Project Judge | Analise da demo do mais novo jogo dos desenvolvedores de Yakuza


Antes da Tokyo Game Show, a Sega revelou um novo jogo dos criadores de Yakuza, intitulado Judge Eyes, no qual encarnaremos um advogado em busca de justiça. Claro, a apresentação estava com tradução simultânea e a parada tinha tanto cringe que eu não consegui assistir a um minuto do vídeo ali presente. Felizmente, a SEGA of America liberou um trailer com legendas em inglês, logo um pouco de contexto nos foi jogado.

Mas essa não é a razão pela qual você está lendo esse texto, mas sim porque você quer saber as primeiras impressões de alguém que JOGOU a demo do jogo, disponível na PSN japonesa.


Primeiramente vou ser honesto, minha experiência com a série Yakuza é limitadíssima, constituída de uma jogatina do Yakuza 2, muito tempo atrás, algumas horas do Yakuza Dead Souls e a demo do Yakuza 0. Eu não joguei o resto da série porque... Eu só fui conseguir o PS3 em 2015 e o PS4 agora em 2018.

O clima do jogo é uma versão menos espalhafatosa de Yakuza. Sim, o universo é o mesmo e Kamurocho é reconhecível logo de cara, mas as cores do cenário parecem mais sóbrias. A demo não nos dá tantos detalhes da história, apenas a cena de abertura (disponível no trailer) que nos apresenta os personagens principais, entre eles o protagonista Takayuki Yagami, um advogado de defesa que conseguiu uma reviravolta milagrosa em um tribunal cuja taxa de condenação era de 99% dos casos.



Só que a vida de Yagami vira de pernas pro ar quando esse mesmo cliente (Okubo, pelo que consegui entender) foi preso novamente, dessa vez por matar a própria namorada e incendiar a casa dela. Naquele momento, a carreira de advogado de Yagami não significava mais nada (ele ficou conhecido como um advogado que deu liberdade a um assassino), Passam-se três anos, e nosso advogado agora trabalha como detetive, podendo usar uma roupa e penteado mais legal que o da época de cosplayer de Phoenix Wright

A mecânica do jogo é fácil de entender, se você tem familiaridade com a série Yakuza, golpes, combos e contra golpes funcionam da mesma maneira, e um tutorial bem didático ensina a quem é novato na série a se familiarizar com o combate. É simples e em pouco tempo você poderá bancar o Bruce Lee, o Jet Li ou a Negra Li.



A Navegação pela cidade, novamente, é igual Yakuza, vá do ponto A ao B, tendo liberdade de explorar como quiser, mas na demo, obviamente a área é limitada e a progressão na mesma é linear. 

Como a temática de jogo é de detetive, algumas novas mecânicas foram introduzidas, como a do reconhecimento de suspeitos, na qual você recebe um retrato falado do suspeito e deve encontrá-lo na multidão. É fácil, com o R2 você dá um zoom e usando o analógico direto, direcione a mira. Quando surgir um ponto de interesse (alguma pessoa), um ícone com o botão de ação (X em console ocidental, O em console japonês) irá surgir e você pode fazer o reconhecimento, o sistema irá bater as características da pessoa com a do retrato falado. Eu expliquei de maneira complicada, mas na verdade é bem simples, e um sistema semelhante é utilizado na ativação do drone em um ponto da demo.

Se haverá um sistema de drone no jogo final, ou se será coisa de cutscene, só o tempo dirá.

Por fim, outra coisa mostrada na demo, é o sistema de perseguição de suspeito, que funciona mais ou menos como um jogo sob trilhos, onde controlamos apenas a direção do personagem, da esquerda pra direita e nos desviamos de obstáculos em quick-time events, coisa que não sei se tem em Yakuza.



Agora, minhas considerações sobre a demo e algumas outras coisas que não estavam na demo. Recentemente eu joguei a demo do Fist of the North Star: Lost Paradise, e mesmo os jogos usando a engine de Yakuza, são dois jogos com o gameplay completamente diferente, mesmo o combate sendo parecido. Judge Eyes tem um combate menos galhofado que um Yakuza, ainda que seja possível acertar alguém com uma lata de lixo. 

A demo tinha pequenos problemas de taxa de quadros em certos pontos, especialmente assim que o jogo faz a transição para Kamurocho, mas são detalhes que podem ser remediados até dezembro. As minhas dúvidas são relativas a coisas da temática do jogo que não foram mostradas. Será que teremos um sistema de controle dos drones? E tribunais? Eles farão parte do gameplay de Judge Eyes?



Por fim, o jogo traz um caso de assassinatos em série, que é o foco principal da narrativa, se eles estão ligados com a morte de Emi (A namorada de Okubo), só veremos na versão final... Mal posso esperar pra socar meliantes virtuais.  

Judge Eyes é exclusivo de PlayStation 4 e sairá em Dezembro de 2018 no Japão, e em 2019 no ocidente, com o nome provisório de Project Judge.

Abaixo você pode conferir o gameplay em meu canal do Twitch, alias, não deixem de se inscrever:


Assista a Judge Eyes - Novo jogo da equipe de Yakuza de MrSancini em www.twitch.tv

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