18 de setembro de 2015

1º IMPRESSÕES | SOUTH PARK 19º TEMPORADA: Episódio Stunning and Brave


South Park acabará de iniciar sua décima nona temporada e o primeiro episódio não é menos polêmico do que toda a temporada anterior. Sim, eu não gostei tanto da décima oitava temporada por diversos motivos, mas não significa que tenha sido menos divertida.

A questão é que esse primeiro episódio: Stunning and Brave, apresenta uma crítica direta a essa nova onda de politicamente correto que atacam tudo e a todos. 

Isso, como nódulos cancerosos!

Nesse primeiro episódio a Diretora Victoria foi demitida e a escola contratou um diretor que colocasse a escola nos eixos, visto que sempre ocorreu problemas ligado aos preconceitos a minorias. O novo diretor, chamado apenas de P.C, que significa Political Correctness ou Politicamente Correto, caso não tenham pego. O novo diretor deixa claro que a escola vai mudar e nenhum tipo de preconceito será tolerado.

Diretor P.C
Inicialmente Kyle, Stan e Kenny acreditam que a ideia de punir qualquer tipo de discriminação é ótima, mas Cartman ignorou e acabou por levar quatro dias de suspensão após chamar uma garota de fluído vaginal. Kyle em seguida também foi punido e levou duas semanas de suspensão por dizer que Caitlyn Jenner não é uma heroína.

Provavelmente algumas pessoas podem não se familiarizar com a referencia, mas Caitlyn Jenner é o padrasto das Kardashians. Caitlyn até pouco tempo era William Bruce Jenner, que recentemente decidiu que não se sentia confortável com o gênero masculino e virou menina.

Não consigo ver como mudança de sexo pode torná-lo uma heroína, mas, hey, a internet anda tão carente que até mesmo uma foto do pai protegendo o filho com um guarda-chuvas faz sucesso na redes sociais, então quem sou eu para contrariar seus heróis.


O diretor P.C e outros justiceiros sociais acabam por se unir e fundarem uma fraternidade em South Park, assim eles podem ficar de olho na cidade.

Depois da suspensão, Cartman fica receoso de confrontar o diretor, mas os seus amigos acabam por incentiva-lo e o compara a Tom Brady, marido da modelo brasileiro Gisele Bündchen, que esteve envolvido no escândalo Deflategate.

Cartman acaba sendo visto por seus amigos como a ultima chance de recuperar a liberdade de pensar diferente dos demais. Motivado, ele pede a cueca de Butters e segue rumo ao banheiro dos professores.

Bem, o plano não dá certo e o gorducho acaba sendo espancado devido a incapacidade de enxergar discriminação em tudo. Na realidade Cartman estava tentando incriminá-lo por estupro de crianças.

É, nesse momento vários SJWs foram xingar muito no Twiiter.

Bem, durante os 20 poucos minutos fica a expectativa que Cartman consiga deter o diretor P.C e salvar Kyle. O judeu não quis se redimir por dizer que a transexual não era uma heroína, então a fraternidade de politicamente correto passa a atacá-lo constantemente.


South Park não deixa o ritmo cair em nenhum momento, ao ponto de que os 20 minutos parecem extremamente curtos. O novo diretor também será uma figura constante, pelo menos o final do episódio deixa isso no ar.

Cartman é um tremendo filho-da-puta, não existe uma palavra melhor que essa para defini-lo. Por mais que a imposição do moralmente correto pareça afetá-lo. Ele ao seu modo consegue driblar utiliza dos termos da fraternidade contra ela mesmo e tecnicamente se dá bem no final.


Brincar com temas polêmicos sempre foi o forte de South Park, mas posso dizer que esse primeiro episódio mostra o quão conectado os criadores estão com o mundo atual e fazem criticas diretas em como ela esta ficando cada vez mais chato.

Eu nunca vou entender essa necessidade das pessoas cagarem regras que as privam de liberdade. Não gosta de algo, simplesmente feche a página, não assista ou atire em sua própria cabeça - O resto do mundo agradece.

5 de setembro de 2015

CRÍTICA | MEUS 5 CENTAVOS SOBRE VINGADORES - ERA DE ULTRON


O primeiro filme dos Vingadores ao meu ver foi o ápice da gigante Marvel na telona, pois criar um filme equilibrado em que todos os personagens cumprem seu papel na trama sem cobrir o brilho um do outro não é uma tarefa fácil.

Era de Ultron prometeu algo ainda maior que seu antecessor, o que me levou a criar expectativas altíssimas na hora de assistir. O que não é nada bom, visto que sequencias cinematográficas nem sempre são bem sucedidas. O que não é o caso de Era de Ultron.

O filme tem mais de duas horas e consegue prender a atenção do telespectador na cadeira por todo esse tempo. Claro, ele tem alguns momentos para você ir ao banheiro, como a apresentação da família do Gavião Arqueiro – Sejamos franco, ninguém liga para o Gavião.

As batalhas estão todas incríveis e dá gosto ver o nível de destruição que é causado em Sokovia, principalmente na batalha entre homem de ferro e Hulk em Wakanda.

O personagem Ultron esta incrivelmente bem interpretado, o humor dele é assustadoramente volátil. E proporciona alguns momentos divertidos, mas senti que ele poderia ter oferecido muito mais a trama.

Ele é o vilão principal e nem torturou a humanidade tanto quanto eu esperava, optando por ir direto ao ponto: Extinção da humanidade.


Ultron também não é tão poderoso quanto eles tentam parecer, o que o torna uma dor de cabeça é o fato de ser numeroso e o corpo principal ser de vibranium – Que por ser um material terrestre não resistiria a jóias do infinito.

OK, estou sendo nerd chato, parei!

Falando sobre os gêmeos Pietro e Wanda, eu os achei descartáveis totalmente descartáveis a trama principal. A ligação com Hydra foi só uma maneira de trazê-los a esse universo. Eu sequer consegui sentir falta deles durante todo o filme, e quando um deles surgia eu dizia: Ah, é mesmo, tem os gêmeos – em seguida caia no esquecimento.

Houve momentos em que o tom do filme se tornou um pouco mais sério, como o diálogo entre a Viúva Negra e Bruce Banner, onde ela conta alguns fatos importantes sobre seu passado. Esse filme trouxe uma profundidade maior a personagem, que além de ser uma mulher forte, se faz valer unicamente de suas habilidades de assassina.

Sim, o Gavião Arqueiro também não tem qualquer super poder, mas o cara é um chato, convenhamos que a maior colaboração dele foi como líder dos Vingadores Secretos, só.


Há um personagem que morre durante a batalha contra Ultron e seu exército, mas ele é tão desinteressante que você não sentirá falta alguma.

Bem, o mais importante no final das contas, é que o filme é satisfatório e expande mais um pouco do incrível universo que a Marvel está moldando nos cinemas. Não o achei  melhor que o primeiro filme, mas sem dúvida é uma continuação empolgante e que pode ser visto várias e várias vezes – Principalmente a batalha entre Homem de Ferro e Hulk.