30 de agosto de 2016

MINECRAFT | NÃO É RUIM, SÓ MAL FALADO


Reclame, xingue, bata a cabeça no chão, mas é melhor começar a aceitar que Minecraft já vendeu mais de 100 milhões de cópias em todo o mundo. Não é surpreendente que um jogo que criticamos tanto e que possui vídeos imbecis feito por adultos agindo como crianças, nos faça revirar os olhos ao ponto de enxergar a nuca e cair ao chão babando?


SIM. Não dá pra evitar, pois desde que o YouTube foi tomado por milhares de vídeos sobre Minecraft, só de ouvir algo a respeito do jogo, logo me vem a mente aquele bando de retardado jogando e gritando feito hienas sendo violentadas por gorilas. Porém, alguns anos atrás eu ganhei o jogo original de um amigo - Que também tinha ganhado de outro amigo - que não jogava. Então aceitei, joguei uns 4 minutos e nunca mais mexi no jogo. Isso até algumas semanas atrás depois de assistir a um vídeo de amoeba que abriu meus olhos. Sim, aquilo foi importante, pois percebi que o problema não era o jogo e sim os idiotas.

Eu sei que você devem estar pensando que eu odeio os YouTubers de Minecraft, mas saiba que estão enganados, eu apenas acho que há muito conteúdo vazio. Oras, não vou me estender, apenas leia esse texto que escrevi a respeito:  YouTube Br - Onde Conteúdo vazio só Cresce.

Esse é o meu refugio no jogo
Percebo que muito da má impressão que tinha a respeito jogo estava ligado diretamente aos vídeos retardados que tive contato, então decidi voltar a jogar  e tentar encontrar os motivos certos para continuar não gostando do jogo.

Iniciado a jogatina a primeira coisa a se fazer foi criar armas e socar arvores até que essa sucumbissem as forças do meu punho pixelado. Essa parte foi fácil e porque nas poucas vezes que joguei no passado, me ensinaram, então consegui me orientar logo de cara. Só que enquanto derrubava as arvores na porrada eu decidi que meu personagem deveria ser alguém, então mentalmente eu criei uma historia para meu personagem.

Ele se chama Joaquim, um senhor de meia-idade que resolveu abandonar a sociedade após o falecimento de sua esposa. Amargurado se mudou para uma região isolada, onde passa seus dias sobrevivendo e explorando. Sim. É com esse enredo digno de um filme ruim que passaria na sessão da tarde, que venho passando algumas boas horas em Minecraft.


Eu sou um cara que é apaixonado por jogos de RPG, logo eu senti muito a ausência de um enredo ou algo me guiando para algo, mas depois de um tempo jogando eu me senti satisfeito.

Dai veio o problema de entender o sistema de "craftar", e muitas coisas eu aprendi na marra e achei extremamente interessante a quantidade de itens que podem ser criados. Outra coisa bacana foi o fato de que caminhar a noite é uma péssima ideia, pois há muitos monstros a espreita. O que é um ponto positivo, se você é pai. De uma maneira indireta ele explica que explorar locais escuros a noite pode ser perigoso.

Ai meu Odin!! Eu me transformei em um tiozão preocupado com as crianças!!

Bem... eu já falei que caçar e cultivar alimento é essencial?

O jogo ensina que para sobreviver é essencial se abrigar, caçar e escavar, caso você queira sobreviver. Também há um submundo, caso você queira visitar o capeta. 

Tá, não ficou convidativo essa última parte.

No geral eu consegui durar muitos dias e depois de construir uma casa, eu evito explorar durante a noite. Exceto nos caso em que Joaquim enche a cara e sai pelado no meio da noite. Ah, pobre e solitário Joaquim.


Certo, eu não tenho intenção alguma de ensiná-los a jogar ou contar as aventuras de Joaquim. Eu só quero mostrar a vocês que as vezes é preciso dar o braço a torcer antes de formar opinião baseada apenas em alguns vídeos. O jogo oferece um mundo enorme para você explorar, e que certamente vai te entreter por horas.

Hoje eu passei a enxergar esse tão mal visto jogo com outros olhos. Mas não se esqueça, deixe seu filho longe daquele retardado da amoeba. Sério, aquilo é doença, pode escrever que digo, antes dos 40 anos ele tá comendo merda e escrevendo nas paredes com sangue.

Sim, isso pode acontecer.

Bem, foi uma experiência curiosa jogar novamente esse jogo e compreender um pouco melhor a proposta. Claro, eu ainda não o tenho como um dos meus passatempos favoritos, mas sempre que posso visito esse mundo e desbravo um pedacinho dele. Talvez seja essa uma das razões pela qual eu me diverti e tirei um pouco do preconceito que tinha.

Por essas razões que digo: vocês podem se divertir muito ao jogar isso sozinho ou com seus filhos, basta deixar o preconceito de lado e se arriscar.

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