Resident Evil | Por que é uma franquia de filmes ruins? - Arquivos do Woo

Resident Evil | Por que é uma franquia de filmes ruins?


Resident Evil foi um dos primeiros títulos do PlayStation que conheci e foi o motivo do meu contato com a SONY no mundo dos games. Quando noticiada a produção de um filme sobre o jogo, na hora eu fiquei louco. Recordo de começar a acompanhar tudo o que podia sobre a produção até o dia do seu lançamento. 

A sua estréia foi bem sucedida financeiramente, por outro lado o conteúdo apresentado na película dividiu os fãs. Naquele momento nasceu milhares de novos fãs do filme pelo globo e do outro, milhares de fãs dos jogos cortavam os pulsos e pediam o seu dinheiro de volta ao sair do cinema. Mas eu eu ainda havia assistido, continuava confiante. Oras, um enredo simples como o do jogo não deveria algo difícil de se trabalhar. Tínhamos filmes de zumbis que se assemelhavam ao RE, logo fazer um filme de RE não seria difícil. 

Era o que eu pensava naqueles tempos. Maldito seja PAUL W.S ANDERSON e seu toque de bosta. 

Depois de assistir ao ultimo filme de Resident Alice, fiquei pensando em como a CAPCOM foi filha-da-puta ao permitir que alguém estuprasse diversos personagens e um enredo digno de fazer com que The Walking Dead se assemelhe a uma senhora em plena manhã de domingo alimentando patinhos.

Só para provar que é ruim,  resolvi rever todos os filmes da franquia e compartilhar minhas impressões com todos vocês, espero que gostem porque a vontade de arrancar os olhos ou esfregar a cara em um muro de chapiscado foi grande.




Resident Evil Hospede Maldito: Por mais que esse primeiro filme tenha decepcionado milhares de fãs mundo a fora, eu consegui desenvolver colhões para reconhecer que passei a ter certo carinho por ele, apesar de não ser maravilhoso. Ele consegue me entreter e não ser uma perca total de tempo, no máximo um filme com algumas cenas extremamente idiota.

Um fato bacana é que Marilyn Manson foi o responsável pela trilha sonora do filme, e acreditem, fico sensacional. Talvez seja a única coisa que realmente possa se salvar do filme além do nome que carrega. Por ser uma primeira adaptação do jogo nos cinemas, se esperava ao menos um personagem - Não to dizendo que ele tenha de ser o personagem central, mas que ao menos utilizassem do vasto número de personagens interessantes que existe no mundo na franquia. 

O diretor Paul W.S Anderson até explica o motivo dessa ausência de personagens nos extras do DVD sem explicar as grande cagada - É, eu tenho a droga do DVD.


Poxa, sujaram o cachorro para isso?
O filme teve uma boa produção e seu maior público consiste em pessoas que talvez nunca ouviram falar do game, mas como tudo no mundo se há criticas, com certeza existe alguém para rebate-las. Eu sou suspeito com relação a esse primeiro filme, pois eu o comprei só por causa do clipe “My Plague” do Slipknot, banda que foi muito boa, recomendo.

Eu devo ter assistido esse filme umas quatro ou cinco vezes desde seu lançamento, muito pouco perto de outros filmes que assisto diversas vezes. Muito dos problemas do filme se deve a protagonista Alice. Uma personagem sem carisma algum, insosso ao extremo e que ainda tentam transformá-la numa maquina de matar do nada. 

Porra, ela e o marido falso estavam na casa pra fazer papel de caseiros, não faz sentido algum. Outro ponto é que uma pessoa trocando socos com um cachorro zumbi não convence. Sério, é chamar o público de jumento.

Não existem muitos motivos para assistir a esse filme, exceto a curiosidade por ser o primeiro filme do Resident Evil - Vá assistir aos filmes em CG que é mil vezes melhor.



Resident Evil Apocalypse: É nesse que Jill Valentine foi confirmada para esse segundo filme, o que deu certo folego para quem esperava dar uma segunda chance à franquia. Oras, tinha tudo para dar certo, enfim eles vão se aproximar mais da ideia dos jogos.

É, devíamos ter confiado em nossa intuição.

Apesar do filme não ser péssimo e conseguir ser muito mais divertido do que seu antecessor, ele nos apresenta uma Alice capaz de lamber o cotovelo enquanto mata 10 zumbis, um cachorro ainda no ar e ainda tomar um chá da tarde com a Jill. 

Nesse aqui descobrimos que Alice teve seu DNA modificado depois de participar de um projeto semelhante ao do Nêmesis. Não faz sentido algum, uma vez que a Umbrella queria eliminar qualquer vestígio da equipe de resgate do primeiro filme. 



Pensem comigo: Alice era uma funcionária da Umbrella que havia sido designada a ser caseira da mansão que ficava sob a Colmeia - Aquela laboratório boladão. A inteligencia artificial que protegia ativou um protocolo de segurança que acabou apagando a memória da Alice e do marido cujo nome ninguém lembra. Ela se lembrou ao longo da aventura que era uma funcionária da Umbrella, no minimo o que aconteceria a ela era ser tirada daquela bosta toda e mudado de função. Só que não, por razões desconhecidas eles pegaram ela e deram poderes. 

QUEM DIABOS DÁ PODERES A PESSOA QUE VOCÊ QUERIA ELIMINAR!? OH MEU PAI!

O que mais me incomodou nem foi esse detalhe, analisem comigo, você esta em pleno apocalipse zumbi, armado até os dentes e só por que tem poderes iguais ao do Capitão América, tu resolve matar zumbis com golpes de Jiu-Jitsu?

Você pode ser mordida sua maldita, cadê a preocupação com o sangue que vai respingar em seus olhos e boca? Não adianta me dizer que o T-vírus no corpo dela impede que seja infectada, pois ela não é mordida nem uma vez e ainda dá mal exemplo para os demais.

Como se isso não bastasse, ao ficar de frente com o Nêmesis, que tem quase 3 metros de altura e tão feio quanto a Gretchen, ela resolver sair na porrada com ele também. Não bastou tornar a Alice ridiculamente forte, ainda transformou Jill Valentine e Carlos Oliveira a coadjuvantes mal aproveitados durante toda a trama central. 

É um filme ruim, é muito, mas ainda dá pra assistir sem cortar os pulsos. Só fica aquela pergunta: Por que faz isso Paul? Por que odeia tanto os telespectadores?



Resident Evil 3 A Extinção: Jill ValentineCarlos Oliveira e Nêmesis foram as únicas coisas que realmente fizeram Resident Evil Apocalypse valer a pena, e ainda assim o filme acaba nos frustrando por conta do pouco de tela que esses personagens possuem. Mas é nesse aqui que eu quase esmaguei as bolas com um tijolo ao término do filme. 

Não bastasse o festival de absurdo ao longo de todo o filme, eles ainda acabam matando Carlos Oliveira, um dos personagens mais legais que surgiram em RE: Apocalypse - não tanto quanto a Jill que infelizmente não esta nesse filme - ELE MORRE.

Sim, eles matam Carlos na trama, acredito que o próprio ator tenha implorado para ser demitido do elenco. Ele devia tá prevendo a merda que o esperava e decidiu a morte seria algo mais digno do que insistir com essa tranqueira. Morre Carlos, e o foco em cima da Alice ganha mais atenção do que tinha antes.

Por outro lado nos presenteiam com Claire Redfield, que a todo o momento é jogada de lado na trama. Por que você me pergunta.Oras, o foco é Alice, sempre Alice, que como se não bastasse ser quase um deus da guerra, agora possui poderes PSÍQUICOS!


Preparando-se para realizar um exame de próstata
Sério, não sei por que insisto tanto com essa franquia. Devia ter abandonado logo depois do primeiro filme. 

É, voltemos.

Nesse filme vergonhoso que veremos pela primeira vez os corvos, inimigos bem conhecido do jogos. Só que eles não vem só, temos outro vilão aparecendo por aqui: TYRANT. Só não crie expectativas, porque nesse filme ele se resume a um tiozinho capenga em uma batalha que provavelmente vai te dar sono. Os efeitos especiais são bacanas, mas isso não salva muita coisa quando o enredo é uma diarreia mortal que até mesmo as garotas do “2 Girls 1 Cup” rejeitariam.

Eu sofri com esse filme. Lembro que cheguei a discutir em uma comunidade do Orkut criada para esse filme. Depois dele eu prometi a mim mesmo que não iria assistir nada mais dessa franquia horrorosa de filmes. Só que acabei vendo um trailer onde apareceu o Albert Wesker e pensei: Oras, não dá pra cagar mais na história, acho que agora vai.

Oh, céus!




Resident Evil 4 Recomeço: Depois de dois filmes medianos e um terceiro que conseguiria fazer um homem rasgar o cu em dois, temos um filme que tentou se redimir de toda a merda feita ao longo de três filmes.

Eu disse tentou!

Alice, depois de lutar com aquele Tyrant leproso e provar que possui poderes equivalente a um Deus. Terminou sua aventura no filme anterior encontrando milhares de clones de si mesmo. Uma Alice não é suficiente, então ela decide desperta todos os seus clones e seguir rumo a central da Umbrella na tentativa de eliminar a corporação - ou pedir sociedade.

Para a nossa alegria, essa decisão de levar os clones a central acaba terminando do pior modo possível. A corporação manda todos os clones para o quinto dos inferno - O que quase me fez sorrir em meios as lagrimas de dor.

Ah, uma das novidades da trama é que Alice perde os superpoderes enquanto luta contra Wesker, finalmente voltando a ser humana. Enfim ela será morta e o papel principal será protagonizado por Claire Redfield - Só que não.


O cara fugiu de uma prisão para encarar isso? Merecia mais nessa vida
Falando em Claire, aqui ela encontra seu irmão Chris Redfield, que nada mais é que o cara do Prison Break. Uma curiosidade é que quase todos os personagens são porcamente adaptados e isso é algo que me irrita profundamente. Eu não to pedindo fidelidade, mas uma rápida olhada nas características dos personagens não mataria o roteirista. Não há valorização ou profundidade nos personagens, não passam de meros coadjuvante na trama principal. Isso é meio que marca registrada da franquia, né, olha só eu chovendo no molhado.

Outro ponto que eu preciso desabafar com relação à série é que a Alice reclama em todos os filmes sobre os seus superpoderes, se chamando de aberração, monstro e blá blá blá. Todo mundo nessa merda que teve contato com a porra do T-vírus se transformou em algum monstro e a desgraçada continua linda, saltitante e matando tudo e a todos com golpes de karate.

Por outro lado, o filme é bem produzido, isso não posso questionar, porém, ressalto que Paul W.S Anderson não sabe fazer adaptações, tirem os filmes da mão desse homem. Quem assistiu Mortal Kombat sabe o que estou dizendo - Apesar de que eu gosto daquela tranqueira, mais pela nostalgia, pois sei que é ruim.

Se esse daqui conseguia ser o menos pior, então prepararem-se para... RESIDENT EVIL: Retribuição



Resident Evil 5 Retribuição: Se o filme anterior possui muitos defeitos no roteiro, algo que é marca registrada da franquia, mas ainda consegue divertir e tem uns efeitos competentes, mas esse aqui pega a história toda e a estupra com tanta violência, que eu me senti violado ao fim do filme - Sério, minha esposa me encontrou na sala deitado em posição fetal no chão e chorando.

Esse é o filme onde os roteiristas simplesmente cagaram literalmente. Rola a maior suruba com os personagens e nada, absolutamente nada faz sentido com coisa alguma.

Por uma razão totalmente aleatória a Umbrella criou diversos clones de Carlos Oliveira, Alice e todos os protagonistas (exceto aquele inútil do RE: Apocalypse cujo nome ninguém lembra e que morreu no terceiro filme.) com o intuito de ver como reagiriam em um apocalipse zumbi.

Mas o milho no topo desse sundae de merda é a história. O filme tem uma  Alice clone que é casada com Carlos e possui uma filha. Ambos tocam uma vida normal exceto que na primeira simulação ela morre e a menina sobrevive, encontrando com a verdadeira Alice em certo momento do filme.

Calma, vai piorar!

Alice acorda dentro de uma base subterrânea onde Jill a mantém em cárcere e propõem um teste – Matar milhares de pessoas, por simplesmente matar. Não podemos esquecer-nos das roupas novas, marca registrada da franquia e que não acrescenta porra nenhuma.

Sabe o que me surpreendeu nesse filme – BARRY BURTON!


Pobre Barry, você merecia
Por que diabos inserir o Barry a essa altura da trama? Pior que isso é saber que eles ainda o matam. Temos o Leon também que por sinal não serve pra nada na trama, exceto enfrentar o esquadrão Carlos Clone, onde temos a Michele Rodriguez como a penúltima boss e Jill Valentine como final boss.

Sim, o final é uma bosta, nele Michele tem o mesmo poder da Alice, graças a uns vermes que a Umbrella criou, nenhuma novidade até aqui (Assisti 3 vezes pra tentar digerir esse filme). Jill perde o besouro que controlava ela, Michelle é levada pelos zumbis do gelo e Alice se junta a Wesker na luta contra a Umbrella - Ele devolve os poderes de Alice e encerra essa atrocidade com um TO BE CONTINUED.

Resident Evil é uma das piores adaptações já feitas de um game, só não perde para as adaptações porcas feitas por Uwe Boll, diretor que ficou famoso pelas péssimas adaptações. Eu assisti aos filmes deixando o foco dos games de lado, mas a história em si simplesmente chama o telespectador de idiota.


O mundo tá caindo aos pedaços, mas Alice tem um estilista para desenvolver uma nova roupa de combate por filme.
O T-vírus causa mutações e na trama não há uma justificativa lógica para a não transformação de Alice, tampouco para Umbrella não conseguir controlá-la em nenhum momento. No segundo filme somos apresentado ao Nêmesis e parte dos processos que o tornou o monstro que é, alias, a protagonista passou por um processo semelhante e que nunca foi explicado ao certo. Só sabemos que com ela funcionou... bem obvio, né.

Ela é pega cerca de três vezes pela corporação Umbrella e em nenhuma delas o processo de controla-lá funciona. Um mega corporação que tem o governo americano e quase que o globo todo no bolso é incapaz de controlar um pessoa.

PUTA QUE PARIU! Eu não sei se conseguirei assistir ao próximo, esse daqui foi tortura o suficiente. Torço para que seja cancelado antes de vir ao mundo, mas duvido muito.


Finalizo esse artigo com a foto da Jill, que ainda continua sendo a personagem mais maravilhosa de toda a franquia de filmes.

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