16 de março de 2016

RISE OF THE TOMB RAIDER - LARA CROFT VOLTOU E FOI PRA FICAR [XBOX 360]


Depois de duas semanas dedicado as jogatinas de Rise of the Tomb Raider, finalmente eu o terminei.

Rise of the Tomb Raider sem dúvida é um excelente jogo, mas que poderia ser muito mais se não pecasse por tentar agradar essa nova geração de gamers. E não se ofenda caro leitor, pois mudanças são necessárias e por se tratar de um reboot de um jogo antigo, essa adaptação é necessária para uma sobrevida da franquia


A versão que joguei foi a do Xbox360 e que para minha surpresa não ficou feia ou me desapontou em momento algum, exceto na cena de uma avalanche em que parecia uma imagem colada tremendo. Não sei dizer se foi o disco, console, mas foi hilário de tão estranho.


Outro ponto importante foi a personagem que recebeu um belo upgrade em seu visual e uma dublagem digna, realizada pela Fernanda Bullara, que além de uma excelente dubladora, ainda é uma fã incondicional da personagem. E sem fugir da dublagem do jogo, sinceramente está espetacular. Estou habituado a jogar tudo em sua língua original, mas Rise of the Tomb Raider é um jogo que vale a pena jogar dublado.


Enquanto no primeiro títulos enfrentávamos as adversidades de uma ilha com clima tropical, aqui Lara precisa enfrentar o clima frio e sua flora repleta de ursos, tigres e lobos e águas gélidas em busca da fonte divina - Um item que concede imortalidade a quem o obtê-lo, e que Lord Croft, o pai da Lara morreu tentando encontrá-lo.

Falando em urso, achei uma grande sacada forçar o jogador a enfrentar um poderoso urso logo de cara e sem bons equipamentos. O que me fez correr desesperadamente pela neve gritando: Ai Meu Deus! Ai Meu Deus!

O jogo também traz um sistema de criação de itens para o arco, como flechas venenosas, explosivas e incendiarias. O arco ainda continua sendo a melhor arma do jogo disparado, pois não existe absolutamente quase nada que você não o faça sem ele. Principalmente nos puzzles.

Estou pra dizer que em determinados momentos eu pensei que abandonaria a jogatina, por considerar alguns puzzles chatos demais, então lembrei que essa é a função dos puzzles, fazê-lo quebrar a cabeça. Mas depois de algumas horas de jogatinas decifra-se quase que instantaneamente o que deve ser feito, não importa os minutos que tome do seu tempo, quando se der conta é o mesmo sistema que deverá ser executado e isso acaba sendo meio tedioso.


É impossível não elogiar a beleza de Rise of the Tomb Raider no Xbox 360, que apesar de perder alguns pontos em relação a sua versão do Xbox One, ele segura a peteca firme e não faz feio. O cenário é muito vivo e tudo se movimenta, desde pássaros a esquilos, coelhos e outros bichos que não lembro o nome, mas que fora uteis para a criação de alguns equipamentos da Lara. 

Obrigado bicharada!

Eu tomei muitos sustos com os animais, porque encarar tigres não é uma tarefa fácil e topar com um despreparado é certeza de óbito, caso não consiga bolar um plano de fuga. Que por sinal, é outra sacada legal, pois quando você está correndo fugindo do tigre, pelo menos no meu caso, a primeira coisa que me veio a cabeça foi: Saltarei na arvores, atirarei uma flecha venenosa e saltarei atrás dele e eliminarei com a escopeta.

O jogo de oferece diversas maneiras de eliminar o seu alvo e brincar bolando estratégias é algo que me conquistou bastante.


Encarar inimigos cara a cara não é uma opção e o jogo oferece diversas maneiras de você executar o seu alvo, mas precisamos melhorar nossos skills antes de se tornar o Ezio Auditore, mas não vou entrar nesse assunto porque acho chato pra cacete escrever sobre isso.

Os inimigos humanos são uma tremenda dor de cabeça conforme se avança na história, pois começam a se blindar com armaduras e capacetes, então as vezes você está feliz em cima de uma arvores mirando com a flecha na cabeça do fio de rapariga quando de repente a flecha tira o capacete e o cara alerta o bonde dele. 

Fiquem ligados!

Isso não é de todo ruim por elevar o nível da dificuldade e não tirar a necessidade de se ter um chefão a cada final de evento, mas reconheço que senti falta, mas por tentar se prender um pouco a realidade, criar monstrengos enormes e blindados não seria uma boa para Lara.


A lendária cidade de Kitej (Essa cidade faz parte do folclore russo) foi um excelente escolha para ser o palco da nova aventura de Lara, que mostra a que voltou nessa nova geração de consoles para representar o sexo feminino e mostrar que mulheres são tão ou mais fortes que qualquer homem.

Rise of the Tomb Raider consegue ser superior ao primeiro título em diversos aspectos, porém, ao meu ver só falha em um ponto e que sequer posso expor aqui para não acabar com a diversão de quem está jogando.

Talvez ele não tenha um ótimo final e não tem mesmo, sério, mas  faz valer toda a aventura. Claro, eu queria algo mais grandioso, mas recomendo que espere pelo final dos créditos.

É sensacional! Jogue, vale a pena!

A boa notícia é que você pode ir se preparando para descobrir outra lenda local: A lenda de Baba Yaga.

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