Onimusha Warlords Remaster | Review - Arquivos do Woo

Onimusha Warlords Remaster | Review


Capcom tem feito um trabalho incrível ao longo dos últimos anos, isso é inquestionável. Disparado uma das produtoras que mais trouxe lançamento incríveis ao meu ver, a começar por Resident Evil 7 que foi um divisor de águas da franquia, e o maravilhoso Resident Evil 2 Remake, que já escrevemos nosso review aqui no site.

Com isso digo a vocês que Onimusha Warlords é mais um desses grandes lançamento da Capcom na geração atual de consoles. Estamos diante de um jogo que por pouco não se tornou um Resident Evil com espadas, mas que acabou tomando um rumo diferente e criando uma identidade própria, mesmo trazendo consigo diversos elementos que tornaram a franquia RE famosa.

Quais seriam esses elementos? Bem, me acompanhe que irei contar a vocês


Comparativo da versão Xbox One X e PlayStation 2
Onimusha Warlords se trata de um survival horror com samurais, não importa se o fato de usar espadas e absorver orbs fuja um pouco, em sua essência ele é um survival horror e como tal, está repleto de puzzles e mistérios para solucionarmos - Claro, vocês podem discordar disso e encará-lo só como um hack'n slash com puzzles.

A história do jogo acontece após a derrota do Lorde Nobunaga, que acaba sendo morto em campo de batalha, mas acaba sendo ressuscitado por Genma, uma raça demoníaca que tem intenções de acabar com a vida na terra como a conhecemos. Quando o samurai Samanosuke Akechi descobre o que está acontecendo, deixa o campo de batalha e corre em direção ao castelo para proteger a princesa Yuki. Chegando lá se depara com um rastro de corpos e inimigos nem um pouco normais. Mesmo lutando com todas as suas forças, acaba sendo ferido. 

É então que o personagem é apresentado a manopla de Oni, um artefato que permite que o personagem possa absorver as orbs deixadas pelos inimigos, assim tornando possível que consigamos dar upgrade as armas de Samanosuke. Mas nosso personagem não está sozinho, ele conta com a ajuda de Kaede, uma kunoichi que aparece para nos salvar nos momentos em que estamos nos ferrando.


A primeira coisa que nos salta os olhos é a melhoria gráfica em comparação a versão clássica. Uma melhoria já esperada e que certamente torna o jogo palatável para os mais jovens que decidirem se aventurar em Onimusha Warlords

Por outro lado, o jogo por se tratar de um remaster, não sofre melhorias em jogabilidade. Apesar de achar que não preciso explicar, porque acredito que o leitor do nosso site é esperto e antenado, sei que algumas pessoas ainda não entendem as diferenças entre um remaster e um remake. 

Remasters:  Jogos clássicos com gráficos e resoluções atualizados para a geração atual.
Remakes: Jogos clássicos rei-maginados como motores gráficos da geração atual.

Dito isso, aviso que o jogo possui câmeras-fixas, movimentação "tank" e cenários pré-renderizados.

Claro, esses pontos apesar de atrapalhar um pouco, não comprometem o jogo pelo motivo mais obvio, ele é um jogo antigo com um bonito visual. E vou ser sincero, eu estranhei bastante quando comecei a jogar, fazia algum tempo que não encarava um jogo nesse formato, o que me levou a ficar perdido em diversos momentos até entender como me acostumar com essa mecânica.



Os puzzles são desafiadores, principalmente para pessoas que assim como eu, depois de ler um file, logo em seguida esquece toda informação. Recomendo fortemente que se for assim tão lesado quanto eu, anote os códigos.

Esse tipo de desafio não é tão comum nos jogos de hoje em dia, então garanto que alguns dos puzzles vão calejar vocês. Há um puzzle no começo do jogo que se baseia em números, nada complexo, mas ainda assim bem criativo. Ele já dá uma ideia de que para conseguir itens melhores nas outras caixas lacradas, você vai ter que se esforçar melhor.

Gostaria de levantar uma questão, nada a ver com os puzzles. 

Apesar de não ser um empecilho pra mim, acredito que uma localização do jogo para a nossa língua não seria nada mal. Talvez porque estamos mal acostumados a quantidade enorme de jogos que vem sendo lançado em nossa língua, então se deparar com um jogo, mesmo que remaster, todo em inglês causa um certo espanto, mas isso não desabona de modo algum o titulo.



Onimusha Warlords tem a sua importância na história dos video games, não só porque foi o primeiro título do PlayStation 2 a vender 1 milhão de cópias em todo mundo, mas como também conseguiu se tornar uma franquia de sucesso, mesmo tendo nascido de uma concepção para um novo jogo de Resident Evil.

Com puzzles desafiadores, inimigos bem estranhos e ambientado em um Japão tomado pelo sobrenatural, além do uso de personagens que realmente existiram, Onimusha cria uma identidade própria ao mesclar toda essa formula um enredo interessante e personagens criveis. 


Em contrapartida o combate é um hack'n slash convencional, onde você mata inimigos e coleta as orbs deixada por eles, sendo que algumas podem recuperar sua vida e outras apenas para recarga de magia das armas. Com o diferencial de que o personagem coleta itens como; ervas medicinais e kits médicos, além de outras armas convencionais. Não é nada complexo e o jogador se adapta bem rápido.



O titulo chegar a geração atual foi algo mais do que bem-vindo, pois certamente gamers mais velhos conseguiram reaproveitar o titulo com tudo o que ele tem a oferecer e em HD. Capcom vem acertando muito nesse sentido e nós gamers aproveitando bastante, agora por favor, nos dê Resident Evil 3 Remake.

Ressalto novamente, que uma possível localização teria sido muito bem-vinda, além de ampliar o alcance do titulo entre um publico mais jovem. De qualquer modo Onimusha é mais do recomendado para qualquer um que não teve contato com a franquia.

Abaixo vocês podem conferir o meu gameplay da primeira hora do jogo:



*O jogo Onimusha Warlords Remaster foi analisado com uma chave digital de Xbox One fornecida pela Capcom.*

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