Brothers: A Tale of Two Sons | Uma jornada para fazer pensar

Brothers: A Tale of Two Sons é o tipo de jogo que normalmente eu ignoraria, mas que acabei cedendo após um amigo muito próximo falar maravilhas sobre a trama. Só que eu não tenho Xbox360, e como ele estava empolgado para que eu pudesse jogar o titulo, acabou trazendo o videogame aqui em casa.


Obrigado, Erivelton!

Conforme combinado, ele trouxe o videogame e zeramos o jogo em uma tarde.  Olha, eu não esperava que o jogo pudesse ser tão bom, foi uma porrada emocional tão grande que levei um tempinho para digerir tudo aquilo. 


Bem, agora cá estou escrevendo a respeito, me acompanhem!

Brothers: A Tale of Two Sons começa com a cena do irmão menor dentro de um bote tentando salvar sua mãe que está se afogando. Um começo triste, e que já nos dá uma ideia do que vira pela frente. 

Como se perder a mãe no fosse os suficiente, seu pai também está doente, então é preciso controlar os irmãos e levá-lo até o médico. É nesse momento em que somos apresentados a jogabilidade do jogo, que é algo inédito, pelo menos pra mim. O joystick é divido dedicando cada lado a um dos irmãos. O lado esquerdo do joystick (LT e analógico esquerdo) pertence ao irmão mais velho, enquanto o lado direito do joystick (RT e analógico direito) fica para o irmão mais novo – O cérebro leva um tempinho para se acostumar, mas depois que pega o jeito é só alegria

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Depois que você passa por essa etapa, você será jogado em uma jornada em busca de uma cura para o pai dos garotos. Não existem medicamentos (ao menos foi o que deduzi, porque não entendi bulufas nenhuma do que eles conversaram ao médico) e a unica cura possível é o néctar de uma arvore que está em um reino distante.


É ai que entra a jogada de Brothers: A Tale of Two Sons, pois você terá que controlar ambos os personagens para solucionar os puzzles durante todo o jogo. O que deixa ainda a experiência mais interessante,  é que os personagens possuem uma personalidade diferente um do outro. Há inumeras interações pelo cenários e suas interações com estes objetos nos cenários são sempre diferentes. Na versão do Xbox One, que foi a que joguei, é possível ver o jogo com os comentários do diretor. Lá, o diretor Josef Fares explica que a equipe se dedicou  a criar uma interação unica para cada um dos personagens.


Olha só o tamanho do cuidado que os desenvolvedores tiveram ao conceber Brothers.



Vale a pena salientar que o jogo não tenta amenizar o impacto de uma morte, e não tô dizendo que vai rolar morte e decapitações, mas sim que coloca as crianças lidando com a morte por mais de uma vez durante todo o jogo, isso de um modo único. Isso me causou um impacto fudido, realmente não esperava. E se por um lado o visual do jogo tenha passado a ideia que se desenrolaria uma historia bobinha, pense duas vezes.


Brothers: A Tale of Two Sons te apresenta um mundo tão problemático quanto o nosso mundo real. Os personagens se veem forçados a lidar com guerras, monstros e até mesmo  uma tentativa de suicídio durante sua jornada. O contraste de que vidas estão se perdendo enquanto você tenta salvar uma nos faz refletir. Porque o mundo real é assim, não importa o quanto você queira construir algo bom, vidas vãos e perdendo indiretamente durante essa busca. E isso é aplicado de um modo que você vê os personagens amadurecendo diante de toda essa dor.


Mas não pensem que o jogo faz isso de modo forçado e raso. Tudo isso ocorre de um modo sutil e executado com uma delicadeza admirável. Coisas muitos ruins acontecem, mas outras boas podem ou não acontecer, como na vida real.



Brothers: A Tale of Two Sons é um jogo curto, dá pra finalizá-lo em algumas horas, mas que certamente vai lhe proporcionar uma experiência que vai marcá-los por décadas. Olha, eu não quis me estender mais e correr o risco de estragar a jogatina de vocês, então decidi deixar o artigo um pouco curto, igual ao jogo.


Ah, outro ponto que acredito ser interessante para a galera que gosta de caçar conquistas, é que todas as conquistas desse jogo são super fáceis de se fazer. A segunda vantagem é que se possuem console da nova geração peguem suas respectivas versões, nela vem um extra do jogo com comentários do diretor. Vale muito a pena pra que gosta de saber sobre os bastidores.


Se alguns de vocês já terminou o jogo e quiser compartilhar sua experiência, sintam-se a vontade. Deixo avisado que se rolar spoilers do final do jogo, vai levar BAN. Quero nem saber se foi na brincadeira, nesse site sou eu quem dita as regras.


É isso, espero que tenham gostado do artigo e até a próxima. Fiquem com a música tema dessa preciosidade de jogo:


Author: Diogo Batista

Criador e Editor-Chefe do Arquivos do Woo, é um eterno rabugento. Opta por investir seu tempo entre games, filmes, livros e sua família à perder tempo discutindo na internet.