5 Motivos para você comprar um Dreamcast


Fazia algum tempo que não trazia um novo artigo da seção "5 Motivos para Comprar", apesar de ter rascunhado vários deles, não os concluía por ficar na dúvida se esse tipo de artigo ainda interessava aos leitores do site.

De qualquer modo decidi assim mesmo dar continuidade e, de acordo com o feedback que este artigo receber, estarei trazendo sobre outros consoles. Então é isso, vamos aos motivos pelo qual você deveria investir seu suado dinheiro no Dreamcast, um dos meus consoles favoritos do passado.

Bicho, você não é obrigado a nada, relaxa, existe emulação para isso, caso não queira comprar um console. E não. Não tenho acordo com nenhum vendedor de consoles usado. Respondido suas dúvidas?

Show, então vamos lá!



Uma das coisas que assustam os interessados em adquirir um console da geração passada é o valor pedido pelos vendedores. Eles tratam sua mercadoria como objetos "raros" e pedem um preço exorbitante, principalmente se estiver na caixa com isopor e tal.

Por sorte algumas pessoas ainda possuem bom senso e vendem o console a módicos valores de 200 a 350 reais com controles e VMU (O Memory card do console), o que é um preço bem justo em minha opinião. 

Mas infelizmente não existe uma formula mágica para se conseguir um preço que agrade a todos, exceto garimpar em sites como Mercado Livre, OLX e grupos de venda e troca no FB. Por isso recomendo que antes de comprar qualquer console, é bom não se deixar levar pela ansiedade de pegar o primeiro que surgir. 

Pesquise por um tempo, acesse fóruns e sempre, mas sempre verifique a avaliação do vendedor no fórum, grupo ou seja lá onde você estiver pensando em comprar.



Todo console em algum momento vai precisar daquela manutenção marota, infelizmente. Mesmo que existam  casos de pessoas que compraram o aparelho e nunca precisaram recorrer a manutenção, em outros, o sujeito teve de reparar após alguns meses de uso. É quase uma loteria, mas de qualquer forma é bom ficar esperto quanto aos valores das peças de reposições.

No caso do Dreamcast e demais consoles a disco, o problema mais comum ocorre não canhão de leitura. E os preços do leitor do DC costuma oscilar de 25 a 140, isso no mercado livre. Queria entender o porque, mas é aquela coisa de oferta e demanda. Claro, uso o ML como parâmetro de preço por ser um dos sites mais acessados no quesito busca de peças pra videogame, mas você pode encontrar preços mais acessíveis em outros lugares também.

Por isso na hora de comprar recomendo que você sempre dê preferencia a consoles em bom estado e de vendedores bem avaliados.



Eu adoro o design do controle do Dreamcast, e o listo como um dos mais bonitos até os dias de hoje. E talvez o seu único problema era o fato de que quando se instalava todos os add-ons que encaixam no joystick, o controle se tornava pesado e levemente incomodo. Por sorte com apenas um VMU em cada controle você conseguiria jogar tranquilamente.

Não que o rumble pack fosse inútil, pois eu era louco que meu pai comprasse ele, mas quando tivemos um, não era tão legal e útil quanto imaginava. Só pesava mesmo.

Um detalhe curioso do joystick é o fio saindo na parte debaixo e com um encaixe para ele nas costas do controle. Curiosamente não lembro de ter tido problema algum com o controle, creio que esse design foi pensado para evitar a quebra do fio. Coisa que era bem comum naquele tempo.

Bem, só posso dizer que adoro esse Joystick.



Uma parte importante de qualquer console dessa época eram seus jogos exclusivos, isso porque o multiplayer competitivo estava engatinhando ainda e os consoles ofereciam mais recursos para jogatinas locais. 

Oh! Foi uma época boa, muito boa.

O Dreamcast oferecia entrada para até quatro jogadores simultâneo e inovava ao oferecer uma rede online, algo até então único nos consoles de mesa. Isso sem dúvida foi um belo diferencial, pois graças ao serviço, eu e um grande número de jovens tivemos acesso a salas de bate-papo, onde arrumava namoradinhas e combinávamos partidas.


Lembrando que naquele tempo a net era discada e só acessávamos o serviço depois da meia-noite, então podemos dizer que praticamente só jogávamos cooperativo offline aqui no Br, pelo menos nós que não podíamos pagar a conta de telefone alta.

Bem, mas vamos agora falar dos jogos da biblioteca do Dreamcast que fizeram a diferença em minha vida e talvez na de muitos outros:



Sword of the Berserk é um dos meus jogos favoritos da plataforma, senão o melhor em minha opinião. Graças a esse título eu tive conhecimento da obra de Kentaro Miura, e hoje sou um fã confesso, mesmo que essa história do jogo seja apenas um spin-off esquecido.

O jogo é um hack'n slash onde você enfrenta vários inimigos de uma só vez, o que torna o uso da gigante espada "Dragon Slayer" muito divertido. Nada como cortar vários inimigos ao meio ou atirar com um canhão de mão e explodir o inimigo em pedaços. Certo, não era um jogo para crianças, e eu era um adolescente que ficou fascinado com o que era possível fazer no jogo.

Um ponto interessante é que o personagem Gutt's, possui um medidor de fúria e quando cheio, não importava o lugar que você estivesse, ele conseguiria causar um dano monstruoso. Se estivesse em lugares pequenos e apertado que antes a espada batia contra a parede, quando a barra ativado a barra de fúria, ele simplesmente ignorava a física e arrancava faíscas com a espada, atingindo o inimigo com uma fúria linda de se ver. 


Sem dúvida é um jogo que deveria ser relançado nos dias atuais, mas que enquanto não acontece, é uma aquisição indispensável para quem compra um Dreamcast.



The House of the Dead 2 foi um jogo que conheci através do disco com várias demos que acompanhava o console. Eu já conhecia o primeiro jogo por conta de matérias em revistas antigas, então quando pude ter acesso a ele foi só alegria.

Pode ser um título que não agrade a todos por se tratar de um rail shooter (o personagem segue um caminho já determinado e você só precisa destruir o que surgir em sua frente), mas é um dos bom. O título me garantiu muita diversão, principalmente por ser possível destruir várias partes dos inimigos na bala e o desafio. 

Talvez jogá-lo sozinho possa não ser tão divertido devido a dificuldade, não é impossível terminá-lo jogando só, mas sem dúvida vai exigir de você. Os únicos pontos negativos desse título são a dublagem merda e a ausência de sangue, porque de resto é diversão garantida.

Com o fim do Dreamcast suas sequencias saíram em diversas plataformas, mas infelizmente conseguiu muita atenção por ser um gênero que não capta a atenção da garotada de hoje em dia.




Spawn In The Demon's Hand é praticamente um Smash Bros, mas com armas e demônios e uma arena muito maior em 3D pra você percorrer. Foi um dos games que mais joguei com minha família e amigos.

O número de personagens conhecidos da HQ's era outra coisa que me surpreendeu, pois foi a primeira vez que conferi todos eles juntos em game. Um ponto interessante é que os personagens possuíam especiais, sendo que se você estivesse controlando o Violator na forma demônio, você podia comer os inimigos matando-os instantaneamente.

O jogo era tão bacana que até no modo single era divertido de se jogar. É outro título que ficou restrito a plataforma e seria muito bem-vindo nos dias de hoje graças ao online. Sem dúvida esse é um game que merece a atenção de qualquer proprietário de um Dreamcast.



ChuChu Rocket! foi um jogo que pensei bastante se o colocava aqui ou não, pois cogitava dedicar um artigo só para ele, mas mudei de ideia.

Esse jogo é simplesmente viciante e de longe um dos puzzle games mais desafiadores que joguei no console. Sem contar que o visual é uma fofura só. Na época era possível você jogar contra jogadores em um modo competitivo que lembrava Bomberman, mas que ao invés de bombas você usava setas para enviar gatos ao desafiantes ou ratos para seus foguetes.

Quem vê o game de longe pode até se enganar com o visual cartoon, mas não sabe o que lhe espera. O jogo realmente te cobra raciocínio para que consiga avançar pelas fases que só se tornam mais e mais difíceis. 

O jogo chegou a ser lançado para celulares com android e iOS, e também saiu no Game Boy Advance. Infelizmente hoje você não o encontra mais no Google Play, porque foi removido por alguma razão que não me dei ao trabalho de pesquisar - Eu chuto que seja porque a SEGA está relançando os jogos via SEGA Forever. Mas sem dúvida é um game que vale a pena ter o disco do console, pelo menos é o que irei fazer assim que adquirir meu DC.



Shenmue é simplesmente a razão pelo qual algumas pessoas compraram um Dreamcast naquela época. Um dos primeiros jogos mundo aberto com foco em uma narrativa, se é que dá pra considerá-lo pioneiro nesses gêneros. O jogo pode ser encarado como um rpg moderno, pelo menos é o modo como muitos costumam enxergá-lo, mas eu acredito que Shenmue foi um divisor de água para muito ou quase tudo que veio depois dele nas gerações seguintes.

O jogo era incrível visualmente e esse era realmente o objetivo da SEGA, oferecer um título que mostrasse todo o poder do console, para que eles pudessem bater o pau na mesa da concorrência e mostrar aos amiguinhos que ela tinha o maior... me refiro maior poder gráfico, calma!


Shenmue é um jogo bem longo e  que nos dava liberdade para fazermos muitas coisas pela cidade, além de interagir com absolutamente quase tudo no cenário. Algo inédito até então. 

Bem, infelizmente nunca terminei o jogo devido a um risco no disco 2... É, aquilo me deprimiu de tal forma por nunca conseguir ir adiante. Por sorte ele irá ganhar uma remasterização para os consoles atuais, mas se você tem um DC, sem dúvida é um obrigatório.



Skies of Arcadia foi aquele rpg de turnos que eu simplesmente não dava nada, mas como eu amo o gênero resolvi pegar em uma das locações de sexta-feira e fui surpreendido. Os personagens são incrivelmente carismático e a história realmente prende o jogador. Mesmo sendo um jogo baseado em turnos, o que não me incomoda em nada, talvez possa agradar você que não goste, pois o jogo não oferece um desafio extremo.

O jogo também não é gigantesco ao ponto de consumir horas e horas da sua vida, e consegue te divertir ao ponto de fazer com que você o jogue novamente mesmo após terminar. Dá pra dizer que se você já é um fã do gênero, será uma experiência única. É um must have para qualquer dono de um DC, e gosta de rpg.

O interessante a cerca desse jogo é que muitos o consideram como o melhor rpg do console, não que eu discorde disso, mas eu não tinha ideia de que o jogo era tão cultuado. E apesar de ser um exclusivo da SEGA, ele foi portado dois anos depois para o Game Cube onde recebeu o título de Skies of Arcadia Legends.

Caso queiram uma analise mais completa sobre o jogo, saibam que o RETROPLAYERS produziu uma excelente artigo sobre a versão do Game Cube, para acessá-la basta clicar aqui.




Read 2 Rumble Boxing Round 2 é um dos meus jogos favoritos sobre boxe, senão o melhor que já joguei até os dias de hoje. É, eu sei que ele saiu para PlayStation e N64, mas o Dreamcast tem a melhor versão do jogo entre os dois citados.
Eu posso dizer que Read 2 Rumble seria uma versão melhorado do clássico Punch Out da Nintendo. É quase impossível não lembrar desse clássico enquanto jogamos, e acredito que esse seja o motivo que torne o jogo tão especial. Ele não se leva a sério, tudo é uma galhofada só. E ver o seu personagem comemorar faltando dentes ou com a cara toda roxa não tem preço.

Talvez ele não seja um must play para alguns gamers, mas eu gosto tanto desse jogo que precisava indicá-lo. Se  ainda não conhece, então dê um chance e garanto que vai se divertir.



Eu não espero que ninguém saia daqui correndo comprar um Dreamcast, mas esse tipo de artigo serve para relembramos um pouco do console e algumas das perolas que ficaram restrito a ele. Foi o último console da SEGA durante a briga com o PlayStation 2 e Nintendo 64. Infelizmente depois disso ela desistiu e tornou-se uma Software house, produzindo jogos e portando títulos clássicos para outras plataformas.

Foi triste ver a SEGA sair da briga, principalmente porque o Dreamcast tinha um baita potencial. Um console que a galera estava conseguindo fazer emular outras plataformas como Game Boy e até mesmo o PlayStation. É, também fiquei surpreso.

Um fato curioso é que alguns fãs estão produzindo jogos novos para o console, só em 2017 foram vários jogos. É ótimo ver que a comunidade de fãs ainda se dedicam a manter o console vivo.

Talvez os jogos não sejam razões suficiente para você comprar um console antigo, mas ele poderá ajudá-lo a encontrar alguns jogos bacanas para emular. Tenho certeza que alguma pessoa pode se sentir motivada a adquirir o console, porque ele é bonito e vale a pena ter na coleção, isso se você coleciona, oras. De qualquer modo foi muito bom escrever esse artigo e revisitar alguns dos jogos da biblioteca.

Espero que tenham ao menos se divertido com o artigo, e caso discorde de algo, sinta-se convidado a comentar. Ou mesmo apontar sua lista de jogos que vaila a pena ter na plataforma.

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