Brothers: A Tale of Two Sons | Uma jornada para se refletir - Arquivos do Woo

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5 de setembro de 2013

Brothers: A Tale of Two Sons | Uma jornada para se refletir

Brothers: A Tale of Two Sons | Uma jornada para fazer pensar

Brothers: A Tale of Two Sons é o tipo de jogo que normalmente eu ignoraria, mas que acabei cedendo após um amigo muito próximo falar maravilhas sobre a trama. Só que eu não tenho Xbox360, e como ele estava empolgado para que eu pudesse jogar o titulo, acabou trazendo o videogame aqui em casa.

Obrigado, Erivelton!

Conforme combinado, ele trouxe o videogame e zeramos o jogo em uma tarde.  Olha, eu não esperava que o jogo pudesse ser tão bom, foi uma porrada emocional tão grande que levei um tempinho para digerir tudo aquilo. 

Bem, agora cá estou escrevendo a respeito, me acompanhem!


Brothers: A Tale of Two Sons começa com a cena do irmão menor dentro de um bote tentando salvar sua mãe que está se afogando. Um começo triste, e que já nos dá uma ideia do que vira pela frente. 

Como se perder a mãe no fosse os suficiente, seu pai também está doente, então é preciso controlar os irmãos e levá-lo até o médico. É nesse momento em que somos apresentados a jogabilidade do jogo, que é algo inédito, pelo menos pra mim. O joystick é divido dedicando cada lado a um dos irmãos. O lado esquerdo do joystick (LT e analógico esquerdo) pertence ao irmão mais velho, enquanto o lado direito do joystick (RT e analógico direito) fica para o irmão mais novo - O cérebro leva um tempinho para se acostumar, mas depois que pega o jeito é só alegria

Depois que você passa por essa etapa, você será jogado em uma jornada em busca de uma cura para o pai dos garotos. Não existem medicamentos (ao menos foi o que deduzi, porque não entendi bulufas nenhuma do que eles conversaram ao médico) e a unica cura possível é o néctar de uma arvore que está em um reino distante.

É ai que entra a jogada de Brothers: A Tale of Two Sons, pois você terá que controlar ambos os personagens para solucionar os puzzles durante todo o jogo. O que deixa ainda a experiência mais interessante,  é que os personagens possuem uma personalidade diferente um do outro. Há inumeras interações pelo cenários e suas interações com estes objetos nos cenários são sempre diferentes. Na versão do Xbox One, que foi a que joguei, é possível ver o jogo com os comentários do diretor. Lá, o diretor Josef Fares explica que a equipe se dedicou  a criar uma interação unica para cada um dos personagens.

Olha só o tamanho do cuidado que os desenvolvedores tiveram ao conceber Brothers.



Vale a pena salientar que o jogo não tenta amenizar o impacto de uma morte, e não tô dizendo que vai rolar morte e decapitações, mas sim que coloca as crianças lidando com a morte por mais de uma vez durante todo o jogo, isso de um modo único. Isso me causou um impacto fudido, realmente não esperava. E se por um lado o visual do jogo tenha passado a ideia que se desenrolaria uma historia bobinha, pense duas vezes.

Brothers: A Tale of Two Sons te apresenta um mundo tão problemático quanto o nosso mundo real. Os personagens se veem forçados a lidar com guerras, monstros e até mesmo  uma tentativa de suicídio durante sua jornada. O contraste de que vidas estão se perdendo enquanto você tenta salvar uma nos faz refletir. Porque o mundo real é assim, não importa o quanto você queira construir algo bom, vidas vãos e perdendo indiretamente durante essa busca. E isso é aplicado de um modo que você vê os personagens amadurecendo diante de toda essa dor.

Mas não pensem que o jogo faz isso de modo forçado e raso. Tudo isso ocorre de um modo sutil e executado com uma delicadeza admirável. Coisas muitos ruins acontecem, mas outras boas podem ou não acontecer, como na vida real.



Brothers: A Tale of Two Sons é um jogo curto, dá pra finalizá-lo em algumas horas, mas que certamente vai lhe proporcionar uma experiência que vai marcá-los por décadas. Olha, eu não quis me estender mais e correr o risco de estragar a jogatina de vocês, então decidi deixar o artigo um pouco curto, igual ao jogo.

Ah, outro ponto que acredito ser interessante para a galera que gosta de caçar conquistas, é que todas as conquistas desse jogo são super fáceis de se fazer. A segunda vantagem é que se possuem console da nova geração peguem suas respectivas versões, nela vem um extra do jogo com comentários do diretor. Vale muito a pena pra que gosta de saber sobre os bastidores.

Se alguns de vocês já terminou o jogo e quiser compartilhar sua experiência, sintam-se a vontade. Deixo avisado que se rolar spoilers do final do jogo, vai levar BAN. Quero nem saber se foi na brincadeira, nesse site sou eu quem dita as regras.

É isso, espero que tenham gostado do artigo e até a próxima. Fiquem com a música tema dessa preciosidade de jogo:



7 comentários:

  1. Parecer ser um belo jogo e com uma mecânica interessante. Está na minha lista para comprar na steam D: só estou esperando aquelas promoções de final de ano haha
    Provavelmente isso de controlar dois personagens ao mesmo tempo deixara minha cabeça bem confusa, já que sou lerda pra caramba, mas tentarei jogar u.u

    Abraços o/

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  2. Nossa, demorei para responder seu comentário Nelleh! Desculpa =/


    O Game é ótimo e mesmo eu que tenho péssima coordenação, consegui me virar hahaha! Você vai amar esse game, não sei se já esta jogando, mas jogue.


    Um dos melhores que joguei esse ano Nelleh! Obrigado pelo comentário! ^^

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  3. Vish, no problem shauhsauhsauhsua ainda bem que você respondeu e eu resolvi procurar o jogo de novo e vi que tinha pro xbox D: só terminar de jogar Lost Planet que vou começar com os Brothers ai. Depois digo o que achei u.u
    Abraços o/

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  4. Sabia que iria gostar Nelleh! ^^

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  5. Falou muito pouco do jogo.

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  6. Bro, só apontei o que julguei essencial para ser dito, quando o game é bom, vale a pena ocultar alguns detalhes para que o jogador se surpreenda ^^

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  7. Não me refiro a detalhes da história, mas sim dos pequenos detalhes de interação dos personagens, como os NPC's reagem aos comandos. Como por exemplo, quando o irmão mais novo brinca com o gato, o gato fica manhoso e brinca de volta, já quando o irmão mais velho tenta brincar com o gato, o mesmo o tenta arranhar.

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