Project Sakura Wars | Waifus e robôs de volta! - Arquivos do Woo

Project Sakura Wars | Waifus e robôs de volta!



Você lembra de Sakura Wars? Se a TV por assinatura fez parte da sua vida nos anos 2000, certamente deve lembrar do anime que passou no Cartoon Network. A única lembrança que eu tenho, é um poster que saiu numa dessas revistas de anime genéricas aí. Depois, nos meus anos de internet, é que soube que o dito anime era baseado numa popular série da SEGA... Que ficou confinada no Japão, até o quinto título da série: Sakura Wars: So Long, my love, chegar ao ocidente, cinco anos depois de seu lançamento japonês (contando inclusive com um porte para o Nintendo Wii).

Mas, vou ser honesto, minha única experiência com a série foi o Sakura Taisen V Episode 0 ~Kouya no Samurai Musume~, de PS2. Um divertido jogo de ação, diga-se de passagem, mas que ficou restrito ao Japão. E eis que na SEGA Fes do ano passado, a Sega anuncia um novo Sakura Wars, sendo desenvolvido pela equipe da aclamada série Valkyria Chronicles.

Avançando, na SEGA Fes desse ano, o título Shin Sakura Taisen, e logo em seguida que o Project Sakura Wars não ficaria confinado ao Japão. Além da equipe de Valkyria Chronicles, o compositor Kohei Tanaka (já veterano da série) é o responsável pela trilha, enquanto que Jiro Ishii, responsável por 428: Shibuya Scramble, assina o roteiro. Mas a maior mudança no projeto, é que o design de personagens do jogo não será mais feito por Kosuke Fujishima, mas sim por Tite Kubo... Sim, Tite Kubo, o cara responsável pelo Yu Yu Hakusho com espad... Digo, Bleach.



Mas, chega de encher linguiça, porque vocês não estão aqui para saber disso e sim pra saber, como o jogo está. Então, sigam-me os bons!

O jogo, auto-definido como Aventura Dramática, é dividido em duas porções, uma porção onde interagimos com os membros da Divisão Floral, e é como uma Visual Novel... Ou parecido. 

Converse com seus amigos, e em determinados momentos, uma escolha será lhe dada, essa escolha, como é padrão na série, pode aumentar ou diminuir a confiança deles em você. Essas escolhas influenciarão no tipo de final que você vai ter.



Claro, não é só escolher a opção, como você faz numa visual novel, porque você tem um tempo determinado para fazer a escolha... E também pode ficar em silêncio.



Não apenas isso, mas esses pontos de confiança podem ser acrescidos (ou diminuídos) em outros tipos de situação, como quando você está ajudando a Anastásia a ensaiar, e precisa escolher o tom de voz ideal para conseguir a confiança dela.



No demais, a demo permite que você conheça os membros da sua equipe, que inclui como sua comandante, Sumire Kanzaki, que fez parte da tropa original de Sakura Taisen. E as interações do jogo já me despertaram o interesse, pois mesmo não entendendo muito do idioma, a ambientação e carisma dos personagens me compraram. E eu já escolhi minha waifu pro jogo, que vocês podem ver no meu twitter.



O combate do jogo sofreu mudanças enormes, em relação ao que havia sido estabelecido. Anteriormente, os combates eram em turnos, em um grid de batalha, como num RPG tático, agora o foco é na ação. A demo nos entregava um cenário com o protagonista Seijuro Kamiyama e a ninja prodígio Azami Mochizuki, tendo que enfrentar diversos inimigos para poder salvar seus amigos.



Você tem um botão de ataque comum, um ataque forte, um botão pra pulo, um pra esquiva, um troca de personagem e outro dá um boost (de corrida) pelo cenário. O esquema, é um pouco parecido com a franquia musou, conforme se vai batendo nos inimigos, uma barra vai enchendo, e quando essa barra enche, você consegue usar um golpe devastador que causa um dano massivo em inimigos grandes, e consegue afastar diversos inimigos menores.

Claro, não é uma representação 1/1 da jogabilidade de um musou, tampouco tem a quantidade de inimigos, mas é perceptível a inspiração. Cada personagem, aparentemente funciona de maneira um pouco diferente, pelo menos comparando o Capitão Kamiyama e a Ninja Loli, o que nos faz pensar que cada personagem terá suas diferenças na maneira de jogar, quando em combate.



Por fim, graficamente o jogo está bonito. Os cenários coloridos, refletindo o anacronismo sempre presente na série, com invenções modernas, como o smartphone, presentes, além é claro de robôs. Os personagens estão bem feitos, e mesmo com a Sakura parecendo a V-Tuber Kizuna Ai, não tenho o que reclamar. Aliás, uma coisa que preciso dar crédito, é ao fato do Tite Kubo não sofrer da síndrome de Toriyama-Kurumada, onde em toda santa obra, os personagens são iguais.

Enfim, Shin Sakura Taisen chegará dia 12 de dezembro para Playstation 4 no Japão, e no segundo trimestre de 2020 no ocidente, em uma data ainda não definida.

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