19 de março de 2014

A METAMORFOSE | FRANZ KAFKA


Faz um bom tempo que não trago nenhuma dica de livro para o blog, mas isso se deve ao fato de que não tinha lido mais nada desde o fabuloso "I Have no Mouth and i Must Scream" de Harlan Ellison.

Nesse tempo distante da leitura, adquiri vários livros físico e alguns Epubs, mas acabei deixando-os empoeirando na estante. Não há desculpas o suficiente para mim, pois sempre incentivo a leitura as pessoas a minha volta, então que diabos de exemplo sou eu.

Tirei o pó dos livros, selecionei alguns Epubs interessante e voltei com força total, sendo os dois primeiros Guerras dos Tronos: Crônicas de Gelo e Fogo do autor George R.R. Martin e Metamorfose do autor Franz Kafka.

Mesmo com Guerra dos Tronos iniciado, acabei tentado a ler o livro de Kafka, que por sinal é bem curto, apenas 60 paginas, e devorei em 2 dias.

O livro conta a historia de Gregor Samsa, um caixeiro-viajante que se transforma em um inseto. Na realidade ele acorda na forma de um inseto, o que não muda o fato da transformação... só estou pensando alto.

Mesmo após perceber que seu corpo não é mais ou mesmo, os pensamento dele estão voltados ao trabalho e seus deveres. Claro, que se acontecesse comigo, provavelmente eu estaria gritando e chorando feito uma menininha, mas Gregor é de um tempo em que homens eram mais duros consigo mesmo.

Determinado a seguir com suas obrigações, então decidi que precisa levantar, pois já esta atrasado para o trabalho. Nesse tempo ele tenta de diversas formas se por de pé, com dificuldade, visto que ele se transformou em um inseto.


Depois de algum tempo, ele caba saindo da cama e até por insistência da família, consegue abrir a porta do quarto, mesmo sem as mãos, mas não é bem recebido como esperava. A família se assusta com o novo Gregor e acabam por confina-lo ao quarto e meses vão se passando.

Nessa passagem de tempo Gregor, que antes era o pilar financeiro da família percebe como se tornou inútil, pois seus pais começam a desprezá-lo e em certo momentos até é agredido, algo antes inimaginável por ele.

A pessoa mais próxima a ele seria sua irmã Grete, que no início passa a alimentá-lo, mas que depois de arrumar um emprego, também passa a desprezá-lo em alguns momentos. O que leva  Gregor sentir-se cada vez pior.



O livro nos proporciona grandes lições, principalmente que é horrível sentir-se um fardo para pessoas que amamos. Apesar de não podermos prever os infortúnios que pode vir a nos acometer, tampouco a reação de nossos familiares.

Gregor apesar de amar sua família, acaba por desenvolver ódio devido a forma como passa a ser tratado. Alguém que antes era tratado com tanta importância, simplesmente deixou de existir no núcleo familiar.

Seria apenas o dinheiro de Gregor importante para a família, será que eles realmente o amavam? 

Eu fiquei extremamente emocionado com o final do livro - Foi impossível não comparar algum momento da minha vida com os questionamentos de Gregor. Eu já me senti como ele, ainda hoje tenho medo de me sentir daquela forma.

Não estou dizendo que fui uma barata, oras essa!

O livro é sensacional e levanta diversas questões, então não perca tempo, compre, faça o download, mas não deixe de ler essa magnífica obra.

Claro, que se você for muito preguiçoso, também pode optar por assistir ao filme com legendas em português aqui embaixo - Créditos do vídeo: Marcelo Vinicius 

De nada!

7 de março de 2014

Blackthorne (Snes)


Helllloooo Everybody!!! 

Todos nós temos um ou outro jogo que não lembramos o nome e só sabemos da existência dele. Blackthorne pra mim foi um desses, sabia que tinha jogado e que ele existia, mas não sabia o nome e não fazia ideia de por onde começar a procurar. Até o dia que catei aquele emulador de Playstation 2 que vem uma porrada de roms em ordem alfabética e por coincidência acabei apertando o cursor em cima dele e redescobri o nome do dito cujo.

Nunca me dei bem com jogos com a jogabilidade estilo Prince of Persia, mas esse jogo me cativou pelo fato de que já no inicio do jogo ter uma cinematic (que na época era algo que se destacavam extremamente nos jogos) contando a história do jogo. E aquilo fixou na minha memória porque fiquei realmente impressionado com aquela animação, que acarretou o incentivo de eu ter chegado bem longe por mais que eu não gostasse da jogabilidade (que acabei me acostumando durante o tempo) para ver se tinha alguma outra animação no final dele.


A história de Blackthorne gira em torno do planeta Tuul. Thoros o governante do planeta, não sabe para qual dos dois herdeiros (ele deve passar o trono então tentando resolver o seu problema, ele convoca seus  dois filhos para o deserto e lá se suicida se transformando em duas pedras, a pedra da luz e a pedra da escuridão ,que foi passado para cada um e dividindo o reino em partes iguais e que cada um governe seu povo. O reino da pedra da luz se chama Androth enquanto  o povo da pedra da escuridão se chama Ka’dra’suul (nome bem bárbaro não?!). 

O povo de Ka’dra’suul não se conforma em ter herdado do grande Thoros a pedra da escuridão e a rejeitam transformando toda a população em monstros.
Sarlac, um dos monstro de Ka’dra’suul monta um exercito para ir em busca da pedra da luz em Androth. Sabendo disso o rei de Androth, Vlaros, com a ajuda do mago Galadril, envia o príncipe Kyle Blackthorne (ou Blackhawk) para a Terra na ideia de livrar ele da morte.

Na Terra, Kyle se tornou um renomado comandante militar e mercenário. Sendo preso e até enfrentando a corte marcial. Mas ele começa a ter sonhos estranhos e sem muito sentido para ele no momento, mau sabia ele que era Galadril mandando mensagens para ele. Um dia Galadril o envia novamente para Tuul para poder salvar o povo de Androth.


A história é algo que é bem montada para um jogo desse estilo, normalmente são feito histórias mais clichês (por mais que essa história de ter que salvar o povo éclichezão, essa história deThoros daria uma boa mitologia).


Ódio é a única palavra que descreve o sentimento de quando eu caia em armadilhas óbvias ou caia em buracos de bobeira. 

Normalmente você tem que prestar a atenção em pequenos detalhes na tela para que aquilo não venha ser a sua morte. Mas fora a jogabilidade que eu particularmente não gosto, o jogo é bom, tem uns gráficos e efeitos de brilho nos cenários que chamam bastante a atenção os sons se encaixam perfeitamente nos cenários.

 Indico fortemente!