30 de outubro de 2015

RELATO | BGS 2015: COMO FOI DURANTE O EVENTO


A edição 2015 do Brasil Game Show chegou ao fim, e mesmo que eu tenha conseguido ir apenas no domingo (11), eu posso dizer que gostei bastante e devo ter perdido uns 5KG de tanto andar.  Não que a minha perca de peso seja importante, mas, oras, eu andei pra cacete. 

Eu cheguei ao evento por volta das 14 horas e apesar de saber que o evento fornecia ônibus de graça, o bonitão aqui resolveu pegar um táxi no terminal rodoviário Barra Funda. 

O cara foi muito educado, mas se eu ficasse mais 15 minutos dentro daquele táxi eu precisaria me prostituir para pagar a corrida.

Fica a dica, não vá de taxi! 

Quando cheguei ao evento eu pensei "Nossa, não está tão cheio quanto me disseram", mas depois de algumas horas aquilo lotou, mas ainda continuava fácil se locomover no meio do povo, o que foi muito bom, pois sou grande e não gosto de ser encoxado.

Andei um bocado e acabei encontrando com um brother do Twitter, o Jones. Cara extremamente gente boa. Zuamos um pouco o maldito do Minecraft, mas não pude prosear mais, precisei me encontrar com o Marvox - Precisamos conversar mais qualquer dia desses, Jones.


Esse é o Jones
Quanto acesso aos jogos, alguns títulos eram praticamente inacessíveis como: Rise of The Tomb Raider, que tinha uma fila imensa. Obviamente que procurei por filas menores. Eu fui no intuito de testar alguns títulos novos e matar a curiosidade e não para deitar e dormir no chão do evento.

O primeiro título que pude jogar foi Project Cars, que no caso eu consegui fazer a partida mais rápida de toda a BGS - Eu acho. 

Project Cars propõem ao jogador a experiência de controlar um carro nas condições do mundo real, então esqueçam aqueles drifts fáceis que executamos em outros jogos. Aqui o carro em alta velocidade exige muita paciência e destreza.  

Os gráficos do jogo é maravilhoso e muito detalhado. Porém, algo que noto muito nos jogos de corridas e me incomoda são a plateia "viva" nas  arquibancadas, que aqui não parecem gifs animados como nos demais jogos do gênero. 

Project Cars é um game conceitual e ousado aqui Principalmente no Cockpit em que o jogador entrava em um cockpit com aceleradores, freios, embreagem e tinham a visão interna nos monitores 4K. 

Caminhando um pouco mais eu topei Killing Floor 2. Nesse primeiro momento eu não pude jogar, pois um moleque cabra safado decidiu que iria zerar o jogo, então voltei a caminhar pela feira. 

Algumas voltas depois decidi ir conferir Street Fighter V e a nova personagem brasileira, Laura. 

Eu não sou um grande fã de controles arcades, mas só fui descobrir que não era Joystick tradicional depois de algum tempo na fila.



Obviamente eu escolhi a Laura Matsuda assim que chegou minha vez. Eu quase chutei a bunda do Ken, que no caso foi o personagem escolhido por Marvox, que já devia ter treinado no sábado - Safado! 

Posso dizer que minha pouca afinidade com o joystick arcade contribuiu para o meu traseiro ser chutado. 

Pobre Laura! 

Talvez a melhor surpresa à respeito da nova personagem, tenha sido que ela não é um charged. Que no caso são personagens que para executar alguns golpes e especiais é preciso pressionar trás por alguns segundos e pressionar frente e soco, chute e por ai vai. No caso dela basta um meia lua frente e chute pra atirar o adversário no chão. 

Eu joguei apenas uma partida, mas ela foi suficiente para me deixar bem animado com Street Fighter V. Eu necessito comprar esse titúlo, sem sombra de dúvida!



Tom Clancy: The Division é outro título que eu queria muito mesmo ter jogado na feira, mas devem ter esquecido o console com o jogo em casa, ai levaram só o pendrive com o gameplay. Ou resolveram pregar uma pegadinha das bem sádica com todos presentes no evento.

Algumas voltas e algumas fotos depois, precisei ir a área de imprensa recarregar a bateria do celular. Sim, o gênio aqui não levou câmera, então todas as fotos foram feitas com meu Lumia 520. Elas não ficaram ruins, mas não me deixaram totalmente satisfeito.

Dentro da sala de imprensa pude conversar um pouco mais com meus amigos Marvox do Marvox Brasil e Tchulanguero AKA Mineiro do Vão Jogar, que foi lá só para me dar um abraço apertado. Eu fiquei comovido e choramos juntos quando nos abraçamos,foi uma experiência gratificante e sem dúvida me marcou.
Marvox no meio, Tchulanguero do lado direito e EU
Eles são o tipo de pessoas que você consegue conversar por horas de tanto assunto que rola, mas que não respeitam minha autoridade e ficam me zuando... vacilo, hein!

Com o celular um pouco carregado, nós voltamos a andar pela feira e fomos parar na área indie. Lá tive o prazer de conhecer alguns estúdios brasileiros e conhecer um pessoal muito bacana.

Depois de lancharmos, fomos direto a área da coleção de video games do Marcelo Tavares, que além de sensacional, me proporcionou a oportunidade de ver um PIPPIN ao vivo. Os seguranças precisam me conter nesse momento, enquanto eu gritava alucinadamente " ME DEIXE TOCAR, EM NOME DE TUDO QUE É MAIS SAGRADO". Claro, mentalmente eu pensei em fazer isso... deu vontade, eu precisava tocar naquilo, mas achei melhor não me arriscar.
Encontrei com o Jones nessa área e pudemos conversar um pouco mais sobre os consoles exposto. E graças a ele temos uma foto juntos, pois meu celular já tinha dito adeus a bateria novamente.

Depois de conhecer muito da coleção particular do Marcelo Tavares, resolvemos conferir a área indie.



Nossa primeira parada foi no famoso Aritana e a Pena da Harpia, do pessoal da Duaik, que estava disponibilizando para o pessoal experimentar a versão do Xbox One. Eu pude jogar e foi difícil não notar que ainda está mais bonito do que na versão PC, além de receber um tutorial na primeira fase, pra molecada aprender a jogar. Claro, eu apanhei um pouco no momento que joguei, pois fazia um tempão que jogava Aritana, além de algumas cositas terem mudadas nessa pra console, mas o jogo continua incrível.

O Ricardo Duaik e o resto do pessoal também foram muito atencioso e até descobrimos que Donkey Kong serviu de inspiração para algumas coisinhas. Também nos adiantaram que aqueles que compraram a versão PC receberão atualizações e a DLC Espirito de Fogo de maneira gratuita, mas só após o Xbox One o receber primeiro devido a questões contratuais.

Eu só tenho a agradecer pela recepção, um forte abraço para o pessoal da Duaik Entretenimento.

Depois passei o joystick ao Marvox, que naquele momento decidiu que ninguém mais iria jogar e começou a zerar o jogo (de novo). Lembram daquele garoto Killing Floor 2... Eu o abandonei nesse momento e fui ver outro indie.



Dessa vez eu comecei a jogar um pouco de Eternity - The Last Unicorn dos caras da Void Studios. O jogo é um adventure RPG e que contém bastante exploração. Eu fiquei espantado com a área das cavernas, onde tudo parece úmido e realmente passa a sensação de que você tá bem ferrado. Rolou um bug em que a personagem ficou enroscada em um obstaculo invisível, mas o jogo está em pré-alpha, então é compreensível. Porém, uma coisa é certa, o jogo tem tudo para ser um excelente título.



Um jogo que chamou minha atenção logo que cheguei na área indie foi Tiny Little Bastards dos caras da Overlord Studios.

O jogo é um side-scroller 2D em que você controla Ivaar, viking e dono de uma taberna que se vê obrigado a enfrentar os duendes afim de defender o néctar dos deuses: a cerveja.

Não sei quanto a vocês, mas esse é o tipo de game que eu precisava em meio a milhares de jogos que tentam ser realistas e sério. Humor ainda me conquista, e Tiny Little Bastards tem o bastante. O design dos personagens são cativantes e o jogo possui uma dificuldade razoável, pois você precisa pensar na hora de passar por alguns obstáculos. Claro, temos também uma variedade de armas a disposição, além de um sistema de craftar que será implantado.


Eu conversei bastante com o Marcelo Ribeiro, responsável pelo design do jogo. e que me adiantou que aquela era a primeira vez do jogo ao público e que muitas coisas ainda serão melhoradas.



Tiny Little Bastard foi uma das coisas mais legais que joguei durante a feira, mas nesse aqui os ingredientes que prendem a minha atenção como humor, violência, barba e culturas pagãs estão lá.

Agradeço a atenção e paciência que o Marcelo do Overlord Studio teve enquanto eu jogava sem parar. Mal posso me aguentar para colocar a mão nesse jogo novamente, parabéns aos envolvidos.

Depois de ficar muito tempo na área indie, foi hora de voltar a sala de imprensa e recarregar a bateria do meu celular. Não fiquei me demorei, pois o tempo estava ficando curto.

Finalmente eu pude voltar ao Killing Floor 2 para brincar um pouco. O garoto deve ter sido removido a força para dar vez aos outros visitantes.



Eu queria muito ter jogado pelo menos umas duas horas, mas infelizmente só pude morrer duas vezes. Sim, o jogo vai te matar com muita facilidade enquanto você corre feito um louco pelo cenário para evitar ser cercado.

A semelhança com Left 4 Dead 2 é grande, mas quem liga, aqui a trilha sonora é uma pancadaria atrás da outra e você entra no clima muito rápido, principalmente com a quantidade absurda de s
angue e vísceras que são despejado em sua frente.

Esse é outro jogo que realmente me conquistou bastante. O inimigos me remeteram um pouco aos personagens criados por Rob Zombie em A Casa dos Mil Corpos.


Infelizmente quando passei os comandos para o Marvox já era hora de ir embora e foi então que me dei conta que o dia simplesmente voou literalmente. Lá fora pude ver uma fila imensa para pegar o ônibus que o evento ofereceu de graça. Ali terminava minha visita a BGS 2015, mas foi o inicio de uma noite que me marcou bastante, pois eu acabei dormindo na rodoviária.

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