28 de abril de 2011

MEME | O PRIMEIRO CONSOLE A GENTE NUNCA ESQUECE


AH! O primeiro console eis uma lembrança que nenhum homem ou mulher esquece caso seja um (a) gamer ou gaymer.

Ainda recordo minha emoção ao ver meu tio chegando em casa com aquela caixa grande, e rasurada, pensava que era um videocassete a primeira vista. Logo em seguida ele retirou o aparelho de dentro com alguns cartuchos, de inicio fiquei empolgado, mas não tinha idéia do que se tratava, tinha uns 8 anos na época.

Mas a emoção veio mesmo após ligar o console, senti que um novo mundo se abria diante meus olhos, varias cores e personagens controláveis, fiquei pasmo com o poder daquele videocassete estranho.





O console acompanhava dois controles e um deles estava somente na placa com as borrachinhas coladas, enquanto o outro era completo. Infelizmente o controle inteiro não funcionava, então tínhamos de utilizar o que estava só o esqueleto, mas não atrapalhava em nada a jogatina e possui três cartuchos, sendo os jogos Vigilante, Double Dragon e Shinobi.

Um dos primeiros títulos que joguei foi Alex Kidd in Miracle World que vinha na memória, a possibilidade de pilotar uma moto ou mesmo um helicóptero naquela época era fascinante para mim, sentia o que os jovens de hoje, sentem ao jogar Resident Evil 5 ou Prototype.

Recordo que deixei varias vezes de assistir a banheira do Gugu para poder jogar Shinobi, Vigilante e Double Dragon.


A BANHEIRA DO GUGU!


Eu era jovem e não compreendia muito o mundo, não gostava de meninas da minha idade, mas sabia muito bem o que era aquilo saltando do biquíni das participantes e gostava muito, mas não foi o suficiente para superar o meu deslumbramento com o Master System. Passei horas e horas jogando Vigilante e Double Dragon ao lado do meu tio, mas os preferidos eram Shinobi e Alex Kidd.





Vale lembrar também Monica no castelo do Dragão que era o ótimo, alugávamos sempre pois devorava os quadrinhos na época e a possibilidade de jogar com a personagem me deixava em êxtase. Mas o tempo passou e meu tio vendeu o aparelho e comprou um Super Nes, mas nunca esqueci os bons momentos que tivera com o Master System.

Foi devido a esses bons momentos que recentemente adquiri um Master System só para relembrar os bons momentos que passei ao lado do meu tio, que hoje se entregou ao mundo dos jogos de Futebol.




Mas o importante é que a lembrança ainda esta aqui fresca em minha memória e hoje já adulto, quando sinto falta daquela sensação eu ligo o Master System e sou transportado para o ano de 93 quando ainda não existia Ps3 ou Xbox360 e eu me divertia muito mais com um jogo baseado na turma da Monica.
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Confiram os post dos demais participantes do MEME.

25 de abril de 2011

DIGGER | THE LEGEND OF THE LOST CITY



Nossa aventura começa quando o entediado Digger resolve se enfiar em tumbas e cavernas no meio do nada, só para aumentar a adrenalina e descobrir uma cidade perdida. Munido de uma Pá e poucos itens para nos auxiliar durante todo o desafio, Digger terá de enfrentar uma horda de inimigos que variam desde mosquitos a um T-REX.

...

Enfrentar um T-REX com uma pá, você sabe como é isso?

Não, não sabe, pois você reclamou quando Lara teve de enfrentar o T-REX com duas pistolas... SEU BICHINHA!

A missão de desbravar o subterrâneo em busca de tesouros e tudo mais que uma grande aventura tem a oferecer, parece um desafio fácil, mas ao jogar notamos que nosso herói precisará de muita, mas muita ajuda - Imagine-se em uma caverna suja e empoeirada repleta de criaturas estranhas e tomada por mosquitos superdesenvolvidos. 

Mosquitos já são chatos ao extremo e aqui eles ganham o troféu aporrinhação.




Eu morri, mas de tantas formas por causa desses mosquitos que houve momentos que nem tentava mais matá-los, ficava aguardando ser cercado por eles e morrer.

...

Todos já fizeram isso, não seja hipócrita, Hunf!

Um ponto interessante a ser ressaltado é a articulação do personagem que é magnífica, realmente passa a sensação de movimento, diferente daqueles sprites que invertem para apresentar movimento.

Não posso deixar de citar a forma como nosso protagonista morre, pois aqui o negócio é testosterona pura. Digger morre silenciosamente como um homem de verdade, e podemos ver o lapso de tempo mostrando o corpo se decompondo.

Os vermes os comem Digger literalmente, deixando apenas o capacete e suas vestes, por favor, tirem as crianças da sala e não os deixem vê-lo jogando.

Há também um medidor de tempo que surge logo depois de pressionar um pilar, que calcula o tempo que você tem até que a porta se fecha, e se isso ocorrer você terá de voltar até o pilar novamente. Mas não se desespere mesmo que em alguns momentos você se encontre envolto de ataques incessantes dos mosquitos ou acabará de cair em um buraco que VOCÊ MESMO ABRIU.

Quando você começa a cair em algo que você mesmo cavou, respire fundo e tente novamente.


No inicio do game tudo parece bem simples, mas depois de algumas fases você começa a notar o alto grau de dificuldade do game.

Haverá momentos que você precisará pisar no pilar fugir dos inimigos e para isso é necessário escavar lugares estratégicos para ganhar tempo, pegar diamantes e de quebra chegar antes que o tempo termine e a passagem para a próxima fase não se feche.


Uma criança normal teria um colapso nervoso sem duvida alguma com toda essa pressão e provavelmente sairá de frente a TV falando grosso.

A trilha do game é ótima, tem todo aquele clima de enigma da pirâmide (alguém se lembra desse filme?), e você fica com ela na cabeça depois da jogatina, algo que não é surpresa vinda da RARE.

Outro ponto a favor é os detalhes do protagonista que achei muito bem articulado, quando estiver escavando você nota o nível de detalhe e o cuidado com o protagonista, e una isso a um controle que responde maravilhosamente bem.

Digger: The legend of the lost city é mais um clássico perdido do Nes, que não teve sua devida atenção, mas fica a dica para os retrô gamers correrem atrás desse grande título que merece seu lugar ao sol.