Escolhi 12 Jogos que me frustraram durante a infância por conta das diversas vezes aquela jogatina descontraída se tornou uma tortura ao ponto de me deixar com um desejo enorme de espancar os programadores até a morte enquanto cantarolava a musica “Unicamente” da Débora Blando.

Por que de Débora Blando? Eu não tenho a miníma ideia, talvez porque gosto bastante e me remete a momentos tranquilos.

Deixando esse detalhe de lado, acontecia simplesmente pelo fato do jogo ser criado unicamente para o prazer de deuses como Chuck Norris e Steven Seagal poderem brincar sem destruir o universo.

Recordando esses momentos de extrema raiva eu decidi selecionar os jogos mais frustrantes que já joguei. Todos aqueles games que fizeram com que o Woo aqui chorasse lágrimas de sangue ou implorasse pelo game over supremo

Aproveitem!

CONTRA – NES

Contra é um game que 98% da população mundial não foi capaz de zerar, sem o truques de vida ou mesmo save state, e os outros 3% que alcançaram essa proeza são compostos por pessoas geneticamente modificadas.

Eu faço parte dos 98 % que não concluiu sequer com os truques, tentei por diversas vezes chegar ao fim desse game sem save state ou mesmo código de vidas mas só encontrei dor e raiva no processo.

Pensei que o problema era eu mas percebo que o problema é o jogo, ele foi feito com o intuito de traumatizar os jogadores a ponto de recorrer a jogos mais fáceis.

Esse jogo me faz sentir muita saudade das barras de energia e os cabelos que perdi no processo.

CRASH BANDICOOT – PSONE

Comecei a jogar Crash Bandicoot novamente no inicio do ano mas o progresso tem sido lento, muito lento. Claro, a falta de tempo contribuiu bastante, mas o real vilão é a dificuldade.

Há fases que apesar de serem muito bem elaboradas, possuem um grau de dificuldade que beira ao insano. Não importa o quanto você treine o pulo, você vai cair porque achará que está na linha da madeira ou rocha.

Destaco a fase “Road to Nowhere” que me fez arrancar os cabelos muitas vezes, eu sofri horrores até chegar ao fim dela. Tudo bem que a “Boulder Dash” também deu um pouco de trabalho assim como a “The Lost City“, mas isso já é outra historia.

Crash é um jogo muito bom em diversos pontos, seja graficamente ou musicalmente, alias, eu adoro todas as musicas. Principalmente a Boulder Dash e Neo Cortex.

ULTIMATE MORTAL KOMBAT 3 – SUPER NES

Muitos devem estar se perguntando nesse exato momento “Que? Mas porque diabos tu acha que UMK3 é difícil? NOOB”. Calma meu caro milenial que vou me explicar.

Na época em que o joguei, não importava o quão bom fosse suas habilidades no joystick, jogar UMK3 na dificuldade máxima era uma missão quase impossível.

Mesmo gostando do game, até nos dias de hoje eu sou massacrado pela maquina na dificuldade máxima.

Olha, eu era um excelente jogador no controle de Ermac, um dos meus personagens favoritos. Se bem que ultimamente ele tem beijado o chão com mais freqüência, o tempo andou atrofiando minhas habilidades.

UMK3 era tão popular por aqui que o primeiro campeonato de games que rolou em minha cidade, lá pelos meados de 1996, o jogo escolhido dentro da franquia por maior numero de votação.

Sim, eu tinha 12 anos e fui humilhado por um cara três anos mais novo que eu no torneio. Fazer o que, surpresas da vida.

RESIDENT EVIL – PSONE

Antes mesmo de Resident Evil nascer, nós tínhamos games de horror como Sweet Home e Alone in the Dark, só que nenhum desses títulos causou tanto terror quanto RE foi capaz de trazer ao mundo.

Esse primeiro titulo eu considerado extremamente difícil  se comparado os seus jogos posteriores. Jogar com o Chris Redfields, é abraçar a dificuldade e chamá-la de amigo, pois você inicia a aventura portando apenas uma faca! E quando você encontrar um arma, ainda terá que lidar com a escassez de munição durante todo o game.

LEIAM – Por que Resident Evil é uma franquia de filmes ruins?

Serei sincero, até o presente momento, eu nunca consegui completar o game jogando com o Chris, compreendo que ele é resistente fisicamente mas a ansiedade acaba comigo e isso me impediu de fechar o game com ele!

Sim, sinto vergonha de mim mesmo…

YO! NOID – NES

Um homem de 40 anos fantasiado de coelho e com um problema sério de vicio em pizza, além de uma coragem descomunal para sair pelas ruas utilizando de um IO-IO como arma.

Isso é YO! NOID.

Poderíamos deduzir que o jogo a primeira vista parece mamão com açúcar, mas essa ideia passa logo depois de 2 minutos de jogatina. Detentor de fases dificílimas e uma saúde extremamente frágil, o nosso herói pode vir a óbito até mesmo com um espirro ou brisa mais forte.

Também é alérgico a peixes, pássaros e quase tudo que respira ou não.

Esse jogo conseguiu levar crianças e adultos em busca incessante por terapia na época de seu lançamento, pois ele foi considerado um dos games mais difícil do NES.

Tamanho sucesso garantiu que ele sempre seja listado quando alguém resolve fazer uma lista como essa que você está lendo. Não acredita? Vai lá jogar depois volta aqui.

SHADOW OF THE BEAST – MEGA DRIVE

Shadow of the Beast foi desenvolvido pelo próprio demônio aos finais de semana e que por sinal, também é o chefe final do game. E eu só sei disso porque fui ver no YouTube, não tenho habilidades pra fechar o game.

Se vocês choraram com Yo! Noid, pode ter certeza que esse aqui vai te fazer usar fralda e dizer “papa, fiz pipi”.

É tanta coisa atacando você ao mesmo tempo que só imagino alguém com diversos olhos ou um alienígena, aquele tipo de cara que joga um único game por tantos anos que passa a chamar a equipe de desenvolvedores de pai e mãe.

Eu gosto de um desafio, mas ele tem de se manter divertido e não me deixar frustrado a ponto de chorar. Sério. Um dos poucos games que nunca mais quis jogar de novo.

THE IMMORTAL – NES

Um game frustrante até o osso e que destruiu minha vontade de continuá-lo depois de diversas mortes.

Morrer em um game é algo extremamente comum, mas The Immortal leva isso a um nível lazarento. Fui morto 20 vezes por uma maldita minhoca que insistia em me comer logo no começo do jogo. Um passo errado e lá vinha à minhoca serelepe comer o velho.

Bem, mas a dificuldade é exatamente essa dos atrativos do game e ela faz bonito de se ver, posso dizer que fiquei surpreso com o fato desse game ter chegado ao NES. Quem diria que a Nintendo deixaria um game desse chegar a biblioteca.

De qualquer modo o foco aqui é a dificuldade cabeluda do jogo que me impediu de prosseguir na jogatina, então, para ao menos saber o que acontece, optei por acompanhar as jogatinas do Cosmão do SHUGAMES que zerou o game em um Retro Challenge e registrou o passo-a-passo para nós meros mortais.

BLACK – PLAYSTATION 2/ XBOX

Conheço algumas pessoas que zeraram esse game, mas eu particularmente nunca consegui chegar ao seu fim, mas conseguia me diverti muito com BLACK.

O jogo tem um desafio elevado, mas o maior problema aqui é a minha habilidades com FPS, que equivalem a de uma tartaruga idosa tentando dar umazinha.

O game é ótimo e provavelmente os amantes de FPS não devem ter sentido tanta dificuldade. Eu me diverti muito jogando, mesmo não saindo da terceira fase, mas o que importa é que pude explodir coisas e ter armas de grosso calibre em meu poder.

BLACK é considerado um FPS obrigatório a todo gamer,  independente de eu ser um tomate jogando ele.

GHOULS’ N GHOST – MASTER SYSTEM

Eu sou um cara de cabeça-quente apesar de possuir uma expressão facial serena e fofa, algo que se perde quando me frustro com um game. A expressão serena dá lugar a urros, berros, e me transformo em um gordo sensível e chorão.

No tempo que morei sozinho, uma vizinha preocupada veio até
meu portão saber se estava tudo bem comigo. Foi constrangedor, apenas acenei com a cabeça e voltei a jogar urrando e berrando.

Maldito Ghouls’n Ghost!

Mas sabe qual foi a maior frustração aqui? Descobrir que essa versão é a mais fácil.

Mereceu lista entre os 12 Jogos que me frustraram durante a infância.

DRAGON WARRIOR III – GAME BOY COLOR

Esse game eu comecei a pouco tempo no emulador de Game Boy Color para Android, mas o seu problema logo de cara é que ele te joga para batalhas com até sete inimigos ao mesmo tempo.

O que te obriga a fugir muitas vezes com o rabo entre as pernas, isso quando você consegue correr e não acaba morto.

Sabemos que dificuldade é uma das marcas registradas da franquia Dragon Warrior, mas Dragon Warrior III é um game que requer muita paciência e dedicação, pois é impossível seguir adiante sem passar um bom tempo upando o protagonista.

Acho que preciso pensar melhor se levo essa jogatina adiante.

DOOM TROOPERS – SUPER NES

DOOM Troopers não é um titulo muito conhecido mas que causa um sentimento misto em que o conhece. É um jogo que encará-lo sozinho pode se tornar uma tortura, mas seu modo cooperativo é muito divertido mesmo diante da dificuldade.

Com fases complicadas e chefes que vai fazê-lo socar o chão algumas vezes, ele entrega um jogo bacana e com um design peculiar. Na boa, a primeira fase parece a do DONKEY KONG COUNTRY mas com ciborgues que sangram óleo.

Há uma fase em especial que foi o meu inferno pessoal e que acabou com minha vontade de prosseguir: A fase da bomba relógio.  Tentar chegar até certo ponto do mapa antes de uma bomba explodir foi o meu inferno astral.

É divertido, difícil pra cacete mas ainda bem charmoso.

NINJA GAIDEN – NES

Ninja Gaiden é difícil pra cacete, mais por conta dos inimigos que se atiram contra o personagem de tudo quanto é direção.

Tudo que se move na tela é pra te matar, seja o boxeador, os pombos e até os namekusei que atiram crucifixos no Ryu. Eu comi o pão que o diabo amassou para conseguir avançar um pouco mais no game, não a toa que prefiro a versão do Master System.

Eu tentei chegar ao fim desse game mas acabei deixando para lá, até porque começou a chegar em um ponto em que parou de ser divertido pra mim.

LEIAM – Shinobi | O maior e melhor ninja do Master System

Ninja Gaiden pode ter transformado a vida de muitos gamers em um inferno, mas por conta do desafio que é fechar o jogo, que acabou tornando-se um dos grandes titulo do Nes e posteriormente SNES.

Quer saber mais sobre Ninja Gaiden? Saiba que o blog Nostallgia Brasil abordou todos os títulos da franquia. Dá um pulo lá conferir.

CONCLUSÃO

Espero que tenham gostados dos 12 Jogos que me frustraram durante a infância e deixem sua lista nos comentários com os jogos que os frustraram. Esses dai só foram alguns, tenho certeza que se eu pensar mais um pouco consigo aumentar a lista e fazer um novo post.

Author: Diogo Batista

Criador e Editor-Chefe do Arquivos do Woo, é um eterno rabugento. Opta por investir seu tempo entre games, filmes, livros e sua família à perder tempo discutindo na internet.