28 de fevereiro de 2016

UZUMAKI | A ATERRORIZANTE OBRA-PRIMA DE JUNJI ITO


Uzumaki é o tipo de mangá que você não consegue terminar o primeiro volume e seguir adiante. Você acaba voltando e lendo tudo novamente, só para não perder nenhum detalhe na trama desenvolvida por Junji Ito.

E pensar que a primeira vista eu ignorei esse fantástico mangá e seu universo tenebroso e repleto de espirais, simplesmente por pensar que seria repleto de assombrações cabeludas. Bem, eu errei, mas cá estou compensando o erro e compartilhando minhas impressões desse mangá de horror obrigatório aos amantes do gênero.

Antes de mais nada, Uzumaki significa espiral e se você lembrou de Naruto, provavelmente sua cabeça está explodindo em mil pedaços. É, ele se chama Naruto Espiral, lide com isso.


A história de Uzumaki tem inicio na cidade de Kurôzu e foca na adolescente Kirie Goshima (Dei o nome Kirie a minha gata em homenagem a protagonista) que vem notando um estranho comportamento das pessoas e até mesmo objetos - O excesso de redemoinhos já me assustaria, sério.

Inicialmente ela acredita que seja apenas coisa da cabeça dela, porém, seu sogro passa a ter uma obsessão por objetos que contenham a forma espiraladas. Um dia enquanto voltava da escola, ela avista um homem em um beco e ao se aproximar percebe que é seu sogro. Ela chama por ele e nota que seu comportamento é motivo para camisa de força e terapia de choque e que ela deveria ter ido embora pra casa de ônibus.

Assustado com a visão do sogro revirando os olhos, ela foge e durante a tarde avisa o namorado, Shuishi, que não se surpreende e alerta que havia notado o comportamento estranho do pai. Shuishi sugere a Kirie que fujam da cidade porquê está com um pressentimento muito, mas muito ruim mesmo.

Kirie rejeita a ideia e convence o pobre rapaz de que surras e terapias de choque podem conter a loucura que esta se espalhando pela cidade de KurôzuPobre Shuishi, ao menos você tentou. 

No decorrer da história o casal enfrenta os mais diversos e assustadores tipos de pessoas e transformações.


O mangá Uzumaki é constituído por 3 volumes e foi distribuído no brasil pela editora Conrad. Esse mangá é considerado por muitos a obra-prima do autor Junji Ito, que é especialista em histórias de horror e tem em seu currículo outro perturbador mangá chamado Gyo, que ainda abordarei aqui no blog.

O nível de detalhe nos desenhos realmente conseguem causar desconforto, principalmente no caso das grávidas, que tenho como um dos momentos mais perturbadores de todo o mangá. Só para ilustrar, imagine como seria retornar um recém-nascido ao seu local de origem.

É, eu também fiquei chocado.

Uma adaptação do mangá foi feito no ano de 2000, mas é tão ruim que pensei em lavar meus olhos com água sanitária. Eu ainda escreverei mais a respeito do filme, só preciso criar um pouco mais de coragem para assistir novamente.


O mangá não é recomendado para menores de idade devido ao seu teor violento, então se você já é rapazinho e gosta de sentir medo ou virar a cara com cenas tensas e violentas, saiba que Uzumaki é uma ótima opção de leitura.

Mas nunca se esqueçam, fiquem longe do filme em nome de tudo que é mais sagrado, aquilo não merecia ser ligado a essa magnifica obra. Eu espero que Tomie dê cabo nos responsáveis por aquele filme.

27 de fevereiro de 2016

BINARY DOMAIN | A SURPRESA DO FINAL DE SEMANA [PC]


Recentemente a SEGA fez uma promoção muito legal chamada Make War Not Love 3: A Bloody Valentine, onde diversos jogos da publisher estão sendo oferecidos por um preço ótimo e outros de graça.

Bem, não se nega presentes, então acabei adquirindo seis jogos que me interessou nessa promoção, sendo os mais atraentes Jet Set Radio, iconico título lançado para o falecido console Dreamcast. Mas a surpresa foi Binary Domain, que eu nunca havia ouvido falar e se mostrou um  título de peso.

O jogo foi desenvolvido pelo mesmo estúdio responsável pelo excelente Yakuza (Que qualquer diria abordarei aqui), mais precisamente por Toshihiro Nagoshi. Talvez o tema mafia japonesa tenha cansado o bronzeado designer.

Binary Domain nos leva ao ano de 2080 no controle do sargento Dan Marshall, que além de ser o protagonista principal, também é o responsável por um grupo de mercenários oriundos de várias localidades do mundo como Reino Unido, China, Estados Unidos e França. A razão pela qual todos se reuniram é que uma empresa chamada "Amada" criou diversos robôs semelhantes aos seres humano, alias, não só semelhante, mas acreditam serem humanos. Resta ao seu grupo tentar acabar com os planos da "Amada" e destruir as Hollow Childs, que no caso é como esses humanos robôs são chamados.



O enredo é sensacional, você acredita que será apenas um jogo de ação em terceira pessoa com personagens clichés e tiroteio desenfreado e com roteiro feito para a novela das sete, mas quanto mais se avança na trama, mais profundo o jogo se torna.

Há um sistema de interação com os personagens do grupo. Você pode tomar a frente do tiroteio e ir dando ordens para que o cubram ou mesmo ataquem enquanto você se esconde. Mas o interessante é que você ganha pontos de amizade de acordo com suas respostas e ações. O nível de afinidade vai aumentando e você até mesmo pode se envolver romanticamente com um das suas companheiras, Tudo vai depende do seu desempenho e respostas durante o jogo.


O primeiro capitulo eu achei bem longo e cansativo, mas depois que você encontra com o grupo é só alegria, pois você passa para um ambiente aberto e a ação se torna mais frequente.



Os inimigos possuem diversos pontos que os despedaçam e em certos momentos você até se confunde se acertou um ou outro quando eles se aglomera, porque é pedaço de metal voando para todos os cantos. Cada ponto do inimigo recebe o impacto de uma maneira diferente, então você pode arrancar um braço, perna ou mesmo a cabeça e assistir o corpo atirando para todos os lados e acertando até mesmo os próprios companheiros robôs.

Claro, eles também podem correr de maneira suicida em sua direção e te assustar pra diabos!O design dos inimigos lembram muito os robôs do filme "Eu, Robô" que alias, é muito bom e vocês precisam assistir urgente. Tenho certeza que assistir a esse filme vai te dar um gás a mais pra jogar Binary Domain.

Outro ponto interessante do jogo são as armas que podem receber upgrades, mas infelizmente você consegue fazer upgrades apenas na principal, que no caso é uma metralhadora com um ataque secundário de energia. Quanto mais forte você a deixa, melhor o desempenho durante o combate e mais chances das garotas cederem ao seu charme de sargento fodão.



Bem, por mais que você queira seguir com outras armas, no final das contas você sempre precisa abrir mão dela para pegar um rocket launcher, porque sempre aparecerá inimigos robóticos gigantescos e metralhadora não dá conta dele - Acredite, eu tentei.

Você também pode comprar itens que melhorem a sua habilidade e a de sua equipe, o que dá uma pegada RPG ao jogo, visto que as melhorias podem tornar o seu personagem mais letal e resistente a pisada de robôs de 15 metros.

Sinceramente eu nem me importei com esse detalhe e paguei por isso ao ter que encarar uma nave gigantesca por quase 1 hora, então não faça como eu: Não passe horas destroçando androides e dando em cima da asiática do grupo e esquece de melhorar as habilidades e armas do grupo.



Agora resta torcermos para que a SEGA e o Yakuza Team resolva revisitar esse universo e nos trazer outro jogo. No próximo eles poderiam convidar o Sr. Schwarzenegger para uma participação como T800.

Binary Domain é o jogo que inicialmente vai querer fazer você desligar o console ( ou desinstalar caso jogue no PC), mas dê uma chance a ele e seja surpreendido por um enredo tão bem trabalhado que sua cabeça vai explodir.

O jogo foi lançado para Xbox360, PlayStation 3 e para o PC, que por sinal está com um preço ótimo na Steam. Vale o preço investido!

16 de fevereiro de 2016

DEADPOOL | INSANAMENTE DIVERTIDO E PROIBIDO PARA MENORES


Deadpool finalmente estreou e como sou um grande fã do personagem, eu não poderia deixar de conferir o filme nos cinemas - E porque minha esposa também queria ver o Ryan Reynolds.

Infelizmente não pude assistir o filme legendado, mas também não me arrependo, pois a versão dublada está ótima. É quase como ler as revistinhas em quadrinhos  do personagem traduzidas em toda a sua gloria e palavrões. Mas ainda assistirei ao filme em inglês!

Chega de enrolações e vamos direto ao ponto: Deadpool é do carai!

11 de fevereiro de 2016

PREACHER | FINALMENTE GANHA SÉRIE E O POVO RECLAMA


Depois de anos e anos de espera, finalmente a adaptação para TV de Preacher, ganhou o seu primeiro trailer (Que foi exibido 3 meses atrás). E aparentemente sua recepção foi um pouco morna e isso magoou meu coração. Eu esperava um impacto muito maior nas redes sociais, pois estamos falando de PREACHER!

Eu entendo que a geração bazinga não é um mar de cultura, e a maioria dos seus super heróis favoritos são aqueles que ganharam filmes, tipo o Deadpool que logo vai aparecer em imagens nada a ver com frases sem sentido, ou, substituir o Coringa dos malandros funkeiros.

Do que eu estava falando mesmo? Ah! Sim, PREACHEEEER!

A série conta a história do ex-pastor Jesse Custer (Dominic Cooper), que tá sem os cabelos cacheados e vivendo uma crise de fé. Mas que por obra do destino, durante a missa de domingo é possuído por uma entidade chamada Gênesis, fruto de uma relação proibida de um anjo e com o demônio. Quando possuído ele incinera (acidentalmente) todos os fieis da igreja, e resolve sair em busca da resposta: Por que diabos o pai celestial deixou o mundo se tornar essa merda e porque a vida dele tá tão fudida.
Jesse Custer
Graças ao Gênesis fundido em seu corpo, agora Jesse tem um dom, que irei chamar de a palavra. Basta ele pedir qualquer coisa a qualquer um, que a pessoa vai lá e faz. Tem a questão também que o céu está a procura da entidade.

Durante sua jornada para chutar a bunda de DEUS e escapar das garras dos lacaios do céu, ele encontra com personagens únicos e repleto de carisma, como o irlandês, Cassidy (Joe Gilgun), que é a porra de um vampiro. Não to falando de um vampiro afrescalhado que chora e fica brilhando sempre que uma luzinha bate na pele. 
Esse é o Cassidy
To falando de um vampiro beberrão que arranca a garganta das pessoas para beber o sangue, isso em um bom dia e se não tiver de ressaca. E depois bebe até cair de bêbado. Cês tem noção do quanto de goró é necessário para embebedar um maldito morto vivo?

Oh! Céus! Eu to hiperventilando!

Mas ainda falta uma das mulheres mais fodonas do quadrinho, Tulipa O'Hare (Ruth Negga), que bate em tanto macho que todo o Femen deve ter sorrido. E isso faz dela uma mulher forte? Claro que não, o que a torna tão foda é o fato de que ela encara qualquer merda durante toda a saga e sem abaixar a cabeça para personagem algum. 


Ela é namorada do Jesse e ainda assim o trata algumas feito um lixo, mesmo ciente de que o cara pode faze-la inalar a areia de todo o Texa, apenas dizendo algumas palavras.

Sério, o cara pode fazer isso, gente!
Essa é a Tulipa
Agora vocês conhecem os personagens principais da trama e eles não são iguais ao do quadrinho, e sinceramente isso não importa, contanto que a essência dos personagens estejam lá. Posso dizer que se os fãs do quadrinho esperam  por fidelidade a todo o conteúdo escrito por Garth Ennis (Criador do quadrinho), bem, é melhor tirar o cavalo da chuva. Temas como chutar a bunda de Deus não é algo que o povo digeri com facilidade e todos sabemos disso.

Seth Rogen é um dos responsáveis pelo roteiro, e que apesar de soar assustador, eu ainda boto fé em seu trabalho, pelo menos estou tentando. Creio eu que um cara que participou do controverso  A Entrevista, sem dúvida tem um pouco de senso com relação a importância de Preacher.

Não espero uma adaptação fiel, só que também não quero algo na pegada de The Walking Dead, que foi decepcionante. O povo ama, só que é questão de gosto, oras.

Obviamente eu queria uma série fiel, porém, eu já li o quadrinho e tenho certeza que todos reclamariam pelo fato da série ser previsível. Não teria graça alguma. E por isso venho procurando enxergar essas adaptações como uma chance de ver personagens que gosto lidando com situações diferentes. Quero ser surpreendido, então só tenho a agradecer pela oportunidade de ver uma HQ que gosto tanto se transformar em um seriado. E olha, tem suas vantagens. Se ela for um sucesso, finalmente poderei completar minhas coleção com os encadernados que serão lançados

MUAAAHAHAHAHAHA!

A série está prevista para Maio desse ano e eu mal posso me aguentar de ansiedade. Talvez mais para ver como será o Herr Starr e o Santo dos Assassinos. Também temos o Jesus de Sade e o sádico Odin Quinncannon, que será interpretado pelo ótimo Jackie Earle Haley, que já interpretou o Rorschach em Watchmen.

Resta agora ver como vai ficar o Cara-de-Cu!


9 de fevereiro de 2016

1º IMPRESSÕES| MAKING A MURDERER


Ontem decidi assisti ao documentário-série "Making a Murderer" do Neflix. Só para ver se realmente valia a pena dedicar um tempo para assistir aos 10 episódios, mesmo depois de ouvir tantos comentários bons a respeito.

Para minha surpresa a série consegue prender a atenção do telespectador muito facilmente. Em poucos minutos meu nervos estavam a flor-da-pele e eu desejava que o Justiceiro invadisse aquele condado só para ter uma conversinha com a policia.

Eu havia decidido assistir apenas o episódio piloto e acabei passando o dia todo. Recordo de adormecer no sétimo episódio e acordar desesperado para descobrir o que acontecerá com o caso de Steven Avery. Um cara que passou 18 anos de sua vida preso injustamente pelo crime de estupro, pelo simples motivo que a policia do condado de Manitowoc decidiu que culpá-lo ao invés de procurar o verdadeiro criminoso era mais prático - além de outros motivos pessoais.

A série foi produzida pelas documentaristas Moira Demos e Laura Ricciardi, que levaram 10 anos para concluir  o trabalho. No caso a série aborda os 18 anos da prisão e mais um novo caso que acaba por levar Steven novamente a prisão por homicídio.


O fato de ser uma história real que ainda continua se desenrolando no sistema judiciário americano realmente intriga. O telespectador acompanha do início ao fim todas o julgamento, que em minha opinião é enervante, pois diversas vezes eu bradei o quão retardado e cega a justiça é perante a provas e depoimentos sempre que isso favorecia ao réu.

Eu quero muito falar a respeito dos detalhes, Oh! Céus! Mas não posso por ser spoiler.

Talvez o ponto importante levantado pela série é o de que se alguém quiser  ver você preso, tenha certeza que não importa se tenha vinte duas testemunhas do seu lado, eles vão te prender. 

O caso de Steven me lembrou muito o do pobre Marcos Mariano da Silva, que fora preso injustamente em 1972 e foi solto apenas seis anos depois, em 1982, quando conseguiram prender o verdadeiro criminoso. Porém, três anos depois, em 1985,  Marcos foi preso novamente, dessa vez após um policial o reconhecer durante uma blitz, quando dirigia um caminhão. Dessa vez ele foi preso como foragido da justiça e passou 13 anos presos, sendo que durante uma rebelião no presidio, Marcos acabou ficando cego após ser atingidos por estilhaço de uma bomba de gás lacrimogênio atirado pela tropa de choque. O pobre Marcos foi solto só em 1998, após um mutirão judiciário descobrir o erro. Fora da cadeia entrou com um processo contra o governo estadual, mas acabou falecendo em 2011 de infarto, sem receber toda sua indenização.

Talvez o caso que citei não seja tão conhecido, porém, mostra que esse tipo de falha não está restrito apenas ao sistema judiciário americano.


Outro ponto do caso e que realmente causa vergonha alheia é o que foi feito com Brendan Dassey, sobrinho de Steven. Ele é coagido a alegar que participou do crime de assassinato da Teresa Halbach, mesmo que os vídeos do interrogatório mostrem claramente que o garoto tem problema de aprendizagem e que o investigador é quem cita sobre os assassinato, não Brendan.

Você se pergunta por diversas vezes se realmente os acusados são inocentes a cada nova prova que surge, o que sempre me levava a soltar um: Ooohhh!

Eu não quero me aprofundar mais na história, por isso recomendo vivamente que todos assistam a essa incrível e exclusiva série da Netflix

Será que Steven Averys realmente matou Teresa com o auxilio de seu sobrinho?