Altered Beast: Guardians of the Realms | Estragando um clássico

Altered Beast

Todos os gamers com mais de 20 anos jogou Altered Beast ao menos uma vez na vida, e aqueles que ainda  não o fizeram vão fazer em algum momento.

A frase “Rise From Your Grave” esta cravada em meu subconsciente de tal forma, que ao escrever a frase, sinto como se estivesse ouvindo Zeus sussurra-la em meus ouvidos.

Claro, pode ser que eu esteja sofrendo de algum distúrbio mental, o que não seria impossível ao olhar para meu histórico de problemas emocionais.

LEIAM – The Mansion of Hidden Souls | Um clássico do Sega Saturn

Bem, vocês também devem conhecer o Altered Beast do PlayStation 2, aquele jogo que vai contra todos os princípios do game original, tornando-se uma releitura desastrosa e que provavelmente deveria ser extirpada da terra.

Se lá era ruim, então vocês precisam conferir essa bizarrice do Game Boy Advance:

Altered Beast: Guardians of Realm

Altered Beast

Agora que refresquei um pouco a suas memorias, apresento a vocês uma releitura que apesar de não ser melhor que o original, supera a versão lançada para o PS2, então

No jogo anterior controlávamos um guerreiro ressuscitado por Zeus, com
a missão de salvar Perséfone das garras de Hades. Como podem ver, com um enredo simples desse, chutávamos varias bundas vindas do inferno até
chegar ao todo poderoso Hades.

Já em Guardian of The Realms, Zeus convoca um ex-lutador do Clayfighter para fazer uma limpa em 15 longas fases repletas de demônios
enviados por Arcanon.

Uma nova aventura

Altered Beast

Pronto é só isso a nova historia, Zeus ressuscitou um guerreiro só para
chutar bundas. Tudo bem que o enredo anterior não era digno de Oscar, mas também não era necessário encurtar a historia a tal ponto de assemelhar-se a um filme do Steven Seagal.

Se bem que o personagem aqui lembra muito Van Damme, é sério, em
muitos momentos enquanto jogava, lembrei do grande dragão branco,
até mesmo nos golpes, revejam o filme e depois me digam se não
estou certo.

Os comandos do game são os mesmos do clássico de 88, diferenciando-se
que agora é possível pular pressionando a defesa. Não gostei muito dessa ideia de pressionar defesa para pular, no Master System não tinha isso, nem sequer possuía defesa.

Há bons tempos aqueles do Master, Mega…

O importante é que os controles são bons, não que isso possa ajudar
em muita coisa aqui, já que não é sequer possível seguir adiante
sem levar dano, nem mesmo Kratos se sairia bem nessa empreitada.

As transformações

Altered Beast

Todos os personagens parecem ter sido modelados em massinha, alguém aqui já ouviu falar em stop-motion?

Foi muito utilizado nos anos 80 e 90, em filmes de ficção e terror, assistam Neco z Alenky de 88, e entendam o que estou dizendo.

Mas isso não é algo ruim, Clayfighter era animal, mesmo com sua jogabilidade dura, me divertia horrores, muitos outros títulos que utilizaram desse recurso também conseguiram um bom resultado.

Aqui a coisa ficou meio grosseira, pendendo para o lado cômico e não
para a seriedade, um exemplo seria os zumbis. Eles estão mais para o Mr. Bump do que zumbis, ao menos atacam em grande numero.

A transformação em lobisomem é hilária, ele lembra muito aquele lobo dos desenhos do Pluto, sabe qual estou falando né.

Conclusão

Esse game é muito difícil, prejudica um pouco o fator replay, mas clássico também tinha uma dificuldade alta, porém, lhe dava varias Power Ups para seguir adiante, diferente desse game.

As fases são muito longas e leva muito tempo para alcançar a Power
ups, sem contar que chove inimigo o tempo todo. Chegam acumular na tela.

Bem, esse titulo tinha tudo para dar certo, mas lembram daquela expressão “Time que esta ganhando não se mexe?”, aqui eles esqueceram esse pequeno detalhe, colocando fases longas demais, musicas fora do contesto do game.

Peguemos um game famoso para compreenderem o que estou dizendo, seria como deixar Joelma do Calypso cantar as musicas de Castlevania,
entenderam agora?

O jogo não merece tanta malhação, pois a proposta é muito boa perto
do Altered Beast do PS2, aqui tentaram dar um novo sentido ao titulo
incorporando um novo visual, mas mantendo o padrão clássico.

O jogo vale como curiosidade, mas infelizmente não tem nada que possa
atrair os puristas de plantão.

Ainda fico com o Altered Beast original que nem é lá tão bom assim.

Criador e Editor-Chefe do Arquivos do Woo, é um eterno rabugento. Opta por investir seu tempo entre games, filmes, livros e sua família à perder tempo discutindo na internet.

5 comments

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Nesbitt

Joguei esse e confesso que não curti muito. Os gráficos em massinha além de não serem caprichados, não empolga. Acredito que faltou uma melhor polida no título. Afinal, como você citou, as fases são bem longas, e como é raro aparecer o power-up, torna-se um tanto entediante.

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    Diogo Batista

    Também não curti muito, vale mais pela curiosidade. Perdi a fé nesse game após a versão do PS2 hahahah!

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Cyber Woo

Adoro gráficos de massinha, uma pena terem relaxado tanto nesse titulo. As fases são gigantescas, não sei em que estavam pensando quando fizeram isso, hahahaha!

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Godô

Joguei esse do GBA, realmente muito difícil.
Joguei também o do PS2, mas como o Amigo Woo disse, o original ainda é o melhor!
Puta flash back! Muito bom o texto Woo!

Valeu!

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Cyber Woo

Que vacilo o meu Godô, não vi seu comentário aqui! O.o

Muito obrigado pela visita meu caro amigo e realmente o original é insuperável, nem mesmo as transformações fodonas da versão PS2 conseguem bater com o clássico.

Forte abraço brother ^^

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