Dead Space | Uma  experiência aterrorizante  no espaço

Dead Space | Uma experiência aterrorizante no espaço

26/04/2013 0 Por Diogo Batista

Quando Resident Evil nasceu, ele nos mostrou os horrores de uma ameaça biológica ao nos confinar em uma mansão cheias das mais diversas criaturas monstruosas.

Uma pena que com o passar dos anos deixamos de nos chocar com essa formula, superamos esse medo e até mesmo passamos a rir deles.

Foi então que Dead Space surgiu para revitalizar o gênero survival horror, mas de uma maneira muito mais agressiva do que esperávamos. Com uma violência gráfica de colocar sorriso na cara de qualquer amante de gore, e dar sustos pontuais sem apelação alguma.

GAMEPLAY – DEAD SPACE 3 do início ao fim

O jogo nos mostrou que é melhor deixarmos os mistérios do espaço em paz, isso se não quisermos acordar algo além da nossa compreensão.

Me acompanhem a bordo dessa viagem sem volta á USG Ishimura.

DEAD SPACE

Dead Space

O jogo nos conta a historia de Isaac Clarke e sua jornada de salvamento da sua ex-namorada Nicole, que por azar do destino era tripulante da nave USG Ishimura, que misteriosamente perdeu contato com o mundo exterior.

É ai que entra Isaac, que ao receber uma mensagem em vídeo de Nicole – Onde chorava e declarava alguns arrependimento. – decidiu se voluntariar como engenheiro na unidade de resposta de emergência USG Kellion, para encontrar sua amada.

Apesar desse começo adocicado com um jeitinho de aventura romântica, logo que a nave de Isaac chega em seu alvo, ela sofre diversas avarias, quase se partindo ao meio ao acoplar a Ishimura.

Depois de sobreviverem e conseguirem acessar ao interior da nave, o nosso intrépido herói se deparou com uma nave vazia, sem qualquer vestígio dos tripulantes. Como sua nave estava avariada, eles decidem ir mais a fundo em busca de sobreviventes, é então que são atacados por criaturas antes nunca vista.

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Na fuga ele se depara com o horror que abriga Ishimura: Vísceras e corpos espalhados, paredes pintadas com sangue, reprise do Esquenta! com Regina Casé rolando em alguns monitores, som de metal sendo rasgado e necromorphs.

Assim começa a nossa aventura em Dead Space, onde teremos que encontrar nossa amada e ainda descobrir um meio de fugir com ela, e se der tempo, alertar o mundo dos terrores ali contido.

OS INIMIGOS DO GAME

Dead Space

Necromorph é essa galera bonita aqui

Eu não vou soltar nenhum spoiler do jogo, mas irei abordar alguns pontos que considero importante e o diferencial. A começar pelos monstros recorrente do jogo, os maravilhoso Necromorphs.

Em uma olhada rápida, eles poderiam ser encarados como zumbis que acordaram em um péssimo dia de humor, uma vez que o proposito deles não fogem muito a regra dos tradicionais devoradores de carne. Com a diferença de que eles não comem, apesar de devorar em certos momentos, o objetivo deles é a proliferação de sua espécie e para isso se atiram violentamente pra cima de qualquer ser vivo.

Eles são tremendamente agressivos e continuam atacando mesmo que seja cortados, sendo preciso esmagá-los ou dilacerá-los quase que por completo – Um grupo desses bichos significa que você deve se afastar e tentar pegá-los um por um.

Eles também tendem a sofrer mutações que os torna resistentes (Lembram das variações de zumbi em outro jogo?), mas há outros tipos de inimigos pela nave que variam entre blindados, bebês que atiram garras em sua direção entre outros bem curiosos.

Todos dão um trabalho danado durante toda a jornada, o que não nos deixa com aquela sensação de alivio em momento algum, pois eles costumam entrar e sair pelos dutos de ar da nave. O que me levou a dar diversos pulos de susto varias vezes.

Creio que a construção desses inimigos e suas motivações e razões são o diferencial, por todos eles estão conectados e fazem parte de um ser maior. Ah, uma curiosidade sobre eles é que a Visceral Games usou imagens de acidentes terríveis de carros para criar os necromorphs, por isso eles são tão dilacerados e deformados.

O GAMEPLAY

Dead Space

Outro ponto que torna a experiência de Dead Space tão única é o seu gameplay, que agrega elementos que remetem a RPG e até lembra um pouco o sistema de upgrades de Dino Crísis 2.

Durante a jogatina ao quebrar caixas e matar inimigos, você encontra crédito, que é a moeda do jogo, e com ela você pode comprar armas, kit médico e upgrade para a roupa.

Lidar com inimigos que podem dilacerá-lo facilmente exige reforço, então a medida que você comprar upgrade de roupa para o personagem, ela receberá reforço de metal, assim reduzindo o dano recebido.

Outro ponto que vale salientar é o seu menu em tempo real e sua barra de energia anexada a costa do personagem. Uma ideia bem original diga-se de passagem. Quanto ao menu, acessá-lo enquanto está sendo atacado é garantia de ser morto, por isso é melhor correr o máximo que puder antes de decidir abrir o menu.

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Dead Space possui muitos dos elementos que transformou Resident Evil referencia do gênero, mesmo não sendo o pioneiro – Costumo ser o chato que lembra as pessoas que Alone in the Dark veio antes com a formula do survival, mesmo que Sweet Home tenha sido o pai de todos.

Oras, estou fugindo do assunto.

CONCLUSÃO

Dead Space

O jogo é visceral e assustador, uma experiência maravilhosa para qualquer um que adore levar sustos e aprecie doses cavalares de gore.

Desmembramentos por conta dos necromorphs, meteoritos que arrancam sua perna ou braços, inimigos que decepam sua cabeça e assumem seu corpo. Há todo o tipo de atrocidade inimaginável prestes a acontecer em cada esquina dentro da USG Ishimura, e que vai te frustrar.

Tudo isso embalado por uma trilha sonora que consegue abraçar todos os elementos e entregar uma experiência rica e satisfatória. Bem, se você ainda não jogou Dead Space, saiba que o jogo merece sua atenção, mesmo que o terceiro título tenha derrapado na curva.

Joguem Dead Space!