diálogos, você pode conseguir a platina em pouco mais de um minuto, e eu não estou brincando.

Por um lado, as personagens retratadas são extremamente básicas, com Arcadia sendo uma guerreira super séria com senso de dever, Cecily sendo a garota super alegre e Celesta tendo que ser resiliente para compensar o fato de que está confinada a uma cadeira de rodas.

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Por outro, ao menos o jogo não tem a ambição de tentar ser maior do que tem a capacidade e conta uma história mais focada em uma coisa só, ao invés de ter vários focos e acabar não contando nada.

O usual da Winged Cloud

Legends of Talia

O traço da artista espanhola Wanaca (velha conhecida de quem já leu alguma VN da Winged Cloud) é reconhecível de longe. As personagens são razoavelmente bem desenhadas e os cenários são passáveis. E apesar de ser uma novel da Winged Cloud, não tem tanto ecchi quanto o esperado, uma CG sugestiva e só, ao menos nas versões de console (não tenho o jogo no PC pra saber se tem conteúdo +18 nela).

Sonoramente, é um jogo tranquilo. As músicas não ofendem e passam o tom, apesar de não serem exatamente memoráveis. São apenas relaxantes, por assim dizer.

A compra só é recomendada para uma platina fácil

Legends of Talia

Legends of Talia: Arcadia não chega a ser um jogo com falhas gritantes ou defeitos cabulosos. Porém, a compra dele em sua versão de consoles (ao menos no PS4/5) só é recomendada caso queira uma platina, já que em todos os aspectos, é um daqueles jogos que é básico demais para chamar muita atenção, e seu maior mérito é ser o primeiro jogo da Winged Cloud em consoles.

Legends of Talia: Arcadia está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5 e Nintendo Switch.

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Essa análise foi feita com base na versão de PlayStation 4

Author: Geovane Sancini

Geovane, mais conhecido como Sancini (ou Kyo, se você for velho o suficiente pra lembrar do nick antigo dele) é um escritor e speedrunner que joga videogames desde que se entende por gente.